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Brasil negocia com China habilitação de unidades para exportação de farelo de soja

Processo de habilitação é um primeiro passo para o Brasil poder exportar, no futuro, farelo de soja para a China, que atualmente concentra suas importações no grão brasileiro

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Uma missão do governo do Brasil e de integrantes do setor privado esteve na China na última semana para negociar a habilitação de unidades brasileiras produtoras de farelo de soja, visando a exportação do derivado da oleaginosa ao gigante asiático, disse o presidente da associação Abiove na segunda-feira (12). O processo de habilitação é um primeiro passo para o Brasil poder exportar, no futuro, farelo de soja para a China, que atualmente concentra suas importações no grão brasileiro.

Para os chineses, argumenta a Abiove, que representa as principais empresas do setor, seria importante contar com uma oferta adicional do país sul-americano, especialmente neste momento em que Pequim está em guerra comercial com os Estados Unidos. Atualmente, cerca de 80% da soja exportada pelo Brasil vai para a China, que por questões de políticas internas e de segurança alimentar quer processar o grão internamente.

Com eventuais embarques de farelo de soja, o Brasil conseguiria diversificar suas exportações à China, ao mesmo tempo em que garantiria bom mercado para o derivado, cuja oferta tende a crescer com o aumento do esmagamento da oleaginosa para a produção de biodiesel, cuja mistura no diesel vai aumentar no próximo ano. “Querer exportar farelo para a China é uma coisa totalmente nova… É um processo de ir acostumando o governo chinês com a ideia de que nós temos interesse em vender farelo para eles. A China não compra farelo, ela esmaga toda a soja e produz o farelo localmente”, disse à Reuters André Nassar, presidente da Abiove, que integrou a missão à China na última semana.

Segundo ele, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, voltou a tocar no assunto com representantes do governo da China. “O nosso processo é devagar, tem que dizer para os chineses que temos interesse… O Blairo falou isso novamente… o Brasil vender farelo é importante neste momento em que a China está em contencioso com os EUA, tem todo um racional que tem que ser construído”, acrescentou Nassar.

Ele disse ainda que o Brasil está tentando aprofundar as relações comerciais com a China, mostrando que a compra de farelo do Brasil seria uma contrapartida importante para uma indústria que abastece o mercado chinês com grão. Nassar não quis estipular um prazo para o Brasil eventualmente conseguir exportar farelo aos chineses. “Não teve grandes conclusões do meu assunto”. Segundo ele, a habilitação das unidades produtoras pela China teria que ser obtida antes de o Brasil começar a negociar uma cota para exportar farelo em melhores condições tarifárias. “Não adianta muito discutir cota enquanto não tiver sinalização positiva do governo chinês sobre a autorização das plantas”.

Contudo, mesmo uma tarifa de 5% para a importação de farelo de soja imposta pela China não seria impeditivo para o Brasil exportar aos chineses, segundo Nassar, até porque a taxa sobre importação de óleo de soja é de 9 por cento e ainda assim as empresas brasileiras conseguem vender o produto. No ano passado, a China importou 335 mil toneladas de óleo de soja do Brasil, segundo dados do governo. “Não é uma questão de potencial, é mais diversificar, adicionaria valor nas exportações, isso geraria mais investimento em esmagamento, e temos o biodiesel que está crescendo a demanda, falta a ponta do farelo para estimular mais”, completou Nassar.

Ele disse que o Brasil não quer inundar o mercado chinês de farelo, mas complementar a demanda chinesa em momentos como o atual, no qual a China está em disputa comercial com os Estados Unidos e reduziu compras do grão norte-americano. A compra de mais farelo poderia eventualmente reduzir a pressão de preços sobre a soja em grão no Brasil, uma vez que os chineses poderiam fazer uma parte dos negócios em farelo.

Fonte: Reuters

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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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Divulgação/Agrostock

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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