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Brasil melhorou nível de diagnósticos de influenza aviária

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A gripe aviária voltou ao centro dos debates depois que um surto aconteceu na China. O Brasil, maior exportador de carne de frango do mundo está atento ao problema, mas os especialistas garantem que os riscos são mínimos do vírus chegar e espalhar-se pelo país. Além disso, há um rígido sistema de biosseguridade e no suporte a isso um amplo de trabalho de pesquisas. Algumas delas vêm acontecendo na Embrapa, inclusive relacionadas ao Gyrovírus aviário tipo 2 (AGV-2), recentemente identificado. Inclusive, está uma das linhas de pesquisa do pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, doutor em Ciências Veterinárias/Virologia, Paulo Augusto Esteves, que também desenvolve pesquisas com Influenza Aviária, Bronquite Infecciosa das Galinhas e Anemia. Ele, que é presidente do Comitê de Ética na Utilização de Animais em Experimentos (CEUA), também coordena pesquisas imunobiológicas e de biologia molecular.
Para Esteves, a influenza, seja ela aviária ou de suínos ou ainda humana sempre será encarada como um desafio e eventualmente vão surgir momentos em que a doença será um problema maior ou menor. O importante, menciona ele, é que nunca se deve baixar a guarda, seja na prevenção e controle do vírus na produção animal, ou entre humanos. “É importante essa atenção porque a qualquer momento pode surgir um problema relacionado com influenza, como nós tivemos o problema da pandemia há alguns anos (entre humanos). Mas isso é uma característica da própria ecologia do vírus da influenza que tem o hábito de se comportar dessa forma, com bastante mutação. Nós temos que aprender a lidar com esse aspecto, sempre com cautela”, ressalta.
Rapidez
De acordo com o pesquisador da Embrapa, o trabalho mais relevante realizado pela empresa no que tange à doença foi passar para o setor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que faz o diagnóstico da Influenza Aviária uma metodologia mais rápida e moderna de diagnóstico, padronizando provas junto com os profissionais do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) para que eles possam gerar resultados em um tempo menor. “Oferecer respostas mais rápidas no diagnóstico permite que sejam tomadas atitudes mais rápidas de contenção”, justifica o profissional.
Esteves explica que o diagnóstico molecular possibilita gerar a resposta do diagnóstico com mais rapidez, o que é imprescindível para o controle e contenção da influenza. Ele analisa que poder contar com o teste molecular é fundamental para a Vigilância Sanitária brasileira. “A partir dos resultados está sendo possível desencadear várias ações que seriam as respostas a serem aplicadas em caso de surto ou simplesmente casos isolados da doença”, ressalta.
O sistema de diagnóstico de influenza aviária utilizado hoje pelo Brasil é reconhecido pelas organizações internacionais, inclusive pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
Riscos
Apesar de todas as garantias de que o Brasil está protegido da gripe aviária, a preocupação no setor existe. Paulo Augusto Esteves alerta que não podemos ignorar os riscos possíveis. Cientistas da China informaram em agosto que estão pesquisando a existência de um vírus do tipo H7 que infecta galinhas. Eles estudam o vírus da gripe das aves H7N9, que matou mais de 40 pessoas no país desde março. O vírus foi batizado de H7N7 e tem capacidade de infectar mamíferos, inclusive humanos, segundo experiência de laboratório. Para os especialistas chineses, é necessário manter o alerta, pois o novo vírus pode representar uma ameaça. “A prevalência continuada dos vírus H7 em aves poderá levar à geração de variantes altamente patogênicas e mais infecções humanas esporádicas”, disseram em um artigo publicado na revista Nature.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registradas cerca de 45 mortes de pessoas na China por causa desse novo vírus, que 
2003 já causou uma morte humana e mais de 80 casos moderados da doença na Holanda. Por outro lado, ao analisar o estudo, o professor Iain Jones, da Universidade de Reading, disse que o vírus não é “um imediato perigo público”. “Os programas de vigilância podem agora concentrar-se em estirpes fundamentais no processo de adaptação e erradicá-las”, disse ele, em texto divulgado pelo Science Media Centre.
O pesquisador da Embrapa menciona que no Brasil e no mundo, no período de 2006 a 2007 havia uma grande intranqüilidade pela questão da ação do H5N1, sentimento que foi diminuindo e houve, então, episódio relacionado à influenza suína, o que deu a impressão que a gripe aviária estava controlada. “E agora retoma essa preocupação. Enquanto pesquisador fui tomando conhecimento desses novos surtos e confesso que a preocupação foi grande porque devemos ter bem claro que é preciso manter um sistema rígido de prevenção, controle e contenção. O vírus da influenza sempre vai ser uma ameaça potencial e devemos sempre estar preparados para combatê-la”, expõe.

Fonte: O Presente Rural

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Frango perde competitividade para carne suína e ganha frente à bovina

Queda de preços das carnes em janeiro reflete a menor demanda interna típica do início do ano e o excesso de oferta no atacado.

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Foto: Jonathan Campos

A competitividade da carne de frango apresentou comportamentos distintos frente às principais proteínas concorrentes no início de 2026. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica que, em janeiro, a proteína avícola perdeu espaço em relação à carne suína, mas ganhou competitividade frente à bovina no mercado atacadista da Grande São Paulo.

Foto: Shutterstock

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi resultado de uma desvalorização mais acentuada da carne suína quando comparada à avícola. Ambas as proteínas registraram queda de preços ao longo do mês, porém a retração mais intensa da suinocultura reduziu a vantagem relativa do frango na disputa pelo consumidor.

Na contramão desse cenário, a carne bovina apresentou leve valorização no período. As altas observadas até a metade de janeiro foram suficientes para elevar a média mensal dos preços no atacado, o que favoreceu a posição competitiva do frango frente à proteína de maior valor. Segundo o Cepea, o ritmo de negócios com carne bovina, no entanto, perdeu fôlego a partir da última semana do mês.

Os pesquisadores explicam que a pressão baixista sobre as carnes de frango e suína é característica do primeiro mês do ano, quando a demanda interna costuma estar mais enfraquecida. Esse comportamento sazonal tende a gerar uma situação de oferta elevada no atacado, dificultando a sustentação dos preços no curto prazo.

Fonte: O Presente Rural
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Ventania causa destruição em aviários no interior do Paraná

Rajadas de vento atingiram a Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, destelhando estruturas e provocando prejuízos materiais. Não houve registro de feridos.

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Uma ventania intensa e de curta duração provocou danos significativos em aviários na Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, no Oeste do Paraná, na tarde de quinta-feira (29). O fenômeno chamou a atenção pelo caráter repentino e  localizado: enquanto duas estruturas foram severamente atingidas, propriedades vizinhas, a cerca de 500 metros, não registraram qualquer dano.

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Segundo relato do produtor, o vento surgiu de forma inesperada, mesmo com apenas alguns pingos de chuva no momento do ocorrido. Em questão de segundos, as rajadas ganharam força suficiente para arrancar telhas e comprometer partes importantes das construções, especialmente os aviários da propriedade. “O vento foi muito forte e aconteceu muito rápido. Só vi telhas voando para todos os lados e ouvi o barulho intenso. Fiquei paralisado e precisei orientar minha filha pequena a se proteger”, contou.

De acordo com o produtor, ao menos dois aviários foram atingidos. Um deles sofreu os danos mais severos, com destelhamento completo na parte central e destruição de estruturas laterais e do fundo.

O outro também teve prejuízos, embora em menor proporção. Apesar da proximidade, outros aviários da região, inclusive alinhados na mesma área, não foram afetados. “Não tem muita explicação, só vendo de perto para entender a força do vento”, comentou.

A avaliação reforça a percepção de que a ventania atingiu uma faixa específica, característica comum de

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fenômenos meteorológicos localizados, como microexplosões ou rajadas descendentes, embora não haja, até o momento, confirmação técnica sobre a natureza do evento.

Não houve registro de feridos, apenas prejuízos materiais. O caso chama atenção pela violência do vento em um curto intervalo de tempo e pela ausência de outros danos relevantes em Santa Helena e região, contrastando com o impacto concentrado observado na propriedade atingida.

Fonte: O Presente Rural com Correio do Lago
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Cúpula Latino-Americana de Avicultura reforça papel estratégico da proteína avícola durante IPPE 2026

Evento reuniu líderes e especialistas para discutir segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e os desafios da produção avícola na América Latina.

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Foto: Divulgação/IPPE

A Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 reforçou durante a International Production & Processing Expo (IPPE) o papel estratégico da proteína avícola como um dos principais pilares da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na região. Com o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”, o encontro reuniu na terça-feira (27) líderes empresariais, especialistas técnicos e representantes da indústria para discutir os caminhos da produção avícola diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos cada vez mais complexos.

Foto: Divulgação/IPPE

Logo na abertura, uma mesa redonda com CEOs deu o tom das discussões. Participaram Lorenzo Martín, do grupo mexicano El Gran Chaparral, e Juan Felipe Montoya, da colombiana Huevos Kikes, com moderação de Mauricio Sanabria, da Hy-Line International, da Colômbia. Representando empresas familiares multigeracionais, os executivos compartilharam experiências sobre temas sensíveis ao setor, como o enfrentamento de doenças, a concorrência com mercados informais, gargalos na infraestrutura de transporte, sucessão geracional e a necessidade urgente de aprimorar a comunicação com os consumidores.

Segundo os participantes, aproximar o campo dos centros urbanos e ampliar a transparência da cadeia produtiva é fundamental para gerar confiança e fortalecer a imagem da avicultura perante a sociedade.

Ao longo da programação, o manejo das aves foi apontado tanto como um risco crítico quanto como uma oportunidade de avanço. Exemplos práticos ilustraram esse contraste, como a disseminação da gripe aviária associada ao manejo inadequado de dejetos no México e, em sentido oposto, o uso de biodigestores na Colômbia para a produção de metano destinado ao transporte, agregando valor ambiental e econômico à atividade.

A sustentabilidade esteve no centro das discussões, assim como o desenvolvimento de produtos à base de ovos voltados à exportação. Os

Foto: Jonathan Campos 

números de consumo per capita reforçaram a relevância da proteína avícola na América Latina: cerca de 400 ovos por habitante ao ano no México, 375 na Colômbia e 287 no Brasil, com expectativa de o país superar a marca de 300 ovos ainda neste ano. Os palestrantes destacaram que o ovo permanece como a proteína mais acessível para todas as faixas socioeconômicas.

Desafios técnicos na produção avícola

Questões técnicas também tiveram espaço de destaque na Cúpula. Bianca Martins, da Alltech México, apresentou um panorama sobre a presença de micotoxinas na América Latina, ressaltando os impactos diretos na conversão alimentar. De acordo com a especialista, a vomitoxina é atualmente a micotoxina mais prevalente no milho em todo o México e em partes da América Central e do Sul.

Carlos Martínez, da DCL México, abordou a importância da integridade intestinal das aves, explicando como desequilíbrios na microbiota comprometem a produtividade. Já José Ramírez, da Anitox, tratou do controle da Salmonella em fábricas de ração, chamando atenção para os pontos críticos de contaminação e para o uso de tecnologias modernas de monitoramento e testes.

Foto: Shutterstock

Gestão ambiental e comunicação com o consumidor

A gestão ambiental e o bem-estar animal também foram debatidos. Cristabel Huerta, da Hato Lighting, explicou como o espectro de luz e o fotoperíodo influenciam diretamente o comportamento e o desempenho das aves, apresentando exemplos práticos de aplicação em granjas comerciais.

O encerramento ficou a cargo de Mauricio Simental, da Bachoco, do México, que destacou as estratégias de comunicação e branding adotadas pela empresa para fortalecer o engajamento do consumidor e valorizar a proteína avícola no mercado.

Cobertura do O Presente Rural

O Jornal O Presente Rural participa mais uma vez da IPPE, considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves,

Foto: O Presente Rural

ovos, carnes e alimentos de origem animal, que segue com programação até quinta-feira (29), em Atlanta, nos Estados Unidos. O diretor Selmar Frank Marquesin e a jornalista Eliana Panty acompanham de perto os debates e as principais tendências do setor.

A cobertura completa do evento pode ser acompanhada nas redes sociais do jornal, com informações em tempo real, bastidores e análises sobre os temas que impactam a avicultura latino-americana.

Fonte: O Presente Rural com IPPE
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