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C.Vale aposta em diversificação geográfica para sustentar expansão industrial e reduzir riscos
Cooperativa, que nasceu em 1963 com 24 agricultores e hoje processa 640 mil frangos por dia, revê ritmo de concentração industrial e planeja crescer em diferentes regiões para ganhar resiliência operacional.

Fundada em 1963 por um grupo de 24 agricultores, a C.Vale construiu sua expansão a partir de uma decisão estratégica tomada no início dos anos 1990: apostar na agroindustrialização como motor de crescimento. À época ainda chamada de Coopervale, a cooperativa estruturou um Plano de Modernização que começou a sair do papel em 1997, com a inauguração de um complexo avícola que marcou uma mudança de direção no seu modelo de negócios.

Foto: Jonathan Campos
Hoje, esse parque industrial é um dos pilares da operação. A unidade avícola processa cerca de 640 mil frangos por dia e se tornou a base para uma estratégia de expansão contínua, que incluiu a construção de outras indústrias e o avanço para novas regiões. “Desde então, a C.Vale não parou de crescer”, afirma o presidente do Conselho de Administração, Alfredo Lang.
Diversificação territorial
Segundo Lang, a demanda crescente, especialmente na cadeia de proteína animal, sustenta o ritmo de investimentos, mas a cooperativa passou a avaliar com mais cautela como e onde alocar sua expansão.
Embora o parque industrial atual ainda tenha espaço relevante para ampliação, inclusive com possibilidade de dobrar de tamanho, a

Presidente do Conselho de Administração da C.Vale, Alfredo Lang: “O foco é garantir crescimento sustentável, com menor exposição a choques concentrados”
estratégia deixou de ser concentrar todo o crescimento em um único polo. “O parque industrial tem área disponível, tanto que o campo experimental pode ser realocado para dar lugar a novas instalações. Ainda falta, por exemplo, uma indústria de refino de óleo, fundamental para transformar o óleo bruto das esmagadoras em produtos comestíveis, como margarina e maionese”, diz Lang, destacando que, mesmo assim, a tendência é que o avanço ocorra de forma distribuída.
A cooperativa já vem expandindo sua presença industrial em municípios paranaenses como Maripá, Iporã e Capanema, movimento que reflete uma decisão estratégica de diversificação geográfica. “A questão não é falta de espaço, mas de gestão de risco. Concentrar demais aumenta a vulnerabilidade”, afirma o executivo.
A lógica, segundo Lang, é semelhante à recomendação feita historicamente aos próprios cooperados no campo: diversificar atividades para mitigar perdas. “Assim como orientamos o produtor a não depender de uma única cultura, como soja, milho, mandioca ou leite, a indústria também precisa estar distribuída. Se uma unidade for impactada por um evento sanitário ou operacional, as demais sustentam o sistema”, ressalta.

Foto: Jonathan Campos
Episódios recentes, como a pandemia de Covid-19 e o risco permanente de doenças como a gripe aviária, reforçaram essa avaliação. A dispersão geográfica passou a ser vista como instrumento central de resiliência operacional e continuidade dos negócios.
Na prática, isso significa que o parque industrial atual continuará crescendo, mas em um ritmo mais moderado do que o inicialmente projetado, enquanto novos investimentos devem ser direcionados a outras localidades. “O foco é garantir crescimento sustentável, com menor exposição a choques concentrados”, afirma Lang.
Ao combinar expansão industrial, diversificação territorial e aprofundamento da agroindustrialização, a C.Vale busca consolidar um modelo que preserve competitividade em um ambiente cada vez mais exigente, marcado por riscos sanitários, volatilidade de mercados e pressão por eficiência. Para a cooperativa, a dispersão deixou de ser apenas uma opção estratégica e passou a ser um elemento central do planejamento de longo prazo.

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.



