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Calculadora de sementes forrageiras está disponível para produtor rural

A ferramenta fornece uma sugestão da quantidade de sementes forrageiras necessária para a implantação da pastagem.

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Foto: Divulgação/Embrapa

Na hora de implantar ou reformar a pastagem, o produtor sofre com a dúvida sobre a quantidade de sementes a ser plantada. De olho nesse problema, os pesquisadores da Embrapa Gado de Corte (MS) desenvolveram a calculadora de sementes. A ferramenta fornece uma sugestão da quantidade de sementes forrageiras necessária para a implantação da pastagem. Disponível, gratuitamente, na Plataforma Pasto Certo, ela é resultado da parceria Embrapa, Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto) e Faculdade de Computação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Facom-UFMS).

“Com esse instrumento, reforçamos as boas práticas de manejo, preconizadas pela pesquisa. É útil para o produtor, que pode escolher a quantidade e a qualidade de sementes, estando mais consciente de suas escolhas”, afirma o pesquisador Sanzio Barrios. Nos últimos anos, ele e os pesquisadores Ademir Zimmer (falecido) e Jaqueline Verzignassi trabalharam diretamente no desenvolvimento da calculadora.

Redução de custos, menor desperdício de maquinários, percepção de distorções, inclusive nos preços, são outros benefícios apontados pelos especialistas para o pecuarista que incorporar a ferramenta à rotina da propriedade rural. Ela foi desenvolvida nas versões Android, iOS (sistema operacional da Apple) e web, e funciona em dispositivo móvel ou em tela cheia (www.pastocerto.com”), sem ocupar espaço no smartphone ou desktop, com sincronismo de informações.

Por dentro da calculadora

Antes de começar a utilizá-la, é necessário ter em mãos o “termo de conformidade”, que acompanha a nota fiscal no momento da compra da semente. “É relevante solicitar o termo de conformidade para que os dados sejam utilizados no cálculo. Toda empresa ou revenda deve fornecer o esse termo“, alerta Jaqueline Verzignassi, representante da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates) no Comitê Técnico de Forrageiras da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). Os dados de qualidade presentes no termo serão usados para preencher os campos iniciais.

Para ter a sugestão de cálculo, o usuário deve informar qual cultivar forrageira será implantada; o método de semeadura a ser adotado (a lanço ou em linha); e o tipo de semente (não revestida ou revestida).

O próximo passo é inserir os valores para a taxa de semeadura desejada (número de sementes puras viáveis por metro quadrado; espaçamento entre linhas de semeadura (cm); peso de mil sementes revestidas (g), o valor está na embalagem das sementes e no “termo de conformidade”; peso de mil sementes (g); pureza da semente revestida (%) para sementes revestidas ou simplesmente “pureza da semente” para o caso de semente “não revestida”; germinação ou viabilidade da semente (%); área de plantio (ha) e preço do kg da semente comercial (em reais R$).

Todos os parâmetros são de preenchimento obrigatório, exceto o preço da semente, e a maioria está no termo de conformidade. “Os cálculos e os resultados consideram as sementes incorporadas nas profundidades recomendadas para cada cultivar e a calculadora pode ser utilizada para qualquer espécie ou cultivar forrageira”, complementa Zimmer.

Além de fornecer o número de sementes puras viáveis por metro linear, a ferramenta fornece informações para valor cultural real da semente comercial, peso de sementes puras viáveis por metro linear, peso da semente comercial por metro linear, quantidade de sementes puras viáveis por hectare, quantidade de semente comercial por hectare, quantidade de semente comercial para área total, custo da semente comercial por hectare e custo da semente comercial para área total.

Tipo de semente

Por definição, a semente revestida inclui tanto as pelotizadas quanto as incrustradas. Sementes “não revestidas” incluem as sementes que não sofreram nenhum tipo de processo de pelotização/incrustramento ou que sofreram a adição de algum tratamento (agrotóxicos, corantes ou outros aditivos) sem alteração significativa no seu tamanho, peso ou formato.

Verzignassi destaca que, ao optar por sementes revestidas, o produtor busca por um produto de qualidade superior, com altos percentuais de pureza e germinação. Entretanto, segue a pesquisadora, é necessário ter cautela na aquisição e utilização. “A semente revestida proporcionará ganhos quando apresentar características que agreguem valor efetivo, atendendo às normas do Ministério da Agricultura. Do contrário, é arriscado,” ressalta.

Pasto Certo, versão 3.0

A calculadora de sementes está no âmbito do aplicativo Pasto Certo, que atingiu a marca de mais de 50 mil downloads. Na versão 3.0 fori acrescentada a funções de captação de demandas dos usuários relacionadas à produção pecuária a pasto; também houve inclusão das funcionalidades “calculadora de sementes forrageiras” e “assistir a vídeos relacionados às pastagens”.

“Com as novas inserções, o aplicativo se consolida como uma plataforma integrada, oferecendo solução eficiente para orientar na escolha da cultivar adequada, cálculo e aquisição de sementes, implantação, estabelecimento e manejo correto de pastagens tropicais”, declara Barrios. O pesquisador ressalta, ainda, que o ganho final está em “promover aumento da eficiência do sistema produtivo, a partir da correta implantação da pastagem, manejo adequado e consequente maior produção de carne e leite por unidade de área”.

Fonte: Assessoria Embrapa Gado de Corte

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento

Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

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Foto: Róger Nobre

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.

O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.

No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.

A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.

Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.

A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo

Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

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Foto: Cleverson Beje

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.

A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.

As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.

Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação

Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

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Foto: Divulgação

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.

Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”

A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.

O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.

Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”

A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.

Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.

Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.

Fonte: Assessoria
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