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Notícias Internacional

Brasil pode propor novas regras para subsídios agrícolas na OMC, diz porta-voz

Porta-voz disse não ter conhecimento sobre se algum país esteja disposto a tratar desse assunto no momento

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REUTERS/Adriano Machado

O governo brasileiro vai defender a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pode propor novas regras para subsídios agrícolas caso se aprovem normas mais restritivas para subsídios industriais, disse o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, nesta terça-feira (25).

“A posição brasileira é que a reforma da OMC é necessária, pois as regras são de décadas atrás. O Brasil negocia qualquer tema, mas se tornarem mais restritas as regras para subsídios industriais, o Brasil vai propor regras para subsídios agrícolas”, afirmou Rêgo Barros, em briefing à imprensa no Palácio do Planalto.

O porta-voz disse não ter conhecimento sobre se algum país esteja disposto a tratar desse assunto no momento.

“Não obstante, é um direito nosso, até por soberania nacional, de colocarmos as nossas intenções, as nossas definições das tratativas que venham a ocorrer e, eventualmente se nós tivermos que enfrentar decisões e tratativas advindas de outros países, nós vamos ter que usar as ferramentas diplomáticas e comerciais que são normais nesse tipo de negociação”, destacou.

O porta-voz disse que, durante a viagem da comitiva presidencial à reunião do G20 no Japão, será realizada uma reunião do Brics à margem dessa cúpula. Ele citou o fato de que o Brasil exerce a presidência do Brics —formado também por Rússia, Índia, China e África do Sul— este ano.

Bolsonaro, segundo o porta-voz, inicia a sua viagem internacional nesta terça-feira e retorna no sábado. Segundo ele, o governo brasileiro quer estabelecer um relacionamento mais profundo com os países do G20 e outros convidados ao encontro.

Rêgo Barros também citou uma reunião prevista com presidente chinês, Xi Jinping, antes do encontro do G20. Ele destacou que a China é o “maior parceiro” comercial do Brasil, que o vice-presidente Hamilton Mourão já esteve naquele país asiático e que o planejamento para uma viagem para lá no segundo semestre está bastante adiantado.

O porta-voz disse que novas reuniões bilaterais poderão ser confirmadas ao longo da viagem. Segundo ele, o governo também poderá abordar assuntos referentes à crise na Venezuela durante o giro.

Fonte: Reuters
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Notícias Segundo especialista

A suinocultura é uma grande aliada do meio ambiente

Várias ações são feitas, nas granjas, para preservar o meio ambiente e as riquezas naturais

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Arquivo/OP Rural

A atividade suinícola, ao longo das décadas, vem investindo na preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, do planeta. A proteção, dos solos e das nascentes, garante a vida e a sustentação natural da biodiversidade. Engajados nesse objetivo em comum, suinocultores contam com o apoio de profissionais da área ambiental que atuam, diretamente, nas granjas e no seu entorno.

O consultor Luís Alberto Miranda Pacheco, da MP Engenharia, destaca ações que fazem parte da rotina das granjas, todas elas com foco na preservação ambiental. “As granjas utilizam o sistema de fertirrigação, técnica para utilização dos efluentes gerados para aplicação no solo, onde não há nenhum tipo de lançamento de efluente gerado dentro da granja”, destacou Luís Alberto. Este sistema melhora a pastagem, aumentando a capacidade de gado por hectare.

Na maioria das granjas a água utilizada vem de poços rasos ou artesianos, onde a rede de canos que leva água é cuidadosa e frequentemente avaliada. Com isso, há uma redução considerável no desperdício de água e, também, se utiliza uma prática de regulagem dos bicos das baias que contribui para evitar o desperdício deste recurso natural tão importe e vital no funcionamento das granjas. Todo resíduo sólido como lixo doméstico, resíduo de frascaria, pipetas e agulhas (contaminados), papel e plásticos, é enviado para as empresas licenciadas com emissão de certificados e comprovados nos órgãos ambientais.

Monitorar a qualidade do solo é outra ação determinante quando focamos na preservação do meio ambiente. “O monitoramento do solo é feito periodicamente, de 6 em 6 meses, onde avaliamos como está a qualidade do solo que é realizado a fertirrigação”, explicou Luís Alberto que completou que existe, também, um acompanhamento sistemático das análises à montante e à jusante dos cursos d’água, para constatar que não há contaminação.

Outro sistema muito utilizado, nas granjas, são as barraginhas – pequenas bacias que captam águas da chuva, preservam o solo e evitam erosões, proporcionando infiltração da água no terreno o que contribui para a recarga dos lençóis freáticos, que abastecem nascentes, córregos e rios. “As barragens, nas propriedades, ajudam a armazenar água de chuva, melhorando o lençol freático e repondo a recarga hídrica dos poços que são utilizados”, detalhou Luís Alberto.

A técnica mais recente e que vem ganhando espaço cada vez maior nas granjas, são os sistemas conhecidos como biodigestores – sistema que mitiga do mau cheiro, evita a propagação de doenças, preservação do meio ambiente, produção de adubo líquido e do gás metano. “Os biodigestores são realizados com finalidade de melhoria no sistema de tratamento e geração de gás. A energia gerada através do gás, atualmente, é distribuída na rede das concessionárias de energia elétrica como crédito e, também, pode ser vendido através das cooperativas ou consórcios”, finalizou Luís Alberto.

Fonte: Assessoria Assuvap
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Notícias Mercado

Mesmo com exportação aquecida, preços internos da carne de frango registram queda em maio

Enquanto as vendas nacionais foram marcadas pela menor liquidez, as exportações estiveram aquecidas

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Divulgação/Alltech

O mercado de carne de frango registrou movimentos distintos entre as negociações domésticas e as exportações em maio, de acordo com pesquisas do Cepea. Enquanto as vendas nacionais foram marcadas pela menor liquidez, as exportações estiveram aquecidas, registrando o maior volume de proteína avícola escoado pelo Brasil desde julho de 2018. Neste caso, a demanda chinesa intensa é quem tem impulsionado os embarques totais do Brasil ao longo dos últimos meses.

Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado se desvalorizou 3,4% de abril para maio, com a média a R$ 4,10/kg no último mês. Além disso, a média de maio ainda esteve 14,7% abaixo da verificada em maio de 2019, em termos nominais. Para o produto resfriado na mesma região, a cotação foi a R$ 3,96/kg, quedas de 3,2% frente à de abril e de 17,4% na comparação com maio de 2019.

No front externo, segundo dados da Secex, o Brasil exportou 372,5 mil toneladas de carne de frango in natura em maio, volume 16,1% acima do verificado no mês anterior e ainda 4,3% maior que em maio de 2019. Com incremento no volume e o câmbio bastante elevado, a receita em Reais obtida pelo setor subiu com força, atingindo novo patamar recorde, de R$ 2,82 bilhões.

Fonte: Cepea
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Notícias Safra de inverno

Plantio de trigo da Argentina tem forte avanço diante de previsão de chuvas

Agricultores do país promoveram um avanço semanal de 16,6 pontos percentuais no plantio dos 6,8 milhões de hectares previstos para a safra

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Divulgação

O plantio de trigo 2020/21 da Argentina teve forte avanço na última semana, diante da aproximação de chuvas que podem dificultar os trabalhos de semeadura, disse na quinta-feira (04) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) em relatório semanal de cultivos.

A Argentina é uma importante exportadora global do cereal e, segundo a instituição, os agricultores do país promoveram um avanço semanal de 16,6 pontos percentuais no plantio dos 6,8 milhões de hectares previstos para a safra, cuja semeadura atingiu 30% do projetado.

O ritmo veloz de plantio “responde à necessidade de se utilizar a umidade remanescente (no solo) e de se antecipar às chuvas previstas para este fim de semana”, disse a bolsa, acrescentando que os trabalhos na atual temporada estão 10 pontos percentuais à frente do ritmo do ciclo anterior. No mês passado, a BCBA projetou a safra de trigo da Argentina em um recorde de 21 milhões de toneladas.

No que diz respeito à soja 2019/20, cuja produção foi estimada em 49,5 milhões de toneladas, a bolsa disse que a colheita da oleaginosa atingiu 98,6% da área prevista. A Argentina é a maior exportadora de óleo e farelo de soja do mundo.

Fonte: Reuters
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