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BRDE supera R$ 2 bilhões em novas contratações no semestre; Paraná opera 40% dos recursos

Com um crescimento nominal de 34,5% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado (R$ 1,586 bilhão), o volume de contratações é o maior que o banco já registrou para o período.

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o primeiro semestre de 2023 ultrapassando a marca de R$ 2 bilhões (R$ 2,133 bilhões) em operações para novos investimentos. Com um crescimento nominal de 34,5% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado (R$ 1,586 bilhão), o volume de contratações é o maior que o banco já registrou para o período.

No Paraná as operações alcançaram R$ 851 milhões, o que corresponde a 39,9% do valor total. No ano passado, no mesmo período, as contratações atingiram R$ 698 milhões no Estado.

A projeção do BRDE é de contratar até o final do ano R$ 4,1 bilhões nos estados em que atua na região Sul, sendo R$ 1,5 bilhão no Paraná.

O setor de comércio e serviços representou 39% do montante operado no Paraná. A indústria vem logo em seguida, com 26,5%. Isso se expressa em financiamentos via Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial), que teve o total de R$ 180,5 milhões de recursos investidos em projetos para produção e aquisição de máquinas, equipamentos e bens de informática e automação.

Outro fundo, que teve R$ 126,7 milhões repassados para projetos de inovação, foi o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), destinada ao fomento à ciência, tecnologia e inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas. O BRDE é o maior repassador nacional de recursos Finep.

 Fotos: Divulgação/BRDE

“Contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região Sul é a direção tomada pelo BRDE”, afirmou o diretor representante do Paraná, Wilson Bley Lipski. “Entretanto, o banco em seu novo posicionamento de abrir um diálogo com a sociedade, pulverizar e customizar o crédito, estreitar relações com o poder público e privado, se integrou às necessidades do mercado, e deu um salto na promoção de investimentos para geração de empregos, na diversificação de fundos e especialmente na realização de sonhos em projetos”.

O BRDE constrói uma jornada como Banco Verde, a partir de características de seus financiamentos, dirigidos à sustentabilidade. Cerca de 78% de suas operações em todo o Sul estão alinhadas a pelo menos um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e já totalizam R$ 1,6 bilhão em “negócios verdes”.

Entre os temas estão sustentabilidade e proteção da água; prevenção e controle de poluição; proteção e restauração da biodiversidade; mitigações e adaptações às mudanças climáticas; transição para uma economia circular; agropecuária resiliente e sustentável; e equidade e inclusão econômica e cidadã.

A criação do Fundo Verde e de Equidade, outra novidade, permitirá apoiar projetos de pesquisas para iniciativas pautadas no desenvolvimento socioambiental, por meio de edital.

Outro destaque no primeiro semestre deste ano é para o volume de financiamentos a partir da política de diversificação de fundings do banco. Ao todo, nos primeiros seis meses do ano, o BRDE contratou R$ 381 milhões com recursos captados junto a instituições internacionais (em 2002, esse volume foi de R$ 72 milhões na primeira metade do ano).

Banco do Agricultor

Em parceria com a Fomento Paraná e a Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, o BRDE gerou aproximadamente R$ 8,9 milhões de contratos voltados a projetos do Banco do Agricultor. Os projetos com maior número de financiamentos são os de energia solar – seguido da pecuária de leite e biomassa.

O programa Empreendedoras do Sul, criado em 2021, teve investimentos no total de R$ 111,9 milhões no Paraná, sendo R$ 6,2 milhões neste primeiro semestre. Ele é direcionado a produtoras rurais e empresas de diferentes portes que tenham ao menos 40% do seu capital social de sócias mulheres.

“Os resultados do banco demonstram a capacidade do BRDE de se ajustar ao seu tempo, criando novas possibilidades de acesso ao crédito para incrementar negócios, serviços e investir em projetos alinhados à sustentabilidade social e econômica”, explicou o diretor administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira.

Fonte: AEN-PR

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Frimesa supera R$ 7 bilhões em faturamento e registra resultado histórico em 2025

Crescimento de 7% na receita foi apresentado durante Assembleia Geral Ordinária, mesmo em cenário macroeconômico adverso.

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Foto: Divulgação/Frimesa

Em Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada na última quarta-feira (25), a Frimesa Cooperativa Central apresentou aos seus delegados e conselheiros o balanço oficial de 2025. Mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, a Central registrou um faturamento histórico de R$ 7,04 bilhões, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior. O desempenho, impulsionado pela estratégia de agregação de valor e eficiência operacional, resultou em um incremento de R$ 460,3 milhões na receita bruta.

A Frimesa é composta por cinco cooperativas filiadas: Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato. Sua cadeia produtiva é sustentada por 1.485 produtores de leite e 1.062 suinocultores integrados. No campo social, a Central encerrou o ciclo com 12.986 colaboradores diretos, tendo gerado 482 novos postos de trabalho ao longo do ano.

Resiliência e Valor Agregado

A estratégia da Frimesa em 2025 focou na diversificação do mix e na otimização de custos. Com o processamento de 3,2 milhões de suínos e 258 milhões de litros de leite, a cooperativa manteve a estabilidade da cadeia produtiva que envolve suas filiadas.

“2025 foi positivo para a Frimesa. As metas foram alcançadas e ultrapassamos a casa dos sete bilhões com muito trabalho, disciplina e cooperação”, destaca o Diretor-Presidente Executivo, Elias José Zydek. “Agimos coletivamente para manter a estabilidade da cadeia produtiva e fortalecer todos os seus elos. A Frimesa funciona como o motor que transforma a produção do campo em valor compartilhado”.

Destaques Operacionais e de Mercado

Exportações: O mercado externo foi decisivo, com avanço de 19,4% nas vendas internacionais. A Frimesa detém hoje 8% de participação nas exportações brasileiras de carne suína e domina 52% do share no Paraná.

Eficiência em Lácteos: Apesar da pressão de preços no setor, a produtividade cresceu 2% com uma redução de 7,6% no custo por quilo.

Presença no Varejo: A central encerrou o ano com um mix otimizado de 567 produtos ativos e uma carteira robusta de 48.925 clientes em todo o país.

Produção Total: Foram mais de 500 mil toneladas de alimentos produzidos (somando carnes e lácteos).

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, acompanhou a Assembleia e enalteceu a resiliência da Frimesa diante dos desafios do setor. Para Ricken, os resultados reafirmam a sua relevância do estado: “O cooperativismo alcançou R$ 11 bilhões de resultado líquido em 2025, com a agroindústria respondendo por 85% desse valor. É a prova de que o sistema segue crescendo e demonstrando sua solidez”.

Novo Conselho Fiscal

Durante a AGO, foram eleitos os novos membros do Conselho Fiscal para o exercício de 2026. Sendo como efetivos: Elder Candido Gabriel (Copacol), Elias Garcia (Primato) e Olívio José Herrmann (Copagril) e suplentes: Simoni Tessaro Hiehues (Lar), Orival Betinelli (C.Vale) e Sergio Luiz Squizatto (Copacol).

Fonte: Assessoria Frimesa
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Tarifaço global amplia volatilidade no comércio marítimo e pressiona logística brasileira em 2026

Escalada de medidas protecionistas, oscilações nos fretes e redirecionamento de rotas elevam custos e reforçam o papel da análise de dados nas cadeias globais.

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Fotos: Claudio Neves

O comércio exterior inicia 2026 sob o impacto persistente de um novo ciclo de elevação tarifária em grandes economias, movimento que vem sendo classificado por analistas como um tarifaço global. A intensificação de políticas industriais defensivas, somada às tensões geopolíticas e à reorganização das cadeias produtivas, tem aumentado a complexidade operacional do transporte marítimo e pressionado custos ao longo da cadeia.

Especialista em Tecnologia para Logística Marítima, Marcos Silva: “Quando as tarifas sobem, o efeito não é linear. Há redistribuição de demanda entre rotas, o que pressiona a gestão de equipamentos e a formação de fretes. Isso torna o planejamento logístico muito mais dependente de modelos preditivos” – Foto: Divulgação

Projeções recentes da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam crescimento moderado do comércio de mercadorias após a desaceleração observada entre 2023 e 2024, enquanto o volume de medidas restritivas segue elevado em nível global. Relatórios da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) apontam que incertezas regulatórias, custos logísticos e gargalos portuários permanecem entre os principais fatores de risco para a fluidez das trocas internacionais.

No Brasil, dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que a corrente de comércio continua em patamar historicamente alto, mas com maior volatilidade de preços e prazos logísticos, especialmente em rotas mais sensíveis a mudanças tarifárias.

Para o especialista em Tecnologia para Logística Marítima, Marcos Silva, o impacto do tarifaço vai além do aumento direto de custos. “O tarifaço não afeta apenas a competitividade do produto, mas também altera fluxos comerciais, pressiona a previsibilidade das rotas e exige um nível muito maior de inteligência de dados para sustentar decisões operacionais”, ressalta.

Segundo Silva, a principal mudança em curso é estrutural, com o comércio marítimo passando a operar de forma mais sistemática sob um ambiente de incertezas. “O transporte marítimo entrou definitivamente na era da volatilidade. Sem visibilidade de fretes e capacidade e desempenho portuário, as empresas ficam expostas a ineficiências que antes eram diluídas pelo crescimento do comércio”, aponta.

Volatilidade nos fretes e nas rotas

Indicadores internacionais de frete, como o Shanghai Containerized Freight Index (SCFI) e o Drewry World Container Index, registraram oscilações relevantes ao longo de 2024 e 2025, refletindo ajustes de capacidade das grandes alianças marítimas e choques geopolíticos em rotas estratégicas.

Na avaliação de Silva, a elevação de tarifas tende a amplificar esse movimento ao provocar redirecionamento de cargas, mudança de origens produtivas e maior desequilíbrio na reposição global de contêineres. “Quando as tarifas sobem, o efeito não é linear. Há redistribuição de demanda entre rotas, o que pressiona a gestão de equipamentos e a formação de fretes. Isso torna o planejamento logístico muito mais dependente de modelos preditivos”, explica.

Reconfiguração dos fluxos

A leitura dos dados consolidados de 2025 já evidencia, na prática, os efeitos dessa reconfiguração do comércio global. Segundo análises da Datamar, o Brasil encerrou o ano com crescimento moderado nas exportações conteinerizadas de 2% e com avanço um pouco mais robusto nas importações, chegando a 4,4%.

De acordo com Silva, o desempenho sugere estabilidade, mas a análise detalhada revela movimentos estruturais relevantes ao longo do ano.  “As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 12,1% em 2025, refletindo diretamente mudanças tarifárias que impactaram os fluxos comerciais, sobretudo no segundo semestre. Em contrapartida, os embarques para outros mercados cresceram 4,1%, compensando parcialmente essa retração”, avalia.

Mesmo nesse contexto, o último trimestre do ano indicou uma inflexão positiva, com crescimento de 6% em relação ao quarto trimestre de 2024, sinalizando ajustes de rota e recomposição gradual da demanda internacional.

A segmentação por produto reforça o cenário de assimetria: cadeias como carnes, tabaco e produtos vegetais apresentaram crescimento, enquanto café, açúcar e madeira registraram quedas relevantes. “O número consolidado importa, mas ele esconde histórias muito diferentes por produto, mercado e momento do ano. É nesse nível de detalhe que estão os sinais que orientam decisões futuras”, destaca Silva.

Segundo ele, esse tipo de leitura só é possível com bases históricas robustas e modelos analíticos capazes de capturar mudanças estruturais. “O tarifaço acelera a necessidade de inteligência aplicada. Plataforma de inteligência de comércio marítimo permitem enxergar não apenas o que aconteceu, mas antecipar tendências em um ambiente de incerteza crescente”, pontua.

Digitalização ganha urgência

Esse cenário tem acelerado investimentos em plataformas de inteligência logística, integração de dados portuários e análise preditiva. Estudos da McKinsey e da UNCTAD já vinham apontando a digitalização do transporte marítimo como um dos principais vetores de eficiência da década, tendência que ganha tração adicional com o ambiente mais protecionista.

Para Silva, empresas que tratarem dados como ativo estratégico terão vantagem competitiva clara. “O tarifaço funciona como um catalisador da transformação digital no setor de shipping. Quem conseguir antecipar movimentos de mercado com base em dados terá mais resiliência operacional e melhor gestão de custos”, enfatiza.

Fonte: Assessoria Datamar
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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE

Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

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Foto: Divulgação

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.

O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.

A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.

A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul

República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Como funcionam as salvaguardas

Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:

  • Estabelecer cotas de importação;
  • Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
  • Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.

O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.

Fonte: Agência Brasil
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