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BRDE Labs PR anuncia sua quarta edição no Show Rural 2023 com tema “Inovação verde e de equidade”
Idealizado pelo BRDE, em parceria com a Aceleradora Hotmilk PUCPR e AMCHAM, o BRDE Labs foi elaborado com o objetivo de capacitar e acelerar o desenvolvimento do estado do Paraná

O programa de inovação e desenvolvimento BRDE Labs Paraná, anunciou sua quarta edição, na quinta-feira (09), durante o Show Rural 2023. Esse ano, o tema do programa é “Inovação verde e de equidade”, com desafios voltados para a área. As inscrições para as grandes empresas, que procuram ser âncoras no programa, já foram abertas e podem ser acessadas pelo site do BRDE.
A apresentação do BRDE Labs foi realizada no estande do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, com a presença do vice-governador Darci Piana, ocasião em lembrou que ações como as do BRDE o elevam ao patamar “de ser o maior banco de desenvolvimento do Sul do país”.
“Nesse ano, o BRDE toma mais essa iniciativa com o tema Inovação Verde e Equidade, tornando um processo onde hoje a inovação faz parte das ações do banco. E ano passado, o programa teve uma característica inovadora no Brasil, como a abertura de contratação do BRDE (poder público), das ideias apresentadas e selecionadas pelas startups com melhor desempenho nos quatro desafios propostos”, comentou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski. “E também aproveito para agradecer a todos os colaboradores pelo empenho em tornar o BRDE Labs um programa de sucesso”, concluiu.
O diretor da aceleradora Hotmilk PUCPR, Fernando Luciano reconheceu o valor da parceria com o BRDE.“Esse programa promove a cadeia de inovação tríplice hélice, universidade, setor produtivo e governo. Já foram impactadas 28 empresas âncoras, com 692 startups de 22 estados pelo Brasil, que se inscreverem, sendo 250 empresas por ano e tentando solucionar cerca de 61 desafios das grandes empresas. O BRDE tem esse apoio educacional, como faço contrato, quais os indicadores, trabalha todo o conjunto”, explicou. “Vamos trabalhar a partir de agora, na captação de todas as empresas interessadas, depois capacitar os times selecionados e gerar as conexões”.
“Nós tivemos o objetivo de apresentar o programa para o público, explicar como ele funciona e a sua missão”, contou a gerente de planejamento, Lisiane Astarita. “Estamos na fase de captar empresas do Paraná, que queiram buscar soluções para os seus desafios relacionados ao tema e se conectar com inovação aberta, para serem as âncoras da edição de 2023”.
Experiência Coopavel – A Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel) atuou como empresa âncora no BRDE Labs PR 2020, com o tema Agronegócio. A instituição recebeu o convite para ser uma das oito mentoras na primeira edição do programa, logo após o Show Rural 2020.
O gerente de tecnologia da informação da Coopavel, Rogério Aver, conta que a empresa se interessou pelo programa por conta da falta de conhecimento na área de inovação interna. A aceleradora Hotmilk foi de grande assistência durante o processo para que as startups e empresas se entendessem da melhor forma.
“Nós criamos uma comissão interna com gestores das áreas que queríamos que participassem e, trabalhando junto com a Hotmilk, foi uma metodologia fantástica”, relatou Rodrigo, durante o evento desta quinta-feira. “A experiência ressignificou a Coopavel por dentro, pois nos entendemos o que era inovação e como podíamos atuar com ela. Algo muito positivo, além de trazer duas startups para trabalhar conosco, o programa também despertou uma nova visão, de como é possível incluir a inovação no agronegócio.”
A equipe do banco, que também acompanhou o anúncio, foi composta pela; a analista de planejamento eco financeiro, Simone Marques; e os gerentes de planejamento adjuntos, Mateus Muller e Thais Paola Grandi.
O programa – Idealizado pelo BRDE, em parceria com a Aceleradora Hotmilk PUCPR e AMCHAM, o BRDE Labs foi elaborado com o objetivo de capacitar e acelerar o desenvolvimento do estado do Paraná, aproximando as startups do Governo, Universidade, Indústrias e do BRDE para a geração de inovação. O programa é estruturado de uma maneira inovadora, que promove a conexão entre empresas e startups, trabalhando de forma equilibrada com o ecossistema.

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento
Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.
O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.
Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.
No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.
A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.
Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.
A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo
Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.
A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.
As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.
Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação
Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.
O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.
Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”
A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.
O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.
Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”
A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.
Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.
Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.



