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Brasil vê questões protecionistas da França e desincentivo à proteção ambiental

A França, um dos maiores produtores agrícolas da União Europeia, tem sido um dos principais desafiantes do acordo com o Mercosul

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REUTERS/Paulo Whitaker

O Brasil afirmou que um relatório do governo francês sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia revela “reais preocupações” protecionistas daqueles que o encomendaram ao tratar das concessões agrícolas, segundo nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura na terça-feira (22). A França, um dos maiores produtores agrícolas da União Europeia, tem sido um dos principais desafiantes do acordo com o Mercosul, bloco econômico que tem potências agrícolas como Brasil e Argentina.

Além disso, o país europeu tem expressado preocupações sobre a sustentabilidade ambiental e social da agropecuária brasileira, mas a posição francesa questionando o acordo Mercosul-UE poderia, na verdade, agir como um desincentivo a esforços de proteção ambiental no Brasil, segundo o comunicado do governo brasileiro.

Na última sexta-feira (18), o governo francês afirmou que um novo relatório sobre o desmatamento no Brasil confirmou sua oposição à versão atual do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. O país europeu, segundo afirmação do gabinete do primeiro-ministro Jean Castex, ainda trabalhará com outros parceiros da UE para definir as condições ambientais necessárias para a retomada das negociações comerciais.

Em resposta, o Brasil afirmou que, em primeiro lugar, o acordo Mercosul-União Europeia “não representa qualquer ameaça ao meio ambiente, à saúde humana e aos direitos sociais”. “Ao contrário, reforça compromissos multilaterais e agrega as melhores práticas na matéria”, destacou. “Causa estranheza… que o relatório esteja focado em produtos de alta sensibilidade agrícola europeia e valha-se de argumentos não comerciais (como o suposto risco de desflorestamento) para garantir proteção econômica a certos produtores”, disse o governo brasileiro em comunicado.

O relatório, segundo o governo brasileiro, apresenta argumentos não baseados em critérios técnicos, que sugerem que a entrada em vigor do citado acordo terá impacto ambiental negativo, ao alegadamente ocasionar elevação do desmatamento e pôr em xeque os esforços para combater a mudança do clima ao amparo de acordos internacionais.

O Brasil afirmou que as críticas francesas têm como cerne a relação entre as atividades agropecuárias e o desmatamento, mas que o país é capaz de aumentar a produção de soja, milho e carnes concomitantemente à redução do desflorestamento, utilizando especialmente inovações tecnológicas.

“O Acordo Mercosul-UE reconhece a importante relação entre o desenvolvimento social e econômico e a proteção do meio ambiente, ao dispor… que a liberalização comercial poderá dar contribuição positiva para o desenvolvimento sustentável nos países do Mercosul”, disse o governo, acrescentando que os autores do relatório “parecem desconhecer” o sistema de rastreabilidade para exportações de carnes.

As divergências entre Brasil e França ocorrem em momento em que o desmatamento em importantes biomas brasileiros –como Amazônia e Pantanal– ganha destaque, especialmente diante dos focos de incêndios nas áreas. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, até segunda-feira o bioma amazônico havia registrado 71.673 focos de incêndio em 2020, alta de 12% em relação a igual período de 2019, enquanto o Pantanal apurava aumento de 185% no número de focos de queimadas, totalizando 16.119.

O Brasil disse refutar afirmações de que o acordo aumentaria a destruição da floresta amazônica, alegando que o pacto amplia os compromissos de direitos ambiental e comercial para regular fluxos comerciais atuais e futuros e garantir a sustentabilidade. “A não entrada em vigor do Acordo Mercosul-UE passaria mensagem negativa e estabeleceria claro desincentivo aos esforços do país para fortalecer ainda mais sua legislação ambiental”, concluiu o Brasil.

Mercosul e UE chegaram a um acordo comercial em julho de 2019, após mais de uma década de negociações. O pacto, porém, precisa ser ratificado pelos 27 países membros do Parlamento Europeu e pelos Congressos dos quatro membros do Mercosul. Na Europa, além da França, Áustria e Holanda já indicaram que podem não ratificá-lo.

Fonte: Reuters
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Notícias Embrapa

14ª JINC tem palestra e apresentação de trabalhos de maneira online

Com o tema “Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Ciência Brasileira”, a Jinc terá transmissão pelo YouTube

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Divulgação

Na quarta-feira (21) ocorre a 14ª Jornada de Iniciação Científica – Jinc num formato inovador: será online, desde a palestra de abertura até a apresentação dos trabalhos em forma de pôster e oral. Com o tema “Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Ciência Brasileira”, a Jinc terá transmissão pelo YouTube, a partir das 19 horas, no espaço virtual da Universidade do Contestado (UnC), no link https://www.youtube.com/watch?v=vOcJ8T18cl0

Logo após a abertura oficial, às 19h30, os participantes assistirão a palestra do Dr. Andrey Kuehlkamp, pesquisador associado da Universidade de Notredame – Indiana – Estados Unidos, que vai abordar o tema do evento, Inteligência Artificial, além de assuntos como visão computacional e machine learning.

Em seguida, às 20h30, iniciarão as apresentações orais dos trabalhos selecionados. Serão abertas salas virtuais, de acordo com as áreas inscritas, onde os estudantes terão 10 minutos para apresentar o trabalho, com discussão ao final. Cada sala terá cinco trabalhos sendo apresentados, com moderação de um profissional.

A sala de Ciências Biológicas e Engenharia (CBE) terá como moderadora a pesquisadora Ana Paula Bastos e poderá ser acessada das 20h30 às 21h15, pelo link https://meet.google.com/ftf-ezyh-huf.

Na sala de Ciências Sociais Aplicadas e Ciências da Saúde (CSA/CS) a moderação será da professora da UnC Elisete Ana Barp, também das 20h30 às 21h45, pelo link https://meet.google.com/pmd-efqm-png.

A pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves Estela Nunes será a moderadora da sala de Ciências Agrárias (CA). O acesso poderá ser feito pelo link https://meet.google.com/bzy-aicr-jdv, das 20h30 às 21h45.

E, a sala de Ciências Exatas e da Terra e Ciências Humanas (CET/CH) terá moderação da jornalista da UnC Camila Candeia Paz Fachi, no mesmo horário – 20h30 às 21h45, pelo link https://meet.google.com/ffc-obwy-tcs.

As apresentações de pôster, num total de 34 trabalhos selecionados, ficarão disponíveis na página do evento, pelo link http://www.cnpsa.embrapa.br/14jinc/index.php?pg=13.

A Jinc faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do município e se consolidou como um evento voltado para a discussão da ciência e da pesquisa, com o foco na iniciação científica. O objetivo principal é divulgar e valorizar o conhecimento gerado em instituições de ensino. Ela é organizada pela Embrapa Suínos e Aves e a Universidade do Contestado – UnC, Campus Concórdia, com apoio do Instituto Federal Catarinense (IFC), e é aberto a participação de estudantes universitários de qualquer curso superior.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
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Notícias Paraná

Adapar alerta produtores sobre prazos para a atualização de rebanhos

Atualização é obrigatória para obtenção da Guia de Trânsito Animal para movimentar animais entre propriedades e o abate

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Divulgação/AENPr

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta os produtores rurais que a Campanha de Atualização dos Rebanhos de 2020 será encerrada no dia 30 de novembro. A atualização é obrigatória e quem não fizer não poderá obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que permite a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos.

A Campanha de Atualização de Rebanhos de 2020 teve início em 1º de maio e este ano está sendo realizada em uma etapa única, devido à pandemia do novo Coronavírus. Os produtores podem fazer a atualização no sistema online, conforme portaria da Adapar número 78/2020, que inclui todas as espécies de animais de produção, visando garantir a rastreabilidade e a sanidade de todo o rebanho.

Propriedades

Segundo a Adapar, 230 mil propriedades no Paraná devem atualizar seus rebanhos. Ao todo, são 9 milhões de bovinos, 6 milhões de suínos, 20 mil aviários, 200 mil cavalos. Até agora pouco mais de 40% dos cadastros foram atualizados.

A atualização do rebanho substitui as campanhas de vacinação contra febre aftosa que vinham sendo feitas duas vezes por ano. A última campanha de vacinação no Paraná foi em maio de 2019. O gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias esclarece que os produtores continuam com o compromisso de informar o inventário animal duas vezes ao ano.

“Neste ano, em função da pandemia, a campanha de maio foi emendada com a de novembro. O produtor pode atualizar o seu rebanho online, ou presencialmente em sindicatos rurais, prefeituras ou unidades locais da Adapar. Esse modelo de campanha começou desde que houve a suspensão da vacinação no Paraná, em 2019”, afirmou.

Prazos

O produtor tem até o dia 30 de novembro para fazer a atualização do rebanho sem ser penalizado. Mas a Adapar alerta que, após 31 de outubro o produtor que não atualizar o rebanho já terá dificuldades em obter a GTA.

Isso porque ela estará bloqueada para quem não estiver com o cadastro em dia. Mas quem precisa do documento poderá fazer a atualização na hora, sem prejuízo da movimentação do rebanho. A GTA somente será emitida após a atualização de todas as espécies animais existentes na propriedade. Essa situação será permitida até 30 de novembro.

A partir de 1º de dezembro, o produtor que não atualizar o rebanho estará sujeito a outras penalidades previstas na legislação, como a autuação e o pagamento de multa, que pode variar de acordo com a quantidade de animais não declarados. A multa vai incidir sobre cada animal não declarado a partir de 1 UPF – Unidade Padrão Fiscal, que atualmente vale aproximadamente R$ 100,00 cada unidade.

Sistema

O acesso ao sistema está disponível no site da Adapar, ou de forma direta por meio do link www.produtor.adapar.pr.gov.br/comprovacaorebanho. Para realizar a comprovação, o produtor (CPF) deve estar cadastrado na Central de Segurança do Estado do Paraná. Nos casos de necessidade de ajuste no cadastro inicial (correção de e-mail, etc.), o telefone de contato é o (41) 3200-5007.

Para realizar a atualização presencial, o produtor pode ir até uma das Unidades Locais da Adapar, Sindicatos Rurais ou Secretarias Municipais de Agricultura.

Área livre

O Paraná é reconhecido nacionalmente como Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, desde 1º de setembro deste ano, conforme Instrução Normativa (52/2020) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A medida deixou o Estado mais perto do reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O Ministério já formalizou o pedido à OIE, que está avaliando o relatório do Paraná.

“A meta agora é conquistar o reconhecimento internacional, que se aprovado pela OIE, deverá ocorrer em maio de 2021. A conquista possibilitará a abertura de novos mercados e a atração de investimentos para as cadeias de suíno, peixe, frango, leite e bovinocultura de corte”, afirma o médico veterinário Walter Riberete, Coordenador do programa Paraná Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação.

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Comércio

EUA e Brasil precisam reduzir dependência de importações da China, diz Pompeo

Governo Trump está trabalhando para fortalecer os laços com o Brasil e proporcionar um contrapeso à China

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Manuel Balce Ceneta/Pool via REUTERS

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, alertou na segunda-feira (19) que os Estados Unidos e o Brasil precisam diminuir sua dependência de importações da China para sua própria segurança agora que os dois países estão reforçando sua parceria comercial.

Em uma cúpula virtual sobre o aumento da cooperação EUA-Brasil visando a recuperação pós-pandemia, Pompeo sublinhou a importância de se ampliar os laços econômicos bilaterais dado o que classificou como os “riscos enormes” que decorrem da participação considerável da China em suas economias.

“Na medida em que podemos encontrar maneiras de aumentar o comércio entre nossos dois países, podemos… diminuir a dependência de cada uma de nossas duas nações de itens essenciais” saídos da China, disse.

“Cada um de nossos dois povos ficará mais seguro, e cada uma de nossas duas nações será muito mais próspera, seja daqui a dois, cinco ou 10 anos”, acrescentou.

O governo Trump está trabalhando para fortalecer os laços com o Brasil e proporcionar um contrapeso à China, disposta a obter alguma vantagem no que vê como uma nova competição pelo “Grande Poder”.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, está inclinado a seguir o roteiro, mas se vê limitado pelo fato de a China ser a maior parceira comercial do Brasil, já que compra a maior parte de sua soja e de seu minério de ferro.

Bolsonaro ainda não decidiu se impedirá as empresas de telecomunicações brasileiras de comprar equipamentos de 5G da chinesa Huawei Technologies Co Ltd, como quer o governo norte-americano.

Na cúpula organizada pela Câmara de Comércio dos EUA, Bolsonaro anunciou três acordos com Washington para garantir boas práticas comerciais e deter a corrupção. Ele disse que o pacote reduzirá a burocracia e aprimorará o comércio e o investimento.

Bolsonaro destacou também o ótimo momento nas relações entre Brasil e Estados Unidos e reforçou mais uma vez o objetivo de fazer o país ingressar na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Pompeo, por sua vez, ressaltou que o Brasil está se aproximando mais de uma filiação à OCDE com apoio dos EUA. “Queremos que isto aconteça o mais rápido que pudermos”.

O Banco de Exportação e Importação dos EUA apoiará projetos avaliados em 450 milhões de dólares no Brasil neste ano, e a Corporação Financeira dos EUA para Desenvolvimento Internacional tem planos envolvendo cerca de um bilhão de dólares em projetos no país, disse Pompeo.

Fonte: Reuters
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