Empresas Trigo
Cadeia produtiva discute novos rumos para o trigo paulista
Evento técnico de trigo reuniu mais de 150 produtores, multiplicadores, técnicos e moinhos em Itapeva, São Paulo

São muito positivas as perspectivas de avanços no mercado do trigo em São Paulo. O estado, maior mercado consumidor de farinha de trigo do Brasil, quase triplicou a produção do cereal nos últimos 5 anos – de 90 mil de toneladas em 2013 para 250 mil toneladas em 2017 –, mas o principal benefício foi o aumento de 200% em produtividade por conta do avanço do melhoramento genético e principalmente pelo alinhamento entre os diferentes elos da cadeia. Segundo a Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, dois fatores impactaram para este avanço: a restrição do número de cultivares no mercado para apenas as que atendem a demanda local e a chegada de cultivares mais produtivas e resistentes às doenças.
Inserido neste cenário, aconteceu na última terça-feira (19) o 1º Seminário Técnico do Trigo de São Paulo. Promovido pela Biotrigo Genética e apoiado pela indústria sementeira, moageira e pelos principais cerealistas do estado, o evento reuniu no Espaço Verde Michetti, em Itapeva (SP), cerca de 150 pessoas entre produtores de sementes, multiplicadores, cerealistas, técnicos, moinhos e triticultores do estado. A cidade, localizada no sudoeste paulista é a maior produtora do cereal do estado, com 65% da área cultivada.
Entre os temas em debate, o resultado do avanço em pesquisas realizadas para combater doenças de difícil controle; dinâmica da formação do preço do cereal e impactos do mercado internacional; qualidade industrial na visão da cadeia produtiva; cultivares recomendadas para região e os impactos positivos que a produção do trigo pode trazer para toda a cadeia produtiva de São Paulo. “O seminário é um momento para atualizar sobre as demandas do mercado, mas também uma oportunidade para fortalecer as relações entre os diferentes segmentos da cadeia do trigo, reforçando a integração do campo com a indústria, mediados pelo melhoramento genético e a Câmara Setorial do Trigo, em prol da melhoria da qualidade das cultivares oferecidas aos produtores, do grão para a indústria e da farinha aos consumidores finais”, ressaltou Fernando Michel Wagner, gerente Regional Norte (PR, SP, Cerrado, Paraguai e Bolívia) da Biotrigo Genética.
Avanços na qualidade industrial
Para o presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, Mauricio Ghiraldelli, o salto de qualidade do trigo paulista aconteceu quando o mercado começou a enxergar que a pesquisa está extremamente ligada à produção. “No passado tivemos grandes problemas com a falta de liquidez na venda do trigo porque geralmente os trigos não atendiam a demanda da indústria local. Nos últimos anos quando a pesquisa, em especial a Biotrigo, focou seu programa de melhoramento na qualidade industrial dos materiais e nas demandas de consumo, o trigo paulista mostrou seu potencial e a produtividade do cereal aumentou 200%. Isso aconteceu também porque em 2013 quebramos um paradigma e reduzimos de mais de 60 cultivares disponíveis no mercado para menos de 10. Agora somente recomendamos o cultivo daquelas aptas para oferecer um grão melhor para os moinhos e, consequentemente, um produto final de maior qualidade para o consumidor”, disse. A estimativa da entidade é que o estado tenha um potencial de produzir pelo menos meio milhão de toneladas a mais do que se produziu em 2017. Esse acréscimo reduziria a dependência pelo trigo argentino em 40% e abasteceria o mercado interno. “Atualmente importamos 60% do nosso consumo de outros países, basicamente da Argentina, pela característica do produto final que o consumidor exige e pela facilidade logística. No entanto, se aumentarmos mais a área em São Paulo com cultivares de qualidade, as indústrias paulistas absorveriam certamente este volume internamente”, reforçou.
Palestras
O processo de desenvolvimento das cultivares de trigo, o combate as doenças de difícil controle e a importância da troca de informações com o campo e com as indústrias foi tema da palestra “Novos conceitos para a evolução da cadeia produtiva”, apresentada pelo fitopatologista Paulo Kuhnem, pela supervisora de qualidade, Kênia Meneguzzi e pelo engenheiro agrônomo, Deodato Matias Junior, supervisor comercial da Biotrigo Genética/SP. “Colocar uma nova cultivar de trigo no mercado demanda cerca de 10 anos de pesquisa. Procuramos estar ao lado do produtor, dos moinhos e da indústria para identificar as principais necessidades de cada elo da cadeia produtiva. São Paulo tem potencial para produzir trigo dentro dos parâmetros de qualidade industrial e do consumidor final”, disse Kênia.
Deodato apresentou as cultivares desenvolvidas pela Biotrigo que atualmente ocupam 85% da área semeada no Brasil e que estão aptas para serem semeadas em São Paulo. “Trigos com ciclos precoce, como TBIO Audaz, e superprecoce, TBIO Sonic, tem ganhado espaço entre os agricultores, pelo ciclo, maior nível de resistência às principais enfermidades e alta qualidade industrial. O projeto TBIO Noble, traz uma cultivar de alto valor agregado por se tratar de um branqueador/melhorador. Essa característica permite que ele seja um ‘coringa’ dentro do moinho, corrigindo a mescla quando adicionado. Tudo isso por ter dentro do projeto um ponto determinante: a segregação. Assim, mantém sua identidade sendo altamente valorizado pela indústria”, finaliza Deodato. Também foi apresentado o posicionamento técnico dos trigos já consolidados em São Paulo, TBIO Toruk e TBIO Sossego.

Empresas
Coopavel terá estande para apresentar o melhor de suas marcas e agroindústrias no Show Rural 2026
Espaço será dedicado a demonstrar soluções que atendem às diferentes realidades dos produtores rurais. Feira acontece de 09 a 13 de fevereiro.

A gerência de Filiais da Coopavel garante presença no 38º Show Rural, que acontece de 09 a 13 de fevereiro, levando ao público um estande voltado à apresentação de suas principais marcas de insumos, com foco em tecnologia, qualidade e resultados no campo.
Segundo o agrônomo Anderson Granville, o espaço será dedicado a demonstrar soluções que atendem às diferentes realidades dos produtores rurais. Entre os destaques está a Biocoop, marca de insumos biológicos da cooperativa, que apresentará as tecnologias empregadas na fabricação de seus produtos e os rigorosos padrões de qualidade que asseguram eficiência e segurança na aplicação dos bioinsumos.

Foto: Albari Rosa
Outra presença confirmada é a da Nutriago, marca já consolidada da Coopavel na área de nutrição foliar. No estande, serão apresentados os diferenciais dos produtos e os resultados obtidos em produtividade nas últimas safras, reforçando a confiabilidade das soluções desenvolvidas pela cooperativa.
Equipe técnica destacará também a importância do uso de matéria-prima de alta qualidade na produção de fertilizantes sólidos, com boa solubilidade e micronutrientes quelatizados, características que proporcionam melhor absorção e respostas mais eficientes pelas plantas. Complementando o portfólio, ainda serão apresentadas sementes de alta qualidade, com foco na qualidade fisiológica, nos processos de produção e nas cultivares multiplicadas, todas com alto teto produtivo e adaptadas à região de atuação da Coopavel.
Durante todo o evento, a equipe técnica da cooperativa estará à disposição para receber associados e clientes, esclarecer dúvidas e orientar sobre as melhores soluções para cada sistema de produção, destaca Anderson. Além disso, o estande contará com uma campanha especial de vendas de insumos, voltada às próximas safras.
Empresas Crédito rural
Sicoob traz o Invest Feira para o Show Rural
Crédito rural orientado a investimento ganha protagonismo no agro em 2026

Em um ambiente de custos elevados, juros ainda pressionados e maior exigência por eficiência produtiva, o crédito rural vem sendo reposicionado como instrumento estratégico para a competitividade do agronegócio brasileiro. Em 2026, a lógica financeira do campo avança além do custeio da safra e passa a incorporar decisões estruturantes de investimento, modernização e expansão dos negócios rurais.
Esse movimento acompanha uma tendência já observada em dados oficiais e estudos internacionais. De acordo com o relatório Agricultural Policy Monitoring and Evaluation 2025, da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mais de 90% do suporte público ao setor agrícola no Brasil é direcionado à pesquisa, desenvolvimento e extensão tecnológica, evidenciando que inovação, modernização da produção e investimento em infraestrutura são pilares para ganhos de produtividade e competitividade no agro. O mesmo levantamento aponta que, na safra 2024–2025, o crédito agrícola no País alcançou cerca de R$ 400,6 bilhões, aproximadamente R$ 107,3 bilhões destinados a investimentos em capital fixo, como máquinas, equipamentos e tecnologias produtivas.
Segundo Michel Shoiti Tamura, gerente de Agronegócios do Sicoob Central Unicoob, o crédito rural deixou de ser apenas um meio de financiamento e passou a ser um instrumento de transformação no campo. “O produtor rural é, hoje, um gestor completo do seu negócio. Nosso papel, como instituição financeira cooperativa, é estar ao lado dele nas decisões que constroem o futuro da propriedade, oferecendo crédito que viabilize investimentos, aumente a eficiência produtiva e traga segurança para crescer com sustentabilidade”, destaca.
Durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), o Sicoob estará com o Invest Feira, linha de crédito com recursos próprios da instituição, voltada ao financiamento de investimentos produtivos no agronegócio. A solução se diferencia por oferecer flexibilidade de aplicação, agilidade na liberação, ampliando a capacidade de alocação de capital por parte do produtor.
“Nos anos anteriores, a feira iniciava com recursos insuficientes para atender o produtor rural. Por isso, o Sicoob criou o Invest Feira como alternativa à escassez de recursos subsidiados pelo governo federal”, explica Tamura. Destaca ainda que, além dessa linha, o Sicoob Unicoob oferece soluções específicas para a cadeia de integração, como suínos, frango, leite, peixes e outras atividades. “Nesses casos, disponibilizamos linhas com condições equivalentes ao BNDES Inovagro, utilizando recursos livres da cooperativa, com lastro em LCA, ampliando o acesso ao crédito para investimento produtivo no campo”, completa.
Entre os itens financiáveis, estão veículos utilitários, caminhonetes cabine dupla, caminhões e motocicletas, além de máquinas, equipamentos, drones e tecnologias aplicadas à produção, como sistemas de ordenha e irrigação. A linha também contempla a aquisição de animais para cria, recria, engorda, matrizes e serviço, sistemas sustentáveis como biodigestores e placas fotovoltaicas, insumos para custeio e comercialização e outros itens essenciais à atividade agropecuária.
“O Invest Feira foi estruturado para apoiar decisões estratégicas de investimento, oferecendo previsibilidade financeira e preservando o fluxo de caixa do produtor. É uma solução que conecta oportunidade e planejamento exatamente quando as decisões acontecem durante a feira”, destaca Michel. No mesmo período, as condições especiais do Invest Feira estarão válidas também nas agências Sicoob presentes em todas as cidades de atuação das cooperativas singulares que integram o Sicoob Central Unicoob.
A participação do Sicoob no Show Rural Coopavel, evento consolidado como um dos principais ambientes de negócios e inovação do agronegócio brasileiro, reforça o posicionamento da instituição como parceira financeira do agro, com foco em investimento produtivo, modernização e gestão eficiente do capital no campo.
Empresas
Copercampos apresenta portfólio de sementes no Inova Show em Londrina
Evento acontece nos dias 22 e 23 de janeiro e reúne produtores, técnicos e parceiros do setor.

A Copercampos, em parceria com a Dica Seeds, participa nos dias 22 e 23 de janeiro do Inova Show, realizado em Londrina (PR), levando ao público técnico, produtores rurais e parceiros do setor um portfólio de sementes que evidencia qualidade, tecnologia e alto desempenho no campo.
Durante o evento, a equipe da cooperativa apresenta os principais materiais do portfólio de sementes, além de trabalhos técnicos voltados à demonstração de vigor e germinação, reforçando o compromisso da Copercampos com a entrega de soluções que garantam segurança e produtividade desde o plantio. Os resultados obtidos na última safra comprovam esse cuidado: as sementes apresentaram germinação média de 93% e vigor médio de 88%, em uma produção superior a 1,8 milhão de sacos/40kg de sementes na safra, índices que refletem o rigor nos processos de produção, beneficiamento e controle de qualidade.
A participação no Inova Show conta ainda com a presença do Diretor Superintendente, Lucas de Almeida Chiocca, e do Gerente de Sementes, Marcos Juvenal Fiori, que acompanham de perto as atividades, fortalecendo o relacionamento com parceiros e destacando a estratégia da cooperativa de investir continuamente em inovação, tecnologia e melhoria dos processos.
“Com a participação em eventos técnicos, a Copercampos reafirma seu posicionamento como referência em sementes de alto padrão, compartilhando conhecimento técnico, resultados de campo e soluções que contribuem diretamente para o sucesso dos agricultores que adquirem Sementes Copercampos”, ressalta Lucas.


