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Brasil e Uruguai discutem leite, acordo com a União Europeia e ampliam cooperação no agro

Reunião em Brasília aborda comércio bilateral de US$ 2,2 bilhões e parceria entre Embrapa e instituto uruguaio em inovação.

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Foto: Percio Campos/Mapa

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28), em Brasília, o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti, para discutir temas da agenda agropecuária regional. A reunião ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Na pauta, estiveram o setor leiteiro, o acordo entre Mercosul e União Europeia e medidas para ampliar o comércio entre os países. Em 2025, a corrente bilateral somou cerca de US$ 2,22 bilhões, com US$ 989,9 milhões em exportações brasileiras e US$ 1,23 bilhão em importações vindas do Uruguai.

Outro eixo da reunião foi a cooperação técnica. Brasil e Uruguai avançam na implantação de uma unidade internacional de pesquisa, desenvolvida em parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária, com participação dos ministérios dos dois países. A iniciativa integra um memorando firmado em dezembro de 2025 voltado ao desenvolvimento de tecnologias de base biológica aplicadas à produção agropecuária.

Os ministros também discutiram a agenda de bioinsumos, tema que tem ganhado espaço na cooperação bilateral, e reforçaram a interlocução dentro de fóruns regionais como o Conselho Agropecuário do Sul.

Fonte: O Presente Rural com Mapa

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Governo reduz prazo do drawback para menos de 30 dias

Regime responde por US$ 72 bilhões em exportações e atende cerca de 1,8 mil empresas. Mudança elimina etapas e mantém regras de controle.

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Imagem: Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

O prazo para análise de pedidos do regime de drawback, um dos principais incentivos às exportações brasileiras, caiu em mais de 50%, anunciou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Duas portarias publicadas no Diário Oficial da União simplificam os procedimentos de pedidos e reduzem o número de etapas do processo.

Foto: Divulgação

Com as mudanças, o tempo de avaliação, que antes podia chegar a até 60 dias, passa a ser inferior a 30 dias. A alteração tem como objetivo tornar mais rápido e simples o acesso das empresas ao benefício, sem mudar as regras para concessão do incentivo.

A nova regra simplifica o processo de análise. Antes, o pedido passava por etapas separadas: primeiro era feita uma análise inicial e só depois as empresas eram chamadas a apresentar documentos adicionais. Agora, todo o processo ocorre de uma só vez, permitindo que a documentação seja enviada no momento do pedido.

Esse envio é feito por meio do Portal Único Siscomex, sistema que centraliza operações de comércio exterior no país. A mudança elimina etapas intermediárias e reduz o tempo total de espera.

A primeira portaria autoriza o envio dos documentos no pedido de inclusão no regime. A segunda portaria atualiza versões dos manuais operacionais do drawback.

Segundo o governo, a atualização mantém os critérios de controle, mas moderniza os procedimentos operacionais, facilitando o uso do

Foto: Shutterstock

benefício pelas empresas.

Desoneração de insumos
Prática regulamentada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o drawback é um mecanismo que reduz ou elimina tributos sobre insumos usados na produção de bens que serão exportados. As empresas podem importar ou comprar matérias-primas no Brasil pagando menos impostos, desde que utilizem esses insumos para fabricar produtos destinados ao mercado externo.

O drawback é considerado estratégico para a competitividade do Brasil no comércio internacional. Ele abrange diversos tributos, como imposto de importação, Imposto sobre Produtos Industrailizados (IPI), Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e taxas sobre frete, reduzindo o custo de produção para exportadores.

Existem duas principais modalidades: a suspensão, que elimina impostos na compra de insumos para produtos que ainda serão exportados, e a isenção, que permite recuperar tributos pagos anteriormente em operações semelhantes.

Estatísticas
Segundo o MDIC, em 2025, cerca de 20,8% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 72 bilhões, usaram o drawback na modalidade suspensão. Aproximadamente 1,8 mil empresas aderem ao regime, especialmente em setores como carnes, mineração, indústria automotiva e química..

 

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Farelo de trigo cai ao menor nível desde 2024 enquanto grão mantém preços firmes

Excesso de oferta e concorrência com milho e derivados de soja pressionam o farelo. Entressafra sustenta o grão e eleva custo das farinhas.

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O mercado de trigo no Brasil mostra comportamento distinto entre os produtos. O farelo registra queda de preços, pressionado pelo aumento da oferta e pela concorrência com insumos substitutos na alimentação animal. Já o trigo em grão mantém cotações firmes, sustentando também os preços das farinhas por meio do repasse de custos.

Foto: Cleverson Beje

No segmento de farelo, a desvalorização é mais acentuada no produto a granel. Em praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, como Ijuí e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e no Oeste do Paraná, os preços médios atingiram os menores níveis desde agosto de 2024. A maior oferta no mercado spot, combinada à competitividade de alternativas como farelo e casquinha de soja e o milho, tem pressionado as cotações. Nesse cenário, vendedores ajustam valores para manter liquidez, enquanto compradores adiam negociações à espera de novos recuos.

Em sentido oposto, o mercado de trigo em grão segue com preços sustentados. A oferta restrita no período de entressafra, a retenção de volumes por parte dos produtores e a necessidade de recomposição de estoques pelas moageiras dão suporte às cotações. Como consequência, as farinhas também registram alta, refletindo o custo mais elevado da matéria-prima. Fatores externos, como incertezas geopolíticas, reforçam a postura mais firme dos vendedores no mercado.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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PIB do agro cresce 12,2% em 2025 e supera R$ 3,2 trilhões, aponta Cepea/CNA

Participação do setor sobe para 25,1% do PIB brasileiro, com crescimento puxado pela pecuária.

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Foto: Shutterstock

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 1,11% no quarto trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Apesar da queda no fim do ano, o setor encerrou 2025 com alta acumulada de 12,20%.

Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, todos os segmentos do agronegócio apresentaram retração. Os insumos recuaram 2,32%, o segmento primário caiu 0,92%, as agroindústrias registraram queda de 1,48% e os agrosserviços, de 0,86%, conforme a Tabela 1. O movimento reflete a perda de fôlego dos preços, após a valorização observada a partir da segunda metade de 2024, que sustentou o crescimento nos trimestres anteriores.

Na análise por ramos, o resultado foi heterogêneo. O segmento agrícola teve retração de 2,43% no quarto trimestre, com quedas em todos os elos da cadeia: insumos (-1,91%), produção agrícola (-1,38%), agroindústrias (-2,80%) e agrosserviços (-2,79%). Já o ramo pecuário cresceu 1,81% no período. Mesmo com recuos nos insumos (-2,87%) e no segmento primário (-0,08%), houve expansão nas agroindústrias (2,88%) e nos agrosserviços (3,15%), também detalhados na Tabela 1.

No acumulado de 2025, o avanço de 12,20% do PIB do agronegócio foi puxado principalmente pela pecuária, que registrou crescimento de 32,55%, enquanto o ramo agrícola teve alta mais moderada, de 3,40%, conforme a Tabela 2.

Apesar do crescimento expressivo no acumulado de 2025, o desempenho do PIB do agronegócio foi fortemente influenciado pelo comportamento dos preços. A recuperação começou ainda no segundo semestre de 2024, quando as cotações passaram a subir de forma mais consistente, após um período de níveis mais baixos no início daquele ano. A valorização se intensificou no fim de 2024 e foi determinante para reverter um cenário que até então indicava retração no PIB do setor.

Foto: Shutterstock

Ao longo de 2025, os preços reais permaneceram elevados, embora com desaceleração gradual do ritmo de alta trimestre a trimestre. Com a consolidação dos dados do quarto trimestre, o resultado final ficou mais moderado do que indicavam as projeções parciais ao longo do ano. Ainda assim, o avanço foi sustentado por dois fatores combinados: manutenção de preços em patamares superiores aos de 2024 e crescimento da produção.

O resultado anual também se destaca na série histórica. O avanço de 12,20% representa o segundo maior crescimento já registrado para o PIB do agronegócio. Além do efeito preço, houve expansão relevante do volume produzido. O chamado PIB-volume cresceu 6,76% em 2025, indicando aumento efetivo da atividade no campo e nos demais elos da cadeia.

A combinação entre alta de preços e expansão da produção foge ao padrão histórico do setor. Em ciclos anteriores de forte crescimento do volume, como 2004, 2010, 2013, 2017 e 2023, o movimento predominante foi de queda nos preços. Em 2025, a dinâmica foi distinta, com os dois vetores atuando no mesmo sentido e ampliando o resultado agregado do agronegócio.

Insumos, campo e indústria mostram ritmos distintos em 2025

Sob a ótica dos segmentos, o PIB de insumos acumulou alta de 5,37% em 2025. O resultado foi puxado pelos insumos de base agrícola, que

Foto: Divulgação/Freepik

cresceram 12,51%, enquanto os insumos voltados à pecuária recuaram 11,67%. No caso agrícola, o avanço acompanha o aumento da produção e maior demanda por fertilizantes, defensivos e máquinas. Os fertilizantes também foram favorecidos pela elevação de preços ao longo do período. Já a retração nos insumos pecuários reflete, principalmente, o desempenho negativo da indústria de rações, pressionada pela queda das cotações.

No segmento primário, o crescimento foi mais expressivo, com alta de 17,06% no ano. A produção agrícola avançou 13,09%, sustentada pelo aumento de volume em culturas como milho e café, mesmo com preços médios mais baixos. Na pecuária, o crescimento chegou a 24,16%, apoiado tanto pela elevação dos preços em relação a 2024 quanto pelo aumento da produção nas principais atividades.

A agroindústria registrou crescimento de 5,60% no período, mas com comportamento desigual entre os ramos. As indústrias ligadas à produção agrícola recuaram 3,33%, impactadas pela queda de preços, apesar do maior volume processado. Em contraste, a agroindústria de base pecuária avançou 36,54%, impulsionada pela valorização dos produtos e pelo aumento da produção. O desempenho também foi favorecido pelo ritmo das exportações, que sustentou a demanda ao longo do ano.

Foto: Shutterstock

Serviços do agro crescem puxados pela pecuária

O PIB dos agrosserviços cresceu 13,76% em 2025, com desempenho sustentado principalmente pelo ramo pecuário. Os serviços ligados à agropecuária de base agrícola tiveram alta de 1,13%, acompanhando a evolução mais moderada da produção e dos insumos ao longo do ano. Já os agrosserviços de base pecuária avançaram 41,59%, refletindo o maior dinamismo da atividade em toda a cadeia, da produção ao processamento e à distribuição, conforme detalhado na Tabela 2.

Com esse desempenho, o PIB do agronegócio brasileiro somou R$ 3,20 trilhões em 2025. Desse total, R$ 2,06 trilhões vieram do ramo agrícola e R$ 1,14 trilhão da pecuária, considerando valores a preços do quarto trimestre, de acordo com a Tabela 3.

A participação do agronegócio na economia nacional também aumentou. O setor respondeu por 25,13% do PIB brasileiro em 2025, acima dos 22,9% registrados em 2024, reforçando o peso da atividade no conjunto da economia.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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