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Brasil e Rússia reforçam parceria estratégica no agro com foco em fertilizantes e comércio de proteínas
Reunião entre ministros discutiu previsibilidade comercial, habilitação de plantas de pescado e avanços sanitários.

Na quarta-feira (04), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com a ministra da Agricultura da Federação da Rússia, Oksana Lut. O diálogo teve como foco o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países, marcada pela complementariedade produtiva, pelo expressivo fluxo comercial e pela cooperação técnica contínua no setor agropecuário.
“Reconhecemos a Rússia como um parceiro estratégico e um importante fornecedor de fertilizantes para o Brasil. Por isso, manter um diálogo contínuo, transparente e técnico entre nossas autoridades é importante para garantir previsibilidade, estabilidade e confiança nas relações comerciais bilaterais”, pontuou Fávaro.
A ministra Oksana Lut, por sua vez, destacou a importância de conservar e aprofundar a relação de amizade entre Brasil e Rússia, com base na confiança mútua e na cooperação de longo prazo.
Na ocasião, foram discutidos ainda temas relacionados ao comércio de carnes de aves, com ênfase na importância do reconhecimento da regionalização e da compartimentação em eventos sanitários. A medida visa evitar interrupções amplas do comércio em razão de ocorrências localizadas, em consonância com os padrões internacionais. Também foi manifestado interesse em avançar na habilitação de plantas brasileiras para a exportação de pescado ao mercado russo.
O ministro Fávaro reiterou, ainda, o compromisso do Brasil em avançar na certificação eletrônica veterinária, destacando o instrumento como fundamental para a modernização dos processos, a redução de riscos logísticos e o aumento da eficiência bilateral.
Outro ponto abordado foi o incentivo ao intercâmbio entre estudantes brasileiros e russos, com o objetivo de promover a troca de conhecimento e experiências nas diferentes formas de produção agropecuária.

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Agrishow 2026 vai destacar avanço da digitalização no campo
Feira reúne soluções em automação, sensores e análise de dados que ampliam o controle das operações e apoiam decisões técnicas e de gestão nas propriedades rurais.

Sistemas de automação, sensores e análise de dados passaram a integrar as operações agrícolas, ampliando o controle das atividades no campo e apoiando decisões técnicas e de gestão. Esse movimento se consolida na Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, que reúne soluções voltadas à digitalização da produção agrícola. A 31ª edição do evento ocorrerá de 27 de abril a 01º de maio, em Ribeirão Preto (SP).
Dados da Pesquisa SAE Brasil Caminhos da Tecnologia no Agronegócio indicam que o uso de ferramentas digitais já está presente em grande parte das propriedades rurais. Segundo o levantamento, 91% dos produtores utilizam GPS nas operações agrícolas, 85% adotam aplicativos de gestão financeira, 76% recorrem a imagens de satélite e aplicativos de gestão agronômica e 70% utilizam práticas de agricultura de precisão. “A tecnologia passou a ter um papel mais estruturado dentro da propriedade. Ela organiza a operação, gera informação e permite que o produtor dedique mais tempo à gestão e ao planejamento da fazenda”, afirma João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow.
Na prática, tratores, pulverizadores e colheitadeiras operam com sistemas que monitoram parâmetros como velocidade, taxa de aplicação, consumo de insumos e desempenho operacional. As informações são registradas automaticamente e transformadas em dados que ajudam a acompanhar a execução das atividades, identificar desvios e orientar ajustes ao longo da safra.
O uso de drones também integra esse conjunto de soluções. Segundo a Pesquisa SAE Brasil, essa tecnologia aparece em 61% das propriedades pesquisadas, com aplicações que vão do monitoramento das lavouras à pulverização localizada, além do apoio à identificação de pragas, falhas de plantio e estresse das culturas. “O fluxo de dados em tempo real garante o que há de mais precioso no campo: a previsibilidade. Ao digitalizar processos, o produtor mitiga riscos, otimiza recursos e eleva a régua da produtividade brasileira a patamares globais”, diz Marchesan.
Além das soluções aplicadas diretamente às máquinas, a Agrishow apresenta plataformas digitais que integram dados de campo, reunindo informações sobre produtividade, custos operacionais, manutenção de equipamentos e histórico das áreas cultivadas. Essa integração permite uma visão mais ampla da propriedade e reduz a dependência de controles manuais e registros dispersos. “A Agrishow é o epicentro dessa transformação. O que mostramos aqui é a transição definitiva da agricultura reativa para a agricultura de precisão, em que cada decisão é baseada em dados e cada hectare é potencializado pela inteligência”, afirma o presidente da feira.
Inscrições
Os ingressos para a Agrishow 2026 começaram a ser vendidos em 26 de janeiro, no site oficial do evento (colocar link agrishow.com.br). O primeiro lote tem valor de R$ 75,00 por dia, e conta com opção de meia-entrada a partir de R$ 37,50. No ato da compra, o visitante deverá escolher o dia da semana da visitação.
Também será possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75,00, além de pacotes para o estacionamento VIP, disponíveis por R$ 580,00 para os cinco dias de evento. Na bilheteria, durante a realização da feira, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, o valor da entrada será de R$ 150,00.
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Nucleovet e CRMV-SC alinham parcerias e projetos para o Oeste catarinense
Encontro destacou apoio mútuo em eventos, aproximação com novos profissionais e tratou da implantação de uma sede própria do Conselho na região Oeste de Santa Catarina.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Santa Catarina (CRMV-SC) realizou, na última terça-feira (03), uma visita institucional ao Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), em Chapecó. O encontro teve como objetivo fortalecer a parceria institucional entre as duas entidades, que mantêm uma relação próxima e colaborativa há vários anos.

O encontro teve como objetivo fortalecer a parceria institucional entre as duas entidades, que mantêm uma relação próxima e colaborativa há vários anos
Representando o Conselho estiveram o zootecnista e conselheiro efetivo Amir Dalbosco e o presidente do CRMV-SC, Moacir Tonet. Pelo Nucleovet, participaram da reunião a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o presidente do Conselho Deliberativo Tiago José Mores e a 1ª tesoureira Claudia Moita Zechlinski dos Santos. “Essa reunião foi uma visita institucional. O CRMV e o Nucleovet possuem uma grande parceria. O presidente do Conselho aproveitou para comunicar as boas-vindas à nova diretoria, me parabenizar pela gestão e, principalmente, para reforçar essa parceria que já existe”, destacou.
Durante o encontro, também foi reforçado o apoio mútuo entre as instituições em ações e eventos ao longo do ano. “Nós temos grande apoio do CRMV, que contribui com patrocínios para os nossos eventos, e o Nucleovet também apoia as ações e eventos promovidos pelo Conselho”, explicou a presidente.
Outro ponto abordado na reunião foi o convite oficial para que o Nucleovet participe das solenidades de entrega das carteiras profissionais aos novos médicos-veterinários e zootecnistas formados em Santa Catarina. “O presidente do Conselho enfatizou a importância da participação do Nucleovet nesses momentos. A ideia é que, sempre que possível, eu esteja presente nessas entregas para apresentar o que é o Nucleovet e aproximar os novos profissionais da entidade”, afirmou Aletéia.
Nova sede do CRMV-SC em Chapecó

Também foi reforçado o apoio mútuo entre as instituições em ações e eventos ao longo do ano
Durante a visita, os representantes do CRMV-SC também trataram de um tema estratégico para a atuação do Conselho no oeste catarinense: a aquisição de uma sede própria em Chapecó. Atualmente, o Conselho atua em espaços alugados, mas a intenção é investir em um prédio próprio que contemple salas administrativas e espaços para capacitação e treinamentos.
De acordo com Aletéia, o presidente do CRMV-SC solicitou apoio institucional do Nucleovet para esse novo projeto. “A entidade visitou algumas salas e compartilhou a intenção de adquirir um novo prédio para o Conselho. A ideia é estruturar um espaço próprio, com salas de treinamento, especialmente considerando o crescimento da equipe, que deve passar para oito funcionários com a realização de um novo concurso”, explicou.
A escolha de Chapecó como sede ampliada do CRMV-SC está diretamente ligada à concentração de profissionais na região. “Além da sede em Florianópolis, a maior estrutura do Conselho deverá ficar em Chapecó, já que o oeste concentra o maior número de médicos-veterinários e zootecnistas do estado. Isso reforça a importância da região e o papel das entidades locais”, completou a presidente do Nucleovet.
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Preço do suíno vivo recua quase 7% em janeiro com demanda interna e externa mais fraca
Dados do Cepea apontam desequilíbrio entre oferta e procura, mesmo com ritmo de abates semelhante ao de dezembro.

Depois de atravessarem o último trimestre do ano passado em estabilidade, os preços do suíno vivo apresentaram forte queda em janeiro, apontam dados do Cepea. A pressão sobre as cotações veio sobretudo do desaquecimento das demandas interna e externa. Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse movimento de baixa já é tipicamente observado em janeiro, quando a demanda doméstica costuma diminuir, por conta dos maiores gastos no período.
Neste ano, verificou-se também retração da demanda externa, o que reforçou as quedas de preços. Segundo dados da Secex, a média de embarques na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas, contra 5,4 mil toneladas em dezembro.
Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que os abates em janeiro estiveram em ritmo similar ao observado em dezembro, o que, somado à demanda retraída, acabou resultando em forte desequilíbrio entre disponibilidade e procura em janeiro.
Na praça SP-5, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 8,24/kg em janeiro, baixa de 6,9% frente à de dezembro. Trata-se da queda mais intensa no preço do suíno vivo desde janeiro/25 (em valores reais), quando o animal registrou forte desvalorização de 13,3% frente a dezembro/24.



