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C.Vale: um pilar na produção de grãos e proteína animal no Brasil

As perspectivas da cooperativa para os próximos anos são promissoras, com foco especial em inovação e expansão, além da busca continua por novos associados em diferentes regiões, como ocorreu com a expansão para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraguai.

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Fotos: Divulgação/C.Vale

Para se produzir proteína animal, é preciso produzir grãos. E muito! A C.Vale, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, é referência no recebimento dessa matéria-prima essencial que torna o Brasil referência mundial na produção de carne, ovos e leite. Com nada menos que 27 mil produtores associados espalhados pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e no Paraguai, a cooperativa se destaca pelo grande volume de produção de soja, milho, trigo e mandioca, além de leite, frango, peixes e suínos.

Em 2023, a cooperativa recebeu 50 milhões de sacas de soja, o que representa 1,9% da produção nacional, e 46 milhões de sacas de milho, perfazendo 2% da produção nacional. Ao todo, no ano passado a cooperativa recebeu o equivalente a 102 milhões de sacas, considerando trigo e mandioca.

Presidente da C.Vale, Alfredo Lang: “A industrialização nos possibilitou gerar mais renda, empregos e melhorar a rentabilidade da cooperativa”

Os grãos produzidos são armazenados em locais com temperatura e aeração controladas. A C.Vale dispõe de 142 unidades de recebimento que juntas possuem capacidade para armazenar 2.938.322 toneladas de produtos. Em 2023, a C.Vale aumentou em 13,21% a capacidade de armazenagem. Em uma década, a cooperativa ampliou sua capacidade de armazenagem em 85,08%.

Mas até figurar entre as gigantes do setor foi um longo caminho, que teve início em 1963. Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, relembra dos principais desafios enfrentados pelos agricultores que impulsionaram a mudança e a criação da cooperativa. As estradas, predominantemente de terra na época, representavam um obstáculo significativo para o transporte da produção agrícola aos armazéns, especialmente em períodos chuvosos. “Com o tempo, a renda e os tributos gerados pelo campo permitiram investimentos na melhoria dessas estradas. A erosão do solo também era um grande problema, que foi enfrentado com a implementação de microbacias e a adoção do plantio direto. Além disso, havia dificuldades no acesso a crédito e os frequentes problemas climáticos. Dependentes dos grãos, a renda dos agricultores caía drasticamente quando a safra era prejudicada” recorda Lang.

Determinados a driblar a ausência de crédito, a assistência técnica e a falta de infraestrutura adequada para armazenar e escoar a safra, o que dificultava a sustentabilidade da produção, 24 agricultores uniram forças e fundaram a Cooperativa Agrícola Mista de Palotina Ltda (Campal). Em 1969, a empresa começou a operar em Palotina, PR, com o recebimento de trigo. Um ano depois iniciou a construção do primeiro armazém da cooperativa, que ficou pronto no início de 1971.

O rápido crescimento da produção levou a Campal a iniciar a fase de estruturação física, começando pela construção de unidades para o recebimento de cereais em Palotina. Esse desenvolvimento acelerou a expansão da cooperativa para outros municípios do Oeste paranaense, levando os associados a modificar a razão social em 1974 para Cooperativa Agrícola Mista Vale do Piquiri Ltda (Coopervale). Em 1981, a empresa expandiu suas operações para o Mato Grosso e, em 1984, para Santa Catarina.

Nova era da cooperativa

No início da década de 90, a Coopervale desenvolveu um plano de modernização para tornar a empresa mais competitiva e agregar valor aos produtos primários, marcando o início de uma nova era para a cooperativa. Esta fase começou em outubro de 1997 com a inauguração do complexo avícola, permitindo aos cooperados produzir frango em grande escala. “A industrialização nos possibilitou gerar mais renda, empregos e melhorar a rentabilidade da cooperativa”, ressalta o presidente Alfredo Lang.

A industrialização foi ampliada em 2002 com o início das operações de uma amidonaria em Assis Chateaubriand, PR. Em 21 de novembro de 2003, a cooperativa passou a se chamar C.Vale – Cooperativa Agroindustrial, refletindo sua expansão e diversificação.

Em janeiro de 2004, a C.Vale iniciou a duplicação do abatedouro de frangos e a construção da indústria de termoprocessados de aves, obras que foram inauguradas em 2005. Com essas melhorias, a capacidade de produção aumentou de 150 mil para 600 mil aves/dia.

Outro marco histórico ocorreu em 2009, quando a C.Vale firmou um acordo com a Coopermibra, cooperativa com sede em Campo Mourão, PR, passando a atuar no Centro-Oeste paranaense administrando 19 unidades de recebimento de grãos da Coopermibra. Seis anos depois, em 2015, a C.Vale estabeleceu uma parceria com a Marasca, assumindo as operações de 26 unidades da cerealista gaúcha, expandindo suas atividades para o Rio Grande do Sul.

O processo de agroindustrialização avançou ainda mais em 2017 com a inauguração de um abatedouro de peixes, capaz de processar 150 mil tilápias por dia. Esse empreendimento marcou o início de um novo sistema de integração, gerando mais renda e empregos.

Em 2020, a cooperativa colocou em operação um segundo frigorífico de frangos. Localizada em Umuarama, PR, essa indústria foi implementada através de uma parceria com a Pluma Agroavícola e tem capacidade para abater 200 mil aves por dia. Nesse mesmo ano, a C.Vale incorporou a Agropar, cooperativa com sede em Assis Chateaubriand, PR, expandindo ainda mais suas operações.

Em 2021, a C.Vale incorporou a Cooatol Cooperativa Agroindustrial, de Toledo, PR, assumindo 19 unidades de negócio em nove municípios do Paraná e um em Santa Catarina. “Para otimizar a produção e o recebimento de grãos como soja e milho expandimos nossa rede de unidades de recebimento de grãos para melhor atender os produtores. Além disso, investimos em modernização, instalando tombadores para facilitar a descarga, introduzindo sementes adaptadas às peculiaridades de cada região e fortalecendo nossa assistência técnica, agora altamente especializada” detalha Lang, enfatizando: “A cooperação com grandes empresas nacionais e estrangeiras permitiu a transferência de tecnologias de ponta para os nossos agricultores, resultando em grandes avanços na produção e na qualidade do agronegócio”.

Em 2022, a C.Vale inaugurou a décima loja de sua rede de supermercados em Rio Brilhante, MS, expandindo uma rede que já conta com outras nove unidades no Paraná e no Mato Grosso.
Em parceria com a Pluma Agroavícola, a C.Vale colocou em operação um incubatório em Iporã, no Noroeste do Paraná, com capacidade de produção de 13,5 milhões de pintinhos por mês e um abatedouro de frangos com capacidade inicial de 200 mil aves/dia.

Em fevereiro de 2023, a C.Vale inaugurou a nova Unidade Produtora de Leitões Desmamados (UPD). Com 31.250 m² de área construída na região de Vila Floresta, interior de Palotina, a instalação aloja cinco mil matrizes, produzindo anualmente 160 mil leitões. Na fazenda Coodetec, uma nova Central de Recria para 22 mil leitões também foi construída.

Ainda em 2023, a cooperativa inaugurou uma esmagadora de soja com capacidade para processar 60 mil sacas por dia, concretizando um sonho dos primeiros associados após 60 anos de sua fundação. O empreendimento, que recebeu mais de R$ 1 bilhão em investimentos entre 2021 e 2023, é a terceira maior esmagadora do Brasil em plantas industriais de uma única linha de produção e a primeira em nível tecnológico.

Logística de recebimento e armazenamento de grãos

A cooperativa tem investido em sua infraestrutura logística, contando com uma frota própria robusta e empregando tecnologias avançadas para o beneficiamento e conservação de grãos. Além de ampliar suas estruturas de armazenagem existentes, a C.Vale deu um grande passo com a inauguração da esmagadora de soja, projetada para receber até quatro milhões de sacas. “Este avanço fortalece a capacidade de processamento da cooperativa e também reduz a necessidade de construção de armazéns em unidades menores, otimizando recursos e melhorando nossa eficiência operacional” salienta Lang.

Integração com a produção de proteína animal

A utilização dos grãos na produção de rações representa um passo estratégico para a C.Vale. Segundo Lang, esta integração agrega valor aos grãos, transformando soja e milho em alimentos para a criação de carnes e leite, ao mesmo tempo em que permite à cooperativa comercializar produtos de maior valor agregado, proporcionando margens mais atrativas. “Essa abordagem além de otimizar a utilização dos recursos disponíveis, também fortalece a sustentabilidade econômica dos produtores associados, criando um ciclo virtuoso de benefícios para todos os envolvidos” reforça o presidente.

No entanto, os desafios na produção de proteína animal utilizando grãos como base para a alimentação são diversos, afirma Lang. Entre os principais, ele cita o desequilíbrio na oferta de grãos, que eleva de forma acentuada os custos de produção e impacta negativamente a rentabilidade do segmento de carnes. “A dependência do mercado externo e a volatilidade cambial também são questões críticas, pois nem sempre as variações cambiais conseguem compensar os custos elevados dos grãos” aponta o executivo.

Além disso, Lang reforça que há a necessidade de estimular o consumo no mercado interno, o que implica em melhorar o poder de compra dos consumidores nacionais. “Aumentos salariais, por exemplo, podem impulsionar o consumo de alimentos, incluindo carnes” relata.

Outro ponto de melhoria é a logística, especialmente no Oeste do Paraná, principal região produtora de proteína animal, que enfrenta desafios devido à distância dos portos, o que encarece significativamente os custos de transporte. “Estes são alguns dos principais desafios enfrentados, que demandam estratégias integradas e soluções inovadoras para garantir a sustentabilidade e a competitividade da produção de proteína animal pela cooperativa” salienta Lang.

Tecnologia e inovação

Para aprimorar a eficiência e a qualidade na produção de proteína animal, uma das inovações de maior impacto implementadas pela C.Vale, segundo Lang, foi a climatização dos aviários, tecnologia pioneira introduzida pela cooperativa no Brasil e agora amplamente adotada. “Esta inovação resultou em melhores índices de conversão alimentar, redução da mortalidade e aumento do bem-estar animal” ressalta.

Com a evolução da informatização, os equipamentos nos aviários foram modernizados, permitindo agora o monitoramento das condições ambientais através de dispositivos móveis como celulares e computadores. “Isso facilita o acesso do produtor a todas as informações necessárias de forma rápida e eficiente” evidencia.

Sustentabilidade e responsabilidade social

Entre as práticas sustentáveis adotadas pela C.Vale está a rastreabilidade dos grãos até o produto final disponível ao consumidor. “Isso permite que tanto consumidores quanto empresas que compram carne da C.Vale saibam exatamente quem produziu a soja ou o milho, quais produtos foram utilizados no manejo, as variedades ou híbridos plantados, e os medicamentos fornecidos aos frangos. Trata-se de um raio-x completo da cadeia produtiva” enfatiza Lang.

Além disso, a cooperativa investe no consumo de energia renovável, no uso racional da água e no reaproveitamento ou reciclagem de materiais, iniciativas que refletem o compromisso da C.Vale com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental.

O presidente da C.Vale afirma que as práticas adotadas pela cooperativa promovem um melhor aproveitamento dos recursos naturais. “Essas iniciativas têm um efeito multiplicador, influenciando positivamente funcionários, associados e fornecedores a seguir os mesmos princípios sustentáveis” destaca, lembrando que para reforçar esse compromisso, a C.Vale criou uma assessoria de ESG dedicada exclusivamente a tratar dessas questões, assegurando que a sustentabilidade seja uma prioridade em todas as operações da cooperativa.

Desenvolvimento de funcionários e associados

A C.Vale tem um compromisso sólido com o desenvolvimento de seus associados, especialmente no que se refere à capacitação e ao acesso a novas tecnologias. A cooperativa investe de forma intensiva nessa área, oferecendo cursos e treinamentos que beneficiaram mais de 21 mil pessoas somente em 2023. “Todas as novas tecnologias são rigorosamente testadas antes de serem disponibilizadas para os associados utilizarem na produção comercial” pontua Lang, acrescentando: “Nossos funcionários participam constantemente de cursos e treinamentos para se manterem atualizados com as mudanças. Tudo o que eles aprendem e comprovam como avanço é repassado aos nossos associados. Isso é fundamental para nos manter competitivos, especialmente em um segmento tão concorrido como o de carnes”.

Essa estratégia de contínua atualização e transferência de conhecimento assegura que os associados da C.Vale estejam sempre na vanguarda das práticas agrícolas, garantindo maior eficiência e qualidade na produção.

Desafios atuais e futuros

O presidente da C.Vale destaca que entre os vários desafios enfrentados no setor de grãos e de produção de proteína animal um dos principais gargalos é a logística cara, seja pela distância dos portos ou por pedágios. Além disso, Lang menciona que problemas climáticos têm se tornado cada vez mais frequentes nos últimos anos, com estiagens severas que reduziram a produção de soja e milho, forçando a cooperativa a trazer grãos de regiões mais distantes. “Precisamos de mais recursos para subsídio ao seguro agrícola para que os produtores não percam capacidade de investimento no cultivo de grãos em face das adversidades climáticas”, reforça, enfatizando: “Outro ponto em que o país precisa avançar é na melhoria da renda para aumentarmos o consumo no mercado interno”.

Perspectivas

As perspectivas da C.Vale para os próximos anos são promissoras, com foco especial em inovação e expansão. A cooperativa continua a buscar novos associados em diferentes regiões, como ocorreu com a expansão para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraguai.

Primando pela sustentabilidade em suas operações, Lang ressalta que um dos principais focos da cooperativa vai continuar sendo o manejo sustentável do solo. “Entendemos que é possível melhorar a produtividade tratando melhor o solo com estratégias simples e eficientes como aumentar sua fertilidade e a matéria orgânica, proteger contra chuvas excessivas e aumentar a capacidade de retenção de umidade e tudo isso sem a necessidade de desmatamento”.

Com a implementação de boas práticas, Lang acredita ser possível alcançar produtividades de até 100 sacas de soja por hectare, desde que as atividades sejam bem conduzidas e o clima coopere. “Isso nos dá condições de aumentar a produtividade e a produção sem necessidade de desmatamento de novas áreas. Com o benefício extra de melhorar a renda e a viabilidade do produtor” frisa.

O acesso é gratuito e a edição Especial de Cooperativismo pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Notícias Foz do Iguaçu - Paraná

Simpósio brasileiro vai debater os gargalos relacionados à sanidade de sementes

Discussões vão ocorrer durante o 22º Congresso Brasileiro de Sementes, de 10 a 13 de setembro, em Foz do Iguaçu – Paraná

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Fotos: Divulgação

A necessidade crescente de sementes de alta qualidade sanitária vai nortear as discussões do 16º Simpósio Brasileiro de Patologia de Sementes, que vai ocorrer, dia 11 de setembro, durante o 22º Congresso Brasileiro de Sementes, de 10 a 13 de setembro de 2024, em Foz do Iguaçu (Paraná). O objetivo do simpósio é discutir as lacunas e problemas relacionados à sanidade de sementes, trazendo especialistas de diversos setores para buscar soluções práticas e eficazes.

O simpósio contará com uma ampla programação, incluindo sessões de palestras, uma mesa redonda e o lançamento do livro “Patologia de Sementes: a Ciência Básica”, escrito por mais de 50 autores especialistas em áreas relevantes para a sanidade de sementes.

A coordenadora do Comitê de Patologia de Sementes, Ellen Noly Barrocas, explica que no Congresso anterior foram identificados os principais gargalos visando a melhoria da sanidade de sementes brasileira, incluindo a falta de treinamento, a carência de laboratórios especializados e a diminuição profissionais com especialização na área. “Este simpósio visa não apenas discutir esses problemas, mas também propor soluções e iniciar em um futuro bem próximo programas de treinamento para atender a essas demandas” afirma Ellen.

A mesa redonda será o ponto central das discussões, abordando os problemas mais urgentes na sanidade de sementes, com foco nas soluções práticas. “Contaremos com a participação de diversos especialistas e representantes de diversas áreas, que vão trazer a perspectiva dos desafios enfrentados neste setor e soluções que o setor vem desenvolvendo” explica Ellen, que estará na coordenação da mesa redonda.

A especialista em qualidade de sementes, Maria de Fátima Zorato, da MF Zorato Treinamentos (Paraná), é uma das convidadas para a mesa redonda e vai falar sobre o impacto da utilização de sementes de qualidade fitossanitária e as necessidades dos produtores.

Também participará da mesa redonda a pesquisadora e professora Norimar Denardin, da Universidade de Passo Fundo e do Centro de Biotecnologia na Agricultura (Cebtecagro), que fará uma análise crítica das práticas laboratoriais de avaliação de qualidade de sementes e a adequação da legislação atual.

Também foi convidada Evelyn Koch, vice-coordenadora do comitê, especialista em Controle de Qualidade e Sistemas de Gestão da Qualidade em Laboratórios, da consultoria Conqualy, que irá ressaltar a importância da qualidade dos laboratórios, padronização de métodos e a necessidade de treinamento em sanidade de sementes.

A Coordenadora do Laboratório Agronômica – Diagnóstico Fitossanitário e Consultoria, Tatiana Mituti, vai trazer para o debate uma visão prática sobre a gestão dos principais problemas na sanidade de sementes, tanto no mercado nacional quanto internacional.

Complementando a mesa redonda, o representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), coordenador de Controle de Pragas, Glauco Antonio Teixeira, que vai abordar a legislação pertinente à sanidade de sementes e discutir legislações atuais relacionadas ao tema.

Para falar sobre o ensino da patologia de sementes nas universidades e os desafios na formação acadêmica foi convidado o professor José da Cruz Machado, professor voluntário da Universidade Federal de Lavras

E para fechar o assunto, teremos a participação de Fernanda Falcão, da Sementes Falcão, que trará a visão dos produtores sobre a necessidade de garantia de sanidade para as sementes que vão ao campo.

Palestras

Além da mesa redonda, o simpósio terá palestras sobre temas essenciais, incluindo o cenário atual da análise sanitária de sementes, que será proferida pela professora Carolina Siqueira, da Universidade Federal de Lavras (Minas Gerais).

O representante da Tagro -Tecnologia Agropecuária, Carlos Utiamada, vai apresentar em sua palestra os resultados do ensaio de rede de tratamento de sementes e a gerente de Estratégias de Regulamentação de Sementes- Bayer LATAM, Maria Arminda, vai falar sobre as estratégias da indústria frente a regulamentação e Sanidade.

Para fechar o ciclo de palestras, o gerente da Kynetec, Cristiano Limberger, vai abordar a evolução do mercado de tratamento de sementes no controle de doenças.

Desafios e caminhos para o futuro

A coordenadora do Comitê de Patologia de Sementes, Ellen Noly Barrocas, observa que a detecção precoce e o manejo adequado de patógenos em sementes são fundamentais para a sustentabilidade da produção agrícola e para a segurança alimentar global.

Ela destaca a importância de métodos de diagnóstico eficientes para detectar microrganismos patogênicos em sementes que podem comprometer os cultivos agrícolas. “Técnicas avançadas, como as moleculares, são essenciais para identificar patógenos com precisão e rapidez, prevenindo a disseminação de doenças e garantindo a qualidade das sementes” afirma a especialista.

CBSementes

O 22º Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), traz este ano o tema “Semente: A matéria-prima da sustentabilidade”.

O evento é voltado a pesquisadores, agrônomos, produtores rurais, acadêmicos, representantes de empresas do setor agrícola, formuladores de políticas públicas e interessados na temática da sustentabilidade e inovação no setor de sementes.

O CBSementes conta com o apoio de diversos parceiros e patrocinadores. Para fazer sua inscrição, visite o site oficial do congresso https://cbsementes.com/

Fonte: Assessoria Abrates
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Notícias

Aplicativo Avicultura RS On está disponível em nova versão

Ferramenta passou por um processo de modernização, permitindo aos usuários usufruir de uma experiência mais dinâmica, com melhorias no layout e facilidades no acesso às áreas específicas de interesse do público.

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A partir desta terça-feira (16), a Organização Avícola do Rio Grande do Sul disponibiliza a versão mais atualizada do aplicativo Avicultura RS On. A ferramenta passou por um processo de modernização, permitindo aos usuários usufruir de uma experiência mais dinâmica, com melhorias no layout e facilidades no acesso às áreas específicas de interesse do público.

Fotos: Divulgação/Asgav

A tela inicial do aplicativo apresentará notícias recentes do setor, vídeos, espaço para publicidade e divulgação de empresas, além do classiviário (que reúne um cadastro central de fornecedores de diversas categorias como equipamentos, maquinário, laboratórios, saúde e nutrição animal, genética, entre outros). O desenvolvimento desse espaço, que tem o objetivo de reunir empresas fornecedoras de segmentos distintos, viabiliza a classificação das marcas conforme bom atendimento e outros atributos.

Outra novidade é que a revista institucional da Organização Avícola, que agora vai poder ser acessada na palma da mão, pois o aplicativo concentrará em boa resolução todas as edições da publicação. O aplicativo também terá outras funções, como a central de estatísticas, cadastro específico de fornecedores de grãos (milho e outros), consultorias, entidades de classe e de outros setores e índices e cotações de mercado (carne de frango, ovos e milho), proporcionando mais interação na plataforma. “O App Avicultura RS terá muita informação, canais de publicidade e divulgação para empresas e prestadores de serviços que atendem o setor. Como hoje o acesso aos smartphones está cada vez maior, quem apostar neste espaço estará em evidência no world poultry, isso é, na avicultura mundial”, explica o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul e idealizador do app, José Eduardo dos Santos.

No app, também está disponível os associados da Organização Avícola do Rio Grande do Sul por categoria (fornecedores, frigoríficos, indústria e produção de ovos e genética).

A Organização Avícola do Rio Grande do Sul é formada pelas entidades membros Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas no Estado Rio Grande do Sul (Sipargs).

Fonte: Assessoria Organização Avícola Rio Grande do Sul
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Notícias Atenção produtores rurais

Prazo para emissão do CCIR encerra nesta semana

O CCIR 2024 substituirá o documento expedido em 2023 e só será válido com a quitação da Taxa de Serviços Cadastrais referente a exercícios anteriores.

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Certificado de Cadastro de Imóvel Rural é fundamental para transferir imóvel e acessar financiamentos - Foto: Divulgação/CNA

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) alerta sobre o prazo para o produtor rural emitir o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) 2024. O documento está disponível no portal do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para emissão até quinta-feira (18).

O Ccir, que é emitido de forma gratuita, possibilita transferir, arrendar, hipotecar, desmembrar, partilhar (em caso de divórcio ou herança) o imóvel rural, além de facilitar o acesso aos financiamentos bancários para investimento na propriedade.

O presidente do Sistema Faesc/Senar e vice-presidente de Finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino Pedrozo, reforça a importância do documento ao mencionar que é fundamental para qualquer transação envolvendo imóvel rural. “Além disso, facilita a vida do produtor rural no momento de buscar crédito, pois comprova que o imóvel está em situação regular. Por isso, é indispensável que todos os proprietários de imóveis rurais providenciem o Ccir o mais rápido possível” orienta o dirigente.

O Ccir 2024 substituirá o documento expedido em 2023 e só será válido com a quitação da Taxa de Serviços Cadastrais referente a exercícios anteriores. Para emitir, basta acessar o site do Incra e selecionar a opção “Emissão do CCIR”, ou acessar diretamente pelo link: https://sncr.serpro.gov.br/ccir/emissao.

Importante destacar que caso o imóvel rural possua algum tipo de impedimento cadastral no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), o Ccir não estará disponível para emissão. Neste caso, o titular deverá entrar em contato ou se dirigir às Unidades Municipais de Cadastramento (UMC), vinculadas às Prefeituras Municipais, às Unidades Avançadas do Incra ou às Salas da Cidadania das Superintendências Regionais do Incra, a fim de receber orientações para resolução da pendência existente.

Fique atento

  • O Ccir não é enviado pelos Correios para o endereço de correspondência do titular;
  • O Ccir só é válido com a quitação da Taxa de Serviços Cadastrais;
  • O acesso ao documento é gratuito;
  • O Ccir do exercício 2024 contém valores de débitos da Taxa de Serviços Cadastrais referentes a exercícios anteriores, caso existam;
  • O vencimento da Taxa de Serviços Cadastrais, referente ao exercício 2024, será 30 dias após a data de lançamento, ficando os débitos não pagos sujeitos à cobrança de multa e juros de mora, em consonância com a Lei nº 8.022, de 12 de abril de 1990, sendo os valores corrigidos de forma automática pelo sistema;
  • A quitação dos valores correspondentes à Taxa de Serviços Cadastrais por meio de boleto com códigos de barras deverá ser efetuada na rede de atendimento do Banco do Brasil;
  • A quitação da Taxa de Serviços Cadastrais por meio de pix poderá ser realizada utilizando sistemas ou aplicativos de qualquer agente financeiro que permita esse tipo de pagamento;
  • A quitação da Taxa de Serviços Cadastrais por meio de Cartão de Crédito poderá ser feita utilizando um dos prestadores de pagamento disponíveis na página de emissão do Ccir, observando a tarifa correspondente ao serviço de cada prestador.

Mais informações no edital https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-n-692-de-12-de-junho-de-2024-565158771

Fonte: Assessoria CNA
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AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

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