Conectado com

Notícias

Brasil e Rússia querem ampliar trocas comerciais para US$ 10 bi

Publicado em

em

O Brasil e a Rússia assinaram um plano de ação na área econômica para correr atrás do objetivo de aumentar a soma de importações e exportações entre os dois países para US$ 10 bilhões, depois de uma queda de quase 5% ocorrida nas trocas comerciais em 2013. A presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil tem interesse em atrair investimentos russos para os setores de petróleo, portos e ferrovias.
Dilma recebeu ontem o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Brasília com o cerimonial de uma visita de chefe de Estado, com direito à subida da rampa do Palácio do Planalto e almoço oferecido no Itamaraty. O líder russo vive um período de isolamento em relação às principais economias ocidentais, como Estados Unidos e União Europeia, depois da anexação da Crimeia, região até então vinculada à Ucrânia.
O comércio entre Brasil e Rússia havia dobrado de valor desde 2004, quando Putin havia feito outra visita ao Brasil. "Precisamos agir com urgência para vencer os problemas atuais", disse Putin, em declaração conjunta com Dilma.
Ontem, foi assinado um Plano de Ação para a Cooperação Econômica e Comercial Brasil-Rússia que, entre outras medidas, inclui "aprimorar o intercâmbio de informações técnicas, visando a equivalência entre os serviços sanitários do Brasil e Rússia". As exportações brasileiras caíram cerca de 25% em 2012, depois que a Rússia impôs uma barreira sanitária à carne suína. O memorando também cita a criação de um Fórum Econômico Brasil-Rússia e prevê negociações nas áreas alfandegária, de aviação civil e cooperação bancária e financeira, entre outras.
Dilma destacou a necessidade de não só ampliar, mas também diversificar as trocas comerciais com a Rússia. As exportações brasileiras àquele país são concentradas sobretudo em produtos básicos e semimanufaturados, enquanto as importações se concentram em manufaturados.
A presidente brasileira enfatizou ainda o desejo de intensificar os fluxos de investimentos diretos entre os países. No ano passado, a Rússia não apareceu na compilação divulgada pelo Banco Central que mostra as 40 economias que mais investem no Brasil. O governo brasileiro considera que há um grande potencial a ser explorado no setor de petróleo, produto que a Rússia é uma grande produtora e exportadora. Também espera que os russos entrem na disputa pelas concessões de ferrovias.
Pelo menos em público, os dois presidentes não trataram da situação da Ucrânia. Dilma fez um elogio a posições recentes da Rússia em alguns temas internacionais. "Cumprimentamos as posições russas a respeito da questão da Síria, e em especial do Oriente Médio", disse Dilma.
Putin agradeceu a "acolhida calorosa", o "ambiente construtivo das negociações" e o "espírito de cooperação mútua". Lembrou que no, ano passado, completaram-se 180 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Rússia. "Hoje, quase dois séculos depois, nossa cooperação é exemplo de abertura e igualdade de direitos", afirmou.
Dilma destacou que os dois países "estão entre os maiores do mundo e não podem se contentar com dependências de qualquer espécie". Na avaliação da presidente, "acontecimentos recentes" demonstram a necessidade de autonomia científica e tecnológica e, ao falar no cenário "multilateral" atual, Dilma fez nova defesa de reforma dos organismos internacionais.
Putin destacou a afinidade com o Brasil em questões internacionais, como "multipolaridade". Também ressaltou o "enorme potencial econômico" de ambos os países, apontando as áreas de energia, construção civil, farmacêutica. Completou que espera avançar nas áreas de alta tecnologia, informática, biotecnologia e espacial.
Sobre a Copa do Mundo, Putin – que assistiu à partida final ao lado de Dilma, domingo no Maracanã – afirmou que a Rússia vai se empenhar em manter ou elevar o nível de organização que o Brasil dedicou ao evento deste ano. A Rússia vai sediar a Copa do Mundo em 2018.

Fonte: Valor

Continue Lendo

Notícias

Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

Publicado em

em

Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
Continue Lendo

Notícias

Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

Publicado em

em

Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
Continue Lendo

Notícias

Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.