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Brasil inicia Semana Mundial contra Resistência Antimicrobiana com ações voltadas às cadeias de aves e suínos
ABPA lança manual técnico, promove campanha educativa e reforça práticas de biosseguridade para fortalecer o uso responsável de antimicrobianos.

Começa nesta terça-feria (18), a Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana (WAAW 2025), iniciativa global promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), com apoio de governos, instituições científicas e entidades representativas em todo o mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) participará ativamente da mobilização com diversas ações educativas e técnicas voltadas à conscientização sobre o uso responsável de antimicrobianos e à promoção de práticas de biosseguridade nas cadeias de aves e suínos.
Entre as principais iniciativas, a ABPA impulsionará durante a semana a Campanha “Uso Consciente, Futuro Sustentável”, voltada à disseminação de informações e boas práticas sobre o uso racional de medicamentos veterinários. Lançada recentemente, a campanha está disponível, clicando aqui, e reforça o compromisso do setor com a saúde única e a sustentabilidade da produção animal.

Foto: Arquivo OP Rural
A programação também inclui o webinar técnico “Lançamento do manual de procedimentos de biosseguridade”, que reunirá especialistas, representantes de empresas associadas, acadêmicos e autoridades sanitárias. Durante o evento, a ABPA lançará o Manual Técnico sobre Resistência Antimicrobiana e Biosseguridade, documento de referência com orientações práticas para prevenção, monitoramento e uso responsável de antimicrobianos. “A resistência antimicrobiana é um importante desafio global para a saúde e a segurança alimentar. O setor produtivo brasileiro tem avançado de forma significativa na adoção de práticas preventivas, de biosseguridade e de educação sanitária. A WAAW é uma oportunidade de reforçar o compromisso coletivo do setor com o uso responsável de medicamentos e com a proteção da saúde única”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
A Resistência aos Antimicrobianos (RAM) é definida como a capacidade de microrganismos — como bactérias, vírus, fungos e parasitas — de resistirem aos efeitos de medicamentos antes eficazes, comprometendo o tratamento de doenças infecciosas e aumentando os riscos de mortalidade e custos em saúde pública e produção animal.
Segundo a OMS, o enfrentamento da RAM requer uma abordagem integrada entre os setores animal, humano e ambiental. “A conscientização e a prevenção são as ferramentas mais eficazes contra a resistência antimicrobiana. Cada medida de biosseguridade adotada nas granjas — do controle de acesso ao cuidado com nutrição, bem-estar e vacinação — reduz a necessidade de tratamentos e contribui diretamente para a proteção da eficácia dos medicamentos. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a cultura de responsabilidade em toda a cadeia”, complementa Sula Alves, diretora técnica da ABPA.
Para a ABPA, o controle da resistência antimicrobiana passa por prevenção e gestão responsável, com foco nos seguintes pilares:
• Biosseguridade e prevenção: controle rigoroso de acesso às granjas, higienização de equipamentos e veículos, programas vacinais atualizados, nutrição equilibrada e promoção do bem-estar animal;
• Uso correto: antimicrobianos somente com prescrição veterinária, na dose e tempo adequados, respeitando períodos de carência e mantendo registros de tratamento;
• Educação e capacitação: formação técnica de produtores, veterinários e trabalhadores sobre boas práticas e manejo sanitário;
• Integração One Health: cooperação entre os setores animal, humano e ambiental.

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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global
Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.
A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.
A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.
Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.
Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.
Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.
Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.
A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central
Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.
Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
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Fundesa elege vice-presidente e aprova dois novos integrantes
Instituto Desenvolve Pecuária e Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios passam a integrar o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul.

Duas assembleias foram realizadas quarta-feira (15) na Casa da Sanidade Animal, sede do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, com 100% de presença dos conselheiros no formato presencial e virtual. Na primeira assembleia, de prestação de contas do primeiro trimestre de 2026, foram aprovados os números de arrecadações, rendimentos e aplicações. O saldo do fundo é de R$ 188,9 milhões e no período foram aportados R$ 2,64 milhões em diferentes frentes relacionadas às quatro cadeias produtivas que compõem o fundo – aves, suínos, bovinos de corte e leite.
A distribuição dos aportes, teve 43%, R$ 1,16 milhão, direcionada à indenização de produtores pelo abate sanitário de animais com registro de doenças de notificação obrigatória. Destaque para o apoio financeiro ao Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, com a compra de insumos, aquisição e calibração de equipamentos entre outros, totalizando R$ 394,9 mil. O Fundesa também adquiriu 10 mil brincos de identificação de bovinos, no valor de R$ 109 mil, que serão utilizados no Projeto Piloto de Rastreabilidade Bovina no Rio Grande do Sul.
Novos integrantes
Na sequência da prestação de contas trimestral ordinária, uma Assembleia Extraordinária tratou de temas ligados ao estatuto e regimento interno do Fundesa. Foi realizada a eleição e posse do novo vice-presidente da entidade, Domingos Velho Lopes, da Farsul. O cargo de vice-presidente estava vago desde janeiro, com a saída de Gedeão Pereira do Conselho Deliberativo do Fundesa. O presidente do Fundesa registrou agradecimentos a Gedeão pela contribuição ao fundo ao longo de nove anos.
Lopes agradeceu a confiança e colocou-se à disposição para, junto com os demais conselheiros, trabalhar em prol da proteína animal gaúcha. Domingos Velho Lopes já foi secretário da Agricultura e, na pasta, teve a dimensão da importância do Fundesa-RS para o pleno andamento do Serviço Veterinário Oficial do estado.
Os conselheiros também aprovaram o ingresso de dois novos integrantes no Conselho Deliberativo do Fundesa. A partir de agora, integram o Fundo a Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Estado – Apil, e o Instituto Desenvolve Pecuária, Idepec. “Ambas atuam diretamente nas áreas de interesse do fundo, e representam contribuintes do Fundesa, seja à frente de pecuaristas, seja à frente de agroindústrias”, afirma Kerber, que disse estar na expectativa da contribuição das entidades no debate da sanidade animal gaúcha.
As duas novas entidades se somam às atuais dez representações das quatro cadeias produtivas que compõem o fundo. Asgav, Sipargs, Acsurs, Sips, Sicadergs, Fecoagro, Farsul, Fetag, Febrac e Sindilat.



