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Suínos Saúde intestinal dos suínos

Butirato de sódio é aliado na retirada dos antibióticos promotores de crescimento na recria e terminação

Ácido butírico melhora a função da barreira intestinal regulando a expressão de proteínas da mucosa intestinal, pois ajuda a restaurar a proteína responsável pela expressão de mucina-2 na mucosa do cólon.

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Nos últimos anos, os ácidos orgânicos de cadeia curta, especialmente as fontes de ácido butirico, têm atraído grande atenção na alimentação de suínos e aves devido a seus efeitos na melhoria do desempenho, da saúde intestinal e digestibilidade de nutrientes.

O butirato de sódio é um sal (NaC4H7O2), sua forma confere solidez e maior estabilidade térmica para utilização nas dietas dos animais. Além disso, o butirato de sódio apresenta maior solubilidade comparado ao butirato de cálcio, o que favorece seus efeitos no epitélio intestinal. Já para a liberação do ácido butírico das butirinas é necessário a ação da lipase, o que dificulta sua liberação, principalmente em leitões. Além disso, produtos com maior peso molecular tentem a ter menor ação no controle de bactérias patogênicas decorrente da sua menor capacidade de difusão, exigindo doses maiores para que se atinja o objetivo esperado.

O ácido butírico é produzido naturalmente por microrganismos colônicos, sendo uma das principais fontes de energia para o intestino grosso e células distais do íleo. Apesar de ser produzido no intestino grosso, sua suplementação dietética confere benefícios como melhoria de desempenho, modulação da resposta imune, diminuição de microrganismos patogênicos como E. coli, Salmonella e Clostridium, e melhoria da morfologia intestinal.

Na maioria das vezes, o butirato de sódio é utilizado nas dietas de leitões, principalmente pelos desafios gerados pelo desmame, o que faz que seja necessário a utilização de aditivos com foco na melhoria da saúde intestinal e controle de desafios sanitários na fase. Entretanto, os seus efeitos sobre a saúde intestinal e desempenho fazem com que apresente um grande potencial para as fases de recria e terminação, principalmente com a necessidade de retirada dos antibióticos promotores de crescimento.

Desempenho

Nos últimos anos, o butirato tem sido amplamente utilizado na produção animal com o objetivo de melhorar o desempenho e a conversão alimentar. Pesquisadores verificaram, ao adicionar butirato de sódio à dieta de leitões desmamados, que a suplementação aumentou o consumo de ração, o ganho de peso e a taxa de conversão alimentar.

Grande parte da melhoria do desempenho dos animais com a utilização do butirato de sódio ocorre pelo melhor desenvolvimento intestinal. Pode-se verificar um aumento das alturas das vilosidades, profundidade da cripta e espessura da mucosa.

Além disso, como um importante acidificante, o butirato de sódio pode reduzir o esvaziamento gástrico, melhorar a digestibilidade da ração e estimular a maturação e diferenciação da mucosa intestinal. Por isso, é importante garantir que a fonte de ácido butírico escolhida consiga ser aproveitada ao longo de todo o trato intestinal dos animais.

Em um trabalho do ano de 2020, avaliando a inclusão de butirato de sódio na dieta de suínos em crescimento e terminação, foi possível observar que o butirato de sódio e o promotor de crescimento apresentaram resultados semelhantes de desempenho quando comparado ao grupo controle negativo. O peso final e o ganho de peso foram superiores, resultando em uma melhoria da conversão alimentar. O peso da carcaça do grupo recebendo butirato de sódio foi superior aos animais dos controles negativo e positivo (Tabela 1).

Saúde intestinal

A maioria dos estudos presentes na literatura com utilização de butirato são realizados em leitões, sendo poucos trabalhos sobre o desempenho e a saúde intestinal de suínos em crescimento e terminação. Os recentes estudos com animais nesta fase demonstram o grande potencial da utilização do butirato de sódio.

O ácido butírico melhora a função da barreira intestinal regulando a expressão de proteínas da mucosa intestinal, pois ajuda a restaurar a proteína responsável pela expressão de mucina-2 na mucosa do cólon e mantém a expressão de proteínas das “Tight junctions” da zônula ocludens-1 (ZO-1), e ativa a síntese de proteínas das “Tight junctions” induzida pela proteína quinase ativada por AMP.

Além disso, o butirato tem um papel importante na manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal. O ácido butírico se decompõe em íon butirato e íon hidrogênio após entrar na célula bacteriana, as bactérias nocivas, como Escherichia coli, Clostridium e Salmonella que não são resistentes ao ácido morrem e as bactérias benéficas, como os lactobacilos, sobrevivem devido à sua característica de resistência a ácidos.

Em pesquisa avaliando a inclusão de butirato de sódio na dieta de suínos em crescimento e terminação foi possível observar que o butirato de sódio melhora a morfologia intestinal (Tabela 2), o que favorece a digestibilidade de nutrientes e melhora resposta aos desafios entéricos.

Sistema imune

A utilização do butirato de sódio em dietas também pode reduzir a geração de citocinas pró-inflamatórias, agindo sobre vias relacionadas à inflamação, como a dos receptores acoplados a proteína G, via de sinal do NF-Kβ e via de sinal JAK/STAT, reduzindo a reação inflamatória intestinal.

Estudos em animais com baixa produção de mucina demonstram que o butirato reduz a secreção de fator de necrose tumoral-alfa (TNFα) e interleucina-18 (IL-18). Além disso, o butirato é uma das fontes preferencial de energia do epitélio intestinal, tendo assim o efeito de melhorar a morfologia do trato gastrointestinal, o controle de bactérias patogênicas, reduzindo consequentemente a ativação do sistema imune.

Considerações

Desta forma, o butirato de sódio apresenta diversas funções importantes para o melhor desempenho e saúde intestinal dos suínos na fase de crescimento e terminação, sendo elas:

  • Atividade antimicrobiana: Ação contra Salmonella spp., Clostridium e E.coli.
  • Melhoria da saúde intestinal. Melhor desenvolvimento de vilosidades e criptas intestinais. O butirato é uma fonte de energia utilizada pelo epitélio intestinal de pronta disponibilidade, melhorando a digestão e absorção nutrientes. Além de auxiliar na síntese de componentes da membrana intestinal.
  • Modulação da resposta imune: Com a redução da presença de bactérias patogênicas no lúmen intestinal e a melhoria das barreiras intestinais, o sistema imune é menos ativado, levando a uma menor reação inflamatória e secreção de citocinas que podem prejudicar o desempenho.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato via: hebertsilveira@naturalbrfeed.com.br.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola e da piscicultura acesse gratuitamente a edição digital Suínos e Peixes.

Fonte: Por Herbert Silveira, engenheiro agrônomo, mestre em Ciência Veterinárias, doutor em Zootecnia e gerente técnico da Natural BR Feed.

Suínos

Produção de carne suína avança e reforça novo ciclo de expansão no setor

Crescimento no volume abatido e o aumento no peso médio das carcaças indicam consolidação da oferta, mesmo diante da pressão recente sobre os preços pagos ao produtor.

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O IBGE publicou, no último dia 12, dados preliminares de abate do quarto trimestre de 2025, confirmando o crescimento da produção das três proteínas no ano passado em relação a 2024. No abate de suínos, com aumento de 3,39% em cabeças e 4,46% em toneladas de carcaças (tabela 1) no acumulado do ano de 2025, fica evidente a retomada do crescimento da produção de forma consistente. Mesmo em um ano em que um dos destaques foi o incremento significativo do peso médio das carcaças (93,07kg contra 92,11kg de 2024), chama a atenção, no mês dezembro/25, o menor peso do período (90,23kg), indicando haver relativa baixa retenção de animais nas granjas na virada do ano.

Tabela 1. Abate brasileiro MENSAL de suínos, 2024 e 2025, em cabeças e toneladas de carcaças (total e peso médio em kg) e diferença em relação ao mesmo mês anterior. *Dados de julho a setembro de 2024 preliminares Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do IBGE.

Esta presumida baixa retenção de animais nas granjas no mês de dezembro/25 não resultou em sustentação dos preços pagos ao produtor no início de 2026. Outros fatores, como a queda sazonal da demanda interna e de exportação, típica de início de ano, e os estoques remanescentes de 2025 resultaram em queda dos preços das carcaças e do animal vivo em todas as praças do Brasil (gráficos 1 e 2), o que parece ter se agravado com o “efeito manada”, quando muitos produtores tentam antecipar as vendas para fugir de preços mais baixos, mas, com maior oferta, acabam acelerando a queda das cotações. Além disso, a carne de frango também apresentou queda expressiva nas cotações desde a virada do ano, o que acaba reduzindo a competitividade da carne suína no varejo (gráfico 3).

Gráfico 1. Indicador CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL – CEPEA/ESALQ (R$/kg) em São Paulo/SP, mensal, nos últimos 12 meses. Média de fevereiro/26 até dia 18/02/2026. Fonte: CEPEA

Gráfico 2. Indicador SUÍNO VIVO – CEPEA/ESALQ (R$/kg) em MG, PR, RS, SC e SP, mensal, de março/25 a 18 de fevereiro de 2026. Fonte: CEPEA

Gráfico 3. Cotação média mensal do FRANGO RESFRIADO em São Paulo (SP), em R$/kg de carcaça, nos últimos seis meses. Média de fevereiro até dia 18/02/2026. Fonte: CEPEA

No último boletim, de janeiro/26, já havíamos demonstrado o crescimento expressivo das exportações de carne suína in natura no ano de 2025, com incremento de quase 12% em relação a 2024. Conforme a tabela 2, a seguir, as três proteínas tiveram, em 2025, crescimento na produção, exportação e disponibilidade interna.

Tabela 2. Produção brasileira, exportação (in natura) e disponibilidade interna mensal, em toneladas de carcaças, das três proteínas de janeiro a dezembro de 2025 e diferença do total acumulado em relação a 2024 *Dados de produção de outubro a dezembro de 2025 preliminares Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do IBGE e da Secex.

A propósito das exportações de carne suína, o ano de 2026 começou bem, com o mês de janeiro/26 totalizando mais de 100 mil toneladas de carne suína in natura embarcada, um crescimento de 14,2% em relação a janeiro de 2025, com aumento expressivo dos embarques para Filipinas e Japão e China confirmando sua trajetória de queda (tabela 3).

Tabela 3. Principais destinos da carne suína brasileira in natura exportada em janeiro de 2026, comparado com janeiro de 2025. Ordem dos países estabelecida sobre volumes de 2026. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

Sobre a carne bovina, que dentre as 3 proteínas teve no ano passado o maior crescimento percentual de produção e exportação, o que se observou ao longo do ano de 2025 foi uma relativa estabilidade nas cotações do boi gordo (gráfico 4).

Gráfico 4. Indicador mensal do BOI GORDO CEPEA/ESALQ (R$/@) no estado de São Paulo, nos últimos 2 anos, com destaque para a maior cotação do período (até o momento) que foi em novembro/24 Média de fevereiro/26 até dia 18/02/2026. Fonte: CEPEA

Porém, a tão esperada virada do ciclo pecuário, com redução de abate e alta do preço deve ocorrer em 2026 e já mostra sinais no gradativo aumento das cotações do boi gordo nas últimas semanas (gráfico 5), quando a arroba subiu mais de 20 reais em poucos dias.

Gráfico 5. Indicador DIÁRIO do BOI GORDO CEPEA/ESALQ (R$/@) no estado de São Paulo, nos últimos 30 dias úteis (até 18/02/26). Fonte: CEPEA

Para 2026 o mercado de carne bovina será um importante fator de equilíbrio, justamente porque é a única proteína que deve ter retração na produção, reduzindo a oferta no mercado doméstico e, consequentemente, determinando preços maiores que no ano passado, o que deve contribuir para sustentar os preços da carne suína. Entretanto, existe um alerta para as exportações de carne bovina que têm a China como destino de mais da metade dos embarques e que estabeleceu, para 2026, uma cota de 1,1 milhão de toneladas que, quando ultrapassada, terá uma sobretaxa de 55%, inviabilizando as exportações para aquele mercado que comprou em torno de 1,7 milhão de toneladas no ano passado. Esta situação pode determinar uma redução das exportações de carne bovina brasileira e, consequentemente, uma maior oferta no mercado doméstico a partir da metade do ano. Alguns analistas também apontam esta alta momentânea da cotação do boi gordo justamente por causa desta cota estabelecida pela China, o que fez com que os frigoríficos exportadores antecipassem o abate para aproveitá-la antes que se esgote.

Sobre a rentabilidade da suinocultura, mesmo com o milho e o farelo de soja com preços relativamente estáveis, fica evidente uma queda na relação de troca do suíno com estes insumos (gráfico 6), obviamente agravada pelo recuo significativo das cotações do suíno. Mesmo antes de acabar fevereiro já é possível afirmar que a relação de troca caiu pelo quinto mês consecutivo. Este quadro, na maioria dos casos, ainda não determina prejuízo na atividade, mas acende uma luz de alerta no setor.

Gráfico 6. Relação de troca SUÍNO : MIX milho + farelo de soja (R$/kg) em São Paulo, de janeiro/24 a fevereiro/26. Relação de troca considerada ideal, acima de 5,00 Composição do MIX: para cada quilograma de MIX, 740g de milho e 260g de farelo de soja. Média de fevereiro de 2026 até dia 18/02/2026. Elaborado por Iuri P. Machado com dados do CEPEA – preços estado de São Paulo

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que o movimento de baixa das cotações do suíno vivo e das carcaças dá sinais de que está no fim, com preços estabilizando em meados de fevereiro. “É fato que a suinocultura brasileira retomou o crescimento da produção e o aumento das exportações já não é suficiente para enxugar o mercado. A concorrência com as outras carnes se tornam um fator muito importante neste contexto, sendo que o mercado de carne bovina, com a esperada virada de ciclo pecuário, pode ser o fiel da balança para sustentar os preços do suíno em patamar que permita manter margens financeiras positivas, mesmo com maior oferta de carne suína no mercado doméstico ao longo de 2026”, conclui.

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos

ACCS alerta para insegurança jurídica mesmo com retomada nos preços da suinocultura

Mercado de suínos dá sinais de recuperação com exportações aquecidas, mas a Associação Catarinense de Criadores de Suínos cobra segurança no campo e critica entraves trabalhistas e o chamado custo Brasil.

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O cenário para a suinocultura brasileira desenha-se com otimismo nas granjas, impulsionado pelo reequilíbrio de preços e recordes de exportação previstos para este ano. No entanto, fora da porteira, o setor produtivo acende um forte sinal de alerta para os desafios políticos, trabalhistas e de segurança jurídica no campo. A avaliação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, que traçou um panorama detalhado sobre as projeções de mercado e os entraves que o agronegócio enfrenta atualmente.

Retomada de preços e exportações em alta

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi: “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”

O ano começou com a tradicional oscilação de preços, mas a perspectiva de estabilização já é uma realidade. Segundo o presidente da ACCS, a queda registrada na primeira quinzena de janeiro está sendo superada pela reação das bolsas do setor. “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”, projeta Losivanio.

A expectativa de alta nos valores pagos ao produtor é sustentada por uma combinação de fatores: a menor oferta de suínos no mercado, a manutenção do peso normal de abate e o ritmo acelerado das exportações, que em fevereiro devem ultrapassar a marca de 100 mil toneladas.

Outro elemento que protegeu a margem do suinocultor independente durante a recente baixa foi a queda no preço do milho. Além disso, não houve um crescimento desordenado da produção nos últimos dois anos. O principal freio para novas expansões foi a taxa de juros, já que, segundo o dirigente da ACCS, iniciar um projeto robusto na suinocultura hoje exige um investimento mínimo de R$ 10 milhões, tornando a captação de recursos cara e, muitas vezes, inviável.

O ciclo da carne bovina e a sanidade

O bom momento da carne suína também encontra respaldo no ciclo da pecuária de corte. Com as exportações de carne bovina batendo recordes e o volume de abates superando o de nascimentos de bezerros, a recuperação da oferta de bovinos será lenta — um ciclo que leva cerca de quatro anos. Essa dinâmica mantém a carne suína em um patamar competitivo e altamente atrativo.

Apesar dos ventos comerciais favoráveis, a ACCS reforça que o dever de casa sanitário é inegociável para garantir a estabilidade do setor. “Nós temos que olhar muito a questão da biosseguridade, da sanidade, para que a gente não seja acometido por alguma intempérie de doença, como aconteceu em vários países, e que a gente possa perder esses mercados importantes”, alerta.

Preocupações políticas e a escala 6×1

Se o mercado responde bem, o ambiente regulatório gera apreensão. Losivanio classifica como “populismo” a possibilidade de o governo intervir limitando as exportações de carne bovina para forçar a queda dos preços no mercado interno, especialmente em um ano eleitoral. Para ele, a solução real seria fomentar o poder de compra e a renda da população, e não proibir embarques.

No campo trabalhista, a proposta de alteração da jornada para a escala 6×1, reduzindo de 44 para 36 horas semanais — é vista com grande preocupação. A dinâmica do agronegócio não se adequa a expedientes engessados, e o peso da carga tributária sobre a folha de pagamento já asfixia quem produz. “A gente vê que o vilão não é o empresário, e sim é o sócio que nós temos, que é o governo”, pontua o presidente.

Ele contrasta a situação brasileira com a de países vizinhos: enquanto a Argentina avança no Congresso com propostas de jornadas de até 12 horas diárias e o Paraguai atrai indústrias brasileiras oferecendo redução de impostos, logística eficiente e segurança jurídica, o Brasil onera cada vez mais o empreendedor com mudanças legislativas constantes.

Insegurança jurídica e a defesa do produtor

O alerta final da entidade recai sobre a insegurança no campo. O aumento da criminalidade e as tensões envolvendo áreas indígenas estão impactando diretamente quem produz. Produtores com histórico de gerações em suas terras e documentação legal estão perdendo acesso ao crédito rural e correndo o risco de perderem suas propriedades. “Nós estamos à beira de um caos muito forte”, desabafa.

Para Losivanio, falta ao poder público uma visão estratégica que valorize o agronegócio, setor que levou o Brasil ao posto de maior exportador de proteína animal do mundo, mesmo operando sob as legislações ambientais mais rigorosas do planeta. “Para dar emprego, nós temos que dar segurança para o nosso empreendedor, para que ele possa continuar acreditando e fazendo esse país crescer”, finaliza o presidente, pedindo uma mudança urgente de postura e de entendimento para garantir o futuro da produção nacional.

Fonte: Assessoria ACCS
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Suínos

Demanda interna e exportações reforçam perspectiva de alta para o suíno vivo

Diversificação de mercados e consumo aquecido no pós-férias impulsionam mercado, enquanto produção e custo da ração exigem atenção no médio prazo.

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Com a melhora sazonal da demanda interna e um cenário externo considerado favorável, os preços do suíno vivo devem apresentar reação nas próximas semanas. A expectativa é de recuperação no curto prazo, após o fim do período de férias escolares e do Carnaval.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a diferença de preços entre as proteínas também pode contribuir para esse movimento. A carne bovina segue em patamar mais elevado em relação à suína, o que tende a favorecer o consumo da carne de porco no mercado interno.

No comércio exterior, a diversificação de destinos observada desde o ano passado ajuda a reduzir a dependência de mercados específicos. Apesar disso, chama atenção o aumento da participação das Filipinas entre os principais compradores. Ainda assim, o cenário das exportações é considerado positivo e deve continuar colaborando para o equilíbrio da oferta e da demanda.

Para o médio prazo, dois fatores exigem monitoramento: o ritmo de crescimento da produção e os custos com ração.

No caso da produção, a tendência é de continuidade na expansão do envio de animais para abate, movimento sustentado pelas boas margens registradas na suinocultura nos últimos dois anos e pela demanda externa aquecida. Eventuais problemas no fluxo de embarques, embora não sejam o cenário principal, poderiam pressionar o mercado interno, elevando a oferta doméstica e impactando os preços, já que a produção não pode ser ajustada rapidamente no curto prazo.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável, mas com pontos de atenção. A previsão de clima positivo para o milho safrinha nos próximos dois meses indica potencial para boa produção. No entanto, parte relevante da área ainda precisa ser semeada, e não há definição sobre quanto ficará dentro da janela ideal de plantio, fator decisivo para o desempenho produtivo.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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