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C.Vale adota medidas para prevenção ao coronavírus para garantir abastecimento

Objetivo da cooperativa é garantir abastecimento de alimentos para população brasileira

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Em nota encaminhada na segunda-feira (23), a Cooperativa C.Vale comunicou algumas medidas que estão sendo tomadas em suas indústrias e áreas administrativas para prevenir seus colaboradores contra o coronavírus (COVID-19), mas, ao mesmo tempo, garantir que não falte alimentos para os brasileiros.

De acordo com o comunicado, vencer a doença que se tornou um dos maiores desafios da humanidade e é tarefa que exige a colaboração de cada um de nós. “A C.Vale, que é responsável pela geração de renda e empregos para mais de 130 mil pessoas entre associados, funcionários e familiares, está dando a sua contribuição para o controle da doença”, afirma.

Ao mesmo tempo, continua a nota, a cooperativa entende ser necessário manter atividades essenciais, como a produção de alimentos. “Assegurar o funcionamento dos frigoríficos de frangos e peixes significa garantir o abastecimento dos supermercados e, em consequência, permitir que os consumidores tenham acesso a esses produtos”, explica.

“Para isso, estamos adotando uma série de medidas para reduzir ao mínimo o risco de contaminação dos funcionários de nossas indústrias. Esses cuidados têm dois objetivos: garantir as melhores condições possíveis de trabalho aos funcionários e assegurar a continuidade da produção de alimentos. Cada um de nossos funcionários das indústrias de alimentos tem uma missão nobre e fundamental nesse momento, que é garantir o fornecimento de carnes durante a pandemia de coronavírus. É um serviço essencial reconhecido pelos governos federal e estadual. A nação está fazendo um extraordinário esforço para vencer a doença, um desafio que revelará pessoas de fibra e do qual cada um dos que fizerem parte dele poderá, em breve, se orgulhar”, diz.

Veja alguns procedimentos que estão sendo adotados

Indústrias

  • Verificação de temperatura, com termômetro digital de infravermelho, e outros sinais que possam ter relação com o coronavírus na chegada dos funcionários aos abatedouros, com o consequente afastamento em casos suspeitos.
  • Higienização rigorosa e frequente dos ônibus que fazem o transporte de trabalhadores.
  • Higienização de áreas de uso comum, como vestiários, refeitório e área de lazer.
  • Uso intensivo de máscaras.
  • Ampliação dos horários de refeições para reduzir aglomerações.
  • Suspensão de viagens, visitas, cursos e treinamentos.
  • Reuniões periódicas do Comitê de Gestão do Coronavírus, composto por profissionais de várias áreas da cooperativa.

Áreas administrativas

  • Permissão para que funcionários realizem tarefas em casa para reduzir aglomerações na empresa.
  • Atendimento por meios alternativos (e-mail, WhatsApp e telefone).
  • Reforço aos cuidados com a higienização tanto na limpeza e arejamento dos ambientes de trabalho quanto na disponibilidade de álcool gel.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria

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Produção de grãos deve atingir 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26

Projeção mantém expectativa de um novo recorde na série histórica da Conab. A soja se destaca por apresentar o maior crescimento, seguida pelo milho primeira safra.

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Foto: Shutterstock

As agricultoras e os agricultores brasileiros deverão colher 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26. A nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para novo recorde de produção, podendo registrar uma alta de 1,8% em relação ao resultado obtido no ciclo anterior, ou seja, um acréscimo de 6,4 milhões de toneladas a serem colhidas neste ciclo.

Foto: Geraldo Bubniak

Os dados estão no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia. Ainda de acordo com o documento, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional prevista em 4.295 quilos por hectare.

Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas. Ainda de acordo com o Boletim da Conab, o resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, nesta safra.

Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas

Foto: Shutterstock

(somadas as três safras). A colheita do produto semeado na primeira safra já atinge 87,7% da área e deve atingir 29,3 milhões de toneladas, aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.

Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão.

A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita com expectativa de atingir produção de 107,9 milhões de toneladas. Já para a terceira safra do cereal, o plantio está próximo do encerramento e a Companhia espera uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Foto: Divulgação/Governo da Bahia

Demais culturas

Outro produto importante na segunda safra é o algodão. A produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, que representa uma alta de 24,9%.

Importante produto para o mercado interno, o arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada. A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal.

ara o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas. O

Foto: José Fernando Ogura

volume para o atual ciclo representa uma ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada. Mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos, a atual estimativa garante o abastecimento no mercado interno.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura do cereal avança em todas as regiões produtoras do país e atinge 45,3% da área prevista. Para o atual ciclo, a Companhia prevê uma menor área destinada ao cereal, o que deve refletir em uma queda na produção, prevista em torno de 6,3 milhões de toneladas

Mercado

Foto: Claudio Neves

A produção recorde de soja possibilita um ligeiro aumento nas exportações, sendo estimadas em 116,1 milhões de toneladas, além de um maior volume da oleaginosa destinado ao processamento, projetado em 61,58 milhões de toneladas. Com isso, o estoque de passagem da soja em grãos deve se estabelecer em torno de 9,2 milhões de toneladas.

A Conab também realizou ajustes nas projeções do quadro de suprimentos para o milho, diante do ajuste na projeção para a produção total na atual safra, com os estoques de passagem do grão podendo chegar a 13,25 milhões de toneladas no final de janeiro de 2027.

O estoque final esperado para o feijão no final de dezembro também foi atualizado para 288,5 mil toneladas da leguminosa.

Fonte: Assessoria Conab
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Polícia desmonta esquema de adulteração de fertilizantes e prende sete em flagrante no Paraná

Investigação aponta desvio de cargas, substituição de até 80% do produto original e prejuízos superiores a R$ 250 mil. Barracão funcionava em condições precárias em Ponta Grossa.

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Foto: Divulgação/PCPR

A Polícia Civil do Paraná prendeu sete homens em flagrante na noite de quarta-feira (10) durante uma operação que desarticulou um esquema de adulteração de fertilizantes em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A ação ocorreu em um barracão utilizado para descarregar, misturar e alterar cargas destinadas a produtores rurais.

Foto: Divulgação/PCPR

A investigação teve início após o registro de três ocorrências envolvendo suspeitas de desvio e adulteração de fertilizantes transportados a partir do Porto de Paranaguá.

Em um dos casos, uma carga de 40 toneladas de cloreto de potássio, avaliada em R$ 110 mil, teve cerca de 80% do conteúdo substituído por material identificado como cálcio. Em outra ocorrência, uma carga avaliada em mais de R$ 143 mil chegou ao destino, em Serranópolis (GO), com características diferentes das do produto originalmente embarcado.

Os investigadores também identificaram um terceiro transporte que saiu de Paranaguá, permaneceu fora da rota prevista por aproximadamente quatro horas e posteriormente entregou fertilizante adulterado ao consumidor final.

Foto: Divulgação/PCPR

Segundo o delegado Lucas Mariano Mendes, a repetição do mesmo padrão de fraude permitiu identificar o local utilizado pelo grupo. “Em razão da convergência das informações trazidas pelas vítimas, especialmente quanto aos desvios de rota e a adulteração do mesmo tipo de produto, a investigação direcionou as diligências para a identificação do barracão utilizado pelos suspeitos”, afirmou.

Flagrante durante descarregamento

Ao chegar ao imóvel, os policiais encontraram intensa movimentação de pessoas, caminhões e equipamentos. No local havia fertilizantes, materiais granulados sem identificação e maquinário utilizado para movimentação das cargas.

Durante a fiscalização da documentação, os agentes constataram que uma das cargas descarregadas naquele

Foto: Divulgação/PCPR

momento havia saído de Paranaguá com destino a Telêmaco Borba, sem justificativa para a parada e descarga em Ponta Grossa.

De acordo com a Polícia Civil, o motorista responsável pelo transporte admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar a carga. “Ao ser questionado, o motorista responsável pelo transporte admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar a carga e descarregá-la naquele barracão. As declarações obtidas no local indicam que o fertilizante seria misturado com outras substâncias”, disse o delegado.

Os sete suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de adulteração de substância, adulteração de produto destinado ao consumo e furto qualificado.

Foto: Divulgação/PCPR

Máquinas, dinheiro e produtos apreendidos

Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu um caminhão-trator, um semirreboque, uma pá carregadeira, três empilhadeiras, aparelhos celulares, R$ 2.382 em dinheiro, cheques, 30 bags de material semelhante a cálcio, além de lacres e documentos relacionados às cargas investigadas.

Peritos da Polícia Científica recolheram amostras dos materiais encontrados para análise laboratorial, que deverá confirmar a composição dos produtos utilizados na adulteração.

Estrutura precária

Os policiais também relataram que o barracão operava em condições consideradas inadequadas para

Foto: Divulgação/PCPR

armazenamento e manipulação de fertilizantes.

No local foram encontrados pontos de alagamento, água parada, resíduos espalhados pelo chão, acúmulo de sujeira e materiais armazenados diretamente sobre o piso, sem isolamento ou controle sanitário aparente.

Segundo a polícia, as condições observadas são incompatíveis com os padrões normalmente exigidos para armazenagem e beneficiamento desse tipo de produto.

Os sete presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A investigação prossegue para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão do esquema, que pode ter afetado cargas destinadas a diferentes regiões do país.

Fonte: O Presente Rural
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Paraná tem a 3ª maior capacidade de armazenagem agrícola do Brasil, aponta IBGE

Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores e capacidade para 35,7 milhões de toneladas de grãos e outros produtos agrícolas. Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos.

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Foto: Claudio Neves

O Paraná possui a terceira maior rede de armazenagem agrícola do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa de Estoques divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores, o equivalente a 14,2% do total nacional, além de capacidade instalada para 35,7 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o que representa 16,6% da capacidade brasileira.

Foto: Gilson Abreu/AEN

O volume coloca o Paraná atrás apenas do Mato Grosso, líder nacional com capacidade para 64,2 milhões de toneladas, e do Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas. Em número de estabelecimentos, o Estado também ocupa a terceira posição nacional.

Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos, que somam cerca de 14,7 milhões de toneladas. O resultado reforça a posição do Estado como um dos principais polos produtores e exportadores do agronegócio brasileiro.

Os silos são a principal estrutura de armazenagem do Estado, respondendo por 20,7 milhões de toneladas de capacidade, ou cerca de 58% do total. Considerados o modelo mais adequado para a conservação e movimentação de grãos em larga escala, eles permitem maior eficiência operacional, melhor controle de qualidade e menores perdas durante o armazenamento. Outros 10,5 milhões de toneladas estão distribuídos em armazéns graneleiros e granelizados, enquanto os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somam 4,5 milhões de toneladas.

Entre os municípios do Estado, Ponta Grossa possui a maior capacidade instalada, com 2,6 milhões de toneladas.

Foto: Divulgação

Também se destacam Paranaguá, com capacidade para 1,49 milhão de toneladas, Guarapuava, com 1,38 milhão, e Toledo, com 1,25 milhão de toneladas.

Logística e competitividade

A armazenagem é considerada uma das etapas mais estratégicas da cadeia do agronegócio. A disponibilidade de espaço para guardar a produção após a colheita reduz gargalos logísticos, evita a concentração do transporte em curtos períodos, permite melhor planejamento da comercialização e contribui para reduzir custos operacionais.

A estrutura também favorece o escoamento da produção para indústrias, mercados consumidores e terminais portuários. Com uma das maiores produções agrícolas do País e acesso a importantes corredores logísticos de exportação, o Paraná consegue distribuir o fluxo de grãos ao longo do ano, aumentando a eficiência da cadeia produtiva.

Foto: Gilson Abreu/AEN

O levantamento do IBGE também evidencia a força do cooperativismo paranaense. Das 35,7 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem do Estado, cerca de 18,5 milhões estão vinculadas às cooperativas, que mantêm 594 estabelecimentos armazenadores. A iniciativa privada responde por outros 769 empreendimentos e aproximadamente 12 milhões de toneladas de capacidade.

Safra em expansão

O avanço da capacidade de armazenagem acompanha o crescimento da produção agrícola estadual. Segundo estimativa divulgada pelo IBGE neste mês, o Paraná deve colher 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, volume 20% superior ao registrado no ano anterior.

O Estado aparece entre os principais responsáveis pelo crescimento da safra nacional, impulsionado especialmente

Foto: José Fernando Ogura

pela recuperação da produção de milho e pelo bom desempenho de outras culturas. A estrutura de armazenagem é considerada fundamental para dar suporte a esse aumento da produção, garantindo condições adequadas para conservação e comercialização dos grãos.

Incentivos estaduais

Além dos investimentos das cooperativas, empresas e produtores, o Governo do Estado também tem adotado medidas para fortalecer a infraestrutura de armazenagem e ampliar a competitividade do agronegócio estadual.

Foto: Divulgação

Uma dessas iniciativas foi o encaminhamento de um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná para autorizar a concessão das unidades armazenadoras do IDR-Paraná à iniciativa privada. A proposta prevê atrair investimentos para modernização e ampliação da eficiência operacional dessas estruturas.

As unidades funcionam como pontos de apoio para produtores e cooperativas, recebendo excedentes de produção e contribuindo para a integração entre o campo, a indústria e os canais de comercialização e exportação.

Outra ação é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná), estruturado pelo Governo do Estado para ampliar o acesso ao crédito no campo. O mecanismo prevê até R$ 2 bilhões em financiamentos para projetos de modernização do agronegócio, incluindo investimentos em armazenagem, infraestrutura produtiva e logística rural.

Fonte: AEN-PR
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