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Avicultura

Bronquite infecciosa GI-23 exige novas estratégias vacinais na avicultura

Estudos apontam que vacinas homólogas elevam proteção clínica e reduzem circulação viral em frangos de corte.

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Foto: Divulgação/Kemin

Artigo escrito por Abdallah Makahleh, Global Technical Support Manager Kemin Biologics; Wei Shen Tong, Asia Technical Services Manager Kemin Biologics; Egor Nesterov, CIS Technical Services Manager Kemin Biologics

A bronquite infecciosa aviária (IB) permanece como uma das enfermidades respiratórias mais relevantes da avicultura mundial, caracterizada por alta contagiosidade, impacto produtivo significativo e grande variabilidade genética do agente etiológico, o vírus da bronquite infecciosa (IBV). A natureza do vírus favorece o surgimento de variantes com diferentes perfis antigênicos, dificultando o controle sanitário em sistemas intensivos de produção. Entre os genótipos emergentes, a linhagem GI‑23 — também conhecida como Variante 2 — tem adquirido importância crescente. Inicialmente restrita ao Oriente Médio, sua circulação já foi confirmada na Ásia, Europa, África e América Latina, incluindo o Brasil. Essa expansão geográfica reforça a necessidade de estratégias de imunização que considerem a homologia entre o antígeno vacinal e as cepas de campo.

Epidemiologia e Diversidade Genética

O IBV apresenta um genoma altamente mutável, com capacidade de recombinação frequente, resultando em mais de 29 linhagens dentro do genótipo GI. A GI‑23 destaca‑se por sua rápida disseminação e por causar quadros respiratórios e renais de intensidade variável, dependendo da pressão de infecção e da imunidade prévia do plantel.

A circulação simultânea de múltiplas variantes em uma mesma região cria um cenário epidemiológico complexo. A presença de cepas geneticamente distantes das clássicas — como Massachusetts ou 793B — reduz a eficácia de programas de vacinação baseados exclusivamente nesses sorotipos. Assim, a adoção de antígenos mais próximos das variantes circulantes torna‑se essencial para garantir proteção adequada.

Homologia Antigênica como Estratégia de Controle

A glicoproteína Spike (S) é o principal alvo dos anticorpos neutralizantes. Ela determina a especificidade sorológica e desempenha papel central na proteção clínica. Quando há grande divergência entre a proteína S da cepa vacinal e a da cepa de campo, a resposta imune tende a ser insuficiente, resultando em:

  • maior replicação viral,
  • aumento da eliminação e transmissão,
  • maior severidade clínica,
  • perdas produtivas mais acentuadas.

Por isso, a homologia antigênica é um dos pilares para o controle efetivo da GI‑23.

A utilização de antígenos homólogos à variante GI‑23 tem se mostrado uma abordagem eficaz para:

  • promover reconhecimento imune precoce,
  • alinhar anticorpos neutralizantes às cepas de campo,
  • reduzir sinais respiratórios,
  • minimizar lesões renais,
  • diminuir a eliminação viral e a pressão de infecção no ambiente.

Além disso, em matrizes, a transferência de anticorpos maternos contribui para proteção inicial dos pintinhos, reduzindo a suscetibilidade nas primeiras semanas de vida — período crítico para o estabelecimento da imunidade ativa.

Construindo imunidade

Um protocolo vacinal composto por uma vacina homóloga IB VAR 2 aplicado no primeiro dia de vida, seguido por uma vacina viva contendo o sorotipo clássico Massachusetts IB H120 administrada duas semanas depois, oferece eficácia superior quando comparado ao regime de duas doses utilizando apenas a cepa clássica

Proteção Clínica e Eliminação Viral

Em outro estudo com 7 grupos (30 pintos de 30 dias por grupo) observou‑se que um regime vacinal combinando IB VAR 2 e IB H120 é altamente eficaz na proteção de frangos desafiados com a cepa IBV‑G23. Os esquemas utilizando ambas as vacinas no dia 1 e no dia 14 apresentaram a proteção mais forte, enquanto programas de dose única foram menos eficazes. As aves vacinadas também apresentaram redução na eliminação viral e lesões mais brandas, confirmando que um programa baseado em vacinas homólogas oferece proteção superior.

Em conclusão, um regime de vacinação baseado em vacinação homóloga oferece a proteção clínica mais eficaz em frangos de corte. O priming com as vacinas vivas combinadas (Classic H120 + VAR2) proporcionou proteção clínica superior contra o desafio GI‑23, quando comparado ao programa que utiliza vacinas individuais.

Considerações Finais

A bronquite infecciosa variante GI‑23 representa um desafio crescente para a avicultura moderna. Sua ampla disseminação, elevada variabilidade genética e impacto respiratório e renal exigem abordagens de controle alinhadas à realidade epidemiológica local.

A literatura científica e os dados de campo convergem para a mesma conclusão: a utilização de antígenos homólogos à GI‑23 é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a circulação viral e proteger o desempenho produtivo.

Compreender a dinâmica evolutiva do IBV e adotar programas de imunização baseados em homologia antigênica são passos fundamentais para fortalecer a integridade respiratória das aves e garantir sistemas de produção mais resilientes.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: [email protected]

Á edição também está disponível na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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