Avicultura
C.Vale reúne cerca de 400 avicultores em Palotina para atualização sobre manejo no inverno
Treinamento técnico abordou ajustes na rotina das granjas, controle de ambiência e incorporação de novas tecnologias para o período de temperaturas mais baixas.

Cerca de 400 pessoas ligadas à avicultura participaram, entre os dias 12 e 14 de maio, de uma capacitação técnica promovida pela C.Vale no aviário modelo instalado no campo experimental da cooperativa, em Palotina. O encontro, intitulado “Manejo de Inverno 2026”, teve como foco a adaptação das granjas às condições climáticas típicas do período mais frio do ano.
A programação foi direcionada a associados e funcionários e buscou orientar mudanças operacionais necessárias dentro dos aviários, com atenção especial ao controle de temperatura e à qualidade do ar. Segundo a organização técnica, o objetivo central é manter o desempenho produtivo mesmo com a alteração brusca nas condições ambientais em comparação ao verão.
O supervisor técnico Jackson Martini explicou que o período exige uma mudança significativa na condução das atividades nas granjas. Ele destacou que, com a queda das temperaturas, há redução da ventilação natural e necessidade de reforço nos sistemas de aquecimento.
“O foco principal é garantir uma temperatura adequada e a qualidade do ar, mantendo, no inverno, os mesmos bons resultados obtidos no período do calor”, afirmou.
Além dos aspectos técnicos relacionados à ambiência, o treinamento também reforçou rotinas de manejo e ajustes no trabalho diário dentro das propriedades. A proposta, segundo a cooperativa, é padronizar práticas e reduzir riscos produtivos durante a estação.
Entre os participantes, o produtor Marcelo Fumagalli, de Palotina, avaliou o encontro como uma retomada importante de orientações práticas. Para ele, o conteúdo funciona como um reforço operacional no dia a dia da atividade.
“É interessante estarmos relembrando os passos, as principais ações que precisam ser realizadas”, disse.
O evento também abriu espaço para a apresentação de tecnologias e avanços genéticos aplicados à avicultura, apontados como fatores de incremento na eficiência produtiva. O associado Gabriel Wutzke, de Santa Rita do Oeste, distrito de Terra Roxa, destacou a importância de acompanhar a evolução do setor.
Ele afirmou que as informações obtidas durante o treinamento serão aplicadas conforme a estrutura de cada aviário, respeitando as particularidades de cada propriedade.

Avicultura
Cotações dos ovos têm variação de até 1,73% nas principais praças
Ovos brancos registraram baixas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, enquanto vermelhos alternaram altas e quedas.

Os preços médios dos ovos registraram variações discretas nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na segunda-feira (6).
No mercado de ovos brancos, as cotações recuaram em todas as regiões pesquisadas. A maior queda foi registrada em Recife (PE), de 0,89%, com o produto cotado a R$ 144,38. Em seguida aparecem Santa Maria de Jetibá (ES), com recuo de 0,60% e preço médio de R$ 140,56, Grande São Paulo, com queda de 0,29% e cotação de R$ 141,82, Bastos (SP), com baixa de 0,03% e preço de R$ 133,21, e Grande Belo Horizonte (MG), onde o valor ficou em R$ 146,17, após leve recuo de 0,02%.
Para os ovos vermelhos, o comportamento foi misto. A maior alta ocorreu na Grande São Paulo, onde a cotação avançou 1,73%, para R$ 155,27. Também houve valorização em Grande Belo Horizonte (0,40%), com preço médio de R$ 157,88, e em Recife (0,25%), onde o produto foi negociado a R$ 163,14. Já em Santa Maria de Jetibá (ES), a cotação apresentou leve recuo de 0,02%, para R$ 160,46, enquanto em Bastos (SP) a queda foi de 0,40%, com preço médio de R$ 149,29.
Avicultura
Simpósio da Facta debate tecnologia e dados na produção de matrizes avícolas
Evento programado para os dias 16 e 17 de setembro reúne especialistas para discutir manejo, incubação, automação e uso de indicadores na avicultura.

A integração entre tecnologia, análise de dados e práticas de manejo tem redefinido a produção de matrizes avícolas no Brasil. O tema estará no centro das discussões do Simpósio de Incubação e Matrizes, marcado para os dias 16 e 17 de setembro, em Chapecó (SC), promovido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (Facta).
O encontro reunirá técnicos, pesquisadores, especialistas e profissionais da cadeia avícola para atualização sobre fatores que influenciam o desempenho de matrizes pesadas e incubatórios, com foco em eficiência produtiva e qualidade da progênie.
A programação inclui debates sobre manejo de recria, fertilidade, nutrição, programas de iluminação, controle ambiental, sanidade, vacinação e automação. Também entram na pauta o uso de indicadores de desempenho e ferramentas de análise de dados para apoiar a tomada de decisão e aprimorar resultados.
No segmento de incubatórios, os debates vão abordar manejo de ovos, ventilação, embriodiagnóstico, monitoramento de incubação e controle de qualidade, além de estratégias de gestão operacional.
Questões como gestão de pessoas, retorno sobre investimento em tecnologias e uso de dados na rotina produtiva também fazem parte da programação.
Para o presidente da Facta, Ariel Mendes, o simpósio busca aproximar conhecimento técnico e aplicação prática no campo. “A produção de matrizes e a incubação são etapas fundamentais para a eficiência de toda a cadeia avícola. O simpósio reúne especialistas e profissionais do setor para discutir tecnologias, práticas de manejo e ferramentas de gestão capazes de contribuir para ganhos consistentes de produtividade, qualidade e sustentabilidade na produção”, afirmou.
A programação completa está disponível aqui.
Avicultura
Exportações de carne de frango crescem 40,6% em junho
Brasil embarcou 482,8 mil toneladas no mês e registrou alta também na receita, que chegou a US$ 985,5 milhões.

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 482,8 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume supera em 40,6% o registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 343,4 mil toneladas.
A receita obtida com as exportações alcançou US$ 985,5 milhões, resultado 54,7% superior ao registrado em junho do ano passado, quando foram contabilizados US$ 637 milhões.
Impulsionados pelo desempenho de junho, os embarques brasileiros encerraram o primeiro semestre de 2026 com o melhor resultado da história das exportações brasileiras de carne de frango, tanto em volume quanto em receita. Entre janeiro e junho, os embarques alcançaram 2,936 milhões de toneladas, número 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 2,600 milhões de toneladas.
Em receita, o crescimento acumulado alcança 17%, com US$ 5,700 bilhões entre janeiro e junho deste ano, frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Entre os principais destinos das exportações brasileiras em junho, a China manteve a liderança, com 50,1 mil toneladas embarcadas (+12.248,8% em relação ao mesmo período do ano anterior). Na sequência aparecem Japão, com 46,6 mil toneladas (-0,9%), Emirados Árabes Unidos, com 46,2 mil toneladas (-5,1%), Arábia Saudita, com 33,1 mil toneladas (-1,0%), União Europeia, com 28 mil toneladas (+250,7%), África do Sul, com 26,3 mil toneladas (+946,3%), México, com 25,4 mil toneladas (+728,8%), Coreia do Sul, com 18,5 mil toneladas (+7.819,7%), Filipinas, com 12,5 mil toneladas (+330,2%) e Singapura, com 12 mil toneladas (-19,4%). Vale lembrar que parte das elevadas variações percentuais registradas em alguns mercados decorre da baixa base de comparação de junho de 2025, período impactado pelas restrições temporárias decorrentes do único caso, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil.

Foto: Jonathan Campos
No desempenho por estados exportadores, o Paraná manteve a liderança nacional, com 199,3 mil toneladas embarcadas em junho (+48,2%), seguido por Santa Catarina, com 103,3 mil toneladas (+35,2%), Rio Grande do Sul, com 56,7 mil toneladas (+40,1%), São Paulo, com 29,9 mil toneladas (+40,0%) e Goiás, com 29,4 mil toneladas (+55,4%).
“Os resultados do primeiro semestre foram conquistados em um ambiente marcado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos desafios logísticos decorrentes desse contexto, especialmente nas rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz. Mesmo diante desse cenário, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que manteve forte presença no Oriente Médio e expandiu oportunidades em mercados emergentes. O desempenho de junho, embora influenciado por uma base comparativa menor frente à ocorrência já superada de IAAP no Brasil, reforça a diversificação da pauta exportadora brasileira, a competitividade da nossa cadeia produtiva e consolida bases sólidas para mais um ano de resultados históricos nas exportações de carne de frango”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.




