Avicultura
Brasil se consolida como país de excelência mundial em avicultura e forte defesa de sistema sanitário
Com 40% das exportações globais de frango, País mostra resiliência sanitária e aponta caminhos para uma avicultura cada vez mais moderna, segura e sustentável.

A avicultura brasileira é um setor de excelência mundial, tendo em vista que o Brasil é um dos três maiores produtores e o maior exportador mundial de carne de frango. Além disso, o desafio da gripe aviária posicionou o país como detentor de forte defesa de sistema sanitário. Foi o que destacaram autoridades durante o 11º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango, realizado em Maringá (PR).
Com o tema “Crescimento Impulsionando a Evolução”, o evento reuniu os principais nomes do setor, entre líderes empresariais, especialistas, profissionais e estudantes. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luís Rua, destacou que aproximadamente 40% de todo o frango transacionado no comércio internacional é brasileiro, o que faz com que o Brasil já tenha um papel bastante importante no comércio internacional. “Nós vivenciamos esse ano o desafio do primeiro caso de influenza aviária em granjas comerciais, mas também um desafio que nos mostrou a robustez e a seriedade do serviço sanitário brasileiro, ao ter um fato de que o vírus entrou em uma granja mas ele não saiu dessa única granja. Então houve esse trabalho todo para que a gente pudesse reativar os mercados. Ainda faltam alguns poucos mercados a serem reativados do ponto de vista do comércio, e a gente entende que a avicultura tem um futuro bastante promissor. É uma proteína que vem sendo cada vez mais consumida no mundo, porque ela é saudável, uma proteína que entrega uma série de atributos, qualidade, saudabilidade, a sustentabilidade”, disse Rua.
O secretário reforçou ainda que o Brasil está muito bem posicionado, e que o Paraná, naturalmente como 40% da produção e exportação brasileira de carne de frango, é um estado importantíssimo nessa conjuntura “Há um trabalho todo que tem sido feito para que a gente possa efetivamente ter uma avicultura cada vez mais moderna sustentável. É isso que o mundo pede e é isso que o Brasil entregará”, declarou.
O diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Marcelo Osório, pontuou que o evento engrandece ainda mais a avicultura do estado do Paraná. “Apesar de a gente sair da maior crise da avicultura brasileira que foi o caso da gripe aviária, eu tinha certeza que nós sairíamos mais fortes da crise e o Brasil mostrou que tem controle. O Brasil tem um sistema de defesa sanitário muito robusto, muito rígido e eu tenho certeza que a gente vai superar no segundo semestre e as previsões que a ABPA ainda trabalha são muito otimistas no sentido de a gente seguir crescendo, seguir participando do mercado global de comercialização de aves de uma maneira decisiva não só para a segurança alimentar do Brasil como do mundo também”.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Roberto Kaefer, elogiou a Unifrango pela realização do evento e destacou que trata-se de um encontro que tem o objetivo de atualizar as empresas sobre o que há de última tecnologia em relação à vacina, medicamento e tecnologia de equipamentos. “Eu tenho que só dar elogios à nossa diretoria. Atualizar a cada dois anos os nossos técnicos veterinários é louvável porque nós temos que ter essa agilidade daquilo que acontece no mundo de rapidamente a gente se atualizar e se aprimorar. Então parabéns à Unifrango por mais esse evento. Nós temos que estar cada vez mais juntos. Houve a questão da influenza. Temos que estar unidos, estar juntos, cada vez olhar mais os protocolos sanitários que nós temos acordados com o nosso Adapar do Paraná, com o Mapa, para nos atualizarmos e sermos mais rígidos ainda nessa questão da sanidade. Nos falta a abertura da Europa e da China para voltar à normalidade das 470 mil toneladas de exportação todo mês, como vínhamos antes da Influenza”, explicou.
De acordo com o diretor-presidente da Unifrango, Hugo Bongiorno, o evento surpreendeu, com um público diverso e dinâmico. “Superou em 50% a edição passada. Nós tínhamos trabalhado com mil pessoas e estamos com 1,5 mil pessoas da avicultura como um todo, desde produtor, chão de fábrica, até os diretores e presidentes das empresas. A gente fica muito contente, muito feliz. O Paraná é o supermercado do mundo, o açougue do mundo para exportação, produção da avicultura do Brasil, então a gente realmente está fazendo um evento à altura do nosso Estado”, destacou.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

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que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.




