Notícias Em Honduras
Brasileiros são homenageados durante o OVUM 2022
Francisco Turra ganhou o prêmio na categoria “Empresário Líder” no Brasil e José Tollstadius foi reconhecido como Profissional Destacado.

O presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, e o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Tollstadius Leal foram homenageados em cerimônia realizado na semana passada, durante o OVUM 2022, evento promovido pela Associação Latino-americana de Avicultura, em San Pedro Sula (Honduras).
Turra foi escolhido na categoria “Empresário Líder” no Brasil. A indicação de seu nome é resultado de sua trajetória como uma das personalidades mais importantes da história da avicultura e do agronegócio no Brasil.
Político com atuação no executivo e no legislativo municipal, estadual e federal, Turra atuou pelo desenvolvimento da capacidade competitiva do campo. Foi presidente da Companhia Brasileira de Alimentos (Conab), e ajudou a regularizar e restabelecer o papel da empresa como grande gestora de grãos do país. Mais tarde, assumiu a pasta do Ministério da Agricultura do Brasil, construindo programas voltados à modernização e à implantação de novas tecnologias nas propriedades rurais do país.
Em 2008, tornou-se presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (ABEF), que se uniu com outras entidades até a consolidação da ABPA. Lá, trabalhou na construção de estratégias para a expansão da atuação brasileira como maior exportador mundial e terceiro maior produtor de carne de frango. Entre as conquistas de sua gestão na ABPA esteve a liderança na gestão de estratégias vencedoras a grandes crises setoriais e a construção e consolidação do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), o maior evento dos setores no Brasil.
Durante os 12 anos de gestão de Turra na ABPA, o setor registrou um aumento de 246% nas receitas com exportações de carne de frango em reais e quase 450% em carne suína. Nesse período, foram concluídos negócios de mais de US$ 1,2 bilhão em mais de 100 ações internacionais lideradas pela associação.
Já o secretário Tollstadius foi reconhecido como Profissional Destacado. De acordo com a organização do OVUM, graças ao seu trabalho à frente da Secretaria de Defesa Agropecuária, o setor avícola em nosso país avançou significativamente em questões importantes para a produtividade, redução da burocracia e desperdício de produtos, com a construção de normas que modernizaram a inspeção animal no país.
Como secretário, também trabalhou continuamente para a ampliação dos destinos de exportação dos produtos brasileiros, mantendo um importante papel no aumento da receita por meio das exportações para mais de 150 países.
Foi também uma importante liderança no trabalho de manutenção do abastecimento de alimentos no Brasil durante a pandemia, com trabalho contínuo para preservação da saúde dos trabalhadores e segurança alimentar. Esse trabalho foi consolidado por normas e leis que estabeleceram novos padrões de proteção nos frigoríficos.
Também é importante relembrar seu trabalho pela manutenção da saúde animal no Brasil, que nunca registrou Influenza Aviária em seu território. Treinamentos, campanhas e outras ações estão entre as ações promovidas pela secretaria.
“Turra e Tollstadius são verdadeiras referências daquilo que faz o Brasil referência mundial de sucesso na produção e no comércio internacional de produtos avícolas. São justas homenagens que reafirmam o papel de protagonismo da cadeia produtiva como auxiliadores da segurança alimentar global”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Os prêmios entregues em Honduras foram recebidos pelos representantes de Turra e Tollstadius na ocasião, respectivamente o presidente da ABPA, Ricardo Santin, e a Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério, Ana Lúcia Viana.

Notícias
Copercampos supera R$ 9,6 milhões em economia com Mercado Livre de Energia
Estratégia iniciada em 2018 já envolve 13 unidades da cooperativa e reduz custos com eletricidade em mais de 25% em comparação ao mercado cativo.

A decisão estratégica da Copercampos de migrar parte de suas unidades para o Mercado Livre de Energia segue gerando resultados expressivos e consolida a cooperativa como referência em gestão eficiente de custos e visão de longo prazo. Iniciado em 2018, o projeto começou com a migração de cinco unidades e, ao longo dos anos, foi sendo ampliado de forma planejada, acompanhando a evolução do consumo energético e as oportunidades do setor elétrico brasileiro.
Somente em 2025, as unidades da Copercampos inseridas no mercado livre registraram uma economia de R$ 1.866.154,16, o que representa uma redução média de 25,55% nos custos com energia elétrica em comparação ao mercado cativo, sem considerar o ICMS. No período, o consumo total dessas unidades somou 11.168,040 MWh, evidenciando a relevância do impacto financeiro da estratégia adotada.
Além do ganho econômico, toda a energia adquirida pela cooperativa no Mercado Livre é proveniente de fontes 100% renováveis, o que reforça o compromisso da Copercampos com práticas sustentáveis e responsáveis. “A utilização de energia limpa contribui diretamente para a sustentabilidade econômica, social e ambiental, alinhando eficiência operacional com responsabilidade ambiental”, destaca o Gerente Operacional Ricardo Saurin.
Desde o início do projeto, a cooperativa avançou de forma consistente. Em 2018, cinco unidades passaram a operar no mercado livre. Em 2024, outras três migraram, seguidas por mais cinco unidades em 2025. Atualmente, o grupo conta com 13 unidades no ambiente de contratação livre, e o planejamento segue ativo, com mais cinco unidades em processo de migração em 2026, reforçando o compromisso contínuo com a eficiência energética e a competitividade.
No acumulado desde 2018, a economia total alcançada pela Copercampos com o mercado livre de energia é superior a R$ 9,6 milhões. O maior destaque está na Indústria de Rações, unidade que apresenta o maior consumo energético do grupo. Migrada ainda em 2018, essa unidade já acumula, até o momento, uma economia de R$ 5,3 milhões, demonstrando como o modelo é especialmente vantajoso para operações industriais de grande porte e consumo intensivo.
“Além da redução direta de custos, a atuação no mercado livre proporciona ganhos estratégicos, como previsibilidade orçamentária, análises de impacto de reajustes tarifários, otimização de demanda e avaliação contínua do perfil de consumo. Para 2026, estamos realizando a contratação de três novos contratos de fornecimento, ampliando a gestão ativa da energia e fortalecendo a segurança no abastecimento”, ressalta Ricardo Saurin.
O gerente da área ressalta ainda que a experiência da Copercampos no Mercado Livre de Energia demonstra que a eficiência energética vai além da economia financeira. “Trata-se de uma ferramenta estratégica para fortalecer a competitividade, sustentar investimentos e contribuir para um modelo de gestão cada vez mais moderno, sustentável e alinhado às boas práticas ambientais”, complementa.
Colunistas
Inventário pode consumir até 40% do patrimônio familiar
Holding rural pode reduzir custos e evitar inventário na sucessão patrimonial

Até 40% do patrimônio bruto de uma família pode ser consumido em um processo de inventário, somando impostos, custas judiciais e outras despesas. Além do custo elevado, o procedimento costuma se arrastar por anos: em média, cinco até a conclusão.
O advogado Manoel Terças, com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural, explica que a constituição de uma holding é hoje uma das estratégias mais utilizadas para organizar o planejamento patrimonial, sucessório e tributário no meio rural.
Segundo ele, a estrutura permite organizar a transferência de bens ainda em vida, reduzir a carga tributária, prevenir conflitos familiares e dar maior previsibilidade à sucessão, evitando a necessidade de inventário judicial.
A possibilidade de criação de holdings no Brasil existe há quase cinco décadas e tem sido amplamente utilizada como instrumento de proteção e gestão do patrimônio familiar. Em determinadas operações, a estrutura também pode oferecer vantagens fiscais, como a não incidência de ITBI.
Notícias
Conflito no Oriente Médio pressiona custos e fertilizantes do agro brasileiro, aponta estudo
Interrupção de rotas logísticas e alta nos preços do petróleo e fertilizantes pode encarecer produção de grãos, rações e carne, enquanto safra recorde mantém perspectiva positiva.

A escalada do conflito no Oriente Médio após a intervenção dos Estados Unidos no Irã pode gerar impactos relevantes para o agronegócio brasileiro, com pressão sobre custos logísticos, fertilizantes e cadeias de produção de alimentos. A avaliação integra o relatório econômico Cenário do Agronegócio, apresentado pela Bateleur durante a Expodireto Cotrijal, que está sendo realizada até esta sexta-feira (13) em Não-Me-Toque (RS).
Ainda de acordo com o estudo, o impacto do conflito sobre a inflação global influencia o nível das taxas de juros, o que, no Brasil, associado à pressão inflacionária decorrente do repasse das cadeias globais e da desvalorização do câmbio, pode dificultar o ciclo de cortes na Selic e diminuir a perspectiva de redução dos juros do Plano Safra, encarecendo o crédito e prejudicando a capacidade de investimento.

Fotos: Claudio Neves
Outro fator de preocupação é a interrupção parcial do fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A restrição elevou os preços da commodity e ampliou os custos logísticos em escala global. “O fechamento do canal gerou um entrave logístico extremamente relevante, resultando em uma disparada nos preços do petróleo e, por consequência, no aumento sistêmico do custo logístico global”, destaca o relatório. O impacto sobre as cadeias de suprimento que passam pelo Oriente Médio, somado à necessidade de alterar rotas marítimas e ao encarecimento do frete, tende a gerar efeitos indiretos sobre diversas commodities.
Fertilizantes e cadeia produtiva
O Oriente Médio também tem papel relevante no fornecimento global de fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola. Eventuais restrições na oferta podem elevar custos ao longo de toda a cadeia do agronegócio, com efeitos que começam na produção de grãos e se estendem à pecuária, por meio do aumento no preço das rações. “No Brasil, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados são importados, e aproximadamente um terço da ureia vem do Oriente Médio. Esse cenário torna o setor particularmente sensível a choques de oferta e de preços”, aponta o estudo.
O aumento dos custos de energia também pode afetar polos industriais estratégicos, como a China, principal compradora de commodities brasileiras, pressionando a inflação global e influenciando decisões de política monetária. No Brasil, esse contexto pode impactar investimentos.
Exportações

No que tange às exportações, o Brasil vende para o Oriente Médio principalmente carne de frango, carne bovina, milho e açúcar. Eventuais bloqueios logísticos na região podem afetar temporariamente essa demanda, exigindo o redirecionamento das exportações para outros mercados.
Por outro lado, o relatório aponta que o cenário internacional também pode abrir oportunidades. O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia tende a ampliar o acesso do agronegócio brasileiro a novos mercados nos próximos anos, ainda que a indústria nacional enfrente maior concorrência.
Apesar das incertezas externas, as perspectivas para a produção agrícola brasileira permanecem positivas. A safra nacional 2025/2026 pode alcançar 353,4 milhões de toneladas de grãos, um novo recorde.




