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Notícias Previsão da Abrafrigo

Brasil retomará em 2019 vendas de 150 mil t de carne bovina à Rússia

Expectativa é de que novas plantas sejam habilitadas no decorrer deste ano

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Arquivo/OP Rural

O Brasil deve retomar neste ano embarques de cerca de 150 mil toneladas de carne bovina in natura e processada à Rússia, nível observado há dois anos, antes dos efeitos de um embargo imposto pelo país euroasiático, previu nesta segunda-feira (11) a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Conforme a associação, a expectativa é “de que novas plantas sejam habilitadas no decorrer deste ano e que as exportações para a Rússia voltem à normalidade”, segundo nota enviada à Reuters por e-mail.

O otimismo se dá após o Brasil exportar em janeiro 3,1 mil toneladas de carne à Rússia, segundo dados do governo compilados pela Abrafrigo, um volume que representa quase metade de tudo o que o país enviou aos russos em 2018 (7,5 mil toneladas).

Moscou impôs um embargo às carnes bovina e suína do Brasil no fim de 2017, alegando a presença do aditivo ractopamina, proibido por lá, em alguns lotes desses produtos. As restrições começaram a ser retiradas em novembro do ano passado.

De acordo com a Abrafrigo, até o momento apenas nove plantas processadoras de carnes estão novamente autorizadas a exportar para a Rússia, sendo cinco de bovinos —incluindo uma do Minerva— e quatro de suínos. Antes do embargo, 30 podiam exportar carne bovina e 18, suína.

Ânimo

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carnes do mundo, e o reaquecimento dos negócios com a Rússia, um antigo parceiro comercial neste segmento, anima as indústrias. Segundo a Abrafrigo, para 2019 a previsão é de que a exportação de carne bovina in natura e processada cresça 5% ante 2018.

Em dezembro, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estimou vendas recordes neste ano. Em janeiro, os embarques totalizaram 123,5 mil toneladas, praticamente estável ante as 123,7 mil toneladas de um ano atrás, mas com receita 12% menor, na casa de 457,3 milhões de dólares.

Pelos dados informados pela Abrafrigo, a China continua sendo o maior cliente do produto brasileiro, absorvendo 41,4% de toda a exportação, mas em janeiro Hong Kong reduziu suas importações em 27%, para 27,6 mil, enquanto a parte continental aumentou seus negócios em 3,3%, para 23,5 mil toneladas.

O Egito foi o segundo maior comprador, com 14,1 mil toneladas (+10%) e o Chile o terceiro, com 6,6 mil toneladas (-6,4%).

Fonte: Reuters
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Notícias Artigo

É melhor ter 10 vacas bem alimentadas do que 15 subnutridas

Manejo correto das pastagens reduz a dependência por silagem, feno e ração

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Artigo escrito por Carlos Mader Fernandes, engenheiro agrônomo e coordenador do programa de Pecuária da Epagri na área de extensão rural

Estamos passando por um momento extremamente difícil na pecuária. Uma associação de fatores, tanto de ordem climática quanto de ordem econômica, deverá repercutir na pecuária leiteira de Santa Catarina de forma mais acentuada nos próximos meses.

Os déficits hídricos no período de safra, associados à incidência de cigarrinha na cultura do milho, repercutiram na produtividade das lavouras, afetando a produção de grãos, silagens, pré-secados e fenos. Da mesma forma, esses fenômenos climáticos afetaram a produção de forragens, principalmente as de ciclo produtivo anual, como capim-sudão e milheto.

Em algumas regiões do estado, no período de janeiro a abril, os produtores têm o costume de plantar milho ou sorgo para produzir silagem (milho safrinha). Entretanto, observa-se que, nesse período, as produções são relativamente baixas devido às condições climáticas. Especialmente neste ano, o déficit hídrico dos meses de março e abril tende a agravar as perdas nessas lavouras, além de dificultar a semeadura de pastagens anuais de inverno.

A partir desse diagnóstico, e considerando as condições de preços do leite e sua relação de preços com os alimentos concentrados e conservados, é que devemos trabalhar as recomendações técnicas para os produtores de leite para os próximos meses:

– Inicialmente, é fundamental que técnicos e produtores realizem um exercício de orçamentação alimentar. Deve-se calcular, de um lado, a demanda diária de forragens para atender o rebanho por um período mínimo de 154 dias. De outro lado, calcular as reservas de alimento de que o produtor dispõe, associadas ao potencial produtivo das forrageiras disponíveis para o período de inverno.

– Se esse balanço entre demanda e disponibilidade forrageira for negativo, recomenda-se fazer o descarte de animais. O produtor deve iniciar o descarte pelos animais que jamais vão produzir leite: vacas com problemas sanitários, reprodutivos e/ou com idade avançada. Num segundo momento, recomenda-se descartar vacas com baixa produtividade. Lembre-se: é melhor ter dez vacas produzindo leite com boa rentabilidade do que 15 produzindo de forma antieconômica.

– Em relação aos alimentos concentrados, constata-se, no decorrer dos anos, que é cada vez mais importante produzir as rações na propriedade. Outra orientação é utilizar alimentos alternativos nas formulações de rações, como soja grão, casquinha de soja e cereais de inverno (trigo, farelo de trigo). Os técnicos da Epagri atualmente têm à disposição ferramentas para calcular a viabilidade técnica e econômica desses alimentos em substituição ao milho e ao farelo de soja.

– Outra medida fundamental é fazer o melhoramento de pastagens. A sobressemeadura de pastagens anuais de inverno nas áreas de pastagens perenes de verão reduz a dependência do produtor por alimentos conservados e diminui a necessidade de alimentos concentrados e de farelo de soja.

– No médio e no longo prazo, é importante que os produtores realizem um planejamento alimentar, compatibilizando a estrutura de rebanho com a estrutura de produção forrageira. A orientação é ter como base o uso de pastagens perenes de alto potencial produtivo, com alta resistência ao estresse hídrico, é o caso do capim pioneiro e da grama Tífton 85.

Fonte: Assessoria
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Notícias Capacitação

Em menos de uma semana acontece o V Congresso sobre Tecnologia da Produção de Alimentos para Animais

Evento acontece nos dias 12 e 13 de maio de 2021

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Dentro de menos de uma semana, nos dias 12 e 13 de maio de 2021, o Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) realiza o V Congresso sobre Tecnologia da Produção de Alimentos para Animais.

Seguindo os protocolos atuais de distanciamento social, o CBNA realiza novo evento no ambiente virtual. Já com um Know How sobre eventos online e suas particularidades, o CBNA recebe os palestrantes Antonio Apércio Klein, José Luiz Ferraz, José Fernando Raizer, Marco Antonio Lara, Lucas Pagnussatt, Sandra Bonaspetti, Phillip Wellhausen, Luiz Pereira, Eduardo Soffioni, Marcel Franitza, Cassiano Ferreira, Pablo Aguilar Gomez, Fernando Jaboinski e Alvaro Ghedin.  Eles concordam que “Teremos cada vez mais atividades online no futuro, pois houve entendimento e aceitação desta nova maneira de trabalhar e interagir”, como diz Sandra Bonaspetti.

O CBNA promete um ano de agenda cheia e adaptada com ferramentas tecnológicas, já que houve entendimento e aceitação desta nova maneira de trabalhar e interagir.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas através da página www.cbnatecnologia.com.br.

Fonte: Assessoria
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Notícias Soja

Colheita da soja se encaminha para o final no Rio Grande do Sul

Já estão colhidos 87% dos cultivos desta safra

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Divulgação/AENPr

A cultura da soja no Rio Grande do Sul se encaminha para o final do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e publicado na quinta-feira (06), pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricutlura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), já estão colhidos 87% dos cultivos desta safra. Outros 12% das lavouras estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos.

Em regiões onde a colheita da soja está mais adianta, cerealistas abrem o silo e produtores dão atenção à continuidade da colheita do milho. No RS, 84% das lavouras estão colhidas. Outros 10% das lavouras estão em maturação e 6% ainda em enchimento de grãos.

Restam apenas 3% das lavouras de arroz a serem colhidos, que estão em fase de maturação. Com a safra praticamente concluída (97%), o Rio Grande do Sul colhe boa produção. Nas áreas colhidas, produtores conduzem bovinos de corte.

Fonte: Emater/RS
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CONBRASUL/ASGAV

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