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Brasileiros vivenciam "disrupção" em simpósio internacional de agronegócio

Evento atraiu cerca de 4 mil participantes e debateu a oportunidade do uso de tecnologias revolucionárias para o futuro do setor, em três dias de conferência

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Em sua 33ª edição, o ONE: Simpósio de Ideias Alltech bateu recorde de público com cerca de 4 mil participantes de quase 80 países. O Brasil se destacou com a presença de 300 representantes do agronegócio de todas as regiões do país, entre os quais estiveram executivos das maiores empresas do setor. O evento foi realizado em Lexington, no estado norte-americano do Kentucky, e contou com palestras de nomes considerados referências internacionais em ciência, agricultura e negócios. Foram o foco geral dos debates as tecnologias com potencial para revolucionar a produção e incentivar a revolução no campo.

Neste ano, o evento contou com a participação da maior comitiva brasileira em todos os simpósios já realizados pela Alltech. "O One representa uma excelente oportunidade para uma atualização, principalmente no que tange ao avanço tecnológico e como ele pode aumentar a eficiência da produção animal.", avalia a gerente de Marketing da Alltech do Brasil, Letícia Marodin.

Na avaliação do vice-presidente da Aurora Alimentos, Neivor Canton, a percepção do grupo brasileiro foi praticamente unanimidade em relação a qualidade do evento. "A seleção de palestrantes foi de primeira linha, com alto nível de aproveitamento dos temas explorados. Se constituiu de fato em um momento de atualização de conceitos e, sobretudo, para entendermos que a vida do empresário está submissa às vontades superiores da pesquisa e da ciência".

O vice-presidente participou ainda da programação do Presidents Club, voltada a CEOs e presidentes de empresas do mundo todo, e que antecede o simpósio. "Consideramos uma oportunidade ímpar para colocar nossas cabeças para pensar sobre o que nos espera para o futuro. O nome dado ao evento, de disrupção, fez jus aquilo que pudemos presenciar e participar", avalia.

Em todos os setores agrícolas estão surgindo tecnologias e aplicações digitais que estão desafiando os sistemas de produção e a cadeia, conhecidos como modelos "disruptivos", que estão criando modelos de negócios diferentes e permitido que os agricultores e o setor trabalhem com níveis de precisão e percepção diferenciados. "As coisas estão mudando a um ritmo rápido, e as empresas precisam começar a pensar como as startups: avançar e crescer rápido. A tecnologia vai mudar nossas convicções", disse o fundador e presidente da Alltech, Dr. Pearse Lyons.

Compartilhando sua perspectiva de mais de 36 anos em negócios, Lyons listou seus cinco elementos-chave para o sucesso neste mercado em constante mudança: 1. Rapidez; 2. Liderança; 3. Cultura; 4. Formação; 5. Uma dinâmica única de "diversão".

Disrupção

O CEO da Keenan, Robert Walker, mostrou como a empresa, que é especialista no mercado de agricultura, fez parceria na área de tecnologia com a Vodafone e a Intel para fornecer aos agricultores informações instantâneas sobre alimentação dos seus rebanhos por meio da computação em nuvem. "Estamos em meio a uma revolução agrícola que está acontecendo aqui mesmo. Agora. E é emocionante", disse.

Seguindo a mesma abordagem, o fundador da Fundação XPRIZE e co-fundador da Singularity University, Peter Diamandis, trouxe aos participantes as inovações disruptivas, destacando que a única constante no atual momento é a mudança e que esse cenário só está crescendo. "Para se manter à frente em qualquer indústria, as empresas e os empresários devem pensar de forma exponencial, assim como é a tecnologia que vai transformar o mercado", explicou.

Ainda durante o evento, Diamandis recebeu o Prêmio Humanitário da Alltech, que é concedido anualmente para pessoas de caráter forte que usam suas realizações para influenciar positivamente e inspirar o mundo.

Balanço

A conferência, que ocorreu entre os dias 21 e 24 de maio, contou também com palestras de George Blankenship, ex-executivo da Tesla Motors, Apple Computer e GAP Inc., Lisa Bodell, fundadora e CEO da Futurethink, Jack Bobo, vice-presidente sênior e diretor de comunicações da Intrexon e muitos mais. A data para a próxima edição já está marcada para os dias 20 a 23 de maio de 2018.

Fonte: Ass. de imprensa Alltech

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG

O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

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Foto: Novus/Shutterstock

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.

Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.

O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.

Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.

Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.

Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Novus
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura

Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

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Foto: Agroceres Multimix

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.

Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.

Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.

Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.

“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.

Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.

Acesse já clicando aqui.

Fonte: Assessoria Agroceres Multimix
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel

Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

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Foto: Divulgação/Coopavel

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.

Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.

Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.

Benefícios

Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.

Fonte: Assessoria Coopavel
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