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C.Vale amplia inaugura nova loja no Oeste do Paraná
Nova loja em Nova Santa Rosa integra movimento de crescimento do cooperativismo no atendimento ao campo.

A C.Vale inaugurou uma nova loja agropecuária no município de Nova Santa Rosa, no Oeste do Paraná, ampliando sua rede de atendimento voltada a associados e clientes da região. A unidade está localizada na rua Boa Vista, nº 580, esquina com a rua Tuparandi, e ocupa uma área de 244 metros quadrados.
O espaço foi estruturado para concentrar um portfólio diversificado de aproximadamente 2.300 itens, com oferta que vai de insumos agrícolas destinados às culturas de soja, milho e trigo até produtos de farmácia veterinária. Também fazem parte do mix peças, acessórios, equipamentos e ferramentas voltadas tanto ao campo quanto ao uso urbano.
Durante a inauguração, o gerente regional da cooperativa, Edir Müller, destacou o papel estratégico da nova unidade para o atendimento à população local e aos produtores rurais. Segundo ele, o modelo da loja busca integrar conveniência e variedade em um ambiente moderno e acessível.
A cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades municipais e representantes do setor cooperativista e empresarial, entre eles o prefeito Lari Hitz, o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária, Kassio Alberto Rusch, além de gestores da própria cooperativa, como o gerente da unidade local, Damian Sponchiado, e o gerente do Departamento de Máquinas e Acessórios, Renato Figueiroa.
Além do ato institucional, a inauguração também marcou movimentação comercial imediata. O associado Guido Weber, morador do distrito de Alto Santa Fé, aproveitou a ocasião para retirar um rolo faca Katrina 7000, adquirido junto à cooperativa. Produtor rural, ele ressaltou a expectativa de ganho operacional com o equipamento na propriedade, especialmente no preparo e uniformização do solo.
A abertura da loja integra o movimento de expansão da C.Vale na região, com foco em aproximar serviços, insumos e soluções técnicas dos produtores e das comunidades atendidas pela cooperativa.

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Sistema agroflorestal dobra carbono no solo em área de soja e milho no Cerrado
Experimento da Embrapa em Goiás mostra aumento de 14 para 27 toneladas de carbono por hectare.

Experimento realizado pela Embrapa Arroz e Feijão (GO), durante seis anos, em Santo Antônio de Goiás (GO), mostrou que o Sistema Agroflorestal (SAF) dobrou o carbono estocado no solo em comparação ao cultivo convencional de soja e milho, com acúmulo de 2,24 toneladas por hectare ao ano. No mesmo período, o feijoeiro cultivado nas entrelinhas das árvores produziu mais de 1.000 quilos por hectare.
Na área avaliada, o carbono orgânico do solo passou de cerca de 14 para mais de 27 toneladas por hectare, na camada de 0 a 20 centímetros, após a substituição do sistema de rotação anual de milho e soja pelo SAF. O resultado está associado à maior produção de biomassa e ao aporte contínuo de matéria orgânica ao solo, proporcionados pelas espécies arbóreas e pelo uso de adubos verdes no sistema.
O experimento, desenvolvido na Fazenda Capivara, sede da Unidade, em uma área de 1 hectare, foi conduzido da seguinte forma: após o plantio de mudas de árvores nativas do Cerrado em fileiras, como aroeira, cagaita e baru; adubos verdes, como a crotalária (foto à direita), foram semeados no início da safra das águas, nas entrelinhas das espécies florestais, após preparo do solo.
Em seguida, a crotalária foi cortada mecanicamente e o feijão cultivado em plantio direto. Na entressafra, um novo plantio de crotalária era realizado, com novo preparo do solo. Esse manejo foi repetido ao longo de seis anos, até que o crescimento das árvores passou a impedir o cultivo agrícola nas entrelinhas.
Desde o início do arranjo produtivo, foram adotados princípios agroecológicos. Durante o cultivo, o controle de plantas espontâneas foi feito manualmente, e adubos orgânicos, fertilizantes organominerais e biofertilizantes foram utilizados para repor nutrientes no solo.
O pesquisador Agostinho Didonet, idealizador do sistema, destaca os resultados do experimento de longa duração: “A produção de feijão comum em um SAF é perfeitamente viável, contribuindo para a segurança alimentar. Apesar de a crotalária não afetar diretamente a produtividade do grão, o rendimento em torno de 1 tonelada por hectare representa um bom resultado para a safra de verão em sistemas agroecológicos no Cerrado, que dependem apenas da água da chuva”.
Inspiração para novos modelos
Segundo o pesquisador, o trabalho tem inspirado a implantação de sistemas semelhantes. “Em parceria com a Emater Goiás e a Universidade Federal de Goiás (UFG), o modelo do SAF, composto por grãos e espécies arbóreas e frutíferas do Cerrado, já foi replicado e permanece estruturado em propriedades rurais em vários municípios do interior do estado de Goiás, o que demonstra a eficácia do trabalho conjunto”, complementa.
A pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) Márcia Carvalho, que atua no monitoramento do papel estratégico de sistemas de produção para o enfretamento à mudança do clima, pontua que o SAF, como o implementado pela Embrapa em Goiás, é capaz de melhorar a biodiversidade e o microclima do sistema de produção diante de aumentos de temperatura e seca no Cerrado. “Além de garantir retorno econômico em curto e longo prazos e capturar carbono da atmosfera por meio das plantas para o solo”, frisa.
Nesse sentido, ela lembra que o SAF, quando manejado sob princípios agroecológicos, pode adquirir múltiplas funções e ser utilizado para a recuperação de nascentes, recomposição de mata ciliar, fornecer energia (lenha e carvão), madeira, abrigo para animais, aves, insetos e polinizadores. “Além disso, pode melhorar a paisagem e microclima local, e contribuir para a preservação da biodiversidade nativa do Cerrado, garantindo segurança alimentar”, conclui.
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Comércio interestadual do Paraná salta 211% em sete anos
Ipardes atribui crescimento a obras logísticas, concessões e força do setor produtivo, especialmente o agro.

As empresas do Paraná ampliaram em 211% a venda de mercadorias para outros estados brasileiros nos últimos sete anos – de R$ 314 bilhões em 2018 para R$ 978 bilhões em 2025. É o que aponta uma análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que avalia que os investimentos em infraestrutura como um fator determinantes nesse aumento.
Os dados são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) do Ministério da Fazenda, que disponibiliza as estatísticas com base na emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-es).

São Paulo lidera a lista de maiores compradores de mercadorias produzidas por empresas instaladas no Paraná, com R$ 322 bilhões em produtos adquiridos apenas em 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com R$ 197 bilhões, e o Rio Grande do Sul, com R$ 82 bilhões.
O avanço é puxado tanto pelo crescimento da atividade econômica quanto pelos investimentos em infraestrutura e logística, que facilitaram o escoamento da produção e a conexão com outros mercados. Nos últimos anos, o Estado avançou na duplicação e modernização de rodovias estratégicas com investimentos próprios, além de estruturar o maior pacote de concessões rodoviárias da América Latina.
Também houve mudanças estruturais em outros modais. Os aeroportos de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu foram concedidos à iniciativa privada, ampliando a capacidade e a eficiência do transporte aéreo.
Outro fator preponderante é tributário. Empresas paranaenses do Simples Nacional tem a menor carga tributária do Brasil, com uma alíquota efetiva média do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 2,39%, valor abaixo da média nacional, que é de 2,81%. A Secretaria da Fazenda também tem regras que modificam a base de cálculo para apoiar negócios em operações interestaduais.
Outros benefícios envolvem o agronegócio. O Paraná é o único estado com isenção total (100%) para carnes bovina, suína, peixe, frango e ovos, o que ajuda na competitividade de preços, e incluiu a produção de queijos, requeijão e doce de leite no rol de isenções em 2025 para fomentar a produção artesanal.
Recorde de investimentos privados

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Com uma estrutura mais eficiente, o Paraná também se tornou mais atrativo para novos negócios. Como consequência, o Estado registrou a atração recorde de investimentos privados, que somam quase R$ 400 bilhões desde 2019. Os recursos contemplam tanto a instalação de novas empresas quanto a expansão de operações já existentes.
Para o presidente do Ipardes, Jorge Callado, a combinação desses fatores criou um ambiente mais favorável para o comércio interestadual. “O Paraná produziu mais, atraiu investimentos e passou a ter uma estrutura melhor para transportar mercadorias. Isso torna as entregas mais rápidas, reduz custos e facilita a venda para outros estados”, afirmou.
Paralelamente, a aquisição de produtos de outros estados pelo Paraná também cresceu, passando de R$ 304 bilhões em 2018 para R$ 906 bilhões em 2025. No ano passado, as compras tiveram como principais origens São Paulo (R$ 346 bilhões), Santa Catarina (R$ 179 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 76 bilhões).
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Crédito privado do agro ganha força com alta nas CPR em março
Volume emitido supera R$ 35 bilhões e impulsiona financiamento da produção.

Os registros de emissão de Cédula de Produto Rural (CPR) alcançaram R$ 560 bilhões em março, resultado 17% superior ao verificado no mesmo mês do ano passado. Foram R$ 35 bilhões em cédulas emitidas, frente a R$ 30 bilhões registrados em março de 2025. Considerando o estoque total, o volume chegou a 402 mil cédulas.
Os dados constam no Boletim de Finanças Privadas do Agro, elaborado mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
No acumulado da safra atual, de julho de 2025 a março de 2026, o valor registrado apresentou retração de 5%, passando de R$ 299 bilhões na temporada anterior para R$ 283 bilhões na atual, considerando o mesmo período de comparação.

- Registros de emissão de CPR chegam a R$ 560 bilhões em março
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alcançaram estoque de R$ 583 bilhões em março, valor 6% superior ao registrado há um ano. Desse montante, no mínimo 60% deve ser obrigatoriamente reaplicado pelas instituições financeiras emissoras no financiamento rural.
Em março, o valor total a ser reaplicado foi de R$ 350 bilhões, crescimento de 28% em relação ao mesmo período de 2025. Desse total, ao menos 45% deve ser destinado obrigatoriamente ao crédito rural, alcançando R$ 157 bilhões no período analisado.
O mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) apresentou crescimento de 15% no valor dos estoques nos últimos 12 meses, demonstrando o bom desempenho do título ao longo da série histórica.
No caso dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), houve recuo de 8% no valor do estoque em março, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 35 bilhões. O resultado ainda reflete o crescimento momentâneo e extraordinário ocorrido em agosto de 2024, revertido gradualmente nos meses seguintes.
Outro destaque de março foram os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro), cuja atualização de dados foi retomada em dezembro, após breve interrupção. Em março, o patrimônio líquido dos Fiagro alcançou R$ 56 bilhões, alta de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, 221 fundos operavam regularmente, número 60% superior ao registrado em igual intervalo de 2025.
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