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Brasil lidera planos climáticos na COP 30 com foco no agro sustentável
Mapa coordena ações globais para restaurar áreas degradadas, reduzir emissões na pecuária e ampliar uso eficiente de fertilizantes na agricultura.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) terá destaque em quatro Planos de Aceleração de Soluções (PAS) da Agenda de Ação da COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). As iniciativas reforçam o compromisso do Brasil com a agricultura sustentável, a segurança alimentar e a adaptação do campo às mudanças climáticas.
Coordenados em parceria com organismos internacionais, os planos liderados ou co-liderados pelo Ministério abrangem temas estratégicos como restauração de áreas degradadas, uso eficiente de fertilizantes, remoção de carbono na agricultura e produção pecuária sustentável.
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a participação do Brasil nesses planos destaca a liderança do país na integração entre produção de alimentos, conservação ambiental e desenvolvimento rural sustentável. “O Brasil tem mostrado ao mundo que é possível produzir, conservar e incluir. A agropecuária brasileira será parte essencial da solução climática global”, afirma o ministro.
A iniciativa RAIZ (Plano de Investimentos em Agricultura Resiliente para Degradação Zero de Terras), coordenada pelo Mapa em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Food and Land Use Coalition (FOLU), Conselho de Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR), Iniciativa de Restauração de Terras do G20, Banco Mundial, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Agroícone, propõe mapear áreas degradadas, identificar soluções atrativas para investimentos e mobilizar financiamento para restaurar terras agrícolas em larga escala. A ação conecta governos, investidores e comunidades com o objetivo de fortalecer a segurança alimentar, gerar empregos verdes e entregar resultados concretos em biodiversidade, clima e renda rural.
Uso eficiente e sustentável de fertilizantes
O plano internacional, coordenado pelo Reino Unido e pelo Brasil, com secretariado da Coalizão do Clima e Ar Limpo (CCAC), conta com o apoio técnico do Mapa e busca promover o uso racional de fertilizantes minerais e orgânicos, incluindo amônia verde e bioinsumos. A proposta visa reduzir o uso excessivo de insumos, melhorar o manejo e a eficiência nutricional das lavouras, incentivar a produção de baixo carbono e garantir acesso equitativo aos agricultores.
Remoção de carbono na agricultura
Em parceria com a Cascade Climate, o Ministério participa da iniciativa que amplia o uso de tecnologias agrícolas para capturar e estocar carbono no solo, como sistemas integrados, plantio direto e o biochar, além do uso de sistemas avançados de monitoramento. O objetivo é aumentar a saúde do solo, fortalecer a resiliência climática e gerar benefícios alimentares e ambientais até 2030, com o engajamento direto de produtores rurais e centros de pesquisa.
Pecuária e agricultura sustentáveis
O quarto plano, coordenado pela Força-Tarefa para o Ar Limpo (CATF), conta com a colaboração do Mapa e busca reduzir emissões de metano na pecuária e no cultivo de arroz. A ação prevê ampliar práticas e tecnologias de produção sustentável, aumentar a produtividade e a renda dos agricultores e estimular a inovação no campo, colocando os produtores como protagonistas da transição agroambiental.
Os Planos de Aceleração de Soluções (PAS) são iniciativas da Agenda de Ação da COP 30 e reúnem países, organismos multilaterais e o setor privado para acelerar políticas e investimentos em favor da mitigação e adaptação às mudanças do clima.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





