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BRF reporta lucro líquido de R$ 823 milhões no 4T23

Companhia apresenta EBITDA de R$ 1,9 bilhão, quase o dobro do quarto trimestre de 2022, e margem de 13,2%

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Miguel Gularte, CEO da BRF - Foto e texto: Assessoria

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, reportou no quarto trimestre de 2023 um lucro líquido de R$ 823 milhões, desconsiderando os impactos da hiperinflação da Turquia, que totalizaram R$ 68 milhões, e geração de caixa livre de R$ 613 milhões. A empresa apresentou EBITDA de R$ 1,9 bilhão, quase o dobro do valor apresentado no 4T22, e atingiu uma margem de 13,2%. No ano, o lucro fiscal da BRF foi de R$  218,8 milhões. Os resultados foram impulsionados por uma melhor performance operacional e pela disciplina financeira da Companhia, que também contribuíram para a redução significativa da alavancagem (2,01x). No consolidado do ano, a BRF apresentou EBITDA de R$ 4,7 bilhões, 15% superior a 2022 (R$ 4,1 bilhões), em um ano marcado pelos desafios da sobreoferta de frango.

“Ao longo de 2023, nos mantivemos focados em executar com excelência o nosso plano de negócios, capturando ganhos de eficiência a cada trimestre e fechando o 4T23 com geração de caixa e lucro líquido. Enfrentamos um ano desafiador e tomamos boas decisões, seguindo uma estratégia de grãos bem definida e ampliando nosso acesso a diferentes mercados por meio das novas habilitações”, afirma Miguel Gularte, CEO da BRF.

O modelo de inteligência preditiva da Companhia, somado aos ganhos de eficiência do programa BRF+, permitiu à empresa capitalizar no tempo correto a originação de grãos com a queda de preços, resultando em importante retração dos custos no segundo semestre. A contínua evolução da execução comercial, o melhor desempenho de todo o portfólio de produtos e a consistência do trabalho das marcas Sadia, Perdigão e Qualy ampararam o avanço da rentabilidade no Brasil, outro destaque do ano.

O programa de eficiência seguiu trazendo resultados de forma consistente e apresentou capturas de R$ 525 milhões no 4T23, totalizando R$ 2,2 bilhões em 2023. Adicionalmente, a Companhia registrou os menores níveis de desconto FIFO dos últimos anos, demonstrando maior integração entre planejamento de produção e vendas. Os estoques de produto acabado no mercado internacional foram reduzidos de maneira significativa, em 77 mil toneladas, terminando o ano com os menores níveis históricos de estoques sem vendas e em portos.

No Brasil, no quarto trimestre, a Companhia apresentou margem EBITDA de 15,6%, superior aos 9,1% registrados no 4T22. A execução comercial seguiu evoluindo, com aumento na disponibilidade de produtos (+4 p.p.) na comparação com o 4T22 e ganho contínuo de share de espaço em loja (+3 p.p) vs 4T22. Em 2023, a base comercial cresceu com 17,5 mil novos clientes, alcançando mais de 280 mil pontos de venda. Os níveis de serviço logístico atingiram patamares recordes, registrando melhora significativa no pequeno varejo (+8,1 p.p vs 2022). A excelente campanha de comemorativos coroou o período com sucesso, apoiada pela aderência aos preços sugeridos, além de investimentos em comunicação e publicidade.

Na operação Internacional, a recuperação do preço da proteína in natura foi responsável pelo retorno da margem EBITDA de duplo dígito (11,1%) neste trimestre. A BRF apresentou crescimento da rentabilidade com recuperação relevante dos preços em todas as geografias. Destaque para a região do GCC onde houve ganho de market share de processados (2,2 p.p vs 2022), em linha com a estratégia de aumento do volume de itens de valor agregado. A diversificação de mercados seguiu consistente com a retomada das exportações para o Reino Unido no 4T23. Ao todo, a empresa conquistou 66 novas habilitações ao longo de 2023 para novos destinos na América Latina, Ásia, Europa e África do Sul. As marcas Sadia e Banvit seguem líderes de mercado no Halal.

“O ano foi marcado pela consistência da nossa disciplina financeira aliada à melhoria operacional. Reforçamos a estrutura de capital da Companhia, reduzindo a dívida líquida em quase R$ 6 bilhões, o que resultou na queda de 1,74x da alavancagem e finalizando o ano em 2,01x. Apresentamos geração de caixa no segundo semestre, conforme o planejado”, destaca o vice-presidente de Finanças e RI da BRF, Fábio Mariano.

A agenda de sustentabilidade também registrou importantes conquistas em 2023. A BRF se manteve na carteira do ISE e do Índice Carbono Eficiente (ICO 2), ambos organizados pela B3 e avançamos nas cinco dimensões do ISE, com destaque para Modelo de Negócio e Inovação. A Companhia reduziu em 26% as emissões totais do escopo 1 e 2 em relação ao ano base de 2019 e finalizou o mapeamento completo das emissões de nossa cadeia (escopo 3). A empresa seguiu investindo no desenvolvimento dos colaboradores, apresentando melhoria em todos os principais indicadores como engajamento, absenteísmo e turnover. Destaque para os índices de segurança do trabalho, que apresentaram os melhores resultados históricos, consolidando a BRF como referência de mercado.

“Os números do último trimestre de 2023 confirmam a capacidade de gestão do nosso time com foco e disciplina. Entramos em 2024 motivados pelos resultados atingidos e com a versão 2.0 do BRF+ já em andamento. Abrimos um novo capítulo da história da Companhia com a consolidação da Marfrig como acionista controlador com 50,06% de participação e confiantes em seguir nossa jornada de evolução com empenho, agilidade, simplicidade e eficiência”, finaliza Miguel Gularte.

Fonte: Assessoria

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Agro responde por metade das exportações e leva balança comercial a novo recorde em 2025

Setor alcança US$ 169,2 bilhões em vendas externas, garante superávit de US$ 149,1 bilhões e reforça papel estratégico da soja, das proteínas animais e do café no comércio exterior brasileiro.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com desempenho histórico no comércio exterior, consolidando-se como o principal motor da balança comercial do país. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados no Radar Agro da Consultoria Agro Itaú BBA, as exportações do setor somaram US$ 169,2 bilhões no ano, superando o recorde anterior registrado em 2023. As importações também atingiram o maior patamar da série, com US$ 20,1 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 149,1 bilhões, alta de 2,8% em relação a 2024.

O resultado reforça o peso do agronegócio na economia brasileira. Em 2025, o setor respondeu por 49% de toda a receita obtida pelo Brasil com exportações, mantendo participação elevada e estável em relação aos dois anos anteriores. A trajetória confirma a centralidade do agro no desempenho externo do país ao longo da última década, com crescimento expressivo especialmente a partir de 2021.

Foto: Claudio Neves

O avanço foi impulsionado por diferentes cadeias produtivas, com destaque para a soja, as proteínas animais e o café. No complexo soja, os embarques de grãos atingiram 108 milhões de toneladas, crescimento de 10% em volume na comparação anual. Apesar da queda de 7% no preço médio, para US$ 402,4 por tonelada, a receita alcançou US$ 43,53 bilhões. Os derivados também mantiveram relevância: o farelo de soja somou 23 milhões de toneladas exportadas, enquanto o óleo de soja permaneceu estável em 1,4 milhão de toneladas, com aumento de 11% no preço médio.

No segmento de proteínas animais, os números também foram expressivos. As exportações de carne bovina in natura totalizaram 3,1 milhões de toneladas, alta de 21% em volume, com valorização de 17% no preço médio, o que resultou em receita de US$ 16,61 bilhões, recorde histórico. A carne suína in natura embarcou 1,3 milhão de toneladas, crescimento de 12%, com faturamento de US$ 3,37 bilhões. Já a carne de frango in natura apresentou retração de 6% nos envios, reflexo direto da ocorrência de gripe aviária em maio de 2025, que levou ao fechamento temporário de mercados importantes. Ainda assim, considerando todos os embarques do setor avícola, incluindo industrializados e miúdos, houve leve crescimento de 0,1% no total exportado.

Outro destaque do ano foi o café verde. Mesmo com queda de 18% no volume embarcado, o forte avanço dos preços internacionais, alta de 60% no comparativo anual, levou a um faturamento recorde de US$ 14,9 bilhões, ampliando a participação do produto na cesta de exportações do agronegócio.

Em contraste, o complexo sucroenergético enfrentou um ano mais desafiador. O açúcar VHP teve queda de 12% no volume exportado, enquanto o açúcar refinado recuou 10%, ambos impactados pela combinação de preços mais baixos e maior oferta global. O etanol também apresentou retração de 15% nos embarques, apesar da leve alta no preço médio.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Na análise da composição da pauta exportadora, a soja manteve liderança, com 26% do valor total exportado pelo agronegócio em 2025, repetindo o desempenho do ano anterior. A carne bovina ganhou espaço, ampliando sua participação em 2,7 pontos percentuais, impulsionada pelos recordes de volume e receita. O café verde também avançou, com incremento de 1,9 ponto percentual, refletindo a valorização dos preços.

Quanto aos destinos, a China permaneceu como principal parceiro comercial do agro brasileiro, com compras de US$ 55,3 bilhões, crescimento de 11,3% em relação a 2024. Soja, carne bovina e celulose lideraram os envios ao mercado chinês. A União Europeia ocupou a segunda posição em receita, com US$ 25,2 bilhões, alta de 8,6%, tendo café, soja, farelo de soja e celulose como principais produtos. Já os Estados Unidos responderam por 6,7% das exportações, com US$ 11,4 bilhões, queda de 5,6% frente ao ano anterior, influenciada pelas tarifas ainda vigentes sobre alguns produtos brasileiros.

Os dados de 2025 confirmam a robustez e a diversificação do agronegócio brasileiro, que, mesmo diante de oscilações de preços, barreiras sanitárias e mudanças no cenário internacional, manteve capacidade de geração de divisas e sustentou o superávit da balança comercial do país.

Fonte: O Presente Rural com informações Radar Agro da Consultoria Agro Itaú BBA
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IAT amplia lista e dispensa 27 atividades agropecuárias de licenciamento ambiental no Paraná

Nova regulamentação reconhece baixo potencial poluidor de empreendimentos rurais e busca dar mais agilidade aos processos no campo.

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Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Instituto Água e Terra (IAT) publicou nesta semana uma nova regulamentação que classifica alguns tipos de empreendimentos agrícolas como inexigíveis de licenciamento ambiental no Paraná. Entre os itens da Instrução Normativa IAT Nº 01/2026, está uma lista de 27 tipos de atividades agropecuárias de insignificante potencial poluidor e degradador do meio ambiente, que passam agora a ser isentas da necessidade do processo licenciatório. Os responsáveis por essas atividades podem agora solicitar ao órgão ambiental a Declaração de Inexigibilidade de Licença Ambiental (DILA), caso exista a necessidade comprovar a categorização.

Para entrar nessa classificação, os empreendimentos devem atender a um conjunto de exigências. Elas incluem não necessitar de acompanhamento de aspectos de controle ambiental pelo Instituto; não estar localizada em uma área ambientalmente frágil ou protegida; e não necessitar da supressão de vegetação nativa. Além disso, devem ser respeitadas condições estabelecidas pelas legislações municipais vigentes.

Entre as atividades englobadas destacam-se benfeitorias e equipamentos necessários ao manejo da apicultura fixa e migratória; cultivo de flores e plantas ornamentais; aquisição de equipamentos e instalações de estrutura de apoio para plantio em ambiente protegido (casas de vegetação/estufas); aquisição de máquinas, motores, reversores, guinchos, sistemas de refrigeração e armazenagem de pescado;  implantação de viveiros de mudas florestais; adequação do solo para o plantio; e pecuária extensiva, exceto bovinocultura.

Segundo a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves, essa classificação de inexigibilidade de licenciamento vem para agilizar o processo para os agricultores. Como são atividades de baixo impacto ambiental, eles não precisam passar pelo processo licenciatório simplificado ou trifásico, que é aplicado em empreendimentos com médio e alto potencial poluidor. “Também não existe a obrigatoriedade da emissão da DILA, que pode ser solicitada apenas se for requisitada para o proprietário por um órgão que exige uma comprovação da inexigibilidade, como um banco por exemplo”, explica.

Licenciamento

O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.

Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.

Fonte: AEN-PR
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Biológicos impulsionam produtividade de soja a 126,7 sc/ha em lavoura de São Paulo

Campeão do Desafio Nacional do CESB, consultor destaca manejo integrado com produtos biológicos, monitoramento em tempo real e estratégias para enfrentar a variabilidade climática.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

Imagine uma produtividade de 126,71sc/ha em uma lavoura de soja, com a utilização estratégica de produtos biológicos. Foi o que aconteceu na Fazenda Santana, de Itapeva (SP).

O consultor Adriano Oliveira, campeão da Categoria Irrigado/Nacional no último Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), destaca que a utilização de produtos biológicos no sulco e em cobertura para controle de nematoides e doenças de solo contribuiu para a elevada produtividade. “Também realizamos tratamento de sementes com fungicidas, inseticidas e bioestimulantes, e incluímos inoculantes com rizóbios e promotores de crescimento”, acrescenta.

Desafios na lavoura

Adriano aponta que um dos principais desafios foi lidar com a variabilidade climática, especialmente no período de florescimento e enchimento de grãos. “Tivemos veranico no início da formação de vagens e chuvas excessivas na maturação. Para superar isso, apostamos em cultivares com bom teto produtivo e estabilidade, fizemos o escalonamento do plantio dentro da janela ideal e utilizamos tecnologias de monitoramento em tempo real para antecipar manejos e proteger o potencial produtivo”, observa.

Em relação ao controle de pragas e doenças, o consultor sinalizou que priorizou a ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom, por serem recorrentes na região. “Atuamos com fungicidas protetores desde o V4-V5 e intensificamos o manejo com alternância de mecanismos de ação. Para pragas, adotamos controle antecipado com aplicações programadas e monitoramento semanal. A adoção de produtos com efeito fisiológico e residual ajudou a manter o estande e o enchimento de grãos”, lembra.

Importância do desafio

O consultor considera o Desafio do CESB um termômetro técnico. “Ele nos tira da zona de conforto e exige um nível de excelência em cada detalhe”, expõe, acrescentando: “Durante o ciclo, tivemos momentos de preocupação com o clima, mas mantivemos o foco com base nos dados e no planejamento técnico bem feito. Cada decisão foi tomada com respaldo em monitoramento e histórico da área”.

Fonte: Assessoria CESB
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