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BRDE firma convênio de R$ 15 milhões com a LAR para ampliar crédito ao produtor

Acordo no Show Rural fortalece atuação da LAR Credi e inclui parceria com a Acic Cascavel para facilitar financiamento a empresas do Oeste paranaense.

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Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria

O governador em exercício do Paraná, Darci Piana, participou nesta quarta-feira (11), no Show Rural Coopavel 2026, em Cascavel, da assinatura de dois convênios do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) voltados à ampliação do acesso ao crédito e ao fortalecimento da atividade produtiva nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado.

Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria

O destaque da agenda foi a formalização de um convênio operacional de R$ 15 milhões com a Cooperativa LAR. O acordo amplia a oferta de crédito do BRDE por meio do cooperativismo, beneficiando agricultores e empresas atendidos pela LAR Credi, braço financeiro da cooperativa.

A iniciativa reforça o papel da LAR como agente estratégico na intermediação de recursos para o setor produtivo, fortalecendo cadeias agroindustriais e ampliando a capacidade de investimento no campo e na indústria regional.

Na mesma solenidade, o BRDE firmou parceria com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC), criando uma nova frente de apoio às empresas associadas da região Oeste, com facilitação no acesso às linhas de financiamento do banco. “É uma importante facilitação no acesso ao crédito, conforme orientação do nosso governador Ratinho Junior. Isso permite que, não apenas, mas principalmente pequenas e médias empresas e produtores rurais tenham dinheiro à disposição para investir e fazer a economia crescer ainda mais”, afirmou Piana.

Crédito via cooperativa fortalece agro

O convênio com a LAR consolida uma estratégia de ampliação da capilaridade do BRDE por meio das cooperativas de crédito e produção. A operacionalização de R$ 15 milhões permitirá que produtores rurais e empresas vinculadas à LAR Credi tenham acesso facilitado a recursos para custeio, modernização e expansão de suas atividades.

Durante o evento, o diretor-presidente da LAR Cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues, destacou o histórico da instituição financeira no

Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria

apoio ao cooperativismo paranaense. “Toda a equipe do BRDE faz um belíssimo trabalho, uma entidade que nos seus 65 anos, foi uma fomentadora do cooperativismo no Paraná. Então esse reconhecimento pela Lar e acredito que todas as cooperativas gostariam de fazer esse reconhecimento”, afirmou.

A assinatura ocorre no contexto da programação especial dos 65 anos do BRDE, celebrados em 2026, e reforça a integração entre banco de fomento e cooperativas como vetor de desenvolvimento regional.

Parceria com ACIC 

A parceria com a ACIC, que reúne mais de 3,5 mil empresas associadas, é resultado de um projeto-piloto já implementado com associações comerciais de Londrina (ACIL) e Maringá (ACIM). O objetivo é ampliar o acesso das empresas às linhas do banco, com potencial impacto na geração de emprego e renda. “O papel do BRDE é justamente impulsionar o desenvolvimento regional. Esse convênio amplia o alcance do crédito e facilita o acesso das empresas da região a recursos para investir e crescer”, avaliou o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia.

Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria

Pelo modelo firmado, empresas indicadas pela ACIC poderão acessar operações diretas do BRDE para financiamentos acima de R$ 800 mil. Além disso, haverá uma plataforma de crédito simplificada, voltada exclusivamente para operações indicadas por parceiros institucionais, com valores entre R$ 50 mil e R$ 200 mil. “É uma satisfação muito grande a ACIC estar como representante do BRDE nesse programa, nessa iniciativa de crédito fácil. É uma linha de crédito que vai favorecer bastante, vai trazer recursos para o nosso comércio de Cascavel”, afirmou o presidente da ACIC, Marcio Luiz Blazius.

Entre os diferenciais da parceria está a dispensa da tarifa de cadastro para empresas encaminhadas pela associação, além de maior agilidade na análise e tramitação dos processos de financiamento.

Incentivos fiscais beneficiam saúde, esporte e cultura

Durante a agenda no estande do BRDE, também foram entregues certificados de incentivo fiscal a três instituições da região Oeste, contempladas com projetos nas áreas de saúde, esporte e cultura. Juntas, receberam cerca de R$ 384 mil por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), da Lei de Incentivo ao Esporte e da Lei de Incentivo à Cultura.

Na área de saúde, a União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer (Uopeccan) foi beneficiada com o projeto Mais Vida, Mais Esperança. No esporte, recebeu apoio a Associação Desportiva Atletas do Futuro de Cascavel (ADAF). Já na cultura, o projeto Música na Escola – Extensão, da BWA Assessoria e Consultoria, foi contemplado via Lei de Incentivo à Cultura.

No Paraná, o BRDE destinou neste ano R$ 2,83 milhões para 67 projetos por meio de mecanismos de incentivo fiscal, o maior volume já

Governador em exercício do Paraná, Darci Piana: “É uma importante facilitação no acesso ao crédito. Isso permite que, não apenas, mas principalmente pequenas e médias empresas e produtores rurais tenham dinheiro à disposição para investir e fazer a economia crescer ainda mais” – Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria

aportado pelo banco nessa modalidade no Estado.

Presença estratégica no Show Rural

A participação do BRDE no Show Rural Coopavel 2026 inclui atendimento técnico e institucional para apresentação de soluções de crédito voltadas a produtores rurais, cooperativas e empresas. A atuação na feira integra as comemorações dos 65 anos da instituição. “É obrigação do BRDE oferecer recursos com juros diferentes das taxas dos bancos comerciais, essa é a razão da nossa existência, em benefício da economia do Sul do Brasil”, comentou o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves.

Durante o evento, o banco também apresenta resultados das operações realizadas no Estado e promove iniciativas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo paranaense, com foco em desenvolvimento regional, inovação, sustentabilidade e inclusão social.

Interessados podem acessar o site do BRDE ou procurar diretamente as agências da instituição para conhecer as linhas de financiamento disponíveis.

Fonte: O Presente Rural com AEN-PR

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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