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Notícias Moagem deve crescer em 2019

Brasil processa 3,4% mais trigo em 2018

Expectativa é que a moagem volte se expandir em 2019 diante do cenário de recuperação econômica, além de uma provável maior oferta

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Divulgação/SECS

A moagem de trigo no Brasil cresceu 3,4% no ano passado ante 2017, para 12,2 milhões de toneladas, e a expectativa é de que volte a se expandir em 2019 diante do cenário de recuperação econômica, além de uma provável maior oferta, informou nesta terça-feira (26) a associação da indústria Abitrigo.

“A tendência neste ano é que, se a economia voltar a crescer mais do que cresceu no ano passado… A tendência é de que a demanda aumente, e de que a expectativa de crescimento na moagem se efetive”, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Rubens Barbosa, durante coletiva com jornalistas em São Paulo. Para ele, contudo, a expansão no processamento de trigo não deve ser tão expressiva, já que a economia brasileira “não vai explodir”. Barbosa não fez uma projeção concreta para a moagem do cereal em 2019.

O mercado aposta em um crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano, conforme a mais recente pesquisa Focus do Banco Central (BC), em meio a perspectivas de reformas macroeconômicas, como a da Previdência. Mas outro fator que tende a contribuir para a moagem de trigo é a oferta.

Na semana passada, a consultoria INTL FCStone, por exemplo, projetou um salto na produção nacional de trigo neste ano, graças a uma melhora na produtividade após problemas climáticos em safras anteriores. Nesse sentido, Barbosa voltou a defender a Política Nacional do Trigo, um conjunto de medidas elaborado pela Abitrigo visando a expandir a produção brasileira do cereal. O documento, divulgado no ano passado, já foi entregue à ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

“O objetivo da Política Nacional do Trigo é ampliar a produção nacional de trigo a médio e longo prazo… A grande vantagem… é que vamos corrigir uma situação importante para o Brasil: o trigo é o único grão que é importado…. O fato de depender do exterior é que tem um gasto muito grande”, afirmou o embaixador, destacando que segue como defensor do mercado livre. O Brasil é um dos maiores importadores globais do cereal.

Segundo a Abitrigo, a área Norte/Nordeste respondeu pela moagem de 3,71 milhões de toneladas de trigo no ano passado. O Paraná moeu 3,47 milhões, Santa Catarina/Rio Grande do Sul, 2,17 milhões, São Paulo (1,65 milhão) e Centro-Oeste/Minas Gerais/Rio de Janeiro/Espírito Santo (1,16 milhão).

Do total moído, 56% vai para panificação; 26% para massas, biscoitos e outros produtos da indústria; 11% para o varejo e 7% para demais segmentos.

Cota

Barbosa também disse que uma cota de 750 mil toneladas para importação de trigo de fora do Mercosul sem tarifa, anunciada na semana passada, pode favorecer a indústria. “Quanto mais competição tiver, melhor. Quanto mais competição, melhores preços… Do ponto de vista da indústria, o que interessa é a competição”, disse o presidente da Abitrigo. Isso deve afetar a Argentina, tradicionalmente o maior exportador de trigo para o Brasil, bem como os produtores nacionais.

O anúncio da cota foi feito durante a visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, na semana passada. Embora válido para diversas origens, o volume livre de tarifa deve favorecer principalmente os Estados Unidos, o maior ofertante fora do Mercosul.

Para Barbosa, a eventual competitividade do trigo norte-americano no mercado brasileiro dependerá dos preços a serem praticados futuramente.

Fonte: Reuters
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Notícias Coronavírus

Frigoríficos catarinenses intensificam medidas em defesa dos trabalhadores

Indústrias de processamento de carne estão adotando um avançado protocolo de controle da higiene e profilaxia para assegurar a saúde dos trabalhadores

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As indústrias de processamento de carne estão adotando um avançado protocolo de controle da higiene e profilaxia para assegurar a saúde dos trabalhadores durante a pandemia do novo coronavírus. “O que já era rigoroso ficou ainda mais severo”, assinalam os dirigentes do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne) e da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV).

Enquanto aguarda a edição de um protocolo unificado dos Ministérios da Agricultura, Saúde e Economia, as indústrias estão cumprindo um extenso conjunto de medidas definidas no ofício circular SEI 1162/2020, da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, expedida em 31 de março deste ano. Trata-se de normativas gerais especialmente direcionadas aos trabalhadores e empregadores do setor de frigoríficos em razão da pandemia da covid-19.

De acordo com o presidente da ACAV, José Antonio Ribas Júnior, toda a cadeia produtiva está engajada no cumprimento das normas de modo a efetivamente enfrentar a emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus.

Na semana passada, os representantes das agroindústrias se reuniram com o governador Carlos Moisés, deputados da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa e secretários de Estado da Casa Civil, Agricultura e Saúde. Ficou evidente na reunião que Santa Catarina colocou em curso todas as medidas para enfrentamento da pandemia e proteção dos trabalhadores. Também ficou definido que o Estado adotará o protocolo federal, assim que for editado.

“Vamos superar esse quadro de dificuldades que, agora, exige ações para o achatamento da curva de contágio, de forma aqueles que forem acometidos recebam os cuidados médicos e hospitalares necessários”, declarou Ribas Júnior.  Por isso, os  trabalhadores e as empresas estão observando atentamente todas as medidas, assegurando assim os empregos e a atividade econômica.

Cuidados extremos

As empresas da carne criaram protocolos para identificação e encaminhamento de trabalhadores com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus antes de ingressar no ambiente de trabalho. O protocolo inclui o acompanhamento da sintomatologia dos trabalhadores no acesso e durante as atividades nas dependências das empresas. Os trabalhadores são orientados sobre prevenção de contágio e a forma correta de higienização das mãos e demais medidas de prevenção.

As máscaras de proteção respiratória são fornecidas pelas empresas,  utilizadas conforme uso indicado e jamais são compartilhadas. Os trabalhadores pertencentes a grupo de risco (com mais de 60 anos ou com comorbidades de risco) recebem atenção especial, priorizando sua permanência na própria residência em teletrabalho ou trabalho remoto.

O trabalhador que apresenta sintomas da COVID-19 não embarca nos meios de transporte. Foram criados mecanismos para os trabalhadores reportarem se estiverem doentes ou com sintomas ou, ainda, se tiveram contato com pessoa diagnosticada. Os trabalhadores com suspeita de contaminação por COVID-19 são encaminhados ao ambulatório da empresa para avaliação e acompanhamento adequado.

É afastado o colaborador no caso de confirmação do diagnóstico clínico. Procede-se a busca ativa dos trabalhadores que tiveram contato com o trabalhador inicialmente contaminado. O protocolo também define orientações para os trabalhadores terceirizados e as demais pessoas que adentram no estabelecimento.

Foram definidas medidas para diminuir a intensidade e a duração do contato pessoal entre trabalhadores e entre esses e o público externo, evitando ainda a circulação de pessoas de outras cidades na empresa. Foram suspensos os deslocamentos de viagens e reuniões presenciais, utilizando recurso de áudio e/ou videoconferência. Estão sendo reorganizados os postos de trabalho de forma a ampliar o espaçamento entre os trabalhadores.

Todo o paramento de proteção buconasal é fornecido, tais como toucas tipo ninja, capuz, respirador ou máscaras, associado à utilização de vestimentas de trabalho estabelecidas pela vigilância sanitária. A força de trabalho é distribuída ao longo da jornada para evitar a concentração em um turno só. Equipamentos de proteção e higiene são disponibilizados para funcionários de áreas comuns, como profissionais de limpeza, de refeitórios e enfermarias.

As práticas de boa higiene e conduta são incentivadas de forma permanente com disponibilização de material para higienização das mãos nas áreas de circulação de pessoas e nas áreas comuns. Nessa mesma linha de conduta, adotaram-se procedimentos contínuos de higienização das mãos, com utilização de água e sabão em intervalos regulares e, ainda, sanitizante adequado para as mãos, como álcool 70%.

Reiteradas comunicações orientem para evitar contatos muito próximos, como abraços, beijos, apertos de mão. Locais de trabalho e áreas comuns são desinfectadas e limpas no intervalo entre turnos ou sempre que há a designação de um trabalhador para ocupar o posto de trabalho de outro. Sanitário e vestiários recebem prioridade. Superfícies de contato frequente das mãos, como catracas, maçanetas, portas, corrimãos, botões de controle de equipamentos são limpas com grande frequência.

Casos em Santa Catarina

Vale lembrar que algumas agroindústrias do Estado já registraram casos do novo covid-19. A mais recente foi uma fábrica da BFR em Concórdia, que informou que cerca de 340 funcionários testaram positivo para o novo coronavírus e foram submetidos a contraprovas para confirmação da doença.

Refeições

Os trabalhadores que preparam e servem as refeições utilizam máscara cirúrgica e luvas, com rigorosa higiene das mãos. É proibido o compartilhamento de copos, pratos e talheres não higienizados, bem como qualquer outro utensílio de cozinha. As superfícies das mesas são lavadas e desinfectadas após cada utilização. Foi ampliado, nos refeitórios, o espaçamento entre as pessoas na fila, orientadas que sejam evitadas conversas.

Foi ampliado o espaçamento entre as cadeiras para aumentar as distâncias interpessoais. Em muitas empresas tornou-se necessário aumentar o número de turnos em que as refeições são servidas: escalonou-se o horário para entrada nos refeitórios, de forma a reduzir o número de pessoas utilizando o espaço no mesmo tempo.

As comissões internas de prevenção de acidentes (CIPA) se reúnem por meio de videoconferência. Os trabalhadores da saúde, como enfermeiros, auxiliares e médicos, recebem máscaras durante o atendimento, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, e equipamentos de proteção individual (EPIs) definidos para os riscos.

No transporte dos trabalhadores são observadas as seguintes condições: ventilação natural dentro dos veículos através da abertura das janelas, distância segura entre trabalhadores e desinfecção regular entre os assentos e demais superfícies do interior do veículo que são mais frequentemente tocadas pelos trabalhadores. Os motoristas higienizam as mãos e o posto de trabalho, inclusive volantes e maçanetas do veículo.

Setor pujante 

Em Santa Catarina a agroindústria de processamento de carne (aves e suínos) emprega diretamente 60 mil trabalhadores e, indiretamente, 480 mil pessoas. O abate e processamento industrial atinge 34.000 suínos/dia e 3 milhões de aves/dia. O Estado é o maior produtor de suínos e o 2º de aves no Brasil.  Também é o maior exportador das duas proteínas: responde por 57% das exportações de carne suína do Brasil e 28% da exportação nacional de carne de aves. Cerca de 70% das exportações catarinenses são sustentadas pela agroindústria. O setor representa 34% do PIB estadual. Entre integrados e cooperados são mais de 66.000 estabelecimentos rurais envolvidos.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria e REUTERS
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Notícias Mercado

Semeio da nova safra de trigo segue avançando no Brasil

Se o clima favorecer, a área nacional deve crescer frente à de 2019

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Arquivo/OP Rural

As atividades de semeio da nova temporada de trigo continuam avançando no Brasil. Se o clima favorecer, a área nacional deve crescer frente à de 2019, porque produtores estão estimulados pela demanda aquecida e pelo câmbio, que eleva a paridade de importação.

Quanto ao mercado doméstico, segundo colaboradores do Cepea, segue operando com volume restrito, e os valores estão firmes. Para os derivados, de 18 a 22 de maio, no comparativo com a média da semana anterior, as cotações de todas as farinhas subiram. Em relação aos farelos, colaboradores do Cepea apontam que a demanda continua alta, devido à procura para ração animal.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Brasil exportará carne bovina e miúdos para Tailândia

País asiático abriu mercado e aprovou a importação dos produtos de cinco frigoríficos brasileiros

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Arquivo/OP Rural

A Tailândia comunicou que abriu seu mercado para carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis de bovino do Brasil. Cinco estabelecimentos frigoríficos foram aprovados, pelo país asiático, a exportar. As plantas frigoríficas estão localizadas nos estados do Pará, de Rondônia, Goiás, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

“Mais uma boa notícia para o agro brasileiro”, comemorou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que na semana passada, já havia anunciado a abertura do mercado da Tailândia para os lácteos. Desde janeiro de 2019, mais de 60 mercados externos já foram abertos para os produtos agropecuários brasileiros. “Mais de 700 habilitações já foram feitas para os produtos do nosso agro brasileiro”, acrescentou a ministra.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite, ressalta que a abertura desse mercado de carne bovina e derivados tem potencial de US$ 100 milhões nos próximos anos.

O processo de negociação teve início em 2015 com intensas conversas entre o Mapa e o Departamento de Desenvolvimento da Pecuária e o Ministério da Agricultura e Cooperativas do país do sudeste asiático. Recentemente, o secretário adjunto Flavio Bettarello esteve, por duas ocasiões, naquele país com as autoridades da área agropecuária.

Em 2019, a Tailândia importou de todo o mundo cerca de US$ 90 milhões em carne bovina. A Austrália participou da metade desse valor. Austrália e Tailândia têm um acordo de livre-comércio (em conjunto com a Nova Zelândia e os demais países da Asena – grupo de países que a Tailândia faz parte) que isenta as tarifas para as exportações australianas desde o início de 2020 (50% para carne bovina em geral e 30% para miúdos de bovino).

Abertura de mercados

De janeiro de 2019 até agora, o Brasil já conquistou a abertura de mais de 60 mercados para produtos agropecuários. Entre os produtos para exportação estão castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil ( castanha-do-Pará) para Arábia Saudita e material genético avícola para diversos países.

As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês. O recorde anterior das vendas externas neste mês ocorreu em abril de 2013, quando as exportações somaram US$ 9,65 bilhões. O valor no mês passado (US$ 10,22 bilhões) foi 25% superior em comparação a abril de 2019 (US$ 8,18 bilhões).

Fonte: MAPA
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