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Calor e falta de chuva ligam alerta de produtores de soja

O calor e o clima seco registrado nos últimos dias liga o alerta de produtores de soja na região Oeste do Paraná. Em Marechal Cândido Rondon, algumas lavouras já apresentam os primeiros sinais de estresse hídrico provocado pelas altas temperaturas e falta de chuva. “É um momento de alerta. Cada dia que passa e a chuva não vem é uma apreensão a mais porque as lavouras vão acumulando pequenos prejuízos”, aponta o engenheiro agrônomo da Copagril, Genésio Honório Seidel.
Ele explica que, com a terra seca, as plantas começam a perder seu potencial genético de produção e até começam a abortar as vagens. “As plantas já começaram a sentir a falta de chuva e o calor. Se continuar esse clima sem chuva por muito mais tempo, a planta começa a abortar. Ele perde seu potencial produtivo”, destaca.
O engenheiro agrônomo enaltece, no entanto, que as lavouras que foram cultivadas no início da semeadura, em 10 de setembro, estão mais propensas às perdas, já que estão mais adiantadas. “Essa lavoura da abertura do plantio, em 10 de setembro, já está na fase de formação dos grãos, cerca de 50% do grão já está formado. E nessa fase a demanda dela por água é muito alta”, aponta o produtor. “A soja que foi semeada mais para o final de setembro ainda não sentiu tanto”, amplia o profissional.
Gervásio explica, no entanto, que as quebras dependem de outros fatores, como a tecnologia aplicada na lavoura, a localização da fazenda e até o tipo de solo. “Percebemos que umas áreas estão sentindo mais que outras. Vai depender além da época do plantio, do tipo de solo, do investimento que foi feito, da variedade que foi plantada. Em áreas de encosta, em áreas com pedra ou laje muito próxima da superfície sofrem mais”, explica o profissional. “Em Rondon, quanto mais perto do lago, mais quente, então a planta vai mostrar mais (estresse). Em Novo Três Passos, onde a altitude é maior, a planta já sente menos esse clima seco e quente”, aponta.
De acordo com ele, os institutos meteorológicos estão apontando o retorno das chuvas para este fim de semana. “No final de semana é para termos os primeiros sinais de chuva. Torcemos para isso”, garante. Em Marechal Cândido Rondon o Simepar aponta probabilidade de 15% de chuva e índice acumulado de 2,7 milímetros. Para a quinta-feira (20), a chance é maior: probabilidade de 100% e acumulado de 8,6 milímetros. Ainda conforme o Sistema Meteorológico do Paraná, essa chuva deve se manter até a véspera do Natal, dia 24.
Texto: O Presente Rural

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Governo regulamenta salvaguardas em acordos comerciais
Medida visa proteger produtores e indústria contra aumentos repentinos de importações.

O governo federal anunciou que vai editar um decreto para regulamentar o uso de salvaguardas em acordos comerciais, mecanismo que protege setores nacionais de aumentos repentinos de importações. O anúncio foi feito na quinta-feira (19) pelo presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a abertura da 35ª Festa Nacional da Uva, em Caxias do Sul (RS).
De acordo com Alckmin, a medida vai definir regras claras para aplicar os mecanismos de proteção imediatamente, caso haja aumento de importações que prejudique a indústria e o agronegócio. O decreto abrangerá tanto acordos já vigentes quanto os futuros.
Como as salvaguardas funcionam
Salvaguardas permitem ao país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas. Em caso de dano comprovado à produção nacional, o governo pode:
Estabelecer cotas de importação;
Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.
O decreto deve detalhar prazos, procedimentos de investigação e condições de aplicação das medidas.
Expansão dos acordos do Mercosul
Com a ampliação da rede de acordos do Mercosul, incluindo Singapura, EFTA e União Europeia, a parcela do comércio brasileiro com preferências tarifárias saltou de 12% para 31,2%. Em um cenário anterior, as salvaguardas podiam ser aplicadas com base em regras multilaterais gerais. Com a ampliação dos compromissos preferenciais, o governo avalia que é necessário criar disciplina específica para dar previsibilidade e segurança jurídica ao uso do instrumento.
Alckmin também comentou o cronograma de desgravação tarifária (redução mútua de tarifas) previsto no acordo entre Mercosul e União Europeia. Segundo ele, a redução das tarifas ocorrerá de forma gradual para permitir adaptação dos produtores nacionais.
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Brasil negocia ampliação de exportações agropecuárias para a Índia
Reunião abordou abertura para carne de frango, erva-mate e feijão-guandu, além de cooperação em bioinsumos.

Após reunião com o ministro da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores da Índia, Shri Shivraj Singh Chouhan, os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária, e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, destacaram, nesta sexta-feira (20), o fortalecimento da cooperação agrícola e a ampliação das relações comerciais entre os dois países. O encontro integrou a agenda da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova Délhi.
Entre os temas tratados estiveram bioinsumos, mecanização, inteligência artificial aplicada ao campo e complementaridade produtiva entre as duas potências agrícolas. Os ministros ressaltaram que Brasil e Índia compartilham desafios relacionados à segurança alimentar e à necessidade de elevar a produtividade com sustentabilidade.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
Segundo o ministro Carlos Fávaro, a reunião abriu espaço para avanços concretos no comércio bilateral de produtos agropecuários. “Tratamos da ampliação das relações comerciais. O Brasil está pronto para abrir a romã para importar da Índia e também para receber a noz macadâmia produzida aqui. Como contrapartida, buscamos a abertura do feijão-guandu, além de ampliar oportunidades para a carne de frango brasileira e a erva-mate”, afirmou.
Fávaro destacou ainda a convergência entre os países no desenvolvimento de bioinsumos, área estratégica para a transição a sistemas produtivos mais sustentáveis. A cooperação técnica deve incluir troca de conhecimento, pesquisa e estímulo a soluções tecnológicas adaptadas às realidades tropicais.
O ministro Paulo Teixeira enfatizou a complementaridade entre as duas agriculturas e o potencial de cooperação em melhoramento genético, mecanização e inovação. A presença de empresas brasileiras atuando no mercado indiano, inclusive na área de genética bovina, foi apontada como exemplo de integração já em curso.
A agenda agrícola ocorre em um momento de intensificação das relações bilaterais entre Brasil e Índia. Em 2025, o comércio entre os países alcançou US$ 15 bilhões, crescimento de 25,5% em relação ao ano anterior, e a meta comum é elevar esse valor para US$ 20 bilhões até 2030.
A visita oficial também inclui discussões sobre cooperação tecnológica, transformação digital e segurança alimentar, temas que figuram entre os pilares prioritários da parceria estratégica entre as duas nações.
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C.Vale amplia quadro social e chega a 29,6 mil cooperados
Cooperativa admitiu 1.429 novos produtores e encerrou o ano com 15.346 funcionários em seis estados e no Paraguai.

A C.Vale, presente em seis estados brasileiros e no Paraguai, divulgou em Assembleia Geral Ordinária que encerrou 2025 com crescimento no quadro social. Foram admitidos 1.429 novos produtores, elevando o total para 29.683 cooperados.
O número de funcionários também aumentou, chegando a 15.346 trabalhadores. Desse total, 8.864 atuam no complexo agroindustrial em Palotina (PR) e 6.482 estão distribuídos nas demais atividades da cooperativa no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Goiás e no Paraguai.
O relatório foi apresentado aos associados, no dia 6 de fevereiro, pelo presidente do Conselho de Administração da C.Vale, Alfredo Lang, que também conteve indicadores de produção, demonstrativos financeiros, investimentos, premiações e plano de atividade para 2026.



