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C.Vale amplia produção de tilápias e conquista certificações internacionais

Com uma capacidade inicial de 75 mil tilápias por dia, atingiu uma marca expressiva em sua produção. Atualmente, a planta industrial está abatendo 190 mil peixes diariamente.

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Fotos: Divulgação/C.Vale

O abatedouro de peixes da C.Vale, inaugurado em 2017 com uma capacidade inicial de 75 mil tilápias por dia, atingiu uma marca expressiva em sua produção. Atualmente, a planta industrial está abatendo 190 mil peixes diariamente e perspectiva de encerrar o ano com processamento de 240 mil tilápias por dia. “Esse crescimento reflete o investimento contínuo da cooperativa na cadeia produtiva da aquicultura, garantindo não apenas maior volume, mas também qualidade e conformidade com os padrões internacionais”, destacou o gerente do frigorífico, Jair De Sordi.

Segundo ele, nos últimos meses, a unidade industrial recebeu três importantes certificações, reforçando seu compromisso com a qualidade e com o atendimento às exigências do mercado global. A recertificação BAP (Best Aquaculture Practices) atesta que a C.Vale segue rigorosos padrões internacionais. O selo de boas práticas em aquicultura é um dos mais relevantes do mundo e fundamental para exportações aos Estados Unidos, garantindo maior segurança e rastreabilidade dos produtos. Já a auditoria de comércio ético dos membros da Sedex (SMETA) reconheceu o compromisso da cooperativa com boas práticas sociais e ambientais na cadeia produtiva. Atualmente, grandes redes varejistas dos Estados Unidos exigem essa certificação para validar fornecedores que operam de maneira ética e sustentável.

A certificação Halal, conquistada em março, garante que todas as etapas da produção respeitam os critérios religiosos exigidos pelos consumidores muçulmanos. Com isso, a cooperativa está apta a comercializar sua tilápia para mercados no Oriente Médio, expandindo ainda mais sua presença internacional.

Números

O abatedouro de peixes da C.Vale registrou números expressivos no último ano. Dos 47,06 milhões de quilos de peixe abatidos, a cooperativa destinou 64% da produção ao mercado interno, com Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina liderando o consumo. Já no mercado externo, o principal destino foram os Estados Unidos. A planta industrial de 10 mil metros quadrados produz quatro linhas de produtos: filé, postas, petiscos e peixe inteiro (descamado e eviscerado).

O crescimento da produção também reflete o trabalho dos 234 piscicultores integrados à C.Vale. No ano passado, eles entregaram 48 milhões de tilápias à cooperativa. A produção de alevinos chegou a 74,2 milhões de unidades, enquanto a de juvenis (até 30 gramas) atingiu 50,8 milhões de peixes. Todo esse volume é cultivado em 828 hectares de lâmina d’água, distribuídos em 1.110 tanques escavados.

Fonte: Assessoria C.Vale

Peixes

Univali leva projetos de pesca e aquicultura à Expomar 2026

Estudos abordam maricultura sustentável, monitoramento ambiental e tecnologias para aumentar a eficiência da produção aquícola.

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Foto: Dales Hoeckesfeld

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) participa de mais uma edição da Expomar – Pesca, Maricultura & Logística. O evento, que reúne congresso internacional, feira de negócios e simpósios voltados à pesca, aquicultura e maricultura, acontece de 24 a 26 de junho no Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira, em Itajaí (SC).

Foto: Divulgação/Univali

Em 2026, além de atividades vinculadas ao curso de Gastronomia, a Univali marca presença por intermédio do Museu Oceanográfico Univali (Movi), do curso de Oceanografia, e com apresentações de dados, pesquisas e experimentos relacionados às áreas da pesca e maricultura.

Na ocasião, pesquisadores da Escola Politécnica da Univali vão participar de sessões temáticas e mesas redondas, aonde serão discutidos temas associados ao cultivo integrado de espécies aquáticas, cultivo de ouriços, pepinos do mar, peixes marinhos, cadeia produtiva das macroalgas, ordenamento e monitoramento ambiental em áreas de cultivo e fatores que, no último verão, influenciaram na mortalidade de ostras em Santa Catarina.

Na tarde de sexta-feira (26), também será realizada uma sessão especial na qual serão apresentadas experiências e iniciativas consideradas referências na melhoria da renda dos maricultores catarinenses.

Os possíveis efeitos do El Niño sobre a pesca industrial e informações sobre um projeto que monitora o habitat da sardinha e do atum, espécies que

Foto: Divulgação/Univali

são matéria-prima base na indústria do pescado regional, também serão temas nos simpósios temáticos da Expomar 2026.

Case cultivo integrado

Um dos destaques na programação, dedicada exclusivamente à maricultura, será a apresentação dos resultados dos cultivos multitróficos e integrados que foram realizados, em 2025, no parque aquícola da Enseada do Itapocorói, em Penha (SC). A atividade está agendada para sexta-feira (26), às 08h30, sendo conduzida pelo professor Gilberto Manzoni.

O pesquisador da Univali explica que neste tipo de aquicultura várias espécies aquáticas são cultivadas no mesmo sistema de produção, na expectativa de melhorar a eficiência produtiva associada à redução dos resíduos da atividade. No caso de Penha, a produção incluiu  macroalgas, mexilhões, sardinhas e pepinos do mar.

Foto: Divulgação/Univali

Manzoni destaca que o experimento contou com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), via Chamada Pública nº 12/2022 – Cooperação Internacional em Ciência, Tecnologia e Inovação e Convênios Bilaterais – Programa Fapesc Abroad). “A ação foi realizada em parceria com o Laboratório de Piscicultura Marinha da UFSC e também integra o Projeto Blueboost, que reúne pesquisadores da comunidade europeia. O objetivo é verificar a viabilidade do cultivo multitrófico com espécies de baixo nível trófico, minimizando assim o impacto ambiental dos cultivos e estimulando ações que promovam o desenvolvimento de uma economia azul na aquicultura”, complementa o pesquisador da Univali.

O docente ressalta que a participação na Expomar é uma excelente oportunidade para discutir temas associados à cadeia produtiva da maricultura e da pesca, assim como promover e fortalecer o intercambio técnico cientifico com pesquisadores, produtores, entidades governamentais e prestadores de serviços envolvidos no cultivo de organismos marinhos.

Pesca industrial

Além disso, a Univali também levará à Expomar 2026 informações relacionadas ao projeto Sat-Sar (Monitoramento do ambiente oceanográfico da sardinha-verdadeira e do bonito-listrado),

Foto: Divulgação/Univali

relacionado à indústria da pesca na região. A iniciativa consiste na coleta de dados no Oceano Atlântico para subsidiar a atividade pesqueira.

As informações de base científica, coletadas diariamente, permitem identificar as áreas com maior potencial para a ocorrência de sardinha-verdadeira e bonito-listrado, filtradas a partir da correlação entre as capturas da frota e condicionantes ambientais nas respectivas áreas de pesca. “Este projeto realiza o monitoramento do habitat das duas principais espécies que desembarcam aqui em Itajaí, que são a sardinha e o atum bonito-listrado, matéria-prima essencial para indústrias da região. Durante a Expomar nós vamos explicar como fizemos para identificar as áreas de captura dessas espécies no oceano”, adianta o professor Paulo Ricardo Schwingel.

Outro ponto que será abordado ao longo do evento é sobre os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a captura das espécies citadas. “A perspectiva de termos um El Niño muito forte, ao fim deste ano, tem preocupado o setor pesqueiro. Sabemos que o efeito desse fenômeno já provocou quedas substanciais em termos de captura dessas espécies. Então, durante o evento, vamos falar sobre como estão as previsões e a escala em que o fenômeno vai se encontrar no período de virada de ano”, conta Schwingel.

Fonte: Assessoria Univali
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Peixes

Entre navios e manguezais, biodiversidade de peixes se destaca na Baía de Paranaguá

Estudos e programas de monitoramento ambiental apontam a presença de centenas de espécies na Baía de Paranaguá e reforçam a convivência entre atividade portuária e conservação.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

À primeira vista, o cenário do Porto de Paranaguá é dominado pelo vaivém de gigantescos navios cargueiros, guindastes imponentes e uma engrenagem logística que conecta o Paraná ao comércio global. No entanto, nos estuários, onde o rio se encontra com o mar, o cenário se transforma logo abaixo da linha d’água. Ali, o ecossistema dos manguezais revela sua complexidade: um ambiente pulsante que, no pico da maré alta, fica completamente submerso, abrigando uma rica biodiversidade marinha.

Conciliar o posto de um dos maiores complexos portuários da América Latina com a conservação ambiental é um grande triunfo dos pesquisadores e técnicos que atuam no Porto de Paranaguá. Estudos recentes demonstram que a área portuária abriga centenas de espécies nativas, desde pequenos peixes estuarinos que dependem das raízes dos mangues para proteção, até grandes predadores que visitam a baía em busca de alimento.

Para compreender a riqueza que habita essas águas, a empresa pública Portos do Paraná investe em programas ambientais e apoia pesquisas acadêmicas sobre o tema. O monitoramento científico constante é fundamental, e o trabalho desenvolvido é considerado estudo científico.

Atualmente, a parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Centro de Estudos do Mar (CEM), conta com três convênios vigentes nio Litoral do Paraná, além do fornecimento de dados para pesquisadores, quando solicitado.

Foto: Shutterstock

Pesquisadores paranaenses apontam que a Baía de Paranaguá funciona como um ecossistema de transição. “A mistura da água doce dos rios com a água salgada do Oceano Atlântico cria um ambiente rico em nutrientes. Espécies como o robalo, a corvina e os bagres marinhos encontram ali as condições ideais para reprodução e crescimento. A presença de uma comunidade de peixes tão diversa e saudável é o principal indicador de que a qualidade da água e os habitats circundantes estão conseguindo resistir à pressão antrópica, ou seja, à ação humana”, afirma Pedro Pisacco Pereira Cordeiro, coordenador de Comunicação, Educação e Sustentabilidade dos Portos do Paraná.

Cuidado máximo

A manutenção desse ecossistema não acontece por acaso. Ela é fruto de uma gestão que entende que o crescimento econômico não pode navegar isolado da sustentabilidade. Programas rigorosos de monitoramento ambiental controlam desde a qualidade da água e dos sedimentos até o ruído subaquático gerado pelas embarcações.

Foto: Pixabay

O cuidado com a fauna marinha é colocado como prioridade máxima nas operações diárias e nos planos de expansão do porto. Com esse foco, os portos do Paraná possuem programas de monitoramento ambiental e de controle durante a execução de dragagens, como defletores de tartarugas para proteção desta espécie.

Além disso, o programa ambiental de monitoramento de cetáceos e quelônios acompanha essas populações e a presença na região. Não é raro, por exemplo, avistar botos muito próximos à área do porto, já que eles costumam utilizar as estruturas e o próprio costado dos navios como estratégia de alimentação, encurralando os cardumes contra as embarcações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que a eficiência logística do Estado caminha lado a lado com a responsabilidade ecológica: “Estamos muito empenhados em inovar e avançar tecnologicamente. Ao mesmo tempo, sabemos da nossa responsabilidade ambiental. Não há desenvolvimento econômico local duradouro sem que as nossas ações sejam pautadas pela sustentabilidade”, afirma. “Crescer e preservar precisam caminhar juntos”, enfatiza.

Equílibrio para o futuro

O cenário de Paranaguá prova que a economia e ecologia não precisam ser forças antagônicas. Enquanto os navios garantem o escoamento da safra e o abastecimento de mercados internacionais, os manguezais da baía continuam cumprindo seu papel ancestral de proteger a vida. O desafio de manter as águas limpas e a ictiofauna protegida é contínuo, mas, com o suporte dos pesquisadores locais e uma gestão portuária consciente, esta missão vem sendo cumprida com sucesso.

Fonte: AEN-PR
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Peixes

IAT prorroga por mais 40 dias proibição para pesca e uso da água na Represa do Capivari

Além da pesca profissional, amadora e de subsistência, restrição vale também para o consumo de pescado e o uso da água da represa para atividades recreativas, como banho e natação. Medida vai até 12 de julho, podendo ser ampliada se houver necessidade.

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Foto: Divulgação/IAT

O Instituto Água e Terra (IAT) prorrogou por mais 40 dias os efeitos da Portaria nº 323/2026  que proibiu temporariamente a pesca, o consumo de pescado e o uso da água da Represa do Capivari para atividades recreativas, como banho e natação. A medida é em decorrência de um acidente ambiental ocorrido em 26 de abril na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

Foto: Divulgação

A restrição vale até o dia 12 de julho, podendo ser prorrogada se houver necessidade, para todas as modalidades de pesca, incluindo profissional, amadora e de subsistência. O texto também veda o uso da água para dessedentação (saciar a sede) de animais e outras finalidades que possam representar risco à saúde, em um raio de dois quilômetros do local do acidente.

A decisão foi tomada de modo preventivo após o derramamento de tintas, vernizes e solventes classificados pela Organização das Nações Unidas como substâncias com potencial de contaminação do corpo hídrico e da biota aquática.

Segundo a portaria, há risco de presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis (VOCs), BTEX e metais pesados na água e nos organismos aquáticos. A dispersão desses compostos no ambiente pode representar ameaça à saúde pública por meio do consumo de pescado contaminado.

Acidente

O acidente ocorreu após um caminhão sair da pista e cair na Represa do Capivari, no km 42 da BR-116, durante forte chuva. O veículo transportava carga de tintas e solventes. Parte do material

Foto: Divulgação

atingiu o barranco e as águas da represa. Duas pessoas morreram.

Equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e órgãos ambientais atuaram no atendimento da ocorrência e nas ações de contenção ambiental logo após o acidente.

De acordo com o IAT, a medida segue os princípios da prevenção e da precaução previstos na Política Nacional do Meio Ambiente, além de resguardar a integridade dos ecossistemas aquáticos até a conclusão das análises laboratoriais da qualidade da água.

O descumprimento da portaria poderá resultar em sanções previstas na legislação ambiental vigente, incluindo penalidades administrativas e criminais.

Fonte: AEN-PR
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