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BRDE e Frimesa assinam contrato de R$ 22,45 milhões para incrementar produção de suínos no oeste do Paraná
Assinatura foi realizada na Ocepar, com recursos do Finame Prodecoop por meio da linha BRDE Agro.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), assinou nesta sexta-feira (15/09) contrato com a Frimesa Cooperativa Central, no valor de R$ 22.455 milhões, na sede da Ocepar. O financiamento faz parte da linha BRDE Agro, com recursos do Finame Prodecoop, programa com objetivo de apoio ao desenvolvimento cooperativo para agregação de valor à produção agropecuária, com crédito para a modernização de sistemas produtivos e de comercialização do complexo agroindustrial das cooperativas brasileiras.
O diretor-financeiro do BRDE, Wilson Bley Lipski ressaltou que essa contratação, “demonstra a parceria do Governo do Estado, através do banco com as cooperativas, trazendo grande resultado e desenvolvimento ao Paraná. E com a Frimesa alinhada à pauta ESG, ratifica o compromisso com o Banco Verde e as premissas de referência de sustentabilidade, outra diretriz importante do governador Carlos Massa Ratinho Júnior”.
O investimento da Frimesa será destinado a aquisição de um túnel de congelamento para o abatedouro de suínos localizado em Assis Chateaubriand – PR. A planta foi inaugurada pela Cooperativa em dezembro de 2022, e terá capacidade para abater 15.000 suínos/dia quando estiver operando a plena capacidade. “Esse contrato é importante para a cooperativa e os recursos já estão sendo aplicados, embora estivesse previsto para para 2025. Como os abates foram antecipados para chegar ao final do ano, com primeira etapa concluída, nós precisamos acelerar”, explicou o presidente da Frimesa, Elias Zydek. O BRDE é um parceiro desde início das atividades da Frimesa, sempre facilitando nossos projetos com financiamentos de médio e longo prazo”, concluiu.
BRDE Agro
O BRDE realizou contratos em programas semelhantes ligados ao agronegócio no Paraná, no valor total de aproximadamente R$ 3 bilhões, no período de 2019 até agosto passado. A partir de 2021, essa linha de financiamento passou a ser denominada BRDE Agro, que opera em projetos de toda a cadeia produtiva do agronegócio. Compreende os investimentos ligados a este segmento, do fornecimento de insumos à distribuição e comercialização de produtos como Agronegócio Sustentável, armazenagem, irrigação, inovação e modernização, máquinas e equipamentos, cooperativas agroindustriais, agronegócio empresarial e convênios de agronegócio.
O financiamento da Frimesa, está enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 8 (crescimento econômico); 12 (consumo e produção responsáveis) e o 2 (fome zero e agricultura sustentável). Aproximadamente 80% das operações realizadas pelo BRDE, há aderência ao menos a um ODS. “Frimesa grande parceira do Paraná, que sempre contribui com o desenvolvimento socioeconômico do estado. O BRDE tem um histórico de apoio aos empreendimentos desta cooperativa, atualmente tem cerca de 30 contratos ativos e o principal, as práticas de ESG e de ODS implantadas, ratificam o nosso trabalho como Banco Verde. É dessa forma que o BRDE pretende se aliar às boas práticas de projetos verdadeiramente sustentáveis, construindo um futuro melhor”, analisou o diretor administrativo do banco, João Biral Junior.
Participaram do evento, o presidente da Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), José Roberto Ricken , o do BRDE, o gerente de operações Sérgio Sato, a gerente adjunta de planejamento Thais Grandi, o gerente de operações adjunto de grandes empresas Tiago Pesch, o analista de planejamento eco-financeiro Paulo Marques.

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Brasil e Costa Rica ampliam parceria estratégica no agronegócio
Agenda bilateral avançou em cooperação técnica, inovação, intercâmbio genético e financiamento sustentável, com foco em bioinsumos e agricultura de baixo carbono.

O secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, e o vice-ministro do Ministério da Agricultura e Pecuária da Costa Rica (MAG), Fernando Vargas, reuniram-se em uma agenda conjunta voltada ao fortalecimento da cooperação bilateral no setor agropecuário, com foco em sustentabilidade, bioinsumos, inovação tecnológica, intercâmbio de material genético e financiamento da agricultura de baixo carbono.
Durante o encontro, a Costa Rica apresentou os avanços na construção de sua Estratégia Nacional de Bioinsumos, desenvolvida com forte referência na experiência brasileira. O país destacou o objetivo de reduzir o uso de insumos químicos na agricultura e ressaltou a experiência do Brasil em registro, validação científica e uso de bioinsumos em escala.
A delegação brasileira compartilhou os resultados do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que, desde 2010, viabilizou a adoção de tecnologias sustentáveis em mais de 50 milhões de hectares e contribuiu para a mitigação de cerca de 60 milhões de toneladas de CO₂. O Brasil reafirmou a disposição em compartilhar metodologias e boas práticas que poderão apoiar as metas costarriquenhas.

Foto: Ministerio de Agricultura y Ganaderia da Costa Rica (MAG)
Outro tema central da reunião foi o interesse do Instituto Nacional de Inovação e Transferência em Tecnologia Agropecuária (INTA), da Costa Rica, no intercâmbio de material genético animal e vegetal com o Brasil. A delegação brasileira manifestou apoio à iniciativa, destacando a necessidade de avanços nos protocolos sanitários para viabilizar o intercâmbio seguro entre ambos os países.
A Costa Rica também demonstrou interesse em tecnologias brasileiras de agricultura digital, incluindo o uso de drones, estações meteorológicas e ferramentas de monitoramento climático aplicadas à extensão rural.
No campo sanitário, houve avanços em temas prioritários da agenda bilateral, com destaque para a organização de auditoria voltada à habilitação de estabelecimentos brasileiros. As delegações também discutiram o fortalecimento da cooperação institucional entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Nacional de Saúde Animal da Costa Rica (Senasa).
No âmbito do financiamento, a Costa Rica apresentou seu novo programa nacional inspirado no ABC, voltado ao apoio a produtores que adotem práticas sustentáveis, com foco inicial em pecuária, café e cana-de-açúcar.
O encontro contou ainda com a participação da encarregada de negócios da Embaixada do Brasil em San José, Maria Aparecida Weiss; da diretora de Cooperação Internacional do MAG, Adriana Lobo; da chefe de Extensão de Serviços Agropecuários do MAG, Karla Mena; do diretor-executivo do INTA, José Roberto Camacho; da adida agrícola do Mapa na Costa Rica, Priscila Rech Pinto Moser; da assessora da Secretaria-Executiva do Mapa, Sibelle Silva; além de representantes da Embaixada do Brasil em San José.
Contexto econômico
Com cerca de 5,1 milhões de habitantes, a Costa Rica possui um PIB estimado em US$ 64,3 bilhões e PIB per capita aproximado de US$ 12,6 mil. O setor agrícola tem papel relevante na economia do país, sendo o segundo maior gerador de divisas, atrás apenas do setor de equipamentos médicos, enquanto o setor alimentício ocupa a terceira posição.
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Show Rural Coopavel deve levar mais de 400 ônibus de produtores a Cascavel
Coopavel mobiliza filiais e entidades parceiras para trazer caravanas de várias regiões do Paraná e de outros estados à 38ª edição do evento, que ocorre de 9 a 13 de fevereiro e reúne cerca de 600 expositores do Brasil e do exterior.

Além da Fetaep, Faep, IDR, Projeto Vitórias e outras entidades parceiras, a Coopavel organiza as suas 34 filiais para trazer caravanas de produtores rurais à 38ª edição do Show Rural Coopavel. A expectativa é que mais de 400 ônibus, das mais diferentes regiões do Paraná e de outros estados, desloquem-se diariamente a Cascavel no período de 9 a 13 de fevereiro para conhecer as mais recentes inovações, lançamentos e tendências apresentadas pelos 600 expositores presentes ligados à cadeia do agronegócio do Brasil e também do exterior.
“Fizemos um planejamento cuidadoso e há pelo menos três meses estamos mobilizando cooperados, produtores rurais e técnicos de toda a área de abrangência da Coopavel, que atua em 21 municípios do Oeste e Sudoeste do Paraná”, comenta o gerente de Filiais Oeste, Roberto Painelli, responsável por organizar as comitivas da área de atuação da cooperativa. “Os convidados que integrarão as caravanas não terão nenhum custo de deslocamento e visitação, tudo para que possam ter contato com as novidades que vão ser demonstradas durante os cinco dias de Show Rural”.
Compartilhamento
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, destaca que a disseminação de conhecimentos, permitindo ao agropecuarista produzir mais, melhor e de forma sustentável, é um dos principais mandamentos do evento técnico oficialmente iniciado em 1989. “Criamos o Show Rural com o propósito de acelerar o compartilhamento de informações sobre inovações e tecnologias, fazendo com que, de forma rápida e eficiente, o produtor utilize esse conhecimento para potencializar o seu negócio”. E esse processo de transferência de tecnologia está tão rápido e dinâmico, observa Dilvo, que a produção que está agora no campo já pertence ao passado, devido ao acelerado movimento que toma conta do agronegócio mundial.
Transformadoras
Além de produtores rurais, o Show Rural Coopavel é frequentado por mulheres e filhos de agricultores, técnicos, diretores de grandes empresas do setor e entidades dos mais variados segmentos produtivos e também por acadêmicos de cursos de graduação ligados ao agro e alunos de escolas técnicas. “Todos vêm ao parque com a mesma finalidade: ver, conhecer e tirar dúvidas sobre novidades transformadoras, desenvolvidas por uma grande cadeia produtiva e de negócios responsável por colocar alimento na mesa de habitantes todo mundo todo”, conforme Dilvo.
Uma das principais contribuições do Show Rural nesses anos todos, conforme o presidente da Coopavel, tem sido disseminar conhecimentos que permitiram elevar significativamente as produtividades das principais commodities cultivadas no Oeste do Paraná. O aumento da produtividade, principalmente nos últimos 20 anos, foi superior a 200% nos cultivos de soja e milho, fazendo da região, do Estado e do Brasil um dos principais produtores desses grãos no planeta.
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Abertura da Colheita do Milho vira palco de debates estratégicos no Rio Grande do Sul
Evento em São Borja reúne nesta semana produtores, autoridades e especialistas para discutir tecnologia, irrigação e mercado.

A 13ª Abertura da Colheita do Milho no Rio Grande do Sul será realizada entre quinta (22) e sexta-feira (23), em São Borja, reunindo produtores rurais, autoridades, técnicos, pesquisadores e representantes de entidades ligadas ao agronegócio. Mais do que um ato simbólico, o encontro se consolida como um espaço de debate técnico, troca de experiências e difusão de tecnologias voltadas à cadeia produtiva do milho.
A proposta do evento é conectar produtores e empresas do setor, com foco na apresentação de inovações em manejo, tecnologias de produção e análises atualizadas de mercado. A programação tem início às 17h30, no Parque de Exposições Serafim Dornelles Vargas, com mesas-redondas dedicadas à eficiência produtiva, manejo de lavouras, uso de bioinsumos e estratégias de controle de pragas.

Foto: Shutterstock
Às 18h45, o debate se volta à irrigação, com a discussão sobre adequação de práticas de manejo para o milho irrigado, diferentes modalidades de irrigação e os aspectos da legislação ambiental relacionados à reservação de água. A programação da noite será concluída com palestras sobre as perspectivas do agronegócio e a análise do mercado de milho.
Na sexta-feira, a partir das 07h30, as atividades seguem na Agropecuária Santos Reis, com recepção, credenciamento e visita à área demonstrativa. O espaço contará com ensaio de 24 híbridos de milho de oito empresas, além de demonstrações de bioinsumos, manejo de adubação e sistemas de irrigação, em trabalhos conduzidos pela Emater/RS-Ascar.
O ponto alto da programação ocorre às 11 horas, com o ato oficial de Abertura da Colheita do Milho no Rio Grande do Sul, que contará com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, além de autoridades estaduais, regionais e municipais.
A 13ª edição do evento é uma realização da Prefeitura de São Borja, com apoio de entidades, instituições técnicas e empresas do setor agrícola. A iniciativa busca fortalecer a integração regional, estimular a circulação de conhecimento e reforçar o papel estratégico da cultura do milho no desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.



