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Brasil precisa ocupar seu devido lugar no protagonismo global dos alimentos, defende José Ribas

País reúne todos os predicados para ser o protagonista mundial em alimentos, fibras e bioenergia.

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O agronegócio brasileiro dá um salto em crescimento ano após ano, se posicionando como uma potência na produção de alimentos entre os maiores produtores e exportadores mundiais de commodities, proteínas e demais produtos agrícolas.

O Brasil reúne todos os predicados para ser o protagonista mundial em alimentos, fibras e bioenergia. De todos os ângulos, a produção nacional é competitiva, desde as abordagens mais técnicas, passando por atributos de qualidade, de custos, em variedade de produtos, em sanidade, na adoção de boas práticas socioambientais na agricultura, na pecuária e demais atividades rurais para garantir o equilíbrio entre produção e conservação, ciente de que os recursos naturais não são infinitos como outrora se propagava.

Sobre o futuro que desejamos do agro agora, o Jornal O Presente Rural entrevistou com exclusividade o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), José Antonio Ribas Júnior, que palestrou sobre este tema na Pork Expo & Congresso Internacional de Suinocultura, realizado de 26 a 27 de outubro, em Foz do Iguaçu, PR. “O Brasil não pode mais ser o país do futuro, afinal o futuro é agora e isso passa pela agenda agro do Brasil. Temos muitas oportunidades e cada um de nós deve ser um embaixador do agro para que façamos deste setor um orgulho nacional. Sabedores dos nossos desafios, corrigindo erros, construindo soluções sustentáveis e produzindo alimentos e riquezas ao mundo”, afirma Ribas.

Presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), José Antonio Ribas Júnior – Fotos: Divulgação

O gestor é enfático ao afirmar a responsabilidade dos produtores brasileiros com a agenda ESG – governança ambiental, social e corporativa – no campo. No quesito ambiental, o país detém a maior área de preservação ambiental efetiva no mundo, a qual possui espaços que poderiam ser usados para fins econômicos e produtivos, entretanto, estão dentro do ativo de preservação, em que os agricultores são os guardiões. “O produtor rural brasileiro é o maior financiador de preservação ambiental do mundo. Sob sua gestão há pelo menos 20% de área preservada em sua propriedade, contudo isso não é o suficiente, o planeta precisa que todos ampliem a consciência de preservação”, frisa Ribas.

Somado a isso, o país tem uma matriz energética, em grande monta, limpa e renovável, mas, mesmo assim, os investimentos em sistemas fotovoltaico e eólico estão acelerados. “E ainda dominamos a ciência do biometano, temos projetos de preservação ou reservação de água, entre tantos outros exemplos. Somos e seremos a agricultura de baixo carbono que o mundo deseja”, salienta o presidente do Sindicarne.

No âmbito social, o agronegócio gera riquezas ao país, estados e municípios, mas também leva desenvolvimento para longe das capitais, se posicionando como uma alavanca inesgotável de desenvolvimento econômico ao permitir que outras áreas se desenvolvam a partir de seus pilares: insumos, agropecuária, indústria e distribuição (transporte, comércio e serviços). “Geramos atividade econômica que cria empregos diretos e indiretos, gerando crescimento no consumo, fazendo com que a roda da economia gire num ciclo virtuoso de geração e distribuição de riquezas. Famílias, gerações após gerações, são formadas a partir do agro. Temos o rejuvenescimento do campo através do desenvolvimento tecnológico e digital, com jovens liderando e mulheres tomando à frente dos negócios, enfim, um ambiente inclusivo que se retroalimenta”, exalta Ribas.

Na esfera da governança, o Brasil tem políticas bem estabelecidas, com empresas nacionais expandido seus negócios para fora do país, gestores brasileiros assumindo liderança mundo afora, além de deter uma gestão eficiente na agricultura, com recordes de produtividade a cada nova safra. “O agro sabe das suas responsabilidades. Atua com ciência e competência para orgulhar nosso país, da mesma forma que sabemos nossos desafios e oportunidades. O nosso agro agora precisa se desprender de velhos paradigmas para assumir um papel de protagonismo nos debates mundiais”, sustenta Ribas.

Principais desafios do agronegócio brasileiro

Quando se coloca à mesa os desafios do agronegócio nacional, o presidente do Sindicarne afirma que há duas frentes para serem superadas.

A primeira está relacionada aos desafios macro, externos e globais de recuperação ou de construção de uma imagem positiva do setor, que passa pelo entendimento das questões do ESG, das mudanças na geopolítica global do agronegócio, da mudança nas relações entre as pessoas e os alimentos, além de embutir uma percepção de que o agro, a exemplo do que foi feito em 2021 na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26), é colocado como tema central nas políticas de soberania nacional das principais nações. “Residem aí grandes oportunidades, afinal se o mundo precisa de alimentos, nós podemos ser parceiros relevantes. Para tanto, precisamos definitivamente de políticas de Estado que impulsionem o agro e nos permitam a segurança dos investimentos para tal protagonismo”, salienta Ribas.

A segunda frente diz respeito aos desafios internos e imediatos. Com mais de 200 milhões de pessoas para alimentar, o Brasil possui potencial no consumo interno que merece atenção, no entanto, o brasileiro pouco conhece do agro. Ribas elenca a necessidade de comunicar, de criar valor, dar visibilidade e transparência nos processos de produção, acessando públicos relevantes como professores, crianças, médicos, nutricionistas, entre outros, para mostrar que no Brasil se faz um agro com ciência, responsabilidade e competência, comprometido com o bem-estar animal e com bem-estar único, harmonizando pessoas, meio ambiente e animais. “Deveríamos ter um sentimento de orgulho nacional do nosso patrimônio que se chama agro, porém há uma distância muito grande entre a percepção e a realidade. Uma falha nossa como líderes do setor. Precisamos de uma comunicação proativa e menos reativa”, analisa Ribas, ampliando seu ponto de vista: “Não significa negacionismo a problemas existentes, mas dar real dimensionamento dos problemas e de agendas verdadeiras de solução, que passa fundamentalmente por participarmos da vida política do nosso país. Precisamos mais agro na comunicação e na vida política visando a construção de um ambiente favorável ao desenvolvimento”.

Dentre os maiores desafios do produtor brasileiro está produzir mais alimentos com menos recursos naturais. Ribas salienta que essa é uma equação complexa, mas que com ciência e dedicação será possível construir esta jornada. “As novas gerações trazem novos hábitos, novos questionamentos, e precisamos estar atentos em como conectar tudo isso. Não há espaço para quem não olhar para o agro com muito profissionalismo, entendendo os anseios e necessidades da sociedade. Comunicar com competência e proatividade, inserir ciência a serviço da eficiência, qualidade e segurança, além de cuidar amplamente da sustentabilidade. Não há outro caminho que não seja buscar incansavelmente o conhecimento para novas soluções”, ressalta.

PPPs

Neste sentido, as parceiras público-privadas são uma fortaleza, com a Embrapa tendo um papel relevante nas pesquisas, além do ambiente de inovação, com os ecossistemas de startups, empresas e laboratórios de pesquisas unidos para estudar, pesquisar, testar e gerar novos conhecimentos. “Cada um destes agentes precisa ter clareza do seu papel neste contexto, não basta criticar ou achar que alguém precisa fazer algo em algum momento. O alguém somos nós e o momento é agora. O futuro é agora”, afirma Ribas.

Oportunidades para o agronegócio

São inúmeras as oportunidades que o agro brasileiro pode acessar, entre elas Ribas lista novos produtos, a partir da ampliação da matriz de produção, abertura de novos mercados dentro e fora do país, construção da jornada de produção de alimentos de baixo carbono e a cobertura de banda larga de qualidade no campo. “Vejo que podemos num futuro próximo ter o crédito de carbono como produto de exportação. Neste âmbito muitas portas se abrem, mas temos que resolver questões imediatas de rastreabilidade para dar segurança e atuar de maneira implacável na proteção de nossos biomas, pois quem os agride não nos representa e são uma inexpressiva minoria, mas que geram repercussões de alta visibilidade”, avalia.

E para que os avanços do agro sigam trazendo ganhos de eficiência, é primordial que o sinal de internet chegue com qualidade ao campo, para que o setor possa empregar cada vez mais tecnologias nos processos de produção.

Gargalos estruturantes

Apesar do Brasil ser um grande produtor e exportador mundial, ainda enfrenta alguns gargalos no agronegócio, dentre eles de logística, conectividade e dependência externa de fertilizantes.

Em busca de soluções para esses problemas, Ribas defende que seja criado pelo Estado um plano estratégico de longo prazo do agro brasileiro, envolvendo na elaboração profissionais da academia, da pesquisa, do governo e da iniciativa privada. “Que seja um plano de Estado, não de um governo, porque independente de quem esteja no governo deverá ter o compromisso de seguir com o plano estratégico do agro. Tenho certeza que isso norteará ações e investimentos no setor”, frisa o presidente do Sindicarne.

Através deste plano, Ribas diz que seria possível mapear fraquezas e ameaças – geradoras ou não de gargalos – para atuar mitigando efeitos, além de maximizar as áreas consideradas de grandes oportunidades. “O recurso financeiro é escasso, o que exige gastar com inteligência e estratégia, para isso um caminho é firmar parcerias público-privadas que destravem o desenvolvimento”, pontua.

Segurança alimentar

O Brasil é considerado como um país chave para garantir a segurança alimentar mundial, tendo a responsabilidade de aumentar sua produção agrícola em 41% até 2050.

Para que isso seja possível é preciso que a ciência continue entrando em campo para o país alçar novos patamares de produtividade e eficiência. “Já alcançamos recordes de produção sem aumento proporcional de área e acredito que as transformações que vamos ver nos próximos cinco anos serão maiores que as dos últimos 30 anos, com ganhos de eficiência trazidos pela incorporação de tecnologias de ponta no campo. O agro é o novo Vale do Silício do mundo, somado ao clima, à ciência e um efetivo rejuvenescimento dos empreendedores rurais, vamos ser o supermercado de alimentos do mundo”, sustenta Ribas.

Em relação aos volumes, Ribas frisa que dificilmente um outro país conseguirá competir com o Brasil, desde que os produtores façam seu dever de casa. “Não é arrogância, pelo contrário, é se cobrar para assumir um papel de protagonista, que já deveríamos ter e não temos ainda”, sublinha Ribas.

Avanços do agronegócio brasileiro

Ribas cita uma série de fatores garantiram o avanço do agronegócio brasileiro nos últimos anos, com a incorporação de novas tecnologias nas mais diversas áreas, desde o plantio direto, rotação de culturas, integração lavoura-pecuária, integração lavoura-pecuária-floresta, controle biológico de pragas e doenças, práticas conservacionistas, investimentos em genética, nutrição, biosseguridade e manejo na produção animal. “Somos o único país relevante na produção de aves e suínos livre de doenças de notificação obrigatória, que em alguns países produtores tornaram-se endêmicas. É preciso reconhecer o papel chave do nosso sistema de integração, que acelerou a incorporação de tecnologias, permitiu a rastreabilidade e controle de produção. Neste tema o produtor rural é o elo fundamental desta corrente, a ele devemos agradecer o prato de comida de cada dia, seja qual for sua escolha de alimentação”, ressalta Ribas.

O gestor do Sindicarne exalta que as novas tecnologias passam a ser cada dia mais aliadas de todos os elos do agronegócio, porque a partir delas estão sendo possíveis acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de soluções mais eficientes, reduzindo o uso de recursos naturais na produção, possibilitando a tomada de decisões mais rápidas e assertivas, orientando planos de governo e planos de produção, além de antecipar eventos que podem causar perdas na produção. “O emprego de tecnologia nos processos de produção dará cada vez mais rapidez e agilidade na difusão do conhecimento, com plataformas de ensino e desenvolvimento

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola e da piscicultura acesse gratuitamente a edição digital Suínos e Peixes.

Fonte: O Presente Rural

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Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense

Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

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Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.

Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação

A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.

Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.

Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.

O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.

Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.

Fonte: Assessoria Sape-SC
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Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

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A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.

O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.

Resiliência

Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.

A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.

Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026

Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.

No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.

De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.

Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.

No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.

Fonte: Assessoria Cepea
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