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BRDE alcança mais de R$ 1,5 bilhão em contratações no Paraná em 2025

Dois setores dominam a maior parte das operações de crédito: a agropecuária, com 41,4% do valor movimentado e comércio e serviços, com uma fatia de 36,8% do bolo.

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Foto: Rodolfo Bührer

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) contratou até 24 de outubro deste ano pouco mais de R$ 1,5 bilhão somente em operações por meio da agência do BRDE no Paraná, ajudando a impulsionar a economia local. Os números são da própria instituição financeira de fomento, que apoia projetos de desenvolvimento econômico e social nos estados da Região Sul. O banco alcançou nesse período a marca de 4.837 contratos em território paranaense.

Dois setores dominam a maior parte das operações de crédito: a agropecuária, com 41,4% do valor movimentado – o que significa algo em torno de R$ 645 milhões; e comércio e serviços, com uma fatia de 36,8% do bolo, o que representa um montante de cerca de R$ 574 milhões. Outros dois segmentos compõem a lista de áreas atendidas pelo banco. A indústria foi responsável por 13,8% das contratações, enquanto a infraestrutura amealhou 8%. Esses percentuais correspondem a R$ 215 milhões e R$ 125 milhões, respectivamente.

Fotos: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

“Tem sido um ano desafiador para crédito, notadamente em função das taxas de juros, no cenário macroeconômico, mas o BRDE tem conseguido cumprir o seu orçamento, especialmente no Paraná. Prevemos fechar 2025 com crédito concedido acima de R$ 2 bilhões. É o desafio da nossa equipe para o restante do ano, mantendo o foco na busca de clientes de pequeno porte – sem concorrer com a Fomento Paraná, que faz microcrédito –, mas atendendo um público que é prioridade para o Estado”, comentou o diretor vice-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior.

Segundo ele, apesar do foco em empreendimentos de menor porte, há oportunidades para todos os tamanhos de clientes corporativos. “Não deixamos de atender também projetos das médias e grandes empresas, projetos de infraestrutura, como por exemplo os projetos de geração de energia, que continuam com demanda e que o BRDE está com as portas abertas para financiar”, complementou.

Com uma de suas três agências localizada em Curitiba, o BRDE chega a praticamente todos os cantos do Paraná. Ao todo, empreendedores de 381 dos 399 municípios paranaenses têm negócios com o banco, o que significa aproximadamente 95% das cidades do Estado.

Considerando a divisão por tipo de clientes, os produtores rurais formam o grupo mais numeroso, sendo responsáveis por 87% do número de contratos assinados em 2025 – ou seja, 4.210 de 4.837. Em termos financeiros, eles contrataram quase R$ 593 milhões, ou 38% do total. O cenário é bem semelhante ao das grandes empresas, cujas operações somam apenas 76, mas envolvem cifras muito relevantes: R$ 591 milhões (37,9%). São os dois principais extratos atendidos.

Quem também ocupa uma parcela importante das operações são as pequenas empresas. Ao todo, 306 contratos são desse tipo de negócio, envolvendo R$ 180 milhões (11,5%). Já as microempresas têm uma realidade peculiar. Embora tenham o terceiro maior número de contratações, 214, os valores são mais discretos, abarcando aproximadamente R$ 26 milhões, apenas 1,7% do montante concedido pelo BRDE. São negócios que buscam créditos de menor vulto.

O banco também é procurado por empresas de médio porte, que representam somente 0,5% dos contratos assinados (28) e 4,8% das cifras movimentadas (R$ 74 milhões). Há ainda a contratação de créditos por parte das prefeituras municipais, que são bem menos frequentes, mas que tratam de valores mais altos. Neste ano, foram três operações desse tipo, com quase R$ 95 milhões em recursos negociados – 6,1% do total.

Em geral, 74,7% de toda a carteira do BRDE estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, incluindo programas de energia renovável, saneamento, agricultura de baixo carbono e eficiência energética, além de incentivos a práticas ESG (ambientais, sociais e de governança).

Para conhecer as linhas e acessar os detalhes das possibilidades basta acessar o site oficial do BRDE ou procurar as agências.

Fonte: AEN-PR

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Pesquisa revela que 65% dos produtores acreditam ser vistos de forma negativa pela população urbana

Levantamento da ABMRA mostra diferença entre a percepção dos produtores rurais e a avaliação dos brasileiros sobre o agronegócio.

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Foto: Shutterstock

A percepção dos produtores rurais sobre a própria imagem junto à sociedade urbana revela um distanciamento em relação à forma como o agronegócio é avaliado pela população brasileira. Dados inéditos da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural mostram que 65% dos produtores acreditam ser vistos de forma negativa pelos moradores das cidades.

Foto: Divulgação

O levantamento aponta ainda que apenas 5% dos produtores avaliam que a população urbana tem uma visão positiva sobre eles, enquanto 30% consideram que essa percepção é neutra.

Realizada pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), a pesquisa é considerada um dos principais levantamentos sobre comportamento, percepções e tendências do produtor rural brasileiro. Nesta edição, foram entrevistados presencialmente 3.100 produtores em 16 estados, envolvendo 15 culturas agrícolas e quatro cadeias pecuárias.

Presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural, Ricardo Nicodemos: “A diferença entre a percepção do produtor e a da sociedade mostra a urgência de fortalecer a imagem do setor, que por décadas tem sido renegada” – Foto: Divulgação/ABMRA

O resultado chama atenção quando comparado a outro levantamento apoiado pela própria ABMRA, a pesquisa “Percepções Sobre o Agro: o que pensa o brasileiro”. Nesse estudo, sete em cada dez brasileiros declararam ter uma visão positiva sobre o agronegócio.

Apesar desse resultado, 30% dos entrevistados afirmaram ter uma percepção desfavorável sobre o setor. Entre esse grupo, 51% são jovens entre 15 e 29 anos.

Os dados indicam uma diferença entre a percepção dos produtores sobre sua reputação e a avaliação geral da sociedade sobre o agronegócio. Enquanto a maioria dos brasileiros declara uma visão positiva do setor, parte significativa dos produtores acredita que essa imagem não se reflete na população urbana.

Segundo o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, os números mostram a necessidade de ampliar a comunicação entre o campo e a cidade e construir uma estratégia permanente de relacionamento com a sociedade. “O agro brasileiro evoluiu muito nas últimas décadas. Produzimos mais com inovação, incorporamos tecnologia, avançamos em sustentabilidade e nos tornamos uma referência mundial. Mas essa transformação precisa ser acompanhada por uma estratégia consistente de comunicação. A diferença entre a percepção do produtor e a da sociedade mostra a urgência de fortalecer a imagem do setor, que

Foto: Jonathan Campos

por décadas tem sido renegada”, afirma.

Campanha busca aproximar campo e cidade
A diferença de percepção identificada pela pesquisa é uma das bases do Projeto Marca Agro do Brasil, iniciativa voltada à construção da imagem do agronegócio brasileiro e à aproximação com a sociedade.

Um dos filmes que integram a campanha será apresentado durante o GAFFFF Sorriso, em Mato Grosso, nesta sexta-feira (25), no painel “Recuperando a Narrativa a favor do Agro em todo o Mundo”.

Além da publicidade em diferentes plataformas, o projeto prevê a criação de um hub de conteúdos e ações de aproximação em escolas e espaços públicos, como shoppings centers.

Foto: Divulgação

A campanha terá como personagem principal Aninha, uma jovem criada a partir dos estudos realizados durante a construção do projeto. A personagem representa parte do público jovem que possui uma visão desfavorável ao agronegócio e foi desenvolvida para dialogar com esse grupo.

Antes da definição da estratégia, os conceitos da campanha passaram por etapas de validação com o público. Inicialmente, 4.200 brasileiros avaliaram seis propostas criativas. As alternativas com melhor desempenho foram analisadas por um grupo de 100 conselheiros ligados ao projeto e, posteriormente, submetidas a novas pesquisas qualitativas e quantitativas.

A etapa final contou com a participação de 380 pessoas de diferentes perfis e faixas etárias em todo o Brasil, com

Foto: Divulgação

atenção especial ao público jovem. “Toda estratégia de comunicação precisa partir de evidências. Antes de desenvolver as peças, buscamos entender como o agro era percebido pela sociedade e validar os caminhos criativos que sensibilizavam as pessoas em diferentes etapas de pesquisa. Reputação se constrói com histórias reais, fatos, diálogo e continuidade. Não podemos contar apenas com narrativas, precisamos de relevância, consistência e estar presente na vida das pessoas com a devida frequência”, afirma Nicodemos.

O Projeto Marca Agro do Brasil foi desenvolvido a partir dos resultados da pesquisa “Percepções Sobre o Agro: o que pensa o brasileiro” e reúne ações de comunicação, educação e relacionamento com diferentes públicos para apresentar informações sobre a produção agropecuária brasileira.

Fonte: Assessoria ABMRA
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Tesouro autoriza equalização de juros e libera operação das linhas do Plano Safra 2026/27

Portaria define regras para pagamento da subvenção às instituições financeiras e permite a contratação de financiamentos rurais com juros equalizados a partir desta safra.

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Foto: Fernando Dias

Tesouro Nacional publicou na quinta-feira (23) a portaria que regulamenta o pagamento da equalização das taxas de juros das operações de crédito rural do Plano Safra 2026/2027. A medida estabelece os critérios, limites e procedimentos para que instituições financeiras recebam a compensação pela diferença entre os juros cobrados dos produtores e o custo real dos financiamentos.

Foto: Shutterstock

Com a regulamentação, as linhas de crédito rural com juros equalizados passam a ter autorização operacional para a safra 2026/2027, período que começou em 1º de julho de 2026 e segue até 30 de junho de 2027.

A norma também contempla operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 para cooperativas agropecuárias vinculadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e ao Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Entre as linhas de financiamento incluídas estão recursos para custeio empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e programas voltados à produção sustentável.

Instituições autorizadas

Ao todo, 26 instituições financeiras estão habilitadas a operar os financiamentos com equalização de juros. A lista

Foto: Divulgação

inclui bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento.

A equalização funciona como uma compensação paga pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras para reduzir o custo das operações e permitir que produtores tenham acesso a taxas inferiores às praticadas no mercado.

Distribuição dos recursos

O Plano Safra 2026/2027 prevê R$ 141,8 bilhões em recursos equalizáveis. Desse total, R$ 97,5 bilhões serão destinados aos médios e grandes produtores rurais, enquanto R$ 44,3 bilhões serão direcionados à agricultura familiar.

A publicação da portaria era uma etapa necessária para operacionalizar as linhas com juros subsidiados anunciadas no lançamento do Plano Safra. Com a definição das regras, os agentes financeiros podem iniciar a contratação dos financiamentos dentro das condições estabelecidas para o novo ano agrícola.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil defende sistema de fiscalização e cobra reconhecimento das garantias sanitárias pela UE

Documentação apresentada pelo governo detalha mecanismos de fiscalização, rastreabilidade e certificação para carnes, ovos, mel e produtos da pesca destinados ao mercado europeu.

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Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que continuam em andamento as tratativas técnicas com a União Europeia sobre os requisitos sanitários relacionados ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Até o momento, segundo a pasta, as autoridades europeias ainda não apresentaram uma manifestação definitiva sobre a documentação encaminhada pelo governo brasileiro.

Foto: Shutterstock

O Brasil afirma que não solicitou flexibilização das regras sanitárias europeias e que o objetivo é demonstrar a capacidade do sistema oficial de defesa agropecuária em garantir o cumprimento das exigências estabelecidas pelos mercados importadores.

O país exporta produtos de origem animal para mais de 150 mercados, incluindo destinos considerados de alta exigência sanitária. Segundo o Mapa, essa presença internacional está relacionada aos mecanismos de fiscalização, rastreabilidade, monitoramento e certificação adotados pelo sistema oficial brasileiro.

Documentação enviada à União Europeia
O governo brasileiro já encaminhou à Comissão Europeia documentos técnicos com informações sobre os controles aplicados às cadeias de carne bovina, carne de aves, ovos, mel e produtos da pesca.

De acordo com o Mapa, o material apresenta os procedimentos utilizados para verificar a implementação das

Foto: Shutterstock

normas, fiscalizar os estabelecimentos, acompanhar a rastreabilidade dos produtos e garantir que apenas itens em conformidade sejam certificados para exportação.

A pasta destaca que as relações sanitárias internacionais dependem do reconhecimento dos sistemas oficiais de controle de cada país. Nesse modelo, cabe às autoridades competentes estabelecer regras, fiscalizar o cumprimento das normas, aplicar medidas corretivas quando necessário e certificar produtos aptos ao comércio internacional.

Exigências e certificação
O Brasil argumenta que a permanência na lista de países autorizados a exportar para a União Europeia não significa que todos os produtos estejam automaticamente habilitados para venda ao bloco.

Segundo o Mapa, a autorização representa o reconhecimento de que o país possui um sistema oficial capaz de assegurar que somente produtos que atendam integralmente aos requisitos sanitários sejam certificados.

Foto: Rodrigo Felix Leal

A disponibilidade de produtos elegíveis pode variar conforme o ciclo produtivo de cada cadeia, já que algumas exigências precisam ser cumpridas ao longo do tempo até que animais e produtos estejam adequados às regras europeias.

O ministério ressalta que essa diferença entre a existência de um sistema oficial de controle e a disponibilidade imediata de produtos aptos à exportação é parte do funcionamento dos mecanismos sanitários internacionais.

O governo brasileiro afirmou que seguirá o diálogo técnico com a União Europeia com base em critérios científicos, transparência e cooperação entre autoridades sanitárias.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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