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BRF tem lucro líquido de R$ 307 milhões no segundo trimestre de 2020

Receita líquida foi de R$ 9,104 bilhões, 9,2% maior do que no 2º trimestre de 2019

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A BRF registrou lucro líquido de R$ 307 milhões nas operações continuadas no segundo trimestre de 2020, o que representa aumento de 60,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, em meio a um cenário desafiador, é reflexo do crescimento das vendas em todas as categorias, alavancando ainda mais a fortaleza e a credibilidade de suas principais marcas. No período, a empresa superou o patamar de 1 milhão de toneladas de alimentos comercializados no mundo, sendo o quinto trimestre consecutivo com patamares sólidos de rentabilidade.

“Estes resultados refletem nossa habilidade e agilidade em atender às novas demandas dos consumidores em diferentes mercados e culturas. Temos um time engajado, com uma essência forte, unido em torno do nosso propósito. Estou confiante em nosso projeto de crescimento de longo prazo, porque temos as melhores pessoas, as melhores marcas e os melhores produtos”, ressalta o CEO da BRF, Lorival Luz.

Um dos destaques do trimestre foi o aumento na venda de produtos processados no mercado brasileiro, que tiveram crescimento de aproximadamente 13% em relação ao mesmo período do ano passado e indicam assertividade na estratégia de produção e oferta de alimentos que proporcionam praticidade para os consumidores. No mercado doméstico, cerca de 75% das vendas provêm de produtos processados, ou seja, frios, congelados, margarinas, refeições prontas, entre outros, que trazem a fortaleza e a confiança de suas marcas Sadia, Perdigão e Qualy, oferecendo ao consumidor qualidade, variedade e praticidade na preparação. Os demais 25% são compostos por produtos in natura, principalmente, cortes específicos de frangos e suínos e suas linhas de semiprontos para consumo.

“Seguimos focados em crescimento e rentabilidade, com excelência operacional e comercial, planejamento integrado, ancorados em uma cultura organizacional que promove o respeito e a valorização das pessoas, mantendo a disciplina financeira”, destaca Lorival Luz. “Temos registrado importantes avanços nos diversos canais e regiões onde atuamos, posicionando-nos de forma sólida, com produtos de maior valor agregado.”

A receita líquida total obtida pela BRF atingiu R$9,1 bilhões, alta de 9,2% em relação ao 2T19. No Brasil, a receita líquida aumentou 13,7%, alcançando R$4,6 bilhões no 2T20. Esse resultado foi favorecido pela expansão de 6,3% no volume comercializado, em especial, o de produtos processados, que cresceu quase 13% no trimestre. Já no mercado internacional, os efeitos da pandemia de Covid-19 afetaram o volume comercializado, que sofreu contração de 8,2% em relação ao 2T19. Ainda assim, a receita líquida superou R$4,2 bilhões, apresentando crescimento de 5,6% em decorrência de maiores preços médios auferidos no período.

No 2T20, o EBITDA Ajustado Consolidado totalizou R$1,031 bilhão, queda de 15,4% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, quando excluídos os efeitos tributários reportados no 2T19. Ao também excluir os gastos associados à Covid-19 no 2T20, este indicador teria alcançado R$1,3 bilhão, o mesmo patamar do primeiro trimestre deste ano.

A alavancagem líquida da Companhia, medida pela razão entre o endividamento líquido e o EBITDA Ajustado dos últimos doze meses, atingiu 2,89x no 2T20, ante 3,74x no 2T19, e o prazo médio do endividamento se estendeu para 4,2 anos, incremento de 1 ano em comparação ao 2T19. Após as recentes captações/liquidações de dívidas anunciadas em julho e agosto de 2020, o prazo médio foi estendido para 4,9 anos.

Os investimentos realizados no trimestre totalizaram R$582 milhões, representando um aumento de 24% em relação ao 2T19, sendo R$203 milhões destinados para crescimento, eficiência e suporte; R$236 milhões para ativos biológicos e R$144 milhões para arrendamento mercantil e outros. Entre os destaques, a construção da fábrica de embutidos em Seropédica (RJ) e a aquisição da Joody Al Sharqiya Food Production Factory, unidade de processamento localizada em Dammam, Arábia Saudita, cujo portfólio de produtos inclui cortes empanados, marinados e hambúrgueres.

Responsabilidade Social e Sustentabilidade

A incorporação de critérios de sustentabilidade à gestão e à estratégia é uma jornada permanente para a BRF, que busca antecipar transformações de mercado, preparar a Companhia para capturar oportunidades e garantir o tratamento adequado de riscos e impactos.

A BRF, que é a única empresa do setor de alimentos a compor o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, também ampliou os seus compromissos com aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa. A empresa é uma das signatárias do movimento do Conselho Empresarial Brasileiro pelo Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) para combater o desmatamento ilegal da Amazônia e promover o desenvolvimento sustentável da região, com inclusão econômica e social das comunidades locais.

A Companhia também permanece no FTSE4Good, índice aferido pela Financial Times Stock Exchange Russell que avalia as práticas ambiental, social e de governança das companhias.

Em Assembleia Geral Ordinária, o Conselho de Administração foi renovado por maioria absoluta dos acionistas, passando a ter três novos integrantes e uma composição mais diversa, com competências e experiências complementares. No contingente total da BRF, a presença feminina nos cargos de liderança passou de 18% para 22%.

Também foram aplicados, apenas durante o 2T20, R$ 218 milhões em recursos para cuidar da integridade física dos funcionários e assegurar a continuidade da cadeia operacional e, assim, combater os efeitos da pandemia de Covid-19. Se contabilizado o período de fevereiro até junho, este montante chega a R$ 247 milhões. Mais de 30 iniciativas relacionadas à prevenção e combate ao vírus foram implementadas na operação da BRF em todo o mundo, sendo a primeira empresa no setor a celebrar um Termo de Compromisso com o Ministério Público do Trabalho – MPT, em âmbito nacional, constituindo uma referência para o mercado e para o País. Outras ações:

  • Uma das primeiras empresas a assumir compromisso público de não demissão;
  • Manteve mais de 8,2 mil colaboradores afastados pertencentes aos grupos de risco e em busca ativa em suas casas e sem impactos em suas remunerações, corroborando nossa estratégia de proteção e cuidado com as pessoas;
  • Implantou plano de reconhecimento semanal, adotando apoio financeiro e de alimentos ao colaborador BRF, beneficiando cerca de 65 mil funcionários;
  • Criou e expandiu o canal de consulta Dr. BRF para mais 30 mil beneficiados entre terceiros e integrados;
  • Distribuiu mais de 3,5 milhões de máscaras PFF2;
  • Higieniza cerca de 230 toneladas de máscaras de tecido por mês;
  • Disponibilizou, aproximadamente, 600 mil litros de álcool em gel espalhados através de milhares de estações de sanitização;
  • Instalou cerca de 10 mil metros quadrados de acrílico para separação das atividades críticas e refeitórios;
  • Formou equipe de testagem de mais de 70 pessoas com dedicação exclusiva e aplicação de testes em mais de 40 localidades;
  • Realizou doações a mais de 90 cidades no Brasil, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Catar e Turquia, beneficiando mais de 180 entidades;
  • Contratou aproximadamente 6,7 mil colaboradores temporários em nossas fábricas, centros de distribuição e repositores da área comercial;
  • Adicionou de mais de 400 ônibus à frota de transporte dos colaboradores;
  • Substituiu mais de 8.300 filtros de ar-condicionado, além de monitoramento constante;
  • Instalou 33 câmeras térmicas e adquiriu de mais de 2 mil termômetros para aferição de temperatura dos colaboradores.

“A BRF foi, sem dúvida, uma das empresas que mais investiu em saúde e segurança para as pessoas na prevenção e no combate à pandemia da Covid-19 no Brasil e talvez no mundo. Não economizamos recursos e esforços em nossas operações e nas comunidades onde atuamos. Somos referência no setor por uma série de medidas que adotamos desde o início da pandemia para oferecer as melhores condições de segurança, saúde e bem-estar a nossa cadeia operacional. E, assim, seguir honrando o nosso compromisso diário de manter o mercado abastecido”, complementa Lorival Luz.

Fonte: Assessoria

Notícias

Copercampos supera R$ 9,6 milhões em economia com Mercado Livre de Energia

Estratégia iniciada em 2018 já envolve 13 unidades da cooperativa e reduz custos com eletricidade em mais de 25% em comparação ao mercado cativo.

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A decisão estratégica da Copercampos de migrar parte de suas unidades para o Mercado Livre de Energia segue gerando resultados expressivos e consolida a cooperativa como referência em gestão eficiente de custos e visão de longo prazo. Iniciado em 2018, o projeto começou com a migração de cinco unidades e, ao longo dos anos, foi sendo ampliado de forma planejada, acompanhando a evolução do consumo energético e as oportunidades do setor elétrico brasileiro.

Somente em 2025, as unidades da Copercampos inseridas no mercado livre registraram uma economia de R$ 1.866.154,16, o que representa uma redução média de 25,55% nos custos com energia elétrica em comparação ao mercado cativo, sem considerar o ICMS. No período, o consumo total dessas unidades somou 11.168,040 MWh, evidenciando a relevância do impacto financeiro da estratégia adotada.

Além do ganho econômico, toda a energia adquirida pela cooperativa no Mercado Livre é proveniente de fontes 100% renováveis, o que reforça o compromisso da Copercampos com práticas sustentáveis e responsáveis. “A utilização de energia limpa contribui diretamente para a sustentabilidade econômica, social e ambiental, alinhando eficiência operacional com responsabilidade ambiental”, destaca o Gerente Operacional Ricardo Saurin.

Desde o início do projeto, a cooperativa avançou de forma consistente. Em 2018, cinco unidades passaram a operar no mercado livre. Em 2024, outras três migraram, seguidas por mais cinco unidades em 2025. Atualmente, o grupo conta com 13 unidades no ambiente de contratação livre, e o planejamento segue ativo, com mais cinco unidades em processo de migração em 2026, reforçando o compromisso contínuo com a eficiência energética e a competitividade.

No acumulado desde 2018, a economia total alcançada pela Copercampos com o mercado livre de energia é superior a R$ 9,6 milhões. O maior destaque está na Indústria de Rações, unidade que apresenta o maior consumo energético do grupo. Migrada ainda em 2018, essa unidade já acumula, até o momento, uma economia de R$ 5,3 milhões, demonstrando como o modelo é especialmente vantajoso para operações industriais de grande porte e consumo intensivo.

“Além da redução direta de custos, a atuação no mercado livre proporciona ganhos estratégicos, como previsibilidade orçamentária, análises de impacto de reajustes tarifários, otimização de demanda e avaliação contínua do perfil de consumo. Para 2026, estamos realizando a contratação de três novos contratos de fornecimento, ampliando a gestão ativa da energia e fortalecendo a segurança no abastecimento”, ressalta Ricardo Saurin.

O gerente da área ressalta ainda que a experiência da Copercampos no Mercado Livre de Energia demonstra que a eficiência energética vai além da economia financeira. “Trata-se de uma ferramenta estratégica para fortalecer a competitividade, sustentar investimentos e contribuir para um modelo de gestão cada vez mais moderno, sustentável e alinhado às boas práticas ambientais”, complementa.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Colunistas

Inventário pode consumir até 40% do patrimônio familiar

Holding rural pode reduzir custos e evitar inventário na sucessão patrimonial

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Manoel Terças - Foto: Divulgação

Até 40% do patrimônio bruto de uma família pode ser consumido em um processo de inventário, somando impostos, custas judiciais e outras despesas. Além do custo elevado, o procedimento costuma se arrastar por anos: em média, cinco até a conclusão.

O advogado Manoel Terças, com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural, explica que a constituição de uma holding é hoje uma das estratégias mais utilizadas para organizar o planejamento patrimonial, sucessório e tributário no meio rural.

Segundo ele, a estrutura permite organizar a transferência de bens ainda em vida, reduzir a carga tributária, prevenir conflitos familiares e dar maior previsibilidade à sucessão, evitando a necessidade de inventário judicial.
A possibilidade de criação de holdings no Brasil existe há quase cinco décadas e tem sido amplamente utilizada como instrumento de proteção e gestão do patrimônio familiar. Em determinadas operações, a estrutura também pode oferecer vantagens fiscais, como a não incidência de ITBI.

Fonte: Artigo escrito por Manoel Terças, advogado com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural.
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Notícias

Conflito no Oriente Médio pressiona custos e fertilizantes do agro brasileiro, aponta estudo

Interrupção de rotas logísticas e alta nos preços do petróleo e fertilizantes pode encarecer produção de grãos, rações e carne, enquanto safra recorde mantém perspectiva positiva.

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Foto: Freepik/Divulgação

A escalada do conflito no Oriente Médio após a intervenção dos Estados Unidos no Irã pode gerar impactos relevantes para o agronegócio brasileiro, com pressão sobre custos logísticos, fertilizantes e cadeias de produção de alimentos. A avaliação integra o relatório econômico Cenário do Agronegócio, apresentado pela Bateleur durante a Expodireto Cotrijal, que está sendo realizada até esta sexta-feira (13) em Não-Me-Toque (RS).

Ainda de acordo com o estudo, o impacto do conflito sobre a inflação global influencia o nível das taxas de juros, o que, no Brasil, associado à pressão inflacionária decorrente do repasse das cadeias globais e da desvalorização do câmbio, pode dificultar o ciclo de cortes na Selic e diminuir a perspectiva de redução dos juros do Plano Safra, encarecendo o crédito e prejudicando a capacidade de investimento.

Fotos: Claudio Neves

Outro fator de preocupação é a interrupção parcial do fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A restrição elevou os preços da commodity e ampliou os custos logísticos em escala global. “O fechamento do canal gerou um entrave logístico extremamente relevante, resultando em uma disparada nos preços do petróleo e, por consequência, no aumento sistêmico do custo logístico global”, destaca o relatório. O impacto sobre as cadeias de suprimento que passam pelo Oriente Médio, somado à necessidade de alterar rotas marítimas e ao encarecimento do frete, tende a gerar efeitos indiretos sobre diversas commodities.

Fertilizantes e cadeia produtiva

O Oriente Médio também tem papel relevante no fornecimento global de fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola. Eventuais restrições na oferta podem elevar custos ao longo de toda a cadeia do agronegócio, com efeitos que começam na produção de grãos e se estendem à pecuária, por meio do aumento no preço das rações. “No Brasil, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados são importados, e aproximadamente um terço da ureia vem do Oriente Médio. Esse cenário torna o setor particularmente sensível a choques de oferta e de preços”, aponta o estudo.

O aumento dos custos de energia também pode afetar polos industriais estratégicos, como a China, principal compradora de commodities brasileiras, pressionando a inflação global e influenciando decisões de política monetária. No Brasil, esse contexto pode impactar investimentos.

Exportações

No que tange às exportações, o Brasil vende para o Oriente Médio principalmente carne de frango, carne bovina, milho e açúcar. Eventuais bloqueios logísticos na região podem afetar temporariamente essa demanda, exigindo o redirecionamento das exportações para outros mercados.

Por outro lado, o relatório aponta que o cenário internacional também pode abrir oportunidades. O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia tende a ampliar o acesso do agronegócio brasileiro a novos mercados nos próximos anos, ainda que a indústria nacional enfrente maior concorrência.

Apesar das incertezas externas, as perspectivas para a produção agrícola brasileira permanecem positivas. A safra nacional 2025/2026 pode alcançar 353,4 milhões de toneladas de grãos, um novo recorde.

Fonte: Assessoria Bateleur
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