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BRDE alcança R$ 2,2 bilhões em novas contratações no Paraná e tem crescimento de 8% em 2025
Considerando os três estados do Sul onde o banco atua, além do Mato Grosso do Sul, o total contratado alcançou cerca de R$ 5,68 bilhões, com o Paraná responsável por quase 40% desse montante.

Com 5.707 novas operações, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registrou R$ 2,244 bilhões em contratações no Paraná em 2025, cifra que representa um avanço de 8,4% em relação ao ano anterior. Considerando os três estados do Sul onde o banco atua, além do Mato Grosso do Sul, o total contratado alcançou cerca de R$ 5,68 bilhões, com o Paraná responsável por quase 40% desse montante.
O desempenho é reflexo também do aumento nas aprovações de crédito, que somaram R$ 4,44 bilhões em 2025, mais da metade destinada a produtores rurais e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Na Agência Curitiba do BRDE, a abertura de crédito havia sido de R$ 3 bilhões em 2024, ou seja, houve avanço de 48% no ano passado. As movimentações elevaram a carteira de crédito ativa no Paraná para mais de R$ 8,5 bilhões. Em apenas dois anos, o crescimento superou R$ 2 bilhões, o que representa mais de 30% de expansão.
Segundo o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, os números refletem o papel do banco na economia real. “Esse volume de contratações mostra que o crédito está chegando onde ele realmente faz diferença: na produção, no emprego e na renda. O BRDE atua para transformar financiamento em investimento produtivo, apoiando empresas, produtores rurais e o setor público, com impacto direto no desenvolvimento econômico e social do Paraná”, afirmou.
Setores produtivos
No agronegócio, o Paraná fechou o ano com R$ 1,2 bilhão em novos contratos. Setorialmente, comércio e serviços registraram R$ 923,7 milhões, enquanto a indústria somou R$ 377,7 milhões, impulsionada por investimentos em inovação e no desenvolvimento de novos produtos.
O BRDE aportou R$ 232,2 milhões em linhas voltadas à inovação e modernização, ampliando o apoio a empresas que investem em novos produtos, processos e serviços, além de iniciativas de atualização tecnológica e ganho de competitividade. Os recursos podem ser direcionados tanto à modernização de instalações e aquisição de equipamentos quanto à incorporação de soluções digitais, desenvolvimento de projetos e qualificação de operações, em iniciativas voltadas ao fortalecimento do crescimento sustentável dos negócios paranaenses em diferentes setores.
As micro, pequenas e médias empresas foram beneficiadas com R$ 579,6 milhões em contratações no Paraná. Já os produtores rurais registraram R$ 729,5 milhões na região paranaense, valor 43% superior ao do ano anterior. Os investimentos de grandes empresas somaram R$ 840,4 milhões em financiamentos aprovados ao longo do ano. Para obras de urbanização, resiliência e prevenção a eventos climáticos, saneamento, iluminação pública e outras iniciativas de infraestrutura, as prefeituras contrataram mais de R$ 95 milhões.
Mantendo o desempenho positivo do período anterior, as parcerias em projetos de geração de energia com fontes renováveis e de maior eficiência energética no Paraná chegaram a R$ 132 milhões em 2025.
Parcerias internacionais
O ano de 2025 também foi marcado pela diversificação das fontes de recursos das contratações do BRDE no Estado. O banco fechou o período com cerca de R$ 240 milhões em fundings internacionais. Já a participação do BNDES, principal parceiro operacional da instituição, somou R$ 1,1 bilhão nas contratações paranaenses.
Atualmente, o BRDE mantém carteira ativa de R$ 24,6 bilhões e opera no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estados controladores, além do Mato Grosso do Sul.
Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, os resultados reforçam a relevância do Estado na estratégia do banco. “O Paraná tem se destacado pela diversidade de projetos e pela capacidade de absorver crédito em diferentes setores da economia. O BRDE está presente tanto no apoio ao pequeno empreendedor quanto em grandes investimentos estruturantes, sempre com foco no desenvolvimento regional”, destacou.
65 anos de desenvolvimento
Em 2026, o BRDE completa 65 anos de atuação. Ao longo de seis décadas e meia, acompanhou as mudanças no perfil produtivo da Região Sul, apoiou ciclos de industrialização, a modernização do agronegócio e a expansão da infraestrutura, direcionando sua atuação, mais recentemente, à inovação, à sustentabilidade e à inclusão social como eixos estratégicos, sem perder de vista o compromisso com um desenvolvimento regional equilibrado e duradouro.
De acordo com o diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves, a solidez do banco está diretamente ligada à forma responsável de crescer. “O BRDE tem apresentado um crescimento robusto, consistente e controlado, com baixa inadimplência. Não se trata apenas de ampliar a carteira, mas de garantir resultados, rentabilidade e segurança, preservando a capacidade do banco de seguir apoiando o desenvolvimento regional no longo prazo”, afirmou.
Portfólio
O avanço nas contratações vem acompanhado de um portfólio diversificado de linhas de financiamento, que reforça o papel do BRDE como agente de desenvolvimento regional. O Meu Microcrédito atende microempreendedores individuais e profissionais autônomos, oferecendo recursos para capital de giro, reformas e aquisição de equipamentos em condições simplificadas. O Meu Negócio foi desenhado para pequenas empresas que buscam expansão e modernização, apoiando a consolidação de atividades em diferentes setores da economia.
O Crédito Simples BRDE garante agilidade e flexibilidade para empresas que necessitam de soluções rápidas, enquanto o Mais Turismo fortalece empreendimentos ligados à cadeia turística, incentivando hospedagem, lazer e serviços em regiões com potencial de atração de visitantes. Já o Jovem Empreendedor estimula iniciativas de quem está iniciando sua trajetória empresarial, com crédito acessível e condições especiais.
No campo, o Meu Agro oferece crédito subsidiado para projetos de modernização da produção, irrigação, aquisição de máquinas e equipamentos e geração de energia renovável. A linha contempla ainda projetos de biomassa e biogás, além de apoiar atividades ligadas à pecuária de leite e corte, piscicultura e turismo rural, sempre com condições diferenciadas que favorecem a inclusão produtiva e o equilíbrio ambiental.
Para conhecer as linhas e acessar os detalhes das possibilidades, basta visitar o site do BRDE ou procurar as agências da instituição.

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.



