Empresas
BRF lança Sadia Fresh e entra no segmento de resfriados na Arábia Saudita
Lançamento da linha é um movimento estratégico da marca para consolidar a sua liderança no mercado halal, alinhada à agenda de segurança alimentar do Reino.

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, lança neste mês de julho sua primeira linha de frango resfriado produzido localmente no Reino da Arábia Saudita (KSA): a Sadia Fresh. A inovação chega para atender às principais demandas do mercado e marca a entrada da marca no segmento de frangos resfriados. Com esse movimento, a empresa busca consolidar sua liderança na região, conquistando ainda mais espaços e reforçando sua presença na mesa do consumidor.
“Acreditamos que a linha Sadia Fresh seja um importante marco para nossa presença na Arábia Saudita. Esse lançamento visa conquistar novos consumidores e também fortalecer a fidelidade dos que já nos acompanham. A marca é líder e sinônimo de qualidade no mercado halal, o que nos deixa confiantes com o movimento. São mais de 50 anos de história no Oriente Médio e liderança consolidada em mais de 14 países da região”, afirma Igor Marti, vice-presidente do Mercado Halal da BRF.
O lançamento é parte de uma estratégia robusta da BRF para fortalecer sua presença em um mercado que consumiu mais de 300 mil toneladas de frango resfriado em 2024 e estima-se um crescimento entre 2,5% e 3,5% ao ano até 2030, segundo dados da Mordor Intelligence. A marca, que já detém 37% de participação no mercado de congelados, pretende avançar na nova categoria com expectativa de ter 10% de market share na categoria de resfriados nos próximos18 meses. A companhia também está comprometida com o Reino e a Visão 2030, que tem como objetivo diversificar a economia da Arábia Saudita, alavancando a produção local.
“A Visão 2030 do Reino da Arábia Saudita, com seu foco em diversificação econômica e fortalecimento da indústria halal, está totalmente alinhada ao propósito da BRF de oferecer alimentos de qualidade por meio de uma cadeia sustentável e inovadora. Nossa presença no Reino reforça nosso compromisso de longo prazo com o desenvolvimento do setor e com as preferências regionais. Acreditamos que, juntos, podemos impulsionar um ecossistema alimentar mais seguro, eficiente e conectado com os valores da sociedade saudita.”, reforça Marquinhos Molinha, CEO da BRF Arábia Saudita.
Alinhada ao programa do governo, a BRF vem investindo continuamente no Reino desde 2009, quando realizou sua primeira distribuição própria. Além do escritório corporativo, a BRF Arábia Saudita conta com centro de distribuição que leva os produtos da Sadia para todas as cidades do país. Em 2022, a companhia inaugurou sua unidade em Dammam, que conta com linhas de peito tenderizado, empanados e cortes especiais de frango e tem capacidade de produzir 1.200 toneladas por mês.
No mesmo ano, a BRF criou uma joint venture com o fundo de investimento saudita Public Investment Fund (PIF), com aportes que totalizam US$ 350 milhões. Mais recentemente, investiu US$ 43,3 milhões na Addoha Poultry Company e está construindo uma nova planta de alimentos processados em Jeddah, com aporte de US$ 160 milhões. Com capacidade de produção de aproximadamente 40 mil toneladas por ano, a nova fábrica será dedicada a alimentos processados. Inicialmente, a produção será destinada principalmente ao mercado saudita, com possibilidade de exportação para outros países da região.
A linha conta com 16 itens, categorizados em griller e cortes. Para a categoria Griller, o portfólio inclui 8 produtos, com gramaturas que variam entre 600g e 1,3kg. Para cortes, são 6 SKUS, que vão desde o peito de frango até sobrecoxas e miúdos. Os consumidores já estão disponíveis no varejo.

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
Empresas
Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.




