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BRDE e Agência Francesa de Desenvolvimento celebram parceria de 120 milhões de euros para novos investimentos na Região Sul
Operação assinada nesta sexta-feira (06), em Paris, é a maior já realizada entre as duas instituições.

Com foco prioritário em projetos de alto impacto em favor do meio ambiente e do clima, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) celebraram, nesta sexta-feira (06), uma operação de 120 milhões de euros (cerca de R$ 770 milhões pela cotação atual) para novos financiamentos nos estados do Sul do país. É o quarto contrato estabelecido entre as duas instituições, o maior em termos de volume de recursos desde o início da parceria.
O termo foi assinado durante o Fórum Econômico Brasil-França, que acontece em Paris reunindo autoridades e líderes empresariais dos dois países para discutir temas como transição energética, inovação, oportunidades de negócios e investimentos.
O ato contou com as presenças do diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, e do diretor-geral da AFD, Rémy Rioux. A nova operação terá como prioridade financiar iniciativas voltadas à agricultura sustentável, geração de energias limpas e renováveis, uso racional e eficiente da água, gestão de resíduos e reciclagem e cidades sustentáveis. “A Agência Francesa de Desenvolvimento tem sido uma parceira essencial para o Sul do Brasil, especialmente para o Paraná, em uma colaboração de quase uma década por meio do BRDE. Diversas cidades, como Curitiba e Toledo, já se beneficiam dos recursos aplicados em projetos sustentáveis, energias renováveis e mobilidade urbana” comentou o diretor administrativo Heraldo Neves.
Resiliência
O apoio a projetos nas áreas da educação, serviços de saúde, preservação cultural e respostas a desastres naturais é uma das grandes novidades da parceria. “A diversidade do apoio do Grupo AFD a projetos em áreas como educação, saúde, preservação cultural e infraestrutura sustentável é uma das especificidades da parceria que nos une ao BRDE. Um ano após as inundações que atingiram o Sul do Brasil, estamos juntos mobilizados, com esta quarta operação, para fortalecer a resiliência dos territórios da região Sul, integrando uma abordagem inovadora em termos de preparação e gestão de desastres naturais”, disse Rémy Rioux.
René Garcia, vice-presidente do BRDE, complementou “cada recurso aplicado neste acordo representa um avanço na reconstrução das regiões afetadas, fortalecendo comunidades e promovendo um desenvolvimento sustentável que vai além do aspecto econômico — impactando também o social e o ambiental. O apoio internacional que recebemos reafirma a importância da cooperação entre países, garantindo melhor infraestrutura, serviços essenciais e um planejamento eficiente para que possamos enfrentar desafios futuros com resiliência.”
A celebração da nova operação contou, também, com as presenças do ministro de Comércio Exterior da França, Laurent Saint Martin; do diretor Financeiro do BRDE, João Paulo Kleinübing, do diretor-adjunto da AFD no Brasil, Léo Gaborit, e do secretário estadual da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum,. O valor contratado permitirá financiamentos para projetos de diferentes portes (empresas, cooperativas, setor público, produtores rurais e micro e pequenas empresas). Pelas condições acertadas entre as duas instituições, as linhas de crédito terão carência de até três anos.
Histórico
A cooperação entre o BRDE e a AFD começou em 2018, com o montante de 50 milhões de euros. Em 2020 a parceria subiu para 70 milhões de euros e em 2022 para 100 milhões, como parte de um esforço conjunto para estimular a retomada da economia sustentável nos três estados do Sul. A parceria já acumula cerca de 340 milhões de euros, sendo aproximadamente 101 milhões de euros em aplicações no Paraná.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



