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Brasil se torna referência mundial em eficiência agrícola

Do plantio direto à soja de baixo carbono, tecnologias nacionais aumentam produtividade, reduzem impactos ambientais e fortalecem a competitividade global do agronegócio brasileiro.

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Fotos: Shutterstock

Apesar das dificuldades impostas pelo clima tropical e solos naturalmente pobres, o Brasil se consolidou como referência mundial em eficiência agrícola, apoiado em tecnologias adaptadas às suas condições únicas. Solos corrigidos e manejados de forma estratégica, plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), uso de bioinsumos, mapeamento detalhado de solos, zoneamento agrícola de risco climático e agricultura de precisão são alguns dos avanços que tornaram essa trajetória possível.

“Essas soluções não apenas elevam a produtividade, como fortalecem a saúde do solo e sua biodiversidade, tornando os sistemas produtivos mais resilientes. Além disso, práticas adequadas de manejo têm papel central na agenda climática: ajudam a reduzir emissões de gases de efeito estufa e promovem a imobilização de carbono no solo, melhorando suas propriedades físicas, químicas e biológicas”, destaca Marco Antonio Nogueira, pesquisador em Fertilidade e Microbiologia do Solo da Embrapa Soja.

Pesquisador em Fertilidade e Microbiologia do Solo na Embrapa Soja, Marco Antonio Nogueira: “Práticas adequadas de manejo têm papel central na agenda climática: ajudam a reduzir emissões de gases de efeito estufa e promovem a imobilização de carbono no solo, melhorando suas propriedades físicas, químicas e biológicas” – Foto: Divulgação/Embrapa

O resultado é um agronegócio capaz de produzir mais com menos, alinhando eficiência econômica à sustentabilidade ambiental, e reforçando o papel do Brasil como protagonista na produção global de alimentos.

Desde a década de 1970, a Embrapa atua no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para aumentar a eficiência da agricultura tropical. Entre os destaques da Embrapa Soja, está a fixação biológica de nitrogênio (FBN), base do cultivo da soja no país. Segundo Nogueira, a partir de pesquisas que selecionaram bactérias altamente eficientes em realizar a FBN, três das quatro cepas hoje autorizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a produção de inoculantes foram obtidas pela Embrapa.

Outros avanços incluem práticas de manejo conservacionista do solo e recuperação de áreas degradadas, como o Sistema Santa Fé, que integra braquiárias a culturas como milho e soja, aumentando a produção de forragem e melhorando as propriedades do solo. A Embrapa também contribuiu com a criação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta de política agrícola que orienta épocas e locais mais seguros para o cultivo.

O mais recente projeto da instituição é o Programa Soja Baixo Carbono (PSBC), o qual estabelece um protocolo de certificação para produtores que adotam práticas capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa que podem chegar até 30%. O selo deve estar disponível a partir da safra 2026/2027, por meio de certificadoras licenciadas, e tem como objetivo atender à crescente demanda mundial por soja sustentável, alinhando produtividade, responsabilidade socioambiental e competitividade internacional.

Aumento do uso de insumos biológicos no Brasil

Recentemente, houve um aumento mundial no uso de insumos biológicos na agricultura, com taxas de crescimento anuais na casa de dois dígitos no Brasil. De acordo com Nogueira, pesquisas de âmbito mundial revelam que os produtores brasileiros são os mais dispostos a usar insumos biológicos, provavelmente por já terem experiências com uso de inoculantes e agentes biológicos de controle de pragas como vírus e fungos entomopatogênicos. “Atualmente já são empregados mais insumos biológicos do que químicos para o controle de fitonematoides na cultura da soja, por exemplo. Portanto, tem havido uma transição, ainda que gradual, para tecnologias de menor impacto ambiental à medida que o produtor percebe as suas vantagens e o consumidor exige produtos provenientes de sistemas de produção mais sustentáveis”, compartilha o pesquisador.

Conforme explica, a crescente adoção do Sistema Plantio Direto (SPD) e o uso de insumos biológicos são exemplos de como o produtor brasileiro vem evoluindo na adoção de boas práticas de produção, impulsionado pelo setor privado. Em números, somente em 2024, 206 milhões de doses de inoculantes foram comercializadas, refletindo uma taxa média de crescimento anual de 20% nos últimos cinco anos. “A RTRS contribui nesse cenário por estimular o debate entre os diversos atores da cadeia produtiva sobre a produção responsável, do produtor ao consumidor final. Dessa forma, fomenta o diálogo sobre a produção cada vez mais sustentável e com responsabilidade social e ambiental. No campo da certificação, estimula a cadeia de produção a adotar boas práticas. Tais iniciativas vêm ao encontro de práticas e tecnologias sustentáveis desenvolvidas pela pesquisa nacional”, ressalta Nogueira.

Segundo ele, essas estratégias de transferência de tecnologia, seja pública ou privada, contribuirão cada vez mais para a adoção de tecnologias regenerativas, à medida que o produtor perceba as vantagens para o seu sistema de produção e benefício para toda a sociedade. “É essa contribuição que a agricultura brasileira pode dar à sociedade, além da produção de alimentos, fibras e bioenergia”, salienta.

Fonte: Assessoria Mesa Global da Soja Responsável (RTRS)

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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