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BRF moderniza e amplia fábrica de rações em Gaurama – RS

Investimento tem foco no desenvolvimento de produtos mais eficientes para conversão alimentar e na expansão da suinocultura na Região Sul

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A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, anunciou recentemente investimentos no Rio Grande do Sul, onde um dos destaques é o aporte na fábrica de rações localizada em Gaurama, no Noroeste do Estado. A planta receberá cerca de R$ 23 milhões de um total de R$ 171 milhões. Com os recursos, será possível ampliara capacidade de produção, armazenagem e expedição de ração em cerca de 30%, com novos silos, melhor estrutura logística interna e tratamento do produto.

“O Rio Grande do Sul reúne uma indústria forte e produtores integrados comprometidos com eficiência e produtividade. Vamos continuar crescendo e modernizando nossos ativos no Estado, sempre tendo em vista o plano Visão 2030, que prevê que a empresa triplique de tamanho nos próximos 10 anos”, explica Sandro Leite, diretor industrial Regional Sul da BRF.

A unidade também será modernizada com a instalação de uma linha de produção de rações para leitões com processamento térmico. Esse novo sistema produz um insumo de alta qualidade, melhorando a conversão de ração em proteína, o que gera melhor performance dos animais alojados a campo. A melhoria tem foco no crescimento da produção prevista pela Companhia para os próximos anos, bem como a redução de custo de produção.

“A fábrica está sendo preparada para atender o crescimento da suinocultura, tanto no Rio Grande do Sul, quanto em Santa Catarina”, ressalta Hugo Urso, diretor de Agropecuária para Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Também estão recebendo investimentos em modernização e ampliação as unidades produtivas da BRF em Marau e Serafina Corrêa, no Norte do Estado, e em Lajeado, no Vale do Taquari. A unidade de rações de Arroio do Meio, também no Vale do Taquari, igualmente contará com aportes para modernização da fábrica. Os investimentos serão realizados majoritariamente ainda em 2021.

Fonte: Assessoria

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Petróleo, soja e carnes elevam superávit da balança comercial em 66,6%

Exportações cresceram 24,9% em junho e impulsionaram a maior corrente de comércio da série histórica, de US$ 62,8 bilhões. Com o desempenho do primeiro semestre, governo elevou em US$ 17,9 bilhões a estimativa de saldo comercial para 2026.

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Foto: Claudio Neves

O avanço das exportações de petróleo bruto, soja, carnes e minério de ferro levou a balança comercial brasileira a registrar superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, alta de 66,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi acompanhado pelo maior fluxo de comércio já registrado para um único mês e reforçou a expectativa do governo de um desempenho próximo ao recorde histórico em 2026.

Foto: Claudio Neves

Dados divulgados na última sexta-feira (03) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações somaram US$ 36,3 bilhões em junho, crescimento de 24,9% na comparação anual. As importações também avançaram, alcançando US$ 26,5 bilhões, alta de 14,4%.

Com isso, a corrente de comércio, soma das exportações e importações, atingiu US$ 62,8 bilhões, crescimento de 20,3% sobre junho do ano passado e o maior valor mensal desde o início da série histórica.

O saldo comercial de US$ 9,8 bilhões foi o terceiro maior já registrado para um mês de junho, ficando atrás apenas dos resultados de 2021 (US$ 10,414 bilhões) e 2023 (US$ 10,077 bilhões).

Indústria extrativa lidera crescimento das exportações

A expansão das vendas externas foi puxada principalmente pela indústria extrativa, cujas exportações cresceram 58,4%, alcançando US$ 9,9 bilhões. A indústria de transformação exportou US$ 18 bilhões, avanço de 14,7%, enquanto a agropecuária embarcou US$ 8,1 bilhões, alta de 18%.

Foto: Claudio Neves

Entre os produtos que mais impulsionaram o desempenho destacam-se:

  • petróleo bruto: +78,9%;
  • minério de ferro: +20%;
  • combustíveis: +88,8%;
  • carnes de aves: +62,4%;
  • carne bovina: +39,2%;
  • soja: +17,3%;
  • animais vivos: +208,8%;
  • algodão bruto: +64,1%.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, afirmou que ainda é cedo para mensurar os efeitos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia sobre o desempenho das exportações brasileiras. “Já existem relatos de empresas sobre um maior interesse de importadores europeus, mas ainda não há elementos suficientes para medir o impacto do acordo”, afirmou.

Ásia concentra quase metade das exportações brasileiras

O crescimento das vendas externas ocorreu em praticamente todos os principais mercados compradores. A Ásia permaneceu como principal destino das exportações brasileiras, absorvendo US$

Foto: Shutterstock

17,4 bilhões em produtos nacionais, alta de 29,9% frente a junho de 2025. O continente respondeu por cerca de 48% de tudo o que o Brasil exportou no mês.

As exportações para a Europa cresceram ainda mais, avançando 43,9% e alcançando US$ 6,4 bilhões. Para a América do Norte, as vendas somaram US$ 4,9 bilhões, aumento de 8,5%, enquanto a América do Sul importou US$ 3,9 bilhões em produtos brasileiros, alta de 7%.

Mesmo diante das negociações para evitar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, as exportações destinadas aos Estados Unidos cresceram 3,7% em junho, interrompendo uma sequência de retração observada desde a adoção das sobretaxas pelo governo norte-americano.

Importações crescem puxadas pelo consumo

As compras brasileiras no exterior também aceleraram em junho, especialmente de bens destinados ao consumo e à produção industrial. Os bens intermediários lideraram as importações, com US$ 15,1 bilhões, alta de 10,9%.

Foto: Claudio Neves

As importações de bens de consumo cresceram 34%, alcançando US$ 5,7 bilhões, o maior avanço entre as categorias. Também registraram crescimento os bens de capital, com alta de 5,7% e movimentação de US$ 3,5 bilhões, além dos combustíveis, que somaram US$ 2,2 bilhões, aumento de 11,6%.

Superávit do semestre cresce 40%

No acumulado de janeiro a junho, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 42,4 bilhões, crescimento de 40,3% sobre o mesmo período de 2025, quando o saldo havia sido de US$ 30,2 bilhões.

As exportações atingiram US$ 184,8 bilhões no semestre, alta de 11,5%, enquanto as importações somaram US$ 142,4 bilhões, crescimento de 5,1%. O desempenho indica que as vendas externas avançaram em ritmo mais que duas vezes superior ao das importações, ampliando o saldo positivo da balança comercial.

Governo eleva projeção do superávit para US$ 90 bilhões

Diante dos resultados do primeiro semestre, o MDIC revisou para cima suas estimativas para 2026. A projeção do superávit comercial passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, um aumento de US$ 17,9 bilhões em relação à previsão divulgada em abril. Se confirmada, a marca será a segunda maior da série histórica.

O governo também elevou a estimativa para as exportações, que passou de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões. A previsão para as importações foi revisada de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.

As projeções oficiais permanecem mais otimistas do que as do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, as instituições financeiras estimam superávit comercial de US$ 76,2 bilhões em 2026, quase US$ 14 bilhões abaixo da nova previsão do governo.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil ainda acumula déficit de US$ 1,5 bilhão com os EUA, mesmo após alta de 3,7% nas exportações

Resultado de junho interrompe 11 meses de queda nas vendas ao mercado norte-americano, mas recuperação foi sustentada pela alta dos preços dos produtos exportados, enquanto o volume embarcado continuou em retração.

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Foto: Claudio Neves

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a crescer em junho, encerrando uma sequência de 11 meses de retração iniciada após a imposição de sobretaxas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo do presidente Donald Trump, em julho de 2025. Apesar da recuperação pontual, o comércio bilateral ainda apresenta saldo negativo para o Brasil no acumulado de 2026.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que as vendas brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,472 bilhões em junho, alta de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Foto: Jonathan Campos

O avanço, porém, não foi resultado de um aumento na quantidade embarcada. Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, o crescimento decorreu principalmente da valorização dos produtos exportados. “O aumento foi impulsionado pela elevação média de 11% dos preços das mercadorias exportadas, enquanto o volume embarcado ainda registrou queda de 6,6%”, enfatiza.

O comportamento dos preços indica que a recuperação das exportações ocorreu mais pelo cenário internacional do que por uma retomada efetiva da demanda norte-americana pelos produtos brasileiros.

Comércio com os EUA

Em junho, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos ficou praticamente equilibrada. As exportações alcançaram US$ 3,472 bilhões, enquanto as importações de produtos norte-americanos totalizaram US$ 3,471 bilhões, uma queda de 12,3% frente ao mesmo mês de 2025.

Com isso, o Brasil registrou um superávit simbólico de apenas US$ 1 milhão. Apesar desse resultado mensal, o desempenho do primeiro semestre ainda mostra um cenário desfavorável para o comércio bilateral.

Foto: Claudio Neves

Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13%, somando US$ 17,428 bilhões. As importações também diminuíram (-12,5%), alcançando US$ 18,950 bilhões. O resultado foi um déficit comercial de US$ 1,522 bilhão para o Brasil.

China amplia vantagem como principal parceiro comercial

Enquanto o mercado norte-americano ainda apresenta dificuldades para recuperar o ritmo das compras, a China ampliou sua liderança como principal destino das exportações brasileiras.

Em junho, o Brasil exportou US$ 12,291 bilhões para o país asiático, crescimento de 24,4% na comparação anual. As importações provenientes da China também aumentaram, avançando 27,1%, para US$ 7,801 bilhões.

O saldo comercial com os chineses atingiu US$ 4,490 bilhões apenas no mês. No acumulado do primeiro semestre, a diferença é ainda mais expressiva. As exportações brasileiras para a China cresceram 21,9%, alcançando US$ 58,322 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 38,545 bilhões, alta de 8%.

O superávit brasileiro com o parceiro asiático chegou a US$ 19,777 bilhões, mais de 13 vezes superior ao déficit registrado na relação comercial com os Estados Unidos no mesmo período.

Foto: Claudio Neves

União Europeia amplia compras de produtos brasileiros

O comércio com a União Europeia também apresentou expansão significativa em junho. As exportações brasileiras para o bloco cresceram 32,4%, atingindo US$ 4,888 bilhões. As importações avançaram 13,9%, para US$ 4,708 bilhões, garantindo superávit de US$ 180 milhões.

No primeiro semestre, as exportações totalizaram US$ 26,906 bilhões, alta de 12,8%, enquanto as importações permaneceram praticamente estáveis, com ligeira queda de 0,4%, somando US$ 24,263 bilhões. O saldo positivo acumulado chegou a US$ 2,643 bilhões.

Segundo Herlon Brandão, algumas empresas já relatam ganhos decorrentes da entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, iniciada em maio. No entanto, o governo considera cedo para atribuir o crescimento das exportações diretamente ao tratado.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Argentina reduz compras e diminui superávit brasileiro

Na direção oposta, a Argentina reduziu as compras de produtos brasileiros em junho, refletindo uma desaceleração da demanda do principal parceiro do Brasil no Mercosul. As exportações recuaram 18,1%, para US$ 1,325 bilhão, enquanto as importações provenientes da Argentina cresceram 17,2%, chegando a US$ 1,285 bilhão.

Com isso, o superávit brasileiro caiu para apenas US$ 40 milhões no mês. No acumulado do primeiro semestre, as exportações para o mercado argentino somaram US$ 7,352 bilhões, retração de 19,4%. As importações cresceram 3,8%, alcançando US$ 6,401 bilhões.

Mesmo com a queda nas vendas, o Brasil ainda mantém saldo comercial positivo de US$ 951 milhões com o país vizinho. O desempenho dos quatro principais parceiros comerciais evidencia uma mudança na geografia das exportações brasileiras em 2026. Enquanto Estados Unidos e Argentina reduziram a absorção de produtos brasileiros no acumulado do ano, China e União Europeia ampliaram significativamente suas compras, sustentando o crescimento do comércio exterior brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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Superávit comercial pode saltar para US$ 90 bilhões em 2026 após exportações crescerem 11,5% no semestre

Revisão eleva em US$ 17,9 bilhões a projeção do saldo da balança comercial. Junho teve exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, impulsionadas pelo petróleo, soja e carnes, mesmo em meio às tensões no Oriente Médio e às tarifas impostas pelos Estados Unidos.

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Foto: Claudio Neves

O desempenho acima do esperado das exportações brasileiras no primeiro semestre levou o governo federal a revisar para cima a projeção da balança comercial de 2026. A estimativa de superávit passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, um aumento de US$ 17,9 bilhões em relação à previsão divulgada em abril.

Se confirmada, a marca será a segunda maior da série histórica, atrás apenas do resultado registrado em 2023, e ficará 32,3% acima do superávit de US$ 68,1 bilhões obtido em 2025.

Foto: Cláudio Neves

A revisão foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) após o comércio exterior apresentar ritmo superior ao esperado nos seis primeiros meses do ano. Entre janeiro e junho, as exportações avançaram 11,5%, mesmo diante das tensões no Oriente Médio e da adoção de tarifas comerciais pelo governo norte-americano.

Além do saldo comercial, o governo também revisou as projeções para exportações e importações em 2026. A expectativa é que o Brasil exporte US$ 394,4 bilhões neste ano, US$ 30,2 bilhões acima da estimativa anterior. As importações também foram reajustadas e devem alcançar US$ 304,4 bilhões, frente à previsão anterior de US$ 292,1 bilhões.

Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, o avanço reflete a intensificação das operações de comércio exterior. “Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, salienta.

Junho registra maior valor exportado da história para o mês

Os dados revisados foram divulgados junto com o resultado da balança comercial de junho, quando o Brasil registrou superávit de US$ 9,8 bilhões.

O resultado foi sustentado por exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, alta de 24,9% em comparação com junho de 2025. As importações totalizaram US$ 26,5 bilhões, crescimento de 14,4%

Foto: Cláudio Neves

na mesma base de comparação.

O principal destaque foi a indústria extrativa, cujas exportações aumentaram 58,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Petróleo lidera avanço das exportações

O petróleo bruto foi o produto que mais contribuiu para a expansão das vendas externas brasileiras em junho.

Segundo o MDIC, o resultado decorreu da combinação entre valorização das cotações internacionais e aumento do volume embarcado. Em relação a junho de 2025, o preço do petróleo subiu 67,6%, enquanto o volume exportado cresceu 6,8%.

Também contribuíram para o desempenho as maiores exportações de soja no setor agropecuário e o aumento das vendas externas de carnes, combustíveis e farelo de soja pela indústria de transformação.

Saldo do semestre cresce 40%

No acumulado de janeiro a junho, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 42,4 bilhões, frente aos US$ 30,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025 — um avanço de aproximadamente 40%.

As exportações somaram US$ 184,8 bilhões no semestre, enquanto as importações alcançaram US$ 142,4 bilhões, resultado que levou o governo a elevar a expectativa para o desempenho do comércio exterior brasileiro ao longo de 2026.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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