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Brasil exportará mais soja que o esperado em 2019 por disputa EUA-China

Com efeito, os prêmios da soja brasileira sobre as cotações da bolsa de Chicago vêm aumentando fortemente

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O Brasil deverá exportar 72 milhões de toneladas de soja em 2019, estimou na sexta-feira (09) a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que elevou sua projeção em quase 4 milhões de toneladas considerando uma demanda adicional da China, diante da disputa comercial sino-americana.

O aumento na expectativa de exportação do Brasil, maior exportador global de soja, ocorreu “em razão das complicações da guerra comercial entre Estados Unidos e China, com impacto positivo na demanda pela soja brasileira”, disse a Abiove.

“O ritmo da exportação está forte, os embarques programados no lineup são grandes… é um momento de demanda forte no mercado internacional, no mercado interno, e o Brasil tem que aproveitar”, afirmou à Reuters o economista-chefe da associação, Daniel Amaral.

Com efeito, os prêmios da soja brasileira sobre as cotações da bolsa de Chicago vêm aumentando fortemente, ajudando a elevar os preços no mercado interno para os maiores valores desde meados de junho, de mais de 80 reais por saca. O mercado também subiu com impulso do câmbio.

O país asiático, maior importador global de soja, anunciou nesta semana a suspensão de compras de produtos agrícolas norte-americanos, com a escalada da guerra comercial entre os países, após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer impor tarifa adicional de 10% sobre 300 bilhões de dólares em bens chineses. “Depois do travamento da negociações da ‘trade war’, abriu espaço para o crescimento do Brasil. Tem um prêmio bom para a soja em grão e uma atratividade das exportações brasileiras”, destacou Amaral.

Apesar do aumento na estimativa de exportação, o Brasil ainda exportará cerca de 14% menos que o recorde de 2018, quando os embarques da oleaginosa somaram 83,6 milhões de toneladas, impulsionados justamente por maiores compras da China, que impôs tarifa de 25% sobre a soja norte-americana.

No ano passado, o Brasil produziu um recorde de soja, de 123,1 milhões de toneladas, segundo a Abiove. A associação manteve a projeção de safra brasileira em 2019, já colhida, em 117,6 milhões de toneladas.

Com uma exportação e produção menores em 2019, os embarques do complexo soja (grão, farelo e óleo), principal produto da pauta de exportações do Brasil, cairão para 32 bilhões de dólares neste ano, ante um recorde de 40,9 bilhões de dólares em 2018, segundo cálculos da Abiove. “A safra de 2019 foi menor, estoque de entrada foi menor, disponibilidade menor de produto, com certeza teremos uma relação entre oferta e demanda bem apertada”, disse o economista da Abiove.

Este ano, contudo, a China ainda tem opção de buscar também soja na Argentina, terceiro maior exportador global, atrás de Brasil e EUA, uma vez que o país sul-americano colheu mais do que em 2018, quando a produção quebrou por problemas climáticos, comentou a analista da consultoria AgRural Daniele Siqueira.

Outras mudanças 

A Abiove também realizou outras alterações no quadro de oferta e demanda. O aumento nas exportações levou a associação a projetar também menores estoques finais para 2019, que passaram a ser vistos em 2,565 milhões de toneladas, ante 5,637 milhões na previsão de julho. Os estoques iniciais foram mantidos em 2,796 milhões de toneladas, conforme previsto em julho.

A associação, que reúne as principais tradings multinacionais do setor de soja do Brasil, ainda reduziu a previsão de exportação de farelo de soja para 15,8 milhões de toneladas, ante 16,2 milhões na estimativa de julho. Os embarques de farelo de soja em 2018 foram maiores do que os esperados para 2019, somando 16,8 milhões de toneladas.

Mas a associação manteve a projeção de processamento de soja em 43,2 milhões de toneladas em 2019. “Tem algumas opiniões do mercado falando em esmagamento um pouco menor, nós não enxergamos isso, com a necessidade de óleo de soja… isso vai requerer um esmagamento importante, que por enquanto está nos mesmos níveis de 2018”, disse Amaral, comentando que os números de julho mostram que o esmagamento foi considerável. Um esmagamento menor liberaria mais soja em grão para a exportação aos chineses.

As projeções do consumo interno de óleo seguiram inalteradas em 8,1 milhões de toneladas, à medida que a Abiove já considerava o aumento da mistura do biodiesel no diesel de 10% para 11%, com a adoção do B11 a partir de setembro de 2019, o que foi confirmado na última semana. “Vai ter um quadro de oferta e demanda bastante apertado, mas suficiente para atender todas as necessidades.”

A entidade também ajustou para cima os estoques finais de farelo de soja, para 2,3 milhões de toneladas, ante 1,9 milhão. A exportação de óleo de soja deverá atingir 900 mil toneladas, ante 800 mil toneladas na previsão de julho e 1,4 milhão em 2018.

Fonte: Reuters
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Notícias

Governador do MS participa de reunião na sede da Aurora

Participaram da reunião o vice-presidente da Aurora Marcos Antônio Zordan e os presidentes das 11 cooperativas filiadas

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Apresentar os atrativos e diferenciais do Mato Grosso do Sul para a  atração, implantação e o desenvolvimento das empresas. Esse foi o objetivo da presença do governador daquele estado, Reinaldo Azambuja, na assembleia mensal da Cooperativa Central Aurora Alimentos, nesta semana, em Chapecó.

Na primeira parte da reunião, o presidente da Aurora Neivor Canton apresentou o perfil da empresa, história, base produtiva, estrutura industrial e mix de produtos.

Na sequência, o governador relatou as ações de modernização da estrutura administrativa do governo sul-mato-grossense, as políticas de incentivos aos empreendimentos produtivos e a vocação para o agronegócio. Essas condições permitirão ao Mato Grosso do Sul obter o maior crescimento do PIB entre todos os estados da Federação brasileira.

Azambuja também relatou o programa de investimentos em rodovias e ferrovias que estão sendo feitos mediante PPPs (parcerias público-privadas) ou diretamente pelo Estado para melhorar a infraestrutura de transportes e, por consequência, as condições de competitividade das empresas. Entre essas obras, o Porto Murtinho e a Nova Ferroeste.

A Aurora está presente no Mato Grosso do Sul desde 1995 com uma planta de abate de suínos em São Gabriel do Oeste. Atualmente tem, também, uma unidade comercial em Campo Grande e uma unidade armazenadora em Maracaju.

Participaram da reunião o vice-presidente da Aurora Marcos Antônio Zordan e os presidentes das 11 cooperativas filiadas.

O governador Reinaldo Azambuja estava acompanhado dos secretários de Estado Eduardo Correia Riedel (infraestrutura) e Jayme Elias Verruck (meio ambiente, desenvolvimento econômico, produção e agricultura familiar).

Fonte: Assessoria
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Notícias Cuidados

ABPA reforça importância de cuidados em mensagem aos trabalhadores das Agroindústrias

São recomendados cuidados básicos para a proteção e a prevenção nas comunidades, como o uso de álcool nas mãos, evitar aglomerações e o uso de máscaras.

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) iniciou hoje (15) uma nova campanha nas redes sociais para reforçar aos colaboradores a importância dos cuidados fora do ambiente da indústria frigorífica, em um esforço pela prevenção à Covid-19. O vídeo da campanha pode ser conferido aqui: https://www.youtube.com/watch?v=x9vVX79mP-0.

Na mensagem gravada pelo presidente da ABPA, Ricardo Santin, são recomendados cuidados básicos para a proteção e a prevenção nas comunidades, como o uso de álcool nas mãos, evitar aglomerações e o uso de máscaras.

O reforço na campanha ocorre em um momento em que novas variantes da Covid-19 alcançam o país, com o recrudescimento de casos em diversos estados.

“Nosso setor tem realizado um trabalho de referência na cadeia produtiva de proteína animal, nos cuidados e nas orientações para a proteção dos colaboradores. Exatamente por isto, queremos reforçar a importância de levar estes cuidados para as comunidades, preservando a saúde, também, de seus familiares”, ressalta Santin, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Clima

Santa Catarina é contemplado no Zoneamento Agrícola de Risco Climático para o cultivo do milho

As portarias 159 a 175 do MAPA foram publicadas nesta semana no Diário Oficial da União

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Presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo

Santa Catarina está entre os estados contemplados com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2021/2022, para o cultivo do milho de 1ª safra. As portarias 159 a 175 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) foram publicadas nesta semana no Diário Oficial da União e também incluem as seguintes unidades da federação: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Rondônia, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, considera fundamental essa iniciativa, já que o zoneamento permite minimizar os riscos relacionados aos problemas climáticos, que são comuns em algumas épocas do ano no Estado. “Já trabalhamos constantemente na busca de alternativas para suprir a escassez do milho para atender as necessidades dos criadores e da agroindústria e ainda temos que arcar com prejuízos causados por eventos climáticos, reduzindo ainda mais o volume deste insumo. Neste momento, por exemplo, estamos contabilizando os prejuízos provocados pela forte estiagem que atingiu Santa Catarina”, observa Pedrozo ao comentar sobre a importância do Zarc.

Segundo o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, a área cultivada de milho comercial no Estado foi de 330 mil hectares. Já, a área de milho-silagem (aquele que é consumido na propriedade) foi 220 mil hectares, um total aproximado de 550 mil hectares de área plantada entre os dois. A previsão estimada de colheita era de aproximadamente 2 milhões e 800 mil toneladas de milho comercial. Com a quebra provocada pela seca e pela cigarrinha, a previsão é colher apenas um volume de um milhão e 500 mil toneladas. “Estamos focando em outras alternativas para suprir a falta do milho e uma delas é o investimento nas culturas de inverno que faremos em parceria com o Rio Grande do Sul. Com o zoneamento temos mais uma alternativa para reduzir perdas, já que contribui para que o produtor identifique a melhor época de plantio”.

Babieri também alerta aos produtores rurais para que fiquem atentos à lista das variedades de milho que são resistentes à cigarrinha. A relação dos cultivares e suas reações quanto ao enfezamento foi publicada recentemente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A planilha contempla 652 variedades classificadas após avaliação em campo de acordo com sua tolerância que varia de 1(muito baixa) a 9 (alta). Os materiais confirmados como altamente tolerantes (9) à cigarrinha foram 22 cultivares. “No momento de investir no cereal para plantio, o produtor rural deve observar se a variedade se enquadra nos grãos que possuem algum tipo de resistência”, orienta Barbieri.

Acesse a lista completa dos cultivares resistentes à praga da cigarrinha que está disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/sanidade-vegetal/formularios/copy_of_ENFEZAMENTOS.xlsx

ENTENDA O ZARC

O zoneamento permite ao produtor identificar a melhor época de plantio de milho, levando em consideração a região do País, a cultura e os diferentes tipos de solos. A intenção é reduzir os riscos provocados por problemas climáticos.

Os elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola, segundo modelo agrometeorológico, estão relacionados à temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Ao seguir as recomendações do Zarc, os produtores rurais estarão menos suscetíveis aos riscos climáticos e, além disso, poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Importante destacar que muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

APLICATIVO PLANTIO CERTO

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos:  iOS e Android .

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados pela plataforma “Painel de Indicação de Riscos” no link http://indicadores.agricultura.gov.br/zarc/index.htm.

Fonte: Assessoria
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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