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Brasil precisa investir R$ 3,4 trilhões para zerar emissões no transporte de cargas até 2050
Estudo lançado na COP30 mostra que o Brasil pode cortar até 73% das emissões do modal rodoviário, mas dependerá de crédito, infraestrutura e ação coordenada entre governo, empresas e setor financeiro.

Desde os investimentos na produção de novos combustíveis e na ampliação e modernização da infraestrutura, até a renovação da frota, a descarbonização do transporte rodoviário de cargas no Brasil, essencial para o cumprimento das metas do Acordo de Paris, deverá demandar cerca de R$ 3,42 trilhões em investimentos nos próximos 25 anos. É o que revela o estudo “Roadmap para o Transporte Rodoviário Net Zero”, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil. O trabalho, que contou com o apoio da Scania e a parceria estratégica da Confederação Nacional de Transportes (CNT), foi lançado durante a COP30, em Belém (PA).
Elaborado pela Mitsidi Consultoria, o documento apresenta um mapeamento inédito dos mecanismos de fomento, linhas financiamento e medidas de incentivo, disponíveis para a descarbonização do setor, analisa o grau de maturidade das tecnologias de baixo carbono e seus custos, além de sugerir ações práticas que empresas podem adotar para reduzir emissões no transporte de cargas. “Esse trabalho reforça que o Net Zero não é apenas uma resposta à crise climática, mas uma oportunidade de reposicionar o Brasil como protagonista global na transição energética. Com inovação, planejamento e cooperação entre setores, é possível transformar um dos maiores desafios da nossa economia em um vetor de desenvolvimento sustentável”, afirma o diretor do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, Guilherme Xavier.

Foto: Freepik
O documento tem como premissa os achados do estudo “Transporte Rodoviário Comercial Net Zero 2050”, lançado em 2022 pelo Pacto Global e Scania, que propõe uma estratégia estruturada para acelerar a substituição gradual de combustíveis fósseis por cinco alternativas tecnológicas: biodiesel renovável, diesel verde (HVO), biometano, veículos elétricos a bateria (BEV) e veículos elétricos movidos a hidrogênio verde (FCEV).
O estudo considerou também as metas de redução das emissões assumidas pelo Brasil e formalizadas em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (sigla em inglês, NDC). “A nossa missão vai além da oferta de tecnologias que contribuam para a descarbonização do setor de transporte pesado. Atuamos nas frentes que viabilizam a redução de emissões e endereçam os desafios que ainda temos para ganhar escala nas alternativas ao fóssil”, ressalta a diretora de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Scania, Patrícia Acioli.
Segundo as projeções mostradas, o país tem potencial para reduzir em até 73% as emissões do transporte rodoviário pesado, desde que haja uma ação coordenada entre governo, setor privado, instituições financeiras e sociedade civil, contribuindo para que o Brasil atinja a sua meta na NDC. As emissões residuais (16,17 MtCO2eq em 2050) deverão ser neutralizadas em 2050 com o uso de tecnologias de captura e/ou por meio dos créditos de carbono, visando alcançar a neutralização de carbono.
Colaboração multissetorial
Há dois anos, o Pacto Global da ONU – Rede Brasil e a Scania se uniram para criar o Hub de Biocombustíveis e Elétricos. A proposta é fomentar um centro de discussões voltado à descarbonização do transporte rodoviário reunindo especialistas, pesquisadores, empresários, tomadores de decisão e governo para promover um ambiente que favoreça a geração de projetos e iniciativas que acelerem a transição do setor para uma economia de baixo carbono. O Hub conta com a participação de quase 90 empresas que representam 15% do PIB nacional.
O projeto se propõe a oferecer às empresas participantes uma jornada de capacitação, por meio de clínicas, buscando o entendimento sobre biocombustíveis e eletrificação para a descarbonização do setor de transportes do modal rodoviário, podendo se estender à cadeia de valor. A jornada proporciona também networking entre seus membros por meio de encontros regulares de implementação dos projetos, compartilhamento de boas práticas.
Desafios e oportunidades
Responsável pela maior parte do transporte de cargas no país, o modal rodoviário também é um dos principais emissores de gases de efeito estufa (GEE). A transição dos combustíveis fósseis para alternativas sustentáveis é inevitável, embora envolva grandes desafios e oportunidades.
O estudo propõe aprimorar o financiamento e os incentivos para a adoção de tecnologias de baixo carbono, estimulando a integração entre stakeholders e a colaboração entre os diferentes elos da cadeia de valor.

Foto: Claudio Neves
A publicação reúne as principais percepções do mercado e apresenta ações estruturantes de curto, médio e longo prazos, tanto no âmbito macro, envolvendo bancos e governos, quanto no micro, voltado às empresas. Também são identificados riscos e estratégias de mitigação para cada etapa da transição.
Entre os principais entraves apontados estão a burocracia no acesso ao crédito, a falta de infraestrutura adequada e a ausência de políticas públicas claras que impulsionem a substituição dos combustíveis fósseis. “Os achados do relatório técnico servem como norteadores para priorização das ações e nos ajudam a mobilizar atores de infraestrutura e políticas públicas, visando criar caminhos para um ambiente de negócios que acelere os avanços necessários”, destacou Patricia.
O levantamento reforça que a descarbonização do transporte rodoviário de cargas não é apenas uma necessidade ambiental, mas também uma oportunidade econômica. Com vocação produtiva, diversidade energética e capacidade de inovação, o Brasil pode liderar a mobilidade de baixo carbono no cenário global. “O destaque importante é o fomento da diversidade de soluções e o olhar vocacional alinhado à especificidade de cada região do país. Este não é apenas um caminho de prosperidade ambiental, mas também de prosperidade econômica e social”, pontua a gerente de Transição Energética e Mobilidade Sustentável, coordenadora do estudo pela Mitsidi, Ana Carolina Dias.
Confira a seguir, os principais destaques da publicação:
- Financiamento como eixo central da transição: foram mapeados 21 mecanismos de fomento, com predominância de biocombustíveis. Foco na linha produtiva, criar linhas para pequeno e médio porte. Maior parte capital próprio não avança. Os investimentos estimados somam R$ 3,42 trilhões até 2050, com média anual de R$ 136,84 bilhões e previsão de criação de 42 mil novos pontos de abastecimento.
- Preferências tecnológicas: biometano e veículos elétricos lideram as escolhas empresariais, seguidos por biodiesel renovável, diesel verde e hidrogênio.
- Principais barreiras: custo elevado para renovação de frotas mais sustentáveis; dificuldades no acesso ao crédito; falta de clareza nas políticas públicas que impulsionem a adoção dessas tecnologias; e ausência de infraestrutura adequada são os principais entraves.
- Ações estruturantes: o roadmap propõe 132 iniciativas distribuídas em quatro objetivos, facilitar o financiamento de frotas sustentáveis; diversificar investimentos e incentivos; criar um ecossistema de infraestrutura e regulação; e ampliar o engajamento entre governo, empresas e sociedade.
- Projeções para 2050: frota necessária de 1,27 milhão caminhões elétricos e movidos a biocombustíveis de longa distância, geração de 833 mil empregos acumulados e redução de 1,63 GtCO₂.

Colunistas
Brasil preserva, produz e ainda precisa contar essa história
Dados mostram avanço de práticas sustentáveis no campo, mas percepção externa sobre o agro brasileiro continua distante da realidade de parte dos produtores.

Em um mundo cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas, a biodiversidade deixou de ser apenas um tema ambiental. Ela passou a influenciar investimentos, comércio internacional, segurança alimentar e competitividade econômica. Nesse cenário, poucos países possuem uma vantagem tão relevante quanto o Brasil.

Foto: José Fernando Ogura
Somos uma potência agrícola e, ao mesmo tempo, um dos países com maior biodiversidade do planeta. A combinação entre capacidade produtiva, recursos naturais e conhecimento científico coloca o Brasil em posição privilegiada para liderar a transição para uma economia de baixo carbono. O desafio é que essa realidade nem sempre é compreendida pela sociedade e tampouco comunicada com a clareza necessária.
Existe uma distância entre aquilo que o país efetivamente realiza e a percepção construída sobre ele. Reduzir essa lacuna deveria ser uma prioridade nacional.
Isso não significa criar uma narrativa idealizada sobre o campo brasileiro ou ignorar problemas que ainda precisam ser enfrentados. O combate ao desmatamento ilegal continua sendo uma condição indispensável para fortalecer a credibilidade do país e ampliar sua competitividade internacional. Em um ambiente cada vez mais atento a critérios socioambientais, reputação tornou-se um ativo econômico.
Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer avanços concretos que muitas vezes permanecem invisíveis

Foto: Divulgação
fora dos círculos especializados. A 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural mostra que, entre os produtores envolvidos em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, 66% atuam na conservação de áreas naturais, 42% adotam técnicas agrícolas sustentáveis e 34% desenvolvem ações de reflorestamento.
Esses números revelam que a preservação ambiental já integra a estratégia de uma parcela relevante dos produtores brasileiros e ajudam a demonstrar como conservação e produção podem caminhar juntas em uma mesma propriedade.
A mesma pesquisa revela outro dado significativo: 86% dos produtores acreditam que eventos extremos, como secas prolongadas, chuvas intensas e temperaturas mais elevadas, terão impacto sobre suas atividades nos próximos anos. Trata-se de um indicador importante porque demonstra que as mudanças climáticas não são percebidas como uma discussão distante da realidade do campo. Pelo contrário. Elas já influenciam decisões de investimento, manejo e planejamento produtivo.

Foto: R.R.Rufino
Não por acaso, 72% dos produtores afirmam adotar práticas voltadas ao aumento da eficiência no uso de insumos e à redução de impactos ambientais. Isso mostra que sustentabilidade e produtividade caminham cada vez mais juntas. A adaptação climática deixou de ser apenas uma demanda regulatória ou uma exigência de mercado para se tornar uma necessidade econômica.
O problema é que boa parte dessas transformações ainda circula de forma limitada entre especialistas, entidades setoriais e agentes da cadeia produtiva. Enquanto isso, a percepção pública continua sendo frequentemente moldada por informações

Foto: Divulgação
fragmentadas ou por episódios isolados que acabam definindo a imagem de um setor extremamente diverso e complexo.
É justamente por isso que a biodiversidade precisa se transformar em uma agenda de comunicação para o Brasil.
Não se trata de propaganda. Trata-se de construir uma comunicação baseada em dados, transparência e diálogo. Uma comunicação capaz de aproximar campo e cidade, ampliar o entendimento da sociedade sobre os desafios da produção de alimentos e dar visibilidade às iniciativas que contribuem para conservar recursos naturais, recuperar áreas degradadas e reduzir emissões.

Artigo escrito pelo presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural, Ricardo Nicodemos – Foto: Divulgação/ABMRA
O país possui ativos ambientais que serão cada vez mais valorizados pela economia global. Mas nenhum ativo gera reconhecimento por si só. É preciso demonstrar resultados, comunicar evidências e construir confiança.
A biodiversidade brasileira já ocupa lugar central na identidade nacional e será cada vez mais relevante para a competitividade do país. O que ainda precisa ganhar visibilidade é como ela é conservada e o papel que o campo desempenha nessa construção. Comunicar essa realidade com transparência, equilíbrio e base em evidências é um passo fundamental para aproximar sociedade e produção rural, fortalecer a reputação brasileira e posicionar o país como uma referência global em produção e conservação.
Notícias
Entenda impasse entre bancada do agro e governo sobre dívidas rurais
Reunião entre parlamentares e governo termina sem acordo em Brasília.

A reunião entre representantes do governo federal e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na terça-feira (07) terminou sem acordo sobre a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O encontro discutiu alternativas ao Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, que tramita na Câmara dos Deputados, e uma proposta de medida provisória (MP) elaborada pelo Ministério da Fazenda.

As negociações continuarão nos próximos dias. O principal objetivo é chegar a um consenso sobre as condições de refinanciamento antes da definição do texto que será encaminhado ao Congresso.
Pontos divergentes
O governo apresentou uma proposta de medida provisória para substituir parte do conteúdo do projeto aprovado pelo Senado. No entanto, permanecem divergências sobre os seguintes pontos:
- critérios para enquadramento dos produtores;
- taxas de juros;
- prazo de carência;
- montante de recursos disponíveis;
- custo fiscal da operação.
Outra questão que gera impasse é a abrangência da medida. O governo defende que o benefício seja direcionado apenas aos produtores que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos nas últimas safras.
Os parlamentares ligados ao agronegócio defendem uma solução mais ampla, que também contemple produtores endividados por fatores econômicos, como aumento dos custos de produção e queda da renda.
Pauta-bomba

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural
O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o Executivo está disposto a construir uma solução para agricultores prejudicados por eventos climáticos, mas considera inadequado ampliar a renegociação para todos os produtores rurais do país, devido ao impacto fiscal da proposta.
O Ministério da Fazenda considera como uma pauta-bomba o texto aprovado pelo Senado. A pasta estima que o formato atual do projeto gere impacto de cerca de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, cálculo contestado pela bancada ruralista.
O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que participou das negociações, afirmou que houve avanços nas conversas, e que as equipes técnicas seguem trabalhando para aproximar as posições. Segundo ele, a intenção é apresentar uma proposta consensual ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por intermediar as negociações.
Próximos passos

Foto: Marcello Casal
O PL 5.122 prevê mecanismos para facilitar a renegociação das dívidas de produtores rurais, com prazos maiores e condições especiais de financiamento. O governo tenta construir uma alternativa por meio de medida provisória, que teria aplicação imediata depois de ser editada, mas depende de entendimento com o Congresso.
Novas reuniões entre o Ministério da Fazenda e representantes da FPA devem ocorrer nos próximos dias para tentar reduzir as divergências.
Posição da FPA
Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária afirmou que não aceita substituir automaticamente o PL 5.122 por uma medida provisória e reiterou que o texto aprovado pelo Senado continua sendo a base das negociações. A bancada informou que ainda discorda de pontos como o enquadramento dos produtores, as taxas de juros, os prazos de pagamento e o alcance da proposta, e disse que seguirá negociando para ampliar o número de produtores beneficiados.
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Cobrança do ITR pode ganhar novas regras para reduzir disputas entre produtores e municípios
Proposta prevê critérios técnicos para definição do Valor da Terra Nua, maior transparência na fiscalização e mudanças na tributação de áreas afetadas por invasões.

Representantes do setor agropecuário defenderam na terça-feira (07) mudanças nas regras de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), durante debate sobre o Projeto de Lei 1.648/2024. A proposta busca tornar mais transparentes os critérios de definição do Valor da Terra Nua (VTN), utilizado no cálculo do imposto, além de padronizar procedimentos de fiscalização e ampliar a segurança jurídica para os produtores rurais.

Foto: Divulgação
O texto altera a legislação que regula o ITR e estabelece critérios técnicos para a elaboração do VTN pelos municípios, responsáveis pela fiscalização do tributo em parte do país. A proposta também reforça a utilização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como instrumento de apoio à fiscalização.
Um dos principais pontos discutidos foi a falta de transparência na definição do Valor da Terra Nua. Segundo entidades do setor, muitos produtores encontram dificuldades para acessar os estudos e laudos técnicos que embasam os valores utilizados pelos municípios.
Representando a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o consultor jurídico Anaximandro Doudement Almeida afirmou que a ausência de critérios claros aumenta os conflitos entre produtores e administração pública. “Os produtores relatam casos de supervalorização do Valor da Terra Nua e dificuldade de acesso aos estudos que fundamentam esses valores. Trazer esses critérios para a lei é importante para reduzir a insegurança jurídica”, afirmou.
Segundo Almeida, o projeto estabelece parâmetros para a elaboração dos levantamentos do VTN, incluindo metodologia, responsabilidade técnica e publicidade das informações.

Foto: José Fernando Ogura
Outro tema abordado foi o tratamento tributário de propriedades rurais atingidas por invasões. De acordo com o consultor, o texto prevê que o período em que o imóvel permanecer indisponível para produção seja considerado na incidência do imposto. “O produtor perde a disponibilidade do imóvel e, muitas vezes, não consegue manter a atividade. O critério deve considerar o período da invasão”, frisou.
Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o assessor técnico Érico Melo Goulart afirmou que a proposta pode reduzir disputas tributárias ao ampliar o acesso dos contribuintes às informações utilizadas na cobrança do imposto. “Hoje, os municípios definem o Valor da Terra Nua e conduzem todo o processo, mas nem sempre disponibilizam a metodologia e os laudos técnicos”, expôs.
Segundo Goulart, a falta de transparência limita o direito de defesa dos produtores. “Sem conhecer a metodologia, o produtor não consegue contestar os valores, o que gera insegurança jurídica”, ressaltou.

Foto: Divulgação/FPA
O representante da CNA também defendeu que a legislação estabeleça mecanismos objetivos para comprovar os impactos econômicos provocados por invasões de propriedades rurais, como registros policiais e outros documentos oficiais.
Outro ponto levantado foi a destinação dos recursos arrecadados com o ITR. “A arrecadação do ITR deve ser aplicada em infraestrutura rural, como estradas e pontes”, enfatizou.
Além de uniformizar os critérios de cálculo do Valor da Terra Nua, o Projeto de Lei 1.648/2024 propõe atualizar procedimentos de fiscalização, ampliar a transparência da cobrança e reduzir a judicialização envolvendo o imposto. A proposta aguarda votação na Comissão de Assuntos Econômicos antes de seguir para as próximas etapas de tramitação.



