Guilherme Augusto Vieira
Cadeia produtiva da aqüicultura: uma proposta de organização
A tilápia foi chamada de frango dágua por ser de fácil produção e nutrição, ter um sabor neutro e ser um alimento para muitos.
Guilherme Augusto Vieira[1]
Ao findar o ano de 2016 liguei para o Selmar do Presente Rural para desejar-lhe os cumprimentos de final de ano e durante a conversa ,entre os vários assuntos abordados, discutimos sobre uma reportagem publicada no Presente daquele dia na qual falava sobre o avanço da aquicultura no Brasil.
Para encurtar a conversa, como sempre, o Selmar solicitou-me que escrevesse um artigo sobre o assunto para a edição de janeiro de 2017.
Confesso que fiquei estimulado a escrever naquele mesmo dia, porém, estava em final de semestre letivo da faculdade e o cansaço era grande.
O referido tema foi discutido em uma das aulas que ministro na disciplina de agronegócio do curso de Ciências Econômicas da UNIFACS, onde trabalhei com os alunos um artigo publicado pelo Dr. Tejon Mejido que versava sobre a cadeia produtiva da tilápia, na qual se referia como o futuro “frango d’água”.
Por que “frango d’água”?
A tilápia foi chamada de frango d’água por ser de fácil produção e nutrição, ter um sabor neutro e ser um alimento para muitos.
O termo foi batizado pelo relatório publicado pelo Rabobank que evidencia: “a tendência e a exploração da produção e do consumo de tilápia” em larga escala. Segundo os estudos do Banco, o Brasil tem imensas condições de aumentar a produção de tilápias devido a vários fatores: soja barata, temos clima e mão de obra. Hoje na América Latina são produzidas 453 mil toneladas de tilápia, e o Rabobank estima uma produção futura de, no mínimo, dois milhões de toneladas até 2025.
Este fato pode ser comprovado pela reportagem[2] publicada no Presente em que demonstra um crescimento da produção da aqüicultura no Brasil de 123% entre os anos de 2005 e 2015, passando de 257 mil para 574 mil toneladas de pescado nesse período.
Complemento esta análise acrescentando o grande potencial produtivo das fazendas brasileiras com grandes extensões de terras aliadas à nova mentalidade do produtor brasileiro em diversificar as atividades econômicas em suas empresas rurais.
Pegando carona na reflexão do Rabobank, Mejido prevê um futuro de fazendas de peixe, além disso, o pescado vai se desenvolver em unidades de produção controlada e num sistema de integração da cadeia produtiva.
Neste aspecto entra a reflexão deste artigo em que propõe uma organização da cadeia produtiva da aqüicultura.
Penso que para atividade avançar no quesito de integração de cadeia produtiva deve seguir o exemplo das atividades avícolas e suinícolas que apresentam um modelo vitorioso que propiciou um avanço tecnológico, mercadológico e sanitário das produções e possibilitou a produção de um produto de qualidade que além de atender ao mercado interno , o frango está presente em mais de 150 países.
Para compreender melhor a teoria do agronegócio, o produtor precisa ter um melhor conhecimento da visão sistêmica do agronegócio e sua relação com estudos de cadeia produtiva. Ele representa um elo (produção agropecuária) dentro da cadeia, sendo completada pelas atividades industriais, comerciais e de serviços necessários para a concretização de todas as fases do processo, desde seu planejamento até o consumo final.
Esta visão sistêmica permite aos atores (produtores, industrias de insumos, agroindústrias e demais componentes) vejam uma organização como um todo e como parte de um sistema maior, que é o seu ambiente interno.
Mejodo & Xavier (2003) dentro da visão sistêmica do agronegócio denominou a cadeia produtiva em três setores: ‘antes da porteira’, ‘dentro da porteira’, ‘após a porteira’
Os setores denominados ‘antes da porteira’ são representados pelos: fornecedores de insumos e serviços, medicamentos veterinários, defensivos animais e agrícolas, máquinas e implementos agrícolas, fertilizantes, corretivos. São produtos e serviços que serão utilizados na produção agropecuária, representando o ponto de origem para qualquer produção e varejo agropecuário.
As atividades desenvolvidas nas unidades produtivas agropecuárias envolvem: manejo agrícola e pecuário, sistemas de produção agropecuária (intensivo, extensivo e semi-intensivo), tratos culturais, irrigação, colheita, inseminação artificial, etc, compreendem a denominação ‘Dentro da Porteira’, no caso aqui “dentro d’água”.
A designação para o termo ‘pós-porteira’ refere-se às atividades agroindustriais, armazenamento, transportes, logística, varejo agropecuário, embalagens, biocombustíveis, canais de distribuição ( atacado e varejo), mercado consumidor interno e externo.
Independente do enfoque escolhido, uma cadeia produtiva representa uma seqüência de atividades necessárias para a transformação de um insumo básico em um produto final destinado aos consumidores.
O estudo de cadeia produtiva permite visualizar a cadeia de forma integral, identificar possíveis gargalos, evidenciar possíveis debilidades e potencialidades (VIEIRA, 2010).
Diante desta breve explanação da teoria do agronegócio[3], pergunto como está a organização da cadeia produtiva da aquicultura no Brasil?
Os números mostram um grande crescimento. Entretanto observa-se uma produção atomizada pelo Brasil, onde não se observa uma agroindústria forte, um padrão produtivo, “marcas” de produtos e principalmente um grande consumo sazonal onde se tem um maior consumo do produto na semana santa.
[1] Médico Veterinário, Doutor em História das Ciências, Colunista do Presente Rural, autor dos livros: Como montar uma farmácia na fazenda, O Agronegócio e a produção agropecuária. Contato: [email protected]
[2] O presente Rural 14 de Dezembro de 2016: : http://opresenterural.com.br/noticia/aquicultura-brasileira-cresce-123-em-dez-anos/9101/#sthash.3buMyUl8.dpuf
[3] Para entender melhor este assunto sugiro a leitura do livro: O agronegócio e a produção agropecuária, Editora Prismas Agro: www.editoraprismasagro.com.br
Fonte: Prof. Guilherme Vieira

Bovinos / Grãos / Máquinas
Produtores de grãos ampliam interesse por pecuária intensiva de ciclo curto
Sistemas como TIP, RIP e semiconfinamento ganham espaço como alternativa para otimizar o uso das áreas entre safras.
Este artigo nasce da crescente demanda de agricultores, em especial produtores de soja e milho, que buscam diversificar ou integrar suas atividades com a pecuária de corte. Ao longo das minhas consultorias, notei um interesse latente não apenas nos sistemas tradicionais de confinamento e semiconfinamento, mas, sobretudo, na viabilidade da Recria Intensiva a Pasto (RIP) e da Terminação Intensiva a Pasto (TIP) como estratégias de aceleração do ciclo produtivo.

Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico Veterinário, doutor em História das Ciências.
Minha motivação para aprofundar esses estudos também foi impulsionada por viagens técnicas às principais regiões produtoras de grãos. Ao ministrar palestras sobre pecuária intensiva para grupos de produtores, percebi uma demanda latente por maior clareza sobre a lógica do mercado e os processos produtivos. Essa vivência foi o catalisador para que eu sistematizasse esse conhecimento e editasse o Manual específico.
Provavelmente o título nos remete as bases conceituais do sistema lavoura-pecuária. Entretanto o objetivo do artigo é elucidar quais os verdadeiros motivos, técnicos e econômicos, que levam os produtores de grãos entrarem na produção de pecuária de corte.
Segundo Klutchcouski et al (2003), O sistema de integração Lavoura-Pecuária (ILP) é uma estratégia de produção que integra culturas anuais e pecuária, no mesmo espaço, em consórcio, sucessão ou rotação, e busca potencializar a sinergia entre os componentes pecuária e lavoura.
Normalmente, a integração Lavoura-Pecuária é implantada em duas circunstâncias: quando a lavoura é cultivada em áreas de pastagens ou quando a pastagem é introduzida em áreas de lavoura. O sistema mais conhecido é a consorciação soja ou milho com o Brachiária ruziziensis, muito utilizado pelos produtores de grãos.
Kluthcouski et al (2003) aponta vários benefícios ao utilizar o sistema lavoura-pecuária, a se destacar:
- Benefícios da lavoura para a pecuária: Rapidez e economicidade para pastagem tornando mais fácil a recuperação das pastagens além de que a formação de pastagem após o período da atividade agrícola é mais rápida e a custos menores;
- Benefícios da pecuária para a lavoura: Recuperação física, química e biológica do solo; Cobertura do solo.
Várias são as vantagens do Sistema de Integração Lavoura – Pecuária: aumento da produção de grãos e carnes, redução de custos de produção, produtores mais capitalizados, uso eficiente da terra e principalmente a tão sonhada sustentabilidade da agropecuária.
Voltando ao objetivo deste artigo, muitos produtores vêm integrando a pecuária de ciclo curto em suas propriedades, aproveitando a janela entre safras para o pastejo. Essa estratégia otimiza o uso da terra, permitindo que as áreas de grãos recebam pastagens temporárias antes de retornarem ao cultivo agronômico principal.
Entre as produções de ciclo curto destacam-se : o semiconfinamento, TIP, RIP e o confinamento de bovinos.
Vale enfatizar , que há muito tempo , os pecuaristas ( de leite e confinadores) adotam a “integração” lavoura- pecuária, citando o caso do plantio de milho/sorgo para produção de silagens e com ótimos benefícios para a nutrição animal.

Figura 1 Exemplo de Semiconfinamento – Foto: Arquivo pessoal
Mas o que é semiconfinamento, TIP, RIP e confinamento? qual diferença entre estes sistemas?
De acordo com Trivellato (2018), entende-se por semiconfinamento como o sistema de produção intensiva de bovinos que consiste na engorda de animais onde são utilizadas pastagens como alimentos volumosos e o fornecimento de ração concentrada nos cochos dispostos nos piquetes ou invernadas.
A figura evidencia um semiconfinamento com pastagens de ótima qualidade e o fornecimento de rações para os animais.
O tema terá prosseguimento na segunda parte deste artigo, dedicada ao exame detalhado dos demais sistemas intensivos de produção bovina. Até breve
Deseja conhecer mais sobre sistemas de pecuária intensiva, clique aqui.
Sugere-se a leitura do Manual Prático Confinamento de Bovinos para pecuaristas e agricultores de autoria de Guilherme Vieira. Disponível clicando aqui.
Conheça o Manual Recria Turbinada – RIP de nossa autoria ( Instagram @farmacianafazenda)
Bovinos / Grãos / Máquinas Bovinos
Ingestão de água com algas pode levar animais a morte

Guilherme Augusto Vieira[1]
Se a sua fazenda apresenta este problema, seus animais correm sérios riscos de ficarem doentes e até mesmo ir a óbito.
Quem explica é o Médico Veterinário e Professor Universitário Guilherme Vieira.
Estas algas, dentre os grupos de algas que se desenvolvem nos bebedouros, estão as Cianobactérias, que é um grupo de algas cianofíceas.
Algumas florações de cianobactérias provocam alterações no gosto e no sabor da água, redução no oxigênio dissolvido, além da liberação de toxinas prejudiciais à saúde do homem e dos animais. De acordo com o Professor , há diversos registros de morte por envenenamento de bovinos, equinos, suínos, ovelhas, cães, peixes e invertebrados.
As toxinas das cianobactérias são conhecidas como cianotoxinas. As cianotoxinas produzidas ficam contidas dentro das células de cianobactérias em crescimento ativo, são liberadas para a água quando as células envelhecem, morrem ou rompem, tornando-se toxinas dissolvidas na água.
Um dos gêneros mais comuns de incidência nas florações algais é o gênero Microystis que sintetiza uma hepatotoxina chamada Microcistina, que pode permanecer na água por mais de 03 semanas (JACINAVICIUS, 2015)
Mas porque ocorre o aparecimento de algas no interior dos bebedouros dos bovinos?
O aumento da “população” de algas nos ambientes aquáticos deve-se a ocorrência da Eutrofização, que vem a ser um enriquecimento artificial causado pelo aumento das concentrações de nutrientes na água, principalmente por compostos nitrogenados e fosfatados, resultando num aumento dos processos naturais da produção biológica (Veiga,2011 apud Silva,2011).
A eutrofização natural ocorre em águas provenientes do escoamento superficial e também dos rios das bacias de drenagem que arrastam a matéria orgânica para dentro destes ecossistemas. Daí conclui-se que a captação de água dos rios são armazenadas e distribuídas aos bebedouros encontra-se rica em matéria orgânica , fato este que propicia ao aparecimento das algas.
Além disso, segundo levantamentos e pesquisas relatadas por Vieira (2019), na maioria das vezes não há uma limpeza e higiene dos bebedouros nas fazendas, não ocorre tratamento das águas , propiciando o desenvolvimento das algas e bactérias nos bebedouros.
Vale ressaltar, que depois que publiquei este relato de caso no meu site, recebi várias comunicações de bebedouros sujos com algas em todo o Brasil, mortes de animais e outras conversações sobre o assunto, mas nada que pudesse comprovar os fatos.
Outra questão importante é quanto a ingestão da água de qualidade. Bebedouros com águas sujas limitam o consumo de água por parte dos animais e os animais entram em emagrecimento progressivo, pois não ingerem a quantidade de matéria seca para o seu desenvolvimento.
Como resolver o problema de limpeza dos bebedouros?
Após pesquisar bastante sobre o assunto, propus para o proprietário da fazenda um Programa de Higiene de bebedouros (PHB), com várias etapas. O mesmo aceitou e colocamos mãos à obra.
Qual a finalidade do PHB?
A finalidade do PHB é manter a saúde dos animais através da diminuição da possibilidade de contaminação de doenças de origem hídrica, mantendo os níveis baixos dos agentes patogênicos nos bebedouros.
É importante que todos na fazenda tenham consciência da importância do PHB e que todos os colaboradores, gerentes, proprietários sejam educados quanto a importância e conhecimento das etapas do PHB, estando cientes das consequências de seu emprego incorreto.

MV Guilherme Vieira orientando a limpeza correta dos bebedouros. – Foto: arquivo pessoal
Quando foi elaborado o Programa de Higiene de Bebedouros pensou-se em propor um programa de fácil execução, com adoção de técnicas simples, utilização de materiais de fácil acesso e o mais importante: seja executado da maneira mais simples possível.
Os detergentes e desinfetantes são de usos específicos, devem ser aplicados de maneira correta, com indicação técnica, ou seja não se deve utilizar detergentes neutros e desinfetantes de uso doméstico, pois não apresentam efetividade na remoção da matéria orgânica.
Os trabalhos para elaboração, testes e execução do Programa de Higiene de Bebedouros ocorreram no período de Janeiro a dezembro de 2018.

Ao final dos trabalhos, deixamos assim:

Ao concluir este trabalho, verificou-se que água suja com algas pode levar os animais a morte, interfere na sanidade animal e também no consumo limitante da matéria seca.
Demonstrou-se também que há soluções técnicas como o Programa de Higiene de Bebedouros que deve ser executado de acordo com as orientações técnicas adequadas.
Quem desejar conhecer mais sobre o nosso trabalho, visite o site: www.farmacianafazenda.com.br/higiene ou através do email: [email protected] , teremos o máximo prazer em atende-lo.
[1] Guilherme Augusto Vieira é Médico Veterinário, Doutor em História das Ciências, Autor do livro Como montar uma farmácia na fazenda , coordena os sites farmácia na fazenda e www.bebedourolimpo.com.br , contato: [email protected]
Bovinos / Grãos / Máquinas Bovinos
Cria e Recria acelerada: solução para implantar a pecuária de ciclo curto.
Pecuária tradicional é caracterizada por uma cria e recria de ciclo longo e crescimento tardio dos animais

Atualmente a pecuária de corte no Brasil passa por grandes transformações, incorporando um novo contexto, no qual a busca pela melhoria da eficiência tanto na reprodução quanto na engorda tem alterado o perfil da pecuária brasileira, principalmente no quesito de produzir uma pecuária de ciclo curto. Neste aspecto, a cria saudável e a recria de ciclo curto apresenta-se como uma excelente opção para atingir este objetivo.
No Brasil, devido as condições de clima e qualidade das pastagens, principalmente no período seco do ano, ocorre o comprometimento no desenvolvimento dos bezerros no qual se observa o aparecimento de doenças (verminoses, problemas nutricionais, etc…), resultando no atraso dos bezerros tanto na desmama quanto pós-desmama o que contribui para alongamento do ciclo produtivo da pecuária de corte derivando animais tardios tanto para o abate quanto para a reprodução ( cios e idade ao primeiro parto comprometidos)
A “cria” tradicional, ainda presente em grande parte do Brasil, é produzida em sistemas extensivos, com pastagens mal manejadas, muitas vezes acompanhadas de manejos sanitários e nutricionais ineficientes levando índices reprodutivos baixos, produção de bezerros fracos, crescimento lento e baixo peso ao desmame.
Um dos maiores problemas observados na pecuária de corte nacional é o longo tempo do período da recria, onde os animais permancem na fazenda provocando altos custos operacionais.
Diante do quadro apresentado, tentando mitigar os problemas apresentados, observou-se um avanço da pecuária nacional em todos os sentidos, com melhoria produtiva em todos os seus sistemas: na cria, recria e engorda.
A nova Vaca de Cria representa o novo contexto da cria. Ela é desafiada a produzir um bezerro de qualidade por ano. As fazendas modernas de cria implantaram novos sistemas produtivos, reprodutivos (novas tecnologias), nutricionais, melhoria genética e também sanitários, tudo isso com o intuito de melhorar a performance das vacas e produção de bezerros de qualidade.
As fazendas produtoras de Recria[2] tem o desafio de inserir em seus processos produtivos tecnologias nos manejos sanitários e nutricionais e com isso encurtar o período de recria e o tempo decorrente da pós-desmama ao início da engorda ( machos) e o período reprodutivo precoce ( fêmeas) , melhorando a eficiência produtiva dos animais.
Reduzir o tempo de recria é importante para os animais aumentar o peso, elevar a sua taxa de crescimento e conseguir obter os resultados que vem a ser os novilhos e novilhas precoces.
Porque acelerar a cria e a recria?
O grande objetivo é oferecer condições para o desenvolvimento do (a) bezerro (a) afim de que ele tenha plenas condições para ter um ótimo peso ao desmame e consequente desenvolvimento durante o período da recria.
O propósito no encurtamento da recria é impedir o problema do estresse nutricional ocasionado principalmente no período seco e evitar o baixo desempenho produtivo dos animais melhorando a velocidade constante de crescimento.
Como acelerar a cria e a recria?
A” aceleração” da cria e recria ocorre com a utilização de novas tecnologias e produtos a serem utilizados durante a cria e a recria visando acelerar o processo produtivo como um todo e produzir uma cria diferenciada oferecendo animais prontos para uma recria acelerada e turbinada influenciando posteriormente na precocidade reprodutiva e animais precoces para o abate.
Outros fatores diferenciados utilizados na cria e recria acelerada são as mudanças estruturais e operacionais nos manejos sanitários nutricionais em cada fase dos processos, a se destacar:
- Manejos nutricionais e sanitários na vaca de cria durante a gestação
- Manejos (sanitário e nutricional) do bezerro no período da cria (“pediatria”) enquanto estiver mamando;
- Manejos (sanitário e nutricional) do bezerro no pós -desmame e durante a recria.
Ao concluir este artigo, verifica-se que para introduzir uma pecuária de ciclo curto são necessárias mudanças de paradigmas em relação a produção tradicional , investimentos em tecnologias e operações nos manejos nutricional e sanitários da vaca de cria , bezerros mamando e na recria e com isso abreviar os ciclos produtivos e oferecer ao mercado animais precoces para a reprodução e abate.
Deseja saber mais sobre a cria e recria acelerada, acesse o site do prof. Guilherme Vieira: https://guilhermeavieira.tumblr.com/
Guilherme Augusto Vieira[1]
