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Brasil pode ampliar potencial de agricultura irrigada, diz ministra

Em evento sobre a irrigação no Brasil, ministra destacou o benefício da tecnologia para o produtor e a sociedade

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Divulgação/MAPA

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse na terça-feira (15) que a expansão da agricultura irrigada precisa ser vista como uma ferramenta estratégica para o aumento da produtividade no Brasil. Ao participar do seminário “Irrigar é Alimentar”, promovido pelo Sistema CNA/Senar e os Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Regional, ela destacou que o Brasil tem apenas 3% de sua produção agrícola irrigada, enquanto a média mundial é de 20%.

“Precisamos desenvolver uma estratégia para explorarmos melhor esses recursos. Expandir a nossa agricultura irrigada trará vários benefícios para o produtor rural e para a sociedade brasileira: aumento da produtividade e da renda do produtor, geração de empregos, fortalecimento das cadeias produtivas, controle da inflação, ampliação das exportações, aumento do PIB e várias outras consequências positivas em cadeia”, disse a ministra.

Tereza Cristina destacou que a ampliação da área irrigada no Brasil não compete com a preservação ambiental ou com outras atividades sociais e produtivas, e citou um estudo da Esalq que aponta que o país pode aumentar a área irrigada para 55 milhões de hectares, utilizando áreas degradadas ou de baixa produtividade.

O setor quer tornar o dia 15 de junho o Dia Nacional da Agricultura Irrigada, para dar maior visibilidade ao tema e criar oportunidades de debate com a sociedade sobre segurança alimentar, econômica e ambiental do Brasil.

Produtividade e segurança alimentar

Com uma produtividade de até três vezes maior do que áreas de sequeiro, a produção irrigada apresenta vantagens como o aumento na oferta e na regularidade de alimentos, melhoria da qualidade dos produtos, atenuação dos impactos da variabilidade climática, redução de custos unitários.

A irrigação contribui para a segurança alimentar e nutricional da população brasileira, sendo uma técnica utilizada no cultivo de alimentos típicos da dieta nacional como arroz, feijão, legumes, frutas e verduras. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é um dos condutores da Política Nacional de Irrigação e trabalha para o aumento de áreas irrigadas trazendo resiliência ao produtor rural com a conservação da água e do solo. Até o ano de 2050, o mundo irá demandar o aumento de alimentos na base de 60% e de água, em 40%, segundo a FAO.

‘Com certeza faltava este marco para demonstrar a importância da irrigação para toda a sociedade, o que promove a segurança alimentar, econômica e ambiental do Brasil. Temos o potencial de avançar a produção irrigada em 55 milhões de hectares”, declarou o coordenação-Geral de Irrigação e Drenagem do Mapa, Frederico Cintra, ao destacar programas Pronasolos, Águas do Agro e o Plano ABC.

O Brasil totaliza 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, sendo 64,5% (5,3 milhões de hectares) com água de mananciais e 35,5% (2,9 milhões de ha) fertirrigados com água de reuso. A agricultura irrigada apresentou crescimento nas últimas décadas. Entre 2012 e 2019, houve intensificação da atividade com um maior aporte de crédito e investimentos privados, resultando em um crescimento da ordem de 4%. Nesse período foram incorporados cerca de 216 mil hectares irrigados.

“O levantamento da 2ª edição do Atlas da Irrigação mostra a importância da atividade tanto para a sociedade quanto para a economia do Brasil. Em 2019, o valor da produção irrigada superou a marca de R$ 55 bilhões”, declarou Thiago Fontenelle, da Agência Nacional de Águas (ANA).

“A irrigação é um avanço para nossas tecnologias especialmente em uma fase em que as mudanças climáticas têm afetado a produtividade no campo. Temos que aproveitar essa vantagem competitiva brasileira como uma atividade não para uma, mas para 2,5 a três safras. Nossa ciência está trabalhando rapidamente para aumentar a capacidade e produtividade das espécies que estamos plantando. O mundo espera que tenhamos alimentos de qualidade, com preços competitivos”, disse o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Durante o evento, o Pesquisador da Embrapa Lineu Rodrigues apresentou a Rede Nacional de Irrigantes (RNAI), que tem o objetivo de reunir os irrigantes do Brasil para discutir a agricultura irrigada de forma estratégica e apresentar a agricultura irrigada como um vetor para o desenvolvimento da segurança alimentar, econômica e ambiental do Brasil. A Rede é composta de 58 membros representantes de associações de irrigantes, de cinco polos de irrigação no Brasil e de nichos da agricultura irrigada.

Também participaram do evento o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, o ministro do Desenvolvimento, Rogério Marinho, e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza.

Fonte: MAPA
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Exportações de carne suína totalizam 93,5 mil toneladas em junho

Resultado é 14% menor que os embarques registrados no mesmo período de 2021, com 108,8 mil toneladas. No semestre, os embarques totalizaram 510,2 mil toneladas, número 9,3% menor que o acumulado nos seis primeiros meses de 2021, com 562,7 mil toneladas.

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Foto: Arquivo/OP Rural

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 93,5 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado é 14% menor que os embarques registrados no mesmo período de 2021, com 108,8 mil toneladas.

As vendas internacionais do setor geraram receita de US$ 219,1 milhões em junho, número 18,9% menor que o registrado no sexto mês do ano passado, com US$ 270,2 milhões.

No semestre, as exportações de carne suína totalizaram 510,2 mil toneladas, número 9,3% menor que o acumulado nos seis primeiros meses de 2021, com 562,7 mil toneladas.

A receita acumulada este ano alcançou US$ 1,115 bilhão, número 17,4% menor que o registrado no primeiro semestre do ano passado, com US$ 1,349 bilhão.

“Após o desempenho ocorrido em 2021, vemos as exportações de carne suína manterem patamares de estabilidade nos últimos meses, com volumes superiores ao período anterior às crises sanitárias de Peste Suína Africana em importantes nações produtoras. Os novos patamares de exportações mantidos pelo Brasil neste primeiro semestre estão 230 mil toneladas maiores que o desempenho registrado em 2018, período anterior aos efeitos da enfermidade”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Entre os principais destinos das exportações de carne suína estão a China, com 37,2 mil toneladas (-36,7%), Filipinas, com 9,4 mil toneladas (+229,2%), Hong Kong, com 7,9 mil toneladas (-5,9%) e Vietnã, com 4,3 mil toneladas (+14,9%).

“As nações asiáticas seguem protagonistas entre os destinos das exportações brasileiras de carne suína. Há tendência de alta nas vendas no médio prazo, face ao incremento contínuo do consumo de proteína animal nesta região. Exemplo disso são as Filipinas, que neste mês ganhou forte presença nos dados dos embarques, assumindo o segundo posto. O Brasil tem se posicionado como parceiro estável e confiável para atender esta demanda adicional da Ásia”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

Fonte: Assessoria ABPA
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Notícias

Everton Gubert explana sobre capacitação de equipes de granjas no 14º SBSS

Palestra será no dia 16 de agosto, às 14h05, durante a programação científica do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, promovido pelo Nucleovet.

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Everton Gubert palestrará no dia 16 de agosto - Foto: Divulgação/Nucleovet

O Brasil é um dos principais produtores de carne suína do mundo, com sanidade, nutrição e genética avançados. Além do acompanhamento técnico, diversos profissionais atuam nas granjas para aprimorar, cada vez mais, a produção e aumentar a produtividade. Integram esse trabalho o desenvolvimento dos processos de gestão e a capacitação das pessoas.

“Capacitar as equipes de granjas, esse é o caminho para o sucesso?” é o tema de palestra do CEO da Agriness, Everton Gubert, no painel Gestão de Pessoas, no 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), no dia 16 de agosto, às 14h05.

O presidente da Comissão Científica, Paulo Bennemann, frisa que a seleção dos temas e a escolha dos palestrantes obedecem aos mais rigorosos critérios de atualidade, relevância e vanguardismo, sintonizados com o objetivo de difusão tecnológica e interpretação das novas tendências da suinocultura industrial mundial. “Cinco eixos estão estabelecidos e envolvem gestão de pessoas, sanidade, biosseguridade, gestão da informação, nutrição e reprodução. Everton Gubert é uma referência nos temas que aborda e não poderia ficar de fora do SBSS”, realça.

Gubert é sócio-fundador e CEO da Agriness, empresa referência em inovação e inteligência para produção de proteína animal e que tem a Cargill, líder global em agronegócios, como sócia. É autor do livro e da metodologia de aceleração de produtividade chamado Pensamento+1, e é umas das lideranças do ecossistema de inovação no Brasil, em especial, uma das grandes referências em inovação para o agronegócio. Tem como filosofia o desenvolvimento de negócios de propósito e de relações que proporcionam expansão de consciência.

Sobre o SBSS

O 14º SBSS ocorrerá entre os dias 16 e 18 de agosto próximo. Paralelamente acontecerá a 13ª Brasil Sul Pig Fair. Os eventos são promovidos pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e serão realizados no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), de forma presencial e com transmissão on-line ao vivo.

A programação científica iniciará na terça-feira (16), às 14 horas, e a palestra de abertura ocorrerá no mesmo dia, às 18h40. Na quarta-feira (17), as palestras iniciam às 08 horas e encerram no fim da tarde, seguidas de happy hour. Na quinta-feira (18), a programação será das 08 às 12 horas.

Inscrições

As inscrições para o 14º SBSS estão abertas. O investimento para o primeiro lote, que encerra nesta quarta-feira (06), é de R$ 440 para o evento presencial e R$ 4000 para o virtual para profissionais, R$ 330 (presencial) e R$ 300 (virtual) para estudantes. A partir desta quinta-feira (07) inicia a venda do segundo lote com reajuste no valor das inscrições.

Até o dia 10 de agosto os valores serão de R$ 530 (presencial) e R$ 440 (virtual) para profissionais e R$ 400 (presencial) e R$ 340 (virtual) para estudantes. Após essa data e durante o evento o investimento será de R$ 600 (presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes. O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair é gratuito, tanto presencial quanto virtual, assim como para o pré-evento.

As inscrições podem ser feitas no site www.nucleovet.com.br.

Quem faz acontecer 

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Assessoria
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Notícias Aquicultura e pesca

Pintado entra na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção

A proibição de captura refere-se apenas ao peixe da espécie Pseudoplatystoma corruscans, que ocorre nas Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco, Paraguai, Paraná e Uruguai.

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Foto: Divulgação/Mapa

A Portaria do Ministério do Meio Ambiente nº 148, de 7 de junho de 2022, incluiu a o Pseudoplatystoma corruscans, popularmente conhecido como “Pintado”, na Lista Oficial das Espécies Brasileiras Ameaçadas de Extinção, na categoria Vulnerável (VU).

Pseudoplatystoma corruscans refere-se apenas ao peixe da espécie de Pintado que ocorre nas Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco, Paraguai, Paraná e Uruguai. No entanto, as proibições se aplicam para todo o território nacional.

Para outras espécies popularmente conhecidas como Pintados e Surubins (Pseudoplatystoma punctifer e Pseudoplatystoma tigrinum) não houve proibição de pesca, devendo ser respeitados apenas as legislações vigentes quanto ao defeso e ao tamanho mínimo de captura.

As espécies constantes da Lista ficam protegidas de modo integral, incluindo, entre outras medidas, a proibição de captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização. A nova Lista, bem como as proibições associadas, entra em vigor a partir de 06 de setembro de 2022.

Fonte: Mapa
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