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Brasil mira futuro da proteína animal com foco em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados
Presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca caminhos para o setor continuar na liderança da produção mundial.

Com uma produção voltada para exportação e alta tecnificação, o Brasil se prepara para encarar os desafios dos próximos anos no mercado global de proteínas animais. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, que aponta segurança alimentar, sustentabilidade e inovação como vetores centrais na transformação do setor até o fim da década.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “A inteligência artificial tem potencial para cruzar dados de clima, movimentação animal e biosseguridade, permitindo decisões preventivas mais assertivas” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Santin será um dos palestrantes do Alimenta – Congresso e Feira de Proteína Animal, evento que acontece de 16 a 18 de junho, no Campus da Indústria da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba (PR). Inscrições seguem abertas e podem ser feitas pelo link alimentaexpo.com.br.
O presidente da ABPA participa do Painel Panorama global das proteínas animais: desafios e oportunidades”, programado para o dia 17 de junho, às 11 horas, no Auditório Mário de Mari. “Estamos diante de uma mudança de rota no consumo global. A demanda cresce, mas exige cada vez mais rastreabilidade, bem-estar animal e impacto ambiental reduzido”, afirma.
Adaptação e estratégia
Segundo Santin, o Brasil já vem respondendo às pressões internacionais com ajustes estruturais e tecnológicos. Investimentos em nutrição de precisão, biosseguridade e tecnologias digitais garantem vantagem competitiva em um cenário de exigências mais rígidas por parte dos importadores.
A diversificação geográfica também faz parte da estratégia. “Além da Ásia, vemos espaço para crescer na África, Oriente Médio e América Latina. O México, por exemplo, surge como mercado relevante diante da reorganização das cadeias globais”, avalia.

Para ampliar sua presença global, o especialista explica que o Brasil ainda precisa avançar em logística multimodal, modernização de portos e integração digital entre os elos da cadeia exportadora. A redução do custo Brasil e o estímulo a acordos comerciais e sanitários também são apontados como prioridades.
Na parte fiscal, Santin defende a adequação tributária que incentive a conversão de proteína vegetal em animal, além da ampliação da malha ferroviária e do uso de plataformas digitais para tornar os processos mais ágeis.
Tecnologia como aliada
Ferramentas de inteligência artificial e big data já são realidade em sistemas de monitoramento zoossanitário. O presidente da ABPA afirma que a entidade, por exemplo, utiliza uma base com mais de três bilhões de dados, capaz de antecipar riscos e orientar decisões de mercado. “A inteligência artificial tem potencial para cruzar dados de clima, movimentação animal e biosseguridade, permitindo decisões preventivas mais assertivas”, pontua.
Ele salienta ainda que a adoção de tecnologias digitais é uma das prioridades da nova fase do convênio entre ABPA e ApexBrasil, que inclui inovação como pilar estratégico para a inserção internacional da proteína brasileira.
Santin também destaca mudanças no perfil do consumidor. As tendências mais relevantes incluem a busca por
produtos com menor impacto ambiental, rastreáveis, com garantias de bem-estar animal e saudabilidade. “A demanda por proteína animal não está diminuindo, mas se sofisticando. Produtos com certificações ESG, novas formas de apresentação e comunicação transparente com o consumidor tendem a ganhar espaço”, esclarece, salientando que a complementaridade com proteínas alternativas e alimentos funcionais também aparece no radar do setor.
Quem faz o evento acontecer
O Alimenta – Congresso e Feira de Proteína Animal é uma realização de O Presente Rural, em parceira com a Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação (Fundep), Holus Comunicação e Sindiavipar.
O evento conta com a Vaccinar como expositora platinum e com a participação de empresas expositoras como Agrifirm, Alivira, Aviagen, Biocamp, Boehringer Ingelheim, Biochem, Buchi Brasil, Cobb, De Heus, Feedis, Huvepharma, Mebrafe, Imeve, Oligo Basics, Ourofino, Prado, Poly Sell, Provita, Sanex, Sauvet, Suiaves, Zheng Chang do Brasil, Phibro e Natural BR Feed.
Tem o apoio da Fiep e da Frimesa, além do apoio institucional de importantes entidades do setor: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas), Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), Asgav, Coopavel e Embrapa Suínos e Aves.
Programação Alimenta – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal
Segunda-feira (16)
Auditório Mário de Mari do Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR).
08h às 18h – Inscrições e entrega de credenciais
14h – Painel de Lideranças – Desafios Economia e Mercados das Proteínas Animais
Coordenador: José Antonio Ribas Júnior
Participantes:
- Elias José Zydek – Presidente executivo da Frimesa Cooperativa Central
- Fabio Stumpf – BRF
- Irineo da Costa Rodrigues – Presidente da Lar Cooperativa
- Ricardo Santin – Presidente da ABPA
- Roberto Kaefer – Presidente do Sindiavipar
- Jacir Dariva – Presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS)
- Losivanio de Lorenzi – Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS)
- Valdecir Folador – Presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs)
16h – Intervalo e visitação aos estandes
16h30 – Palestra magna: Cenário global das proteínas animais: passado, presente e futuro
Palestrante: Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco Brics.
18h – Solenidade de abertura
19h – Coquetel de boas-vindas e visitação aos estandes
22h – Encerramento
Terça-feira (17)
Auditório Mário de Mari, do Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR).
08h30 – Mercado Global: barreiras que o agro brasileiro deve superar para tornar perene o protagonismo na produção e exportação de proteínas animais
Palestrante: Antônio Cabrera Mano Filho, médico-veterinário e ex-ministro da Agricultura
09h30 – Coffee break e visitação aos estandes
10h – Desafios na abertura de novos mercados
Palestrante: Paulo Guedes, ex-ministro da Economia
11h – Panorama global e como o Brasil deve se preparar para os desafios no mercado global de proteínas animais
Palestrante: Ricardo Santin, presidente da ABPA
12h – Intervalo para almoço e visitação aos estandes
14h – Panorama global no mercado de proteínas animais: o que vendemos e o que o mundo espera de nós
Palestrante: Luis Renato de Alcantara Rua, economista e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa
14h40 – Diplomacia geopolítica e protagonismo do Brasil na produção e exportação global de proteínas animais
Palestrante: Roberto Serroni Perosa, presidente da Abiec
15h20 – Intervalo e visitação aos estandes
Programação Técnica – Avicultura
15h50 – Tecnologias aplicadas para melhorar a sustentabilidade na produção de aves
Palestrante: Sebastião Aparecido Borges, doutor em Zootecnia
16h30 às 18h30 – Caso de sucesso no combate à Influenza aviária no litoral do Paraná, com o Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal (DESA/Adapar); e Pauline Sperka de Souza, chefe da Divisão de Sanidade Avícola (DISAV/Adapar).
18h – Visitação aos estandes
20h – Coquetel da Carne Suína
20h – Jantar do Galo
22h – Encerramento
Quarta-feira (18)
Auditório Mário de Mari do Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR).
Programação Técnica – Suinocultura
08h15 – Tecnologias aplicadas para melhorar a sustentabilidade na produção de suínos
Palestrante: Thiago Cruz, doutor em Ciência Animal
09h às 11h30 – Programação Técnica da Adapar
Painel sobre Zona Livre de Febre Aftosa e Peste Suína Clássica
10h30 – Intervalo e visita aos estandes
Programação Técnica – Avicultura
Auditório Caio Amaral Gruber do Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR).
08h15 às 12h – Dimensão global sobre biosseguridade
Coordenação: professor Luiz Felipe Caron
Temas:
- Resiliência a crises sanitárias em cadeias globais de produção
- Estratégias sustentáveis em biosseguridade e produção animal
- Cooperação internacional e inovação em sanidade animal
- Biosseguridade como fator de competitividade global
- Plano de Contingência
11h20 – Painel de fechamento da palestra
12h – Encerramento
Eventos paralelos
Auditório Caio Amaral Gruber do Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR).
Segunda-feira (16)
Programação Técnica – Saúde Animal
08h30 às 12h – Reunião dos Comitês Coesa, Coesui e Coesaqua
Público-alvo: médicos-veterinários do Serviço Veterinário Oficial e da iniciativa privada, produtores e autoridades.
Pauta: Integração das cadeias produtivas e discussão de aspectos técnicos e legais
08h30 – Abertura: Otamir Cesar Martins, presidente da Adapar.
09h às 09h40 – Palestra Coesa: Pauline Sperka de Souza, chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Disav/Adapar; e Jurandir de Moura Junior, coordenador do Coesa
09h40 às 10h20 – Palestra Coesui: João Humberto Teotonio de Castro, chefe da Divisão de Sanidade dos Suínos da DISUI/Adapar.
10h20 às 11h – Palestra Coesaqua: Cláudio Cesar Sobezak, chefe da Divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos da Disaq/Adapar.
11h às 11h40 – Assuntos gerais
11h40 às 12h – Encerramento
Programação Técnica – Inspeção de Produtos de Origem Animal
14h às 16h30 – Encontro dos Serviços de Inspeção Estaduais Público-alvo: representantes dos Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIEs) dos Estados brasileiros.
Pauta:
- Apresentação, por estado, da atual situação dos Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal;
- Apresentação do Projeto Diga Sim ao SIM aos demais Estados;
- Portaria SDA/Mapa Nº 1.275, de 07 de maio de 2025 (Consulta Pública – Inspeção).
14h – Abertura: Otamir Cesar Martins, presidente da Adapar.
14h10 – Apresentação Paraná: Mariza Koloda Henning, chefe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal do DPAV/Adapar.
14h30 – Apresentação dos Serviços de Inspeção Estaduais: Palestrantes dos estados: Minas Gerais, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal, Acre e Goiás.
15h – Intervalo
15h10 – Apresentação dos Serviços de Inspeção Estaduais: Palestrantes dos estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Amazonas.
15h50 – Apresentação do Projeto Diga Sim ao SIM: Gilson de Assis Sales, subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa/MG.
16h30 – Encerramento
Terça-feira (17)
Inspeção de Produtos de Origem Animal
08h30 às 12h – 1ª Reunião dos Gestores Estaduais dos Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal
Público-alvo: representantes dos Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIEs) dos estados brasileiros e dos SIMs.
Pauta:
- Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos e Insumos Agropecuários (SISBI’s);
- Processo de adesão simplificado para SIM e SIE;
- Sua importância para o desenvolvimento do setor de Produtos de Origem Animal.
08h30 – Abertura: Otamir Cesar Martins, presidente da Adapar 08h45 – Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos e Insumos Agropecuários (SISBI’s): Cezar Augusto Pian, chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do Mapa/DDA/SFA-PR.
09h15 – Apresentação do Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (Comesp), com a diretora geral Daniela Cavalcanti.
09h45 – Intervalo
10h – Autoavaliação para Integração dos SIMs e SIEs ao SISBI/Mapa.
10h30 – Apresentação das Iniciativas do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná: Adolfo Yoshiaki Sasaki, presidente do CRMV/PR.
10h45 – Apresentação das iniciativas do Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná: Cezar Amin Pasqualin, presidente do Sindivet/PR.
11h – Portaria em Consulta Pública – SDA/Mapa Nº 1.275, de 07 de maio de 2025: Mariza Koloda Henning, chefe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal da DPAV/Adapar.
12h – Encerramento
Quarta-feira (18)
Inspeção de Produtos de Origem Animal – DESA/Adapar
09h às 10h30 – Painel Zona Livre de Febre Aftosa no Paraná
Público-Alvo: médicos-veterinários do Serviço Veterinário Oficial e da iniciativa privada, produtores e autoridades. Pauta: Obtenção, manutenção e ganhos com a conquista do status de área livre.
Palestrantes: Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal (DESA/Adapar); e Walter de Carvalho Ribeirete, chefe da Divisão de Vigilância para Febre Aftosa (DIVFA/Adapar).
10h30 – Encerramento

Colunistas
Quando uma empresa do agro se torna irrelevante
Fazer diagnóstico de comunicação e marketing é crucial para identificar problemas.

Certo dia, cheguei na agência, a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, e tinha um recado pra mim. O gerente de marketing de uma importante empresa de fertilizantes havia ligado e solicitava retorno. Olhei para o celular e vi que o mesmo profissional também havia me enviado uma mensagem por WhatsApp. Era realmente urgente. Ele estava com um dilema e precisava de ajuda.
A mensagem dele terminava de forma abrangente, talvez por entender que não havia uma fórmula mágica: “Capella, você é especialista em marketing para agronegócio. O que você recomenda que eu faça?”.
O dilema em questão era o fato de a empresa perder relevância no mercado. Ele citou o relatório de uma consultoria que apontava justamente para esse cenário. O problema existia e ele precisava resolver.

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio
Marcamos uma reunião online e o profissional me deu mais detalhes, informando que ano a ano a empresa perdia market share e não conseguia abrir novos mercados. Para ele, a conclusão era clara: a empresa precisava agir logo.
Orientei que o primeiro passo era fazer um diagnóstico de comunicação e de marketing. O que a empresa estava comunicando? Para quem? Com qual objetivo e frequência? Essas e outras perguntas precisavam ser respondidas o quanto antes.
Após algumas semanas, conversando com gerentes, diretores e outros profissionais-chave, percebemos que havia um grande descompasso dentro da empresa, sem ações planejadas e sem um objetivo claro. E pior: não havia um discurso padrão. Cada um denominava a empresa como bem entendesse, o que prejudicava diretamente as vendas.
Como próximo passo, estruturamos e aplicamos um treinamento para unificar as mensagens. Na sequência, elaboramos um planejamento, que englobou presença em eventos, assessoria de imprensa e estruturação de canais digitais.
Em um ano, a realidade da empresa já era outra. A visibilidade tinha aumentado e as vendas haviam subido.
Deste episódio, eu trouxe muitos aprendizados. O principal: uma empresa se torna irrelevante quando deixa de dialogar de forma precisa com o seu público. Nesse caso, identificamos que a comunicação precisava ser feita em eventos, por meio de assessoria de imprensa e em canais digitais.
Mas, e em sua empresa? A comunicação está realmente assertiva?
Notícias
Corrente de comércio do Brasil atinge US$ 48,4 bilhões em fevereiro
País registra crescimento de 5,3% na corrente de comércio, com destaque para expansão das exportações e redução das importações.

Nesta quinta-feira (05), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou o recorde das exportações em fevereiro, com crescimento de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, além do avanço da corrente de comércio e das iniciativas do governo para ampliar a inserção internacional do Brasil. Ele abriu a entrevista coletiva de apresentação dos dados da Balança Comercial.
“Destacar o recorde de exportação no mês de fevereiro. Cresceu 15,6% as exportações, comparada com fevereiro do ano passado. Então, recorde para meses de fevereiro de exportação. Recorde de corrente de comércio para os meses de fevereiro. O Brasil está se integrando ao mundo como nunca”, avaliou o ministro

Fotos: Claudio Neves
Em fevereiro de 2026, as exportações somaram US$ 26,3 bilhões e as importações, US$ 22,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,208 bilhões e corrente de comércio de US$ 48,404 bilhões.
No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 51 bilhões e as importações, US$ 42,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 93,82 bilhões.
Fazendo a análise comparativa dos totais somente de fevereiro/2026 (US$ 26,31 bilhões), nas exportações, com fevereiro/2025 (US$ 22,75 bilhões), houve crescimento de 15,6%. Em relação às importações houve queda de 4,8% na comparação entre o mês de fevereiro/2026 (US$ 22,1 bilhões) com o mês de fevereiro/2025 (US$ 23,22 bilhões).
Assim, no mês de fevereiro/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 48,4 bilhões e o saldo foi de US$ 4,21 bilhões. Comparando-se este período com o de fevereiro/2025, houve crescimento de 5,3% na corrente de comércio.
Já comparando o valor das exportações de janeiro/fevereiro – 2026 (US$ 50,92 bilhões) com o de janeiro/fevereiro – 2025 (US$ 48,15 bilhões) houve crescimento de 5,8%. Em relação às importações, houve queda de 7,3% na comparação do valor do período de janeiro/fevereiro – 2026 (US$ 42,9 bilhões) com janeiro/fevereiro – 2025 (US$ 46,28 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 93,82 bilhões e apresentou queda de 0,6% na comparação entre estes períodos.
Exportações e importações por Setor
No mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,3 bilhão (6,1%) em Agropecuária; de US$ 2,37 bilhões (55,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,85 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: queda de US$ 0,11 bilhão (20,0%) em Agropecuária; de US$ 0,11 bilhão (12,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,87 bilhão (4,0%) em produtos da Indústria de Transformação.
Já com relação aos meses de janeiro/fevereiro 2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,36 bilhão (4,2%) em Agropecuária; de US$ 1,85 bilhão (16,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,53 bilhão (1,9%) em produtos da Indústria de Transformação.
Já o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: queda de US$ 0,28 bilhão (24,7%) em Agropecuária; de US$ 0,45 bilhão (21,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 2,61 bilhões (6,1%) em produtos da Indústria de Transformação.
Notícias Em Foz do Iguaçu
36º Congresso Brasileiro de Zoologia reúne 1,6 mil participantes no Oeste do Paraná
Evento aproxima ciência, indústria e poder público, com debates sobre biodiversidade, polinização, espécies invasoras e saúde pública.

O 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ), que teve início na última segunda-feira (02) e termina nesta quinta-feira (05), marca uma nova fase nos 66 anos do mais tradicional encontro da área no país, ao ampliar o diálogo entre ciência, indústria e poder público. Ao reunir cerca de 1.600 pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de todas as regiões do Brasil, e também do exterior, o evento fortalece parcerias institucionais e consolida a integração entre produção científica, setor produtivo e formulação de políticas públicas.
O congresso conta com apoios e parcerias da Petrobras, Itaipu Binacional, Sebrae e Confederação Nacional da Indústria (CNI) em uma agenda que aproxima ciência, indústria e políticas públicas. Um dos temas centrais é a discussão sobre métricas de biodiversidade, ferramentas científicas que permitem mensurar e mitigar impactos ambientais de grandes empreendimentos, reforçando a busca por desenvolvimento com responsabilidade ambiental.
Zoologia no dia a dia das pessoas

Presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ, Luciane Marinoni: “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública” – Foto: Silvio Vera
Para além dos laboratórios e publicações científicas, a zoologia impacta diretamente a vida da população. O congresso traz debates sobre polinização, espécies invasoras, transmissão de doenças e manejo de fauna, temas que influenciam desde a produção agrícola até a saúde pública.
A preservação de abelhas e outros polinizadores, por exemplo, é fundamental para a segurança alimentar. Espécies exóticas invasoras, como o javali, já causam prejuízos à agricultura brasileira. Insetos transmissores de doenças, como o mosquito da dengue, também fazem parte das discussões científicas. “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública. Nosso objetivo é mostrar que o conhecimento científico precisa dialogar com a realidade da sociedade”, destaca Luciane Marinoni, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ.
Ao longo do evento, serão realizadas cerca de 70 atividades formais. Também será apresentado um livro com aproximadamente 1.500 resumos de pesquisas desenvolvidas por estudantes e pesquisadores de todo o país, um retrato da produção científica nacional na área.
Foz do Iguaçu como território estratégico
A escolha de Foz do Iguaçu como sede do congresso reforça o simbolismo do encontro. A cidade reúne infraestrutura para receber um evento de grande porte e está localizada em uma das regiões de maior relevância ambiental do Brasil.
Com o Parque Nacional do Iguaçu, as Cataratas, o Parque das Aves, o AquaFoz e diversos projetos de conservação da fauna, o município se consolida como um território estratégico para discutir biodiversidade, sustentabilidade e convivência harmoniosa com a natureza. “Foz é um lugar com forte vocação ambiental, infraestrutura adequada e conexão direta com os temas que debatemos”, afirma Luciane.

Bióloga Yara Barros fez a palestra de abertura do 36º CBZ
Tradicionalmente, o Congresso Brasileiro de Zoologia também resulta na elaboração de documentos técnicos e recomendações construídas a partir de simpósios e mesas-redondas. Esses materiais são encaminhados a órgãos governamentais e ministérios, especialmente do Executivo Federal, como contribuição técnica da comunidade científica à formulação de políticas públicas.
A proposta é que a produção científica apresentada no evento ultrapasse os limites do ambiente acadêmico e contribua para decisões estratégicas em nível federal, estadual e municipal. “Precisamos trabalhar juntos, ciência, indústria e governos, para mitigar impactos e construir soluções sustentáveis para o país”, reforça a presidente da SBZ.
Voz feminina na ciência
A edição de 2026 também reforçou o protagonismo feminino na ciência. A palestra de abertura foi ministrada pela bióloga Yara Barros, vencedora do Prêmio Whitley 2025, conhecido como o “Oscar Verde” da conservação ambiental. Em vez de abordar apenas o projeto de conservação da onça-pintada, Yara compartilhou sua trajetória profissional, desde a formação como bióloga até o reconhecimento internacional, e refletiu sobre a profissão de biólogo é necessária tanto para a conservação quanto para o mundo em transformação.
A fala prendeu a atenção de centenas de estudantes que lotaram a abertura do congresso, destacando a importância de referências femininas na ciência e inspirando novas gerações de pesquisadores.



