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Suínos / Peixes Mercado

Brasil poderá exportar pescado para o Marrocos

País reconheceu o Certificado Zoossanitário Internacional apresentado pelo Brasil

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Na quinta-feira (06), o Marrocos reconheceu o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) apresentado pelo Brasil para a exportação de pescado para aquele país. “Temos uma ótima notícia no setor da pesca: o Brasil recebeu a notícia do Marrocos da abertura do seu mercado para exportação de peixe brasileiro”, disse hoje a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

Segundo o secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério, Jorge Seif Júnior, no ano passado, o Marrocos importou o equivalente a US$ 240 milhões em pescados de todo o mundo. “O Brasil poderá fazer parte desse mercado”, afirmou o secretário.

Seif destacou que o Ministério da Agricultura trabalha para buscar novos mercados, já que a produção brasileira de pescados está crescendo. O Marrocos tem interesse especialmente em bonito listrado, lula e camarão.

Fonte: MAPA
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Suínos / Peixes Suinocultura

Diagnóstico de cio e o uso de feromônios

Falha em detectar o cio, ou erros no manejo de diagnóstico de cio, são duas principais causas de mau desempenho reprodutivo na suinocultura tecnificada

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por André Buzato, médico veterinário/M.Sc e gerente de Serviços Técnicos Suínos da Vetoquinol

O diagnóstico de cio ou estro é um dos manejos mais importantes em qualquer sistema de criação de suínos. É através deste manejo que determinamos o intervalo-desmame-cio (IDC) que já foi identificado como o fator chave da duração do estro (DE) e do intervalo estro-ovulação (IEO).

O manejo deficiente em estimulação sexual, combinado com uma avaliação inadequada da reposta de imobilização da fêmea, resulta num baixo nível de detecção do cio e consequentemente em momento inadequado de inseminação artificial. A falha em detectar o cio, ou os erros no manejo de diagnóstico de cio, são as duas principais causas de mau desempenho reprodutivo na suinocultura tecnificada.

O diagnóstico de cio requer a presença de um macho que proporcione adequados estímulos sexuais para a fêmea. Os principais aspectos que trazem êxito no manejo de diagnóstico de cio são: macho sexualmente maduro, macho que apresente salivação abundante com alto nível de feromônios para estimulação olfatória; manejo que permita um adequado contato entre focinho-focinho entre macho e fêmea; equipe treinada e capacitada para observar os comportamentos de cio.

Os procedimentos de rotina para a detecção do estro envolvem o teste de pressão dorsal ou teste de monta na presença de um macho. As fêmeas que reagem à pressão em seu dorso exibindo o reflexo de imobilidade ou a resposta de lordose por, pelo menos, 10 segundos são, em geral, classificadas como sexualmente receptivas.

Fatores de risco na detecção do cio

Certos fatores podem levar à falha na detecção do estro:

  • Níveis reduzidos de feromônios liberados pelo macho por conta de imaturidade sexual ou variações individuais.
  • Dimuição da libido, cansaço ou interesse pelo alimento.

Por que é imprescindível melhorar o desempenho da detecção do cio?

O melhor desempenho da detecção do cio diminui o risco de perdas reprodutivas que podem representar enormes prejuízos financeiros ao sistema de produção:

Nem todos os estímulos são iguais

A importância do odor 

Um macho sexualmente maduro produz uma ampla variedade de estímulos. Dentre eles, os estímulos olfatórios desempenham um papel importante no comportamento do estro.

Nos casos em que há o risco de comprometimento dos estímulos olfatórios, análogos sintéticos de feromônios da saliva do macho podem ajudar a garantir o máximo nível de estimulação.

Por muitas décadas, havia a crença de que o sinal das moléculas olfatórias do macho, capazes de estimular os sinais comportamentais de estro em fêmeas da espécie suína, era produzido apenas por dois feromônios salivares: androstenol e androstenona.

Pesquisas recentes revelaram que uma terceira molécula volátil denominada quinolina também está presente na saliva do macho e exerce um efeito de feromônio, atuando de forma sinérgica com o androstenol e a androstenona para obter o máximo comportamento sexual em fêmeas no cio.

O gatilho olfatório

O macho sexualmente maduro emite três moléculas de feromônios em sua saliva.

Essas moléculas são transferidas para a fêmea por meio de contato próximo.

Os feromônios alcançam o epitélio olfatório principal, um conjunto de células sensoriais dentro da cavidade nasal, onde são reconhecidos por receptores específicos.

Os neurônios sensoriais olfatórios transformam os sinais químicos em um sinal elétrico que é rapidamente transmitido para o sistema nervoso central.

Cada receptor reconhece especificamente uma determinada estrutura química. Desse modo, a mensagem sexual máxima é transmitida ao cérebro se todos os três tipos de receptor forem estimulados.

O uso de feromônios: uma nova tecnologia para a detecção do cio

Uma nova tecnologia contém uma combinação de análogos sintéticos das três moléculas de feromônios presentes na saliva do macho suíno (Androstenona, Androstenol e Quinolina). A atuação sinérgica dessas moléculas desencadeia o comportamento sexual máximo em fêmeas no cio mimetizando o efeito do macho (cachaço). Esta tecnologia incorpora um corante azul para fácil aplicação e já vem pronto para uso até a manifestação do cio na fêmea. Um recente estudo demonstrou que a combinação dos três feromônios presentes na tecnologia desencadeou uma resposta comportamental sexual máxima em fêmeas no estro quando comparação com a aplicação isolada de cada feromônio, sendo 64% mais eficiente que os demais.

Como a tecnologia pode beneficiar seu rebanho 

Resultados de um estudo a campo em uma granja comercial, comparando o desempenho de combinação de análogos sintéticos das três moléculas de feromônios presentes na saliva do macho suíno (Androstenona, Androstenol e Quinolina)  + áudio de grunhido e um macho sexualmente maduro para a detecção do cio.

O uso da tecnologia foi capaz de detectar 9 em cada 10 fêmeas no cio sem o auxílio de um macho sexualmente maduro, isto traz novas perspectivas para o manejo de diagnóstico de cio; mais rapidez, otimização e maximização através de uma exposição consistente e confiável aos feromônios sexuais na rotina de detecção do cio.

A tecnologia pode auxiliar nos protocols de inseminação artificial, pois ajuda a identificar a melhor janela de fertilização (> 90% de fertilização), ou seja, durante um período de 24 horas antes da ovulação.

Ajuda a detectar o estro nos locais onde o macho não pode estar

Os atuais modelos de produção, a eficiência do trabalho ou as regras de biossegurança podem impedir que os machos sejam levados até as fêmeas; no entanto, a produtividade da granja certamente se beneficiaria do diagnóstico do cio. Os exemplos de benefícios da tecnologia incluem diagnóstico do cio pós-inseminação, diagnóstico do cio em casos de quarentena e rápido diagnóstico do cio quando há pouco tempo disponível.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Saúde Animal

Coccidiose e rotavirose são principais causas de diarreia na maternidade

Sabendo o que precisa controlar, é preciso conhecer as doenças e saber como diagnosticá-las

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Arquivo/OP Rural

As diarreias em maternidades é uma grande dor de cabeça para o suinocultor. É preciso atenção nos manejos e sanidade do plantel para preveni-las. Duas são as mais importantes e que mais acometem os suínos no Brasil: a coccidiose e a rotavirose. Durante o 13° Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui), que aconteceu pela primeira vez de forma totalmente online, o médico veterinário e gerente técnico de Monogástricos da Elanco, Pedro Ernesto Sbardella, falou sobre estas duas diarreias e quais são os impactos que elas tem na maternidade e no período pós-maternidade.

Segundo o profissional é importante focar em manejos para evitar que as doenças aconteçam. “O manejo de animais (todos dentro todos fora), o controle de moscas e roedores, a limpeza, ambiente (a temperatura, tanto do local quanto do leitão) e a umidade são pontos importantes de serem verificados”, introduz. Ele explica que a imunidade é muito importante, assim como a saúde das fêmeas e o manejo realizado com os leitões.

Dessa forma, sabendo o que precisa controlar, o profissional afirma que é preciso conhecer as doenças e saber como diagnosticá-las. “A consistência e sinais clínicos são diferentes das diarreias. Na maternidade a diarreia pode acontecer por diferentes fatores. A fase de ocorrência pode nos dar um sinal de que tipo de diarreia está acontecendo”, comenta.

De acordo com Sbardella, é difícil chegar em um diagnóstico somente pela consistência e cheiro das fezes. “Precisamos evidências para chegar em um diagnóstico. A gente precisa continuar somando evidência, coletando amostras e enviando ao laboratório para fazer a identificação”, defende. Além disso, outro ponto importante é a coleta de amostras para o exame histopatológico. “Isso tudo ajuda a fechar o diagnóstico. Temos que levar em consideração as evidências”, afirma.

Atualmente, explica o médico veterinário, existem algumas diarreias que são as principais vistas hoje em campo. A primeira delas é a Clostridium tipo C. “Que está sob controle atualmente”, diz. Outra é a Escherichia coli. “É uma doença relevante e importante, mas hoje está mais controlada do que no passado devido as vacinas disponíveis no mercado”, menciona. Outras que ainda aparecem são a clostridium difficile e tipo A. “Ambas estão presentes em animais com e sem diarreia, então é difícil fazer uma associação”, comenta. Também a coccidiose e rotavirose, que tem uma prevalência maior. “Um trabalho realizado em 2011 mostrou que 40% das granjas apresentam problemas com estas duas”, diz.

A rotavirose

Segundo Sbardella, a rotavirose é uma infecção causada pelo rotavírus. “Um trabalho de 2019 mostra que está entre as diarreias mais encontradas na maternidade”, comenta. A principal via de transmissão é oral e fecal. “O vírus A é o mais frequente, mas o C aumentou a sua importância. Existem vacinas hoje com resultados variáveis”, comenta.

O médico veterinário explica que a doença causa fezes aquosas de cor variável e vômitos ocasionais. “Ela afeta leitões de um a oito semanas. É uma questão de um vírus entrando em granjas que não estava. Quando o vírus circula a imunidade passiva da fêmea vai diminuir e isso pode gerar um problema grande. Pode causar diarreia na creche, mesmo em leitões que tiveram diarreia na maternidade”, diz. As condições do ambiente é um ponto importante. “Na prática vemos granjas com ou sem vacina. Mas quando se trabalha o ambiente e limpeza vemos resultados significativos”, comenta.

De acordo com Sbardella, o rotavírus causa vários tipos de diarreias, mas um dos pontos em que ele vai agir bastante vai ser na destruição dos enterócitos. “O impacto vai vir de duas formas: o rebanho sem imunidade vai ser relacionado a imunidade, porque vai atingir mais animais de primeiros dias de vida. Se é rebanho com imunidade, com o vírus circulando, o problema vai ser mais a partir da segunda semana. A mortalidade vai ser variável, mas com complicação de outros agentes e impacto no desempenho dos animais”, informa.

Para o médico veterinário, o rotavírus é bastante relevante, é uma das principais diarreias de maternidade. “Ela pode causar alta mortalidade, perda de desempenho e o impacto que traz para o intestino do animal pode persistir por um bom tempo”, diz.

Coccidiose

A coccidiose é outra doença que merece a atenção do suinocultor. A infecção dela via vir principalmente do ambiente. “Instalações contaminadas, fezes de leitões com a doença vão ser os principais pontos de infecção do leitão”, informa Sbardella. Segundo ele, o coccidio tem várias fases dentro da célula. “Passa de sexuada para assexuada e vai ter com o oocisto liberado no ambiente que vai esporular. E isso está muito relacionado a temperatura, então em períodos mais quentes um local pode favorecer a esporulação de oocistos”, conta.

Esta é uma doença que pode ser clínica e subclínica. “Quando a doença é clínica vamos observar uma diarreia evidente e impacto visual na leitegada. A diarreia é transitória a partir da segunda semana e podemos observar ainda a redução do desempenho de animais e nenhuma mortalidade. Já na subclínica não vamos ver diarreia, mas a redução no desempenho vai acontecer da mesma forma”, informa.

A doença tem grande impacto nos animais, causando lesões intestinais como necrose focal no topo das vilosidades, hiperplasia das criptas e redução da altura das vilosidades. “O impacto do desempenho dos animais está muito relacionado a esta doença”, diz. Sbardella comenta que é muito claro o impacto que a doença vai causar na heterogeneidade do peso dos animais. “Vai ter uma variabilidade maior do peso dos leitões e isso vai resultar em um impacto no longo prazo”, comenta.

O médico veterinário informa que nenhuma mortalidade está diretamente ligada a coccidiose, mas ela pode ter associação com outros agentes. “É até um ponto importante a gente comentar, se for pegar hoje nas diarreias de maternidade é comum encontrar mais que um agente. Precisamos levar em consideração que mesmo a coccidiose sendo mais importante é muito provável que esteja associada com outras coisas. Talvez elas estejam até abrindo portas para outras bactérias, mas o fato é que a coccidiose não traz mortalidade, é muito mais perda de desempenho”, considera.

Dessa forma, argumenta, fica clara a importância de controlar ou fazer os manejos não negociáveis para evitar que as diarreias aconteçam. “Uma vez que elas acontecem, a gente precisa saber reconhecer e diagnosticar, somar as evidências para chegar ao diagnóstico correto”, diz.

Sbardella afirma que a rotavirose e a coccidiose são as mais importantes no Brasil no período de maternidade, que tem a maior prevalência e são similares em alguns pontos. “Há um impacto na maternidade. Na creche pode causar doença ou perda de desempenho. Ambas funcionam se associando a infecções secundárias facilmente”, conclui.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Saúde Animal

Lawsonia intracellularis: um inimigo que pode estar oculto

Medidas de prevenção são extremamente importantes para garantir o sucesso da produção

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Artigo escrito por Luciana Fiorin Hernig, médica veterinária e coordenadora Técnica da Boehringer Ingelheim

A Lawsonia intracellularis é o agente causador da ileíte ou enterite proliferativa suína. É comum associarmos este agente apenas aos casos da doença nos quais encontramos animais pálidos, com diarreia sanguinolenta (Imagem 1) e alta mortalidade. Entretanto, sabe-se que Lawsonia está disseminada pelas granjas, principalmente nas fases de crescimento e terminação.

Então, será que estamos deixando de contabilizar os prejuízos gerados, principalmente nos casos em que não há diarreia com sangue a alta mortalidade? Quando acompanhamos um lote desuniforme, com fezes amolecidas apenas (Imagem 2), associamos automaticamente a outras causas, como problemas com a qualidade da ração, ambiência etc. Entretanto, estes são também sinais clínicos da forma crônica da ileíte, mas que nem sempre é investigada. Além disso, quando a ileíte se manifesta na forma subclínica, pode haver perda do desempenho zootécnico dos suínos, como piora na conversão alimentar e redução no ganho de peso diário, levando a desuniformidade do lote, o que causa prejuízos financeiros. Nestes casos, os animais infectados ainda são fonte de disseminação do agente.

Os estudos já mostraram que a Lawsonia intracellularis é um agente altamente prevalente nas granjas no mundo, podendo ser encontrada entre 90 e 100% dessas no Brasil. A bactéria é excretada nas fezes dos suínos, contaminando o ambiente e pode ser facilmente disseminada através das botas, lâmina d’água, presença de fezes nos bebedouros/comedouros, roedores, moscas etc.

Normalmente, o uso de antimicrobianos na ração e/ou via água de bebida é a estratégia adotada para controle da Lawosnia nas granjas, porém esta tática não elimina o agente completamente do ambiente. Tem-se, portanto, o risco de infecção dos animais e, muitas vezes, casos de ileíte aguda na janela de retirada de antimicrobianos pré-abate, com altas perdas. Além disso, pode haver casos da doença nas formas crônica e subclínica que nem são diagnosticados ao longo das fases de crescimento e terminação.

Neste sentido, há ainda um fator importante a ser considerado, que é a busca pelo uso prudente de antimicrobianos na suinocultura. Associado a essa redução no número e quantidade de moléculas utilizadas, principalmente como preventivo, alguns patógenos que pareciam inexistentes na granja, “reaparecem” ou “são descobertos”, como é o caso da Lawsonia, e causam ainda mais perdas.

A identificação da Lawsonia na granja pode ser facilmente investigada através da análise laboratorial de fezes e sangue, identificando assim a quantidade desta bactéria que está sendo excretada (PCR quantitativo das fezes), pois há trabalhos mostrando que cargas acima de 104 de Lawsonia por grama de fezes já estão associadas a lesões no intestino. Além disso, coleta-se sangue para verificar em qual fase os suínos apresentam anticorpos contra a bactéria (sorologia). Desta forma, é possível conhecer a dinâmica do agente na realidade de cada propriedade e adequar as melhores ferramentas para redução da pressão de infecção.

Tendo em vista que a Lawsonia está presente nas granjas e causa prejuízos ao desempenho dos animais, e, por consequência, financeiras, as medidas preventivas têm ganhado força nos sistemas de produção. Além da biosseguridade, uma ferramenta de extrema importância no processo de prevenção que se destaca neste sentido é o uso de vacina. Contudo, formular um protocolo de vacinação com sucesso é um trabalho que exige conhecimento, pesquisa de agentes e clareza sobre os produtos disponíveis no mercado.

No caso da Lawsonia intracellularis, já existe vacina com tecnologia para ser fornecida por via oral que se assemelha a infecção natural pela bactéria, induz uma imunidade robusta sem causar a doença. Além disso, a vacina via oral respeita o bem-estar dos animais, pois não provoca reações adversas locais (edema no local da aplicação, por exemplo) e/sou sistêmicas (febre). Desta forma, os animais conseguem manter seu comportamento natural, tendo em vista que não ficam abatidos, nem reduzem consumo de ração, e podem expressar todo seu potencial zootécnico. Há ainda o benefício ao bem-estar dos humanos, pela facilidade de aplicação, que pode ser individual, na caixa d’água (Imagem 3), dosador, ração líquida ou até sobre a ração seca (Imagem 4).

Sabe-se ainda que a Lawsonia causa danos aos enterócitos (células do intestino) e pode estar acompanhada de outros patógenos como a Salmonella, causando consequências ainda maiores. Por isso, optar por uma vacina que além de proteger para Lawsonia, já tenha reconhecidamente estudo provando a redução da excreção de Salmonella também é uma ótima opção para proteção do rebanho.

Considerando-se, portanto, que a Lawsonia intracellularis é um agente que está presente na maioria das granjas e que este agente pode causar perdas expressivas no desempenho dos suínos, as medidas de prevenção são extremamente importantes para garantir o sucesso da produção. O uso de antimicrobianos não garante que o suíno não vá se infectar e sofrer perdas no seu desempenho. Por isso, a melhor opção é associar as medidas de biosseguridade à utilização de uma vacina que seja prática, segura e respeite o bem-estar, para imunizar e proteger os animais.

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Fonte: O Presente Rural
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