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Brasil fortalece presença no agro da Colômbia durante a Expomalocas 2026

País foi convidado de honra da maior feira agropecuária da Orinoquia e destacou cooperação técnica, sustentabilidade produtiva e oportunidades comerciais em região com perfil semelhante ao Cerrado brasileiro.

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Foto: Divulgação/Mapa

A cidade de Villavicencio, no Departamento de Meta, sediou no último fim de semana a Expomalocas 2026, considerada a maior feira agropecuária da região colombiana da Orinoquia, também conhecida como Llanos Orientales. O evento reuniu produtores, empresas, pesquisadores e autoridades, consolidando-se como uma vitrine estratégica para o desenvolvimento do agro local e para o fortalecimento das relações internacionais.

Foto: Divulgação/Mapa

A Orinoquia colombiana apresenta condições edafoclimáticas muito semelhantes às do Cerrado brasileiro, o que tem permitido a consolidação de sistemas produtivos comparáveis, com destaque para a produção de grãos e a pecuária bovina. Essa proximidade técnica tem impulsionado o interesse crescente por genética animal e vegetal brasileira, além da aquisição de máquinas, tecnologias e insumos agropecuários provenientes do Brasil.

Nesta edição, o Brasil foi o país convidado de honra da Expomalocas, reforçando o papel estratégico da cooperação bilateral no setor agropecuário. A cerimônia oficial de abertura contou com a presença do embaixador do Brasil na Colômbia, Paulo Estivallet de Mesquita, ao lado da governadora do Departamento de Meta, Marcela Amaya. “A agropecuária brasileira construiu soluções produtivas adaptadas a regiões tropicais, que hoje servem de referência internacional. A aproximação com a Orinoquia colombiana abre espaço para parcerias técnicas, comerciais e institucionais de longo prazo”, afirmou o embaixador durante o evento.

Foto: Divulgação/Mapa

Paralelamente à programação da feira, o adido agrícola do Brasil na Colômbia, Clóvis Serafini, participou de um painel acadêmico voltado à consolidação de modelos de pecuária bovina sustentável, abordando diferentes escalas de produção e realidades regionais. O debate reuniu representantes dos setores público, privado e acadêmico, com foco em estratégias práticas de sustentabilidade. “A sustentabilidade precisa ser encarada como um vetor de competitividade e não como um obstáculo ao comércio. Isso exige planejamento de longo prazo, coordenação entre os atores da cadeia produtiva e adoção gradual de inovações tecnológicas”, destacou Serafini.

Os participantes ressaltaram que modelos sustentáveis bem estruturados contribuem não apenas para a preservação ambiental, mas também para o desenvolvimento social e a segurança econômica dos produtores, fortalecendo a imagem dos países produtores nos mercados internacionais.

A participação brasileira na Expomalocas 2026 reforçou a visibilidade do agro nacional, evidenciando tanto a qualidade de seus produtos quanto as políticas públicas e estratégias técnicas desenvolvidas para promover o crescimento sustentável. O evento se consolidou como uma plataforma relevante para ampliar o diálogo regional e abrir novas oportunidades de cooperação no contexto da agropecuária tropical.

Fonte: O Presente Rural

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Agrishow 2026 vai destacar avanço da digitalização no campo

Feira reúne soluções em automação, sensores e análise de dados que ampliam o controle das operações e apoiam decisões técnicas e de gestão nas propriedades rurais.

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Equipamentos de alta tecnologia expostos na Agrishow vão transformar a operação no campo em uma jornada de precisão e alta produtividade - Foto: Divulgação/Agrishow

Sistemas de automação, sensores e análise de dados passaram a integrar as operações agrícolas, ampliando o controle das atividades no campo e apoiando decisões técnicas e de gestão. Esse movimento se consolida na Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, que reúne soluções voltadas à digitalização da produção agrícola. A 31ª edição do evento ocorrerá de 27 de abril a 01º de maio, em Ribeirão Preto (SP).

Dados da Pesquisa SAE Brasil Caminhos da Tecnologia no Agronegócio indicam que o uso de ferramentas digitais já está presente em grande parte das propriedades rurais. Segundo o levantamento, 91% dos produtores utilizam GPS nas operações agrícolas, 85% adotam aplicativos de gestão financeira, 76% recorrem a imagens de satélite e aplicativos de gestão agronômica e 70% utilizam práticas de agricultura de precisão. “A tecnologia passou a ter um papel mais estruturado dentro da propriedade. Ela organiza a operação, gera informação e permite que o produtor dedique mais tempo à gestão e ao planejamento da fazenda”, afirma João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow.

Na prática, tratores, pulverizadores e colheitadeiras operam com sistemas que monitoram parâmetros como velocidade, taxa de aplicação, consumo de insumos e desempenho operacional. As informações são registradas automaticamente e transformadas em dados que ajudam a acompanhar a execução das atividades, identificar desvios e orientar ajustes ao longo da safra.

O uso de drones também integra esse conjunto de soluções. Segundo a Pesquisa SAE Brasil, essa tecnologia aparece em 61% das propriedades pesquisadas, com aplicações que vão do monitoramento das lavouras à pulverização localizada, além do apoio à identificação de pragas, falhas de plantio e estresse das culturas. “O fluxo de dados em tempo real garante o que há de mais precioso no campo: a previsibilidade. Ao digitalizar processos, o produtor mitiga riscos, otimiza recursos e eleva a régua da produtividade brasileira a patamares globais”, diz Marchesan.

Além das soluções aplicadas diretamente às máquinas, a Agrishow apresenta plataformas digitais que integram dados de campo, reunindo informações sobre produtividade, custos operacionais, manutenção de equipamentos e histórico das áreas cultivadas. Essa integração permite uma visão mais ampla da propriedade e reduz a dependência de controles manuais e registros dispersos. “A Agrishow é o epicentro dessa transformação. O que mostramos aqui é a transição definitiva da agricultura reativa para a agricultura de precisão, em que cada decisão é baseada em dados e cada hectare é potencializado pela inteligência”, afirma o presidente da feira.

Inscrições

Os ingressos para a Agrishow 2026 começaram a ser vendidos em 26 de janeiro, no site oficial do evento (colocar link agrishow.com.br). O primeiro lote tem valor de R$ 75,00 por dia, e conta com opção de meia-entrada a partir de R$ 37,50. No ato da compra, o visitante deverá escolher o dia da semana da visitação.

Também será possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75,00, além de pacotes para o estacionamento VIP, disponíveis por R$ 580,00 para os cinco dias de evento. Na bilheteria, durante a realização da feira, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, o valor da entrada será de R$ 150,00.

Fonte: Assessoria Agrishow
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Nucleovet e CRMV-SC alinham parcerias e projetos para o Oeste catarinense

Encontro destacou apoio mútuo em eventos, aproximação com novos profissionais e tratou da implantação de uma sede própria do Conselho na região Oeste de Santa Catarina.

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CRMV-SC visita o Nucleovet em Chapecó - Fotos: Karina Ogliari/MB Comunicação

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Santa Catarina (CRMV-SC) realizou, na última terça-feira (03), uma visita institucional ao Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), em Chapecó. O encontro teve como objetivo fortalecer a parceria institucional entre as duas entidades, que mantêm uma relação próxima e colaborativa há vários anos.

O encontro teve como objetivo fortalecer a parceria institucional entre as duas entidades, que mantêm uma relação próxima e colaborativa há vários anos

Representando o Conselho estiveram o zootecnista e conselheiro efetivo Amir Dalbosco e o presidente do CRMV-SC, Moacir Tonet. Pelo Nucleovet, participaram da reunião a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o presidente do Conselho Deliberativo Tiago José Mores e a 1ª tesoureira Claudia Moita Zechlinski dos Santos. “Essa reunião foi uma visita institucional. O CRMV e o Nucleovet possuem uma grande parceria. O presidente do Conselho aproveitou para comunicar as boas-vindas à nova diretoria, me parabenizar pela gestão e, principalmente, para reforçar essa parceria que já existe”, destacou.

Durante o encontro, também foi reforçado o apoio mútuo entre as instituições em ações e eventos ao longo do ano. “Nós temos grande apoio do CRMV, que contribui com patrocínios para os nossos eventos, e o Nucleovet também apoia as ações e eventos promovidos pelo Conselho”, explicou a presidente.

Outro ponto abordado na reunião foi o convite oficial para que o Nucleovet participe das solenidades de entrega das carteiras profissionais aos novos médicos-veterinários e zootecnistas formados em Santa Catarina. “O presidente do Conselho enfatizou a importância da participação do Nucleovet nesses momentos. A ideia é que, sempre que possível, eu esteja presente nessas entregas para apresentar o que é o Nucleovet e aproximar os novos profissionais da entidade”, afirmou Aletéia.

Nova sede do CRMV-SC em Chapecó

Também foi reforçado o apoio mútuo entre as instituições em ações e eventos ao longo do ano

Durante a visita, os representantes do CRMV-SC também trataram de um tema estratégico para a atuação do Conselho no oeste catarinense: a aquisição de uma sede própria em Chapecó. Atualmente, o Conselho atua em espaços alugados, mas a intenção é investir em um prédio próprio que contemple salas administrativas e espaços para capacitação e treinamentos.

De acordo com Aletéia, o presidente do CRMV-SC solicitou apoio institucional do Nucleovet para esse novo projeto. “A entidade visitou algumas salas e compartilhou a intenção de adquirir um novo prédio para o Conselho. A ideia é estruturar um espaço próprio, com salas de treinamento, especialmente considerando o crescimento da equipe, que deve passar para oito funcionários com a realização de um novo concurso”, explicou.

A escolha de Chapecó como sede ampliada do CRMV-SC está diretamente ligada à concentração de profissionais na região. “Além da sede em Florianópolis, a maior estrutura do Conselho deverá ficar em Chapecó, já que o oeste concentra o maior número de médicos-veterinários e zootecnistas do estado. Isso reforça a importância da região e o papel das entidades locais”, completou a presidente do Nucleovet.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Paraná propõe modernização da Lei Florestal e alinhamento ao Código Federal

Projeto enviado à Assembleia Legislativa atualiza norma estadual de 1995, reforça a proteção da vegetação nativa, cria incentivos à conservação e busca ampliar a segurança jurídica para produtores, investidores e gestores ambientais.

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Foto: Denis Ferreira Netto/Sedest

O Governo do Paraná encaminhou na última terça-feira (03) à Assembleia Legislativa (Alep) um projeto de lei que propõe atualizar, modernizar e adequar a Lei Estadual nº 11.054/1995 (Lei Florestal do Estado) às legislações federais, sobretudo a Lei 12.651/2012 (Código Florestal Federal) e a Lei 11.428/2006 (Lei da Mata Atlântica), assegurando a proteção, gestão e uso sustentável da vegetação nativa paranaense.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A alteração proposta pelo Executivo Estadual alinha-se à necessidade de atualizar o regramento do Paraná, que completou 30 anos em 2025 e já não condiz com a realidade florestal e das necessidades da área. O texto com mais de 120 artigos reforça que “é dever de todos a preservação, a proteção e a fiscalização da vegetação nativa no Estado do Paraná”.

Para promover essa atualização, um grupo de trabalho foi instituído, sob coordenação da Casa Civil, com o objetivo de consolidar, atualizar e integrar a legislação florestal vigente no Estado do Paraná. O grupo contou com a participação efetiva e integrada do Instituto Água e Terra (IAT), secretarias estaduais do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e Agricultura e Abastecimento (Seab), Superintendência-Geral de Ordenamento Territorial (SOT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), além da colaboração de equipes técnicas e jurídicas dos órgãos envolvidos.

O projeto de lei que trata sobre a “Política Ambiental de Proteção, Gestão e Uso Sustentável da Vegetação do Estado do Paraná” é resultado de uma série de reuniões técnicas, resultando em um texto normativo abrangente, consistente e tecnicamente fundamentado, fruto de amplo debate interinstitucional. “A proposta representa um marco de modernização na gestão da vegetação nativa do Paraná, conciliando desenvolvimento econômico, conservação da biodiversidade e valorização das atividades sustentáveis no campo e nas cidades, promovendo a desburocratização de processos sem abrir mão da proteção ambiental e segurança jurídica”, afirma o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

O diretor-presidente do IAT, Everton Souza, complementa que o Estado tem programas robustos de conservação e preservação ambiental,

Foto: Divulgação

e que essa nova lei ajuda a estabelecer regras mais claras para o meio ambiente. “Vamos continuar a apoiar a implantação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, regularização ambiental das propriedades rurais, programas de agroecologia e turismo, e manter o Paraná como um dos estados mais sustentáveis do Brasil. Essa é uma atualização necessária e fundamental para garantir a qualidade do nosso meio ambiente”, diz.

Principais mudanças

Entre as principais mudanças está o alinhamento às normas federais que regem a pauta, além de políticas nacionais de mudanças climáticas. A legislação anterior do Paraná, por exemplo, não citava Reservas Particulares do Patrimônio Natural, Áreas Verdes Urbanas ou incentivo ao plantio de espécies nativas de interesse econômico.

A nova legislação traz um capítulo exclusivo de incentivo à conservação e bioeconomia, esclarece conceitos e define critérios para uso e gestão de áreas verdes urbanas, áreas verdes consolidadas, atividades de baixo impacto, manejo florestal sustentável e incentivo à produção agrossilvipastoril por sistemas integrados.

Foto: Jonathan Campos

Outra mudança é a possibilidade de Manejo da Reserva Legal da propriedade, mediante inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), como forma de incentivar a regularização ambiental. A proposta também mantém o marco temporal de 22 de julho de 2008, seguindo o disposto no Código Florestal Brasileiro, o que garante segurança jurídica e respeito à legislação federal.

O texto introduz, ainda, avanços importantes, como a dispensa de autorização ambiental em ações emergenciais de Defesa Civil e segurança nacional; o incentivo ao plantio de espécies nativas com potencial econômico, como araucária, erva-mate, bracatinga e palmito; e a criação de programas específicos de conservação.

Como incentivo à conservação, serão instituídos benefícios aos cidadãos que, voluntariamente, promovem serviços ambientais à sociedade, preservando a vegetação nativa em suas propriedades. O objetivo é gerar receita adicional aos empreendedores e agricultores familiares, além de comunidades e povos tradicionais.

Outros temas que estão contemplados no novo texto envolvem espécies exóticas invasoras e retirada delas em APPs; autorização ou exploração de espécies caídas de formas naturais; limites e critérios de reservas legais; uso sustentável da vegetação nativa; entre outros.

Visando padronizar normas do órgão ambiental competente em um regulamento único e de linguagem ampla e acessível à sociedade, a nova legislação promoverá a revogação de, pelo menos, quatro leis estaduais, e uma série de instruções normativas, que passam a ser acolhidas em um único documento.

Regularização Ambiental

A nova lei também institui o Programa de Regularização Ambiental – PRA, que compreende um conjunto de ações e iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover a regularização ambiental nos termos da Lei da Mata Atlântica. São instrumentos o Cadastro Ambiental Rural; Termo de Compromisso; Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e/ou Alteradas; e Compensação de Reserva Legal.

A implementação do PRA e a evolução da regularização ambiental dos imóveis serão monitoradas por meio da análise de relatórios de acompanhamento, da análise de imagens de satélite e de eventuais vistorias em campo, quando necessário.

Foto: Divulgação

No fim do ano passado o Governo do Paraná já tinha lançado o Programa de Certificação e Regularização dos Cadastros Ambientais Rurais do Estado do Paraná (CertiCAR). Ele utiliza dados cartográficos homologados de uma plataforma, o que aumenta a assertividade na comparação com informações de sistemas federais. O CAR é o registro público eletrônico de âmbito nacional obrigatório para todos os imóveis rurais.

Modernizações

Essa é a segunda grande modernização na legislação ambiental do Estado. Aprovado em 2024 e regulamentado por decreto em abril de 2025, o processo de licenciamento ambiental também foi atualizado, com foco na proteção ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, em diretrizes mais claras e eficientes para o setor produtivo.

A lei unifica e organiza normas que antes estavam dispersas em diferentes resoluções, portarias e decretos. Com isso, há mais segurança jurídica para investidores e técnicos ambientais, maior agilidade nos processos e transparência nas decisões administrativas.

Fonte: AEN-PR
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