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Peixes No interior do Paraná

Cadeia da piscicultura nacional se encontra em Toledo para o Simpop 2025

Simpósio de Piscicultura do Oeste do Paraná promove atualização técnica, troca de experiências e debate sobre os rumos do setor aquícola, que segue em expansão no Brasil. Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do evento.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento da aquicultura nacional, Toledo sedia nesta quarta (16) e quinta-feira (17) a quarta edição do Simpósio de Piscicultura do Oeste do Paraná (Simpop), evento que já se consolidou como um dos mais importantes encontros técnicos do setor no Sul do país. O Clube Yara, tradicional ponto de eventos na cidade, é o palco das atividades.

A iniciativa foi criada em 2022 com o propósito de reunir os diversos elos da cadeia produtiva da piscicultura, desde produtores e cooperativas até empresas, técnicos e pesquisadores, para discutir inovações, desafios e caminhos para tornar a produção de peixes cada vez mais eficiente, sustentável e lucrativa. O jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do evento.

O Simpop 2025 aposta em uma programação intensa, com 12 palestras distribuídas nos dois dias, abordando desde o uso de probióticos e energia de emergência na piscicultura até temas centrais como genética, nutrição e gestão da produção. Também há espaço para debates técnicos e networking, com a presença de especialistas de empresas e instituições de destaque no cenário aquícola brasileiro.

Tecnologia e sanidade em foco
Entre os temas debatidos neste primeiro dia estão a biorremediação, a lactococose na tilapicultura, estratégias nutricionais para fortalecer a produção e o uso de genética avançada para aumentar a rentabilidade nos viveiros escavados.

Outro destaque é o painel sobre energia de emergência, em que se discutem os impactos da instabilidade elétrica na piscicultura e formas de evitar perdas em situações de interrupção do fornecimento.

Segundo dia com foco em mercado e gestão
A quinta-feira (17) traz à tona pautas ligadas à vacinação, biotecnologia, gestão de produção e os principais gargalos operacionais nos sistemas intensivos de cultivo. Um dos momentos mais aguardados será a apresentação do Indicador Cepea/Peixe BR, feita pelo presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros. A ferramenta é referência no acompanhamento do mercado da tilápia e auxilia produtores na tomada de decisão sobre comercialização.

Ambiente de conexões e negócios
Além das palestras e discussões técnicas, o Simpop também proporciona momentos de integração e troca informal de experiências, como os almoços no próprio local e os happy hours.

O evento ocorre em um contexto de expansão da piscicultura brasileira, com destaque para o Oeste do Paraná, onde a integração com cooperativas e o uso intensivo de tecnologia tornam a região um polo produtivo estratégico. Segundo a Peixe BR, o Brasil é hoje o quarto maior produtor de tilápia do mundo e segue com espaço para crescer.

Programação do 4º Simpop 
Local: Clube Yara – Toledo (PR)

Quarta-feira (16)
08h – Abertura do evento
08h10 – Biorremediação na piscicultura: uma visão abrangente de suas aplicações e vantagens
Gabriel Fernandes Alves Jesus – Gabbia Biotecnologia
08h40 – Discussão com especialistas
09h20 – Peixe saudável, produtor forte: o papel da nutrição na eesiliência do campo
Thiago Ushizima – Adisseo
09h50 – Discussão com especialistas
10h30 – Coffee Break
11h10 – Atualização epidemiológica da Lactococose na tilapicultura
Maísa Santiago Selingardi – Vaxxinova
11h40 – Discussão com especialistas
12h10 – Almoço no local (R$ 40,00)
14h – Energia de emergência na piscicultura: como evitar perdas na falta de luz
Tiago Karkow – AquaGermany
14h30 – Discussão com especialistas
15h10 – Resultado genética Genomar em viveiros escavados: otimizando a produtividade e lucratividade
Rodrigo Zanolo – GenoMar Genetics Brasil
15h40 – Discussão com especialistas
16h20 – Probióticos na piscicultura: otimizando a produção e elevando a qualidade do cultivo
Felipe Castro – Biosamer Brasil
16h50 – Discussão com especialistas
17h20 – Happy hour

Quinta-feira (17)
08h – Perspectivas de vacinação de tilápias em viveiro escavado
Jhonis Ernzen Pessini – Zoetis
08h30 – Discussão com especialistas
09h10 – Uso de biotecnologia na produção aquícola
Renato Almeida – Imeve
09h40 – Discussão com especialistas
10h20 – Coffee Break
11h00 – A importância de gestão para a sua produção
Jorge Oliveira – Meu Pescado
11h30 – Discussão com especialistas
12h10 – Almoço no local (R$ 40,00)
14h00 – Desafios da produção de juvenis em sistemas intensivos
Maikon Hilgert – Starker Fisch
14h30 – Discussão com especialistas
15h10 – Indicador Cepea/Peixe BR e o Mercado da Tilápia
Francisco Medeiros – Peixe BR
15h40 – Discussão com especialistas
16h20 – Encontrando gargalos e aumentando a eficiência na Aquacultura
João Manoel Cordeiro Alves – Consultor
16h50 – Discussão com especialistas
17h20 – Happy hour

Fonte: O Presente Rural

Peixes

Tilápia registra queda nas cotações em todas as principais regiões produtoras

Levantamento do Cepea mostra retração semanal entre 0,10% e 0,61% nos preços pagos ao produtor.

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Foto: Shutterstock

Os preços da tilápia apresentaram recuo em todas as principais regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na semana de 13 a 17 de julho.

O maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde o quilo da tilápia foi negociado a R$ 10,31, apesar da retração semanal de 0,61%. Em seguida aparecem o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com cotação de R$ 10,04 por quilo e queda de 0,50%, e a região dos Grandes Lagos, onde o preço fechou em R$ 9,80, recuo de 0,52%.

Em Morada Nova de Minas, o quilo da tilápia foi comercializado a R$ 9,48, com desvalorização de 0,26% na comparação com a semana anterior.

No Oeste do Paraná, a cotação ficou em R$ 8,70 por quilo, a menor entre as regiões pesquisadas. Apesar disso, o mercado registrou a menor variação negativa da semana, com queda de 0,10%.

Os dados são do levantamento semanal do Cepea, que acompanha a evolução dos preços da tilápia nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Assessoria Cepea
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Peixes

Seguro-defeso pode passar a ser pago durante todo o período de proibição da pesca

Mudança também prevê cadastro nacional de pescadores artesanais e regras mais rígidas para combater fraudes na concessão do benefício.

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Foto: Divulgação

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal seja pago durante todo o período em que a pesca estiver proibida por medidas de preservação ambiental.

O Projeto de Lei 806/2026 altera a Lei nº 10.779/2003, que regulamenta o seguro-defeso, benefício concedido aos pescadores artesanais durante a paralisação temporária da atividade para garantir a reprodução das espécies.

Foto: Claudio Neves

Segundo o texto, o objetivo é evitar situações em que o pescador permanece impedido de exercer a atividade por determinação legal, mas deixa de receber o benefício durante parte do período de restrição.

Além da ampliação da cobertura, a proposta cria o Cadastro Nacional de Pescadores Artesanais e Marisqueiras. A ferramenta deverá reunir informações para registro, controle e cruzamento de dados, permitindo maior fiscalização na concessão e no acompanhamento do seguro-defeso.

O projeto também endurece as regras contra fraudes. Pela proposta, quem obtiver ou tentar obter o benefício mediante fraude ou má-fé ficará impedido de participar ou receber benefícios de programas sociais.

Autores da proposta, os deputados Carla Dickson (PL-RN) e Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmam que a medida busca garantir que os recursos do seguro-defeso sejam destinados exclusivamente aos profissionais que dependem da pesca artesanal como fonte de renda.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Ruído de embarcações compromete comunicação dos peixes, aponta estudo

Pesquisa da UFPE indica que a poluição sonora pode afetar alimentação, reprodução e defesa de território, com reflexos para a saúde dos recifes e da pesca.

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Foto: Divulgação

O ruído de motores de embarcações, como lanchas e motos aquáticas, e de banhistas afeta a comunicação sonora entre os peixes, o que pode causar impactos negativos na alimentação, reprodução e defesa de território de várias espécies. A poluição sonora encobre os sons emitidos pelos peixes e representa risco para a saúde de recifes de corais.

A constatação faz parte de um artigo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicado nesta segunda-feira (20), na revista científica Neotropical Ichthyology e divulgado pela Agência Bori, voltada a estudos científicos.

Foto: MPA

Apesar de a publicação ser em inglês, o periódico é editado pela revista oficial da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI). A ictiologia é o ramo da zoologia dedicado ao estudo científico dos peixes.

De acordo com um dos autores do estudo, Túlio Freire Xavier, do Laboratório de Pesquisa em Ictiologia e Ecologia de Recifes da UFPE, a análise mostrou que “houve uma redução clara na ocorrência dos sons produzidos pelos peixes”.

Segundo ele, a diminuição foi identificada “justamente” onde havia maior presença de ruído causado pela ação humana. “Isso pode acontecer porque os sons ficam mascarados pelo barulho das embarcações, tornando-se mais difíceis de detectar, ou porque alguns peixes realmente reduzem ou alteram sua produção sonora em resposta ao ruído”, diz.

Ele detalha que muitos peixes utilizam sons durante comportamentos como reprodução, defesa de território e alimentação. “Se essa comunicação for prejudicada, esses comportamentos também podem ser afetados”, assinala.

Praias turísticas

O estudo monitorou ruídos produzidos pela atividade humana, como de motores de embarcações, de parapentes e da própria movimentação de banhistas no mar. Ao mesmo tempo, os pesquisadores acompanharam os sons emitidos por peixes nessas áreas.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O trabalho de campo foi conduzido em duas regiões turísticas no litoral de Pernambuco: as praias de Carneiros, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe; e Tamandaré, na APA Costa dos Corais.

Essas duas praias foram selecionadas por serem destinos turísticos populares com dinâmicas diferentes, o que permitiu comparar os impactos sonoros.

Carneiros é um destino popular durante o ano todo, enquanto Tamandaré apresenta variações sazonais, com pico no verão.

Em cada praia, os pesquisadores mediram os sons tanto em pontos perto da costa, mais influenciados pela atividade humana; e pontos abrigados, onde a estrutura de recifes serve como barreira para o som.

Forma de medição

Para chegar aos resultados, os pesquisadores instalaram nos pontos de monitoramento um sistema de gravação subaquática. Cada sessão de monitoramento teve dez horas contínuas de gravação diária, somando 80 horas de dados acústicos.

Além de captura dos sons, mergulhadores fizeram uma espécie de censo visual, contando a quantidade e espécie de peixes. Foram encontradas de 18 a 23 espécies. Em Carneiros, eles localizaram quase 1,4 mil peixes.

Os registros foram realizados em janeiro e fevereiro de 2022, período de alta temporada, e em abril de 2023.

Sons dos peixes

A pesquisa identificou nove diferentes tipos de sons de peixes. Três deles deixaram de ser emitidos em locais expostos à presença de pessoas.

A ictiologia explica que os peixes produzem grande diversidade de sons, que são fundamentais para sua comunicação e sobrevivência nos recifes, que se manifestam por meio de pulsos, às vezes únicos, às vezes repetidos e formando sequências. Alguns peixes não produzem sons.

Foto: Divulgação

Os sons emitidos pelos peixes são relacionados a comportamentos específicos e famílias de peixes. Biologicamente, são essenciais para localização de parceiros e reprodução, defesa de território contra invasores, interações em grupo, e alimentação e detecção de predadores.

A poluição sonora humana foi relacionada também à redução na complexidade acústica – índice que mede a variação de padrões sonoros dos peixes ao longo do tempo.

Os ruídos causam um fenômeno chamado “mascaramento acústico”, quando o som contínuo dos barcos esconde sinais acústicos dos peixes. Outro impacto é a supressão de comportamento, quando o ruído pode levar os peixes a reduzir ou cessar vocalizações.

Consequências

O pesquisador Túlio Freire Xavier destaca que os peixes da região são fundamentais para a saúde dos recifes de corais, contribuindo para o equilíbrio de cadeias alimentares. “Os peixes recifais desempenham papéis importantes no controle de algas, na manutenção dos corais e na produtividade desses ambientes.”

Ele ressalta que os recifes sustentam atividades importantes para a economia da região, como o turismo e a pesca artesanal. “Quando a poluição sonora interfere no comportamento desses peixes, existe o potencial de afetar, ainda que de forma indireta, os serviços ecossistêmicos que esses ambientes oferecem”, diz.

Outras regiões

O especialista da UFPE aponta que, apesar de o experimento ter sido realizado no litoral pernambucano, o impacto de sons da atividade humana na vida dos peixes não é “exclusivo desses locais”. “Sempre que houver intenso tráfego de embarcações, turismo náutico ou outras fontes de ruído subaquático que coincidam com as frequências utilizadas pelos peixes, existe potencial para impactos semelhantes”, afirma.

“A intensidade desses efeitos provavelmente varia de acordo com a quantidade de embarcações, as características do recife e as espécies presentes, mas o problema pode ocorrer em outros importantes recifes brasileiros, como Abrolhos e Fernando de Noronha”, complementa.

Limites sustentáveis

Túlio Xavier explica que ainda não existem limites universalmente aceitos para níveis seguros de ruído em ambientes recifais voltados à proteção dos peixes. “Esse é um campo que ainda precisa avançar bastante. Estudos como o nosso ajudam justamente a construir esse conhecimento”, diz.

Ele destaca que o conhecimento científico gerado é compartilhado com gestores e comunidades locais, para contribuir com políticas públicas de manejo das regiões.

O especialista em biologia marinha da UFPE sustenta que turismo e conservação não precisam ser incompatíveis, mas que o componente acústico deve passar a ser considerado no planejamento das atividades. “O ruído subaquático é uma forma de poluição que normalmente passa despercebida”, avalia.

Ele aponta que medidas “relativamente simples”, como organizar rotas de embarcações, reduzir a velocidade em áreas sensíveis e evitar concentração excessiva de atividades sobre determinados recifes, podem contribuir para diminuir esse impacto. “Proteger a paisagem sonora significa também ajudar a preservar o funcionamento ecológico desses ecossistemas e os benefícios que eles oferecem à sociedade.”

Fonte: Agência Brasil
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