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Avicultura

Brasil prorroga emergência zoossanitária por gripe aviária por mais 180 dias

Registros somam 188 focos de H5N1 no país desde 2023, com ocorrências em aves silvestres, criações de subsistência e um caso em plantel comercial em 2025.

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Foi publicada nesta quinta-feira (26) a Portaria nº 896, que prorroga por mais 180 dias a vigência do estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional, em função da circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), subtipo H5N1, também conhecida como gripe aviária, em aves silvestres no Brasil. 

A prorrogação ocorre de forma preventiva, com o objetivo de manter as condições para que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) possa adotar medidas rápidas de contenção e erradicação de focos, além de viabilizar a mobilização de recursos da União e a articulação com outros ministérios, órgãos governamentais – nas esferas federal, estadual e municipal – e não governamentais. 

O primeiro foco de gripe aviária no Brasil foi registrado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Já em ave comercial, o primeiro foco foi confirmado em 15 de maio de 2025. Até o momento, foram registrados 188 focos da doença, sendo 173 em aves silvestres, 14 em aves de subsistência e um em ave comercial. 

Para mais informações sobre a gripe aviária, clique aqui. 

Fonte: Assessoria Mapa

Avicultura Monogástricos

Produção animal entra na era da prevenção integrada no controle de microrganismos indesejáveis

Pressões do mercado internacional e novas estratégias sanitárias impulsionam mudanças na gestão microbiológica das granjas

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Matérias-primas e as boas práticas de fabricação nas fábricas de ração também têm papel determinante ( FOTO- O Presente Rural)

A produção animal vive um momento de transição no controle de microrganismos indesejáveis. Embora os antibióticos ainda tenham presença significativa nos sistemas produtivos, cresce no setor a preocupação em reduzir sua utilização e adotar estratégias mais preventivas, que envolvem biosseguridade, nutrição e diferentes tecnologias aplicadas ao manejo sanitário.

Esse movimento tem sido impulsionado principalmente por exigências do mercado internacional. Países e blocos econômicos como Europa e China têm ampliado as demandas por práticas que reduzam o uso de antimicrobianos na produção animal, estimulando mudanças ao longo de toda a cadeia produtiva.

De acordo com Juliana Arrais, Zootecnista, com mestrado e doutorado em nutrição e alimentação de monogástricos e gerente de Serviços Técnicos da Kemin, essa transformação envolve não apenas a substituição de produtos antibióticos, mas uma revisão mais ampla das estratégias sanitárias. “Os antibióticos são ferramentas conhecidas e com eficácia comprovada. Mas a realidade é que não vamos retirar um antibiótico e encontrar um único aditivo capaz de substituí-lo. O caminho passa por uma estratégia global, que começa na biosseguridade e envolve combinações de soluções ajustadas ao desafio de cada sistema produtivo”, explica.

Nesse contexto, alternativas como probióticos, óleos essenciais e ácidos orgânicos têm ganhado espaço como parte de programas integrados de controle microbiológico.

 

Controle começa antes do animal

Um dos pontos que vêm ganhando destaque nas estratégias sanitárias é o entendimento de que o controle de microrganismos indesejáveis não se limita ao organismo do animal. Muitas vezes, o problema se inicia em etapas anteriores da cadeia produtiva.

Entre os principais pontos críticos estão o controle sanitário nas granjas, incluindo o acesso de pessoas, animais e pragas, além da qualidade dos ingredientes utilizados nas dietas e do controle microbiológico da ração antes do consumo pelos animais.

A qualidade das matérias-primas e as boas práticas de fabricação nas fábricas de ração também têm papel determinante nesse processo. “A qualidade dos ingredientes é essencial para reduzir riscos de contaminação. As boas práticas de fabricação são um ponto inicial importante, porque muitas contaminações podem começar nessa etapa”, destaca Juliana.

 

Microorganismos que desafiam o setor

Entre os microrganismos que mais preocupam a indústria de proteína animal atualmente estão Clostridium, Escherichia coli e Salmonella, cada um com impactos distintos dentro do sistema produtivo.

O Clostridium, por exemplo, segue sendo um desafio importante por afetar o desempenho produtivo mesmo em situações subclínicas. Já a Salmonella traz uma preocupação adicional relacionada à saúde pública e à segurança dos alimentos.

A E. coli, por sua vez, representa um desafio relevante dentro das granjas. Presente de forma recorrente nos ambientes produtivos, ela tem demonstrado elevada resistência a antibióticos e pode causar perdas produtivas significativas. “Além de provocar infecções nos animais, pode impactar a perda de carcaças e cortes e levar a altas taxas de mortalidade em alguns lotes, especialmente em situações de desafio, como estresse por calor”, explica Juliana.

 

Da reação à prevenção

A mudança de mentalidade no setor também passa por uma evolução no próprio conceito de gestão sanitária. Enquanto no passado o foco estava mais voltado ao tratamento de problemas já instalados, hoje a prevenção ganha cada vez mais protagonismo.

“Falamos muito mais em prevenção do que em tratamento. Essa abordagem reduz custos, melhora o desempenho produtivo e aumenta a segurança do alimento”, afirma Juliana.

Entre os erros mais comuns ainda observados nas granjas estão falhas no controle de microrganismos indesejáveis em matérias-primas, ausência de monitoramento microbiológico da água, desafios para manutenção do manejo adequado do vazio sanitário e a falta de estratégias específicas para os desafios sanitários de cada região.

 

Tendências para a próxima década

Para os próximos anos, a expectativa é que a gestão sanitária da produção animal se torne ainda mais baseada em prevenção e monitoramento.

O avanço de tecnologias de diagnóstico e monitoramento deve permitir a identificação mais precoce de riscos microbiológicos, favorecendo decisões mais assertivas dentro das granjas e das fábricas de ração.

Esse movimento também está alinhado ao conceito de One Health, que integra saúde animal, humana e ambiental. A tendência é que essa abordagem contribua para reduzir o uso de antimicrobianos, tanto como promotores de crescimento quanto para tratamentos, além de melhorar o controle de patógenos ao longo de toda a cadeia produtiva.

“Essas mudanças podem impactar positivamente os resultados a campo e também a qualidade do produto final, além de ajudar a reduzir a seleção de cepas cada vez mais resistentes aos antimicrobianos”, conclui.

Fonte: Assessoria
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Avicultura

Logística e mercado global de commodities desafiam a avicultura

Tema será debatido durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), com foco nos impactos sobre custos, produção e competitividade do setor.

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Os desafios logísticos e as incertezas que impactam o comércio internacional de commodities agrícolas estarão em pauta na programação científica do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o tema Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro será apresentado pelo especialista, Arene Trevisan, no dia 07 de abril, às 16 horas, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Arene é formado em Administração de Empresas e possui especialização em Gestão Estratégica pelo INSEAD, além de ter participado de programa de desenvolvimento executivo pela Washington University. Possui ampla experiência na comercialização local e global de commodities agrícolas, bem como na movimentação de cargas por diferentes modais logísticos e portos internacionais. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas do agronegócio, como Seara, Cargill, Bunge, CHS e JBS, desenvolvendo atividades ligadas ao comércio internacional, logística e mercado global de commodities. Também acompanhou de perto a evolução do mercado internacional por meio da participação em feiras, eventos e visitas técnicas a portos, centros logísticos e indústrias nas Américas, Europa e Ásia, com foco na transformação de proteína vegetal em proteína animal e sua movimentação global.

O tema Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro será apresentado pelo especialista, Arene Trevisan

O palestrante abordará fatores que influenciam diretamente a competitividade da produção agropecuária, como custos logísticos, infraestrutura de transporte, dinâmica do comércio internacional e as transformações nos fluxos globais de commodities. Em um cenário marcado por mudanças geopolíticas, variações cambiais e pressões sobre cadeias de suprimentos, compreender o comportamento dos mercados agrícolas torna-se fundamental para o planejamento estratégico das empresas e para a sustentabilidade da produção animal.

O setor precisa acompanhar com atenção crescente as movimentações do mercado global. Trevisan abordará como a produção de proteína animal está diretamente ligada à dinâmica das commodities agrícolas, especialmente dos grãos utilizados na alimentação animal. Nesse contexto, fatores como logística, oscilações de oferta e demanda e questões geopolíticas exercem influência direta sobre a competitividade da cadeia produtiva.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, reforça que o simpósio busca integrar temas técnicos e estratégicos para a cadeia produtiva. “O SBSA tem o compromisso de reunir especialistas que tragam diferentes perspectivas sobre o setor, desde questões sanitárias e de manejo até temas ligados à economia e à logística global. Entender o comportamento das commodities é fundamental para a sustentabilidade e competitividade da avicultura brasileira”, destaca.

De acordo com a presidente da Comissão Científica do SBSA, Daiane Albuquerque, discutir o cenário das commodities é estratégico para a avicultura. “A cadeia produtiva avícola depende diretamente da disponibilidade e do custo das matérias-primas utilizadas na nutrição animal. Trazer uma análise de mercado e logística amplia a visão dos participantes sobre os desafios e oportunidades que impactam a produção, contribuindo para decisões mais estratégicas dentro do setor”, ressalta.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). Considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana, o SBSA reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e empresas para discutir inovação, ciência aplicada e os desafios da cadeia produtiva.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Abate de frangos cresce 3,1% e atinge maior volume já registrado no Brasil

Produção avança em 23 estados e mantém desempenho mesmo com impactos da gripe aviária.

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Foto: Ari Dias/AEN

O abate de frangos chegou a 6,69 bilhões de cabeças em 2025, crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior e novo recorde histórico, segundo o IBGE.

Houve aumento em 23 unidades da federação, com o Paraná liderando a produção nacional, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Mesmo diante de desafios como a gripe aviária, o setor conseguiu manter o escoamento da produção. O mercado interno absorveu o excedente, enquanto o país retomou rapidamente o status sanitário para exportações, que também atingiram recorde.

No quarto trimestre, o abate foi de 1,71 bilhão de cabeças, alta de 5,7% na comparação anual e de 1,5% frente ao trimestre anterior.

A produção de ovos de galinha também registrou o maior volume da série histórica, com 4,95 bilhões de dúzias em 2025, aumento de 5,7% sobre 2024. No quarto trimestre, foram produzidas 1,26 bilhão de dúzias, crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mais da metade das granjas produziu ovos para consumo, concentrando a maior parte da produção nacional, enquanto o restante foi destinado à incubação.

Fonte: Agência IBGE
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