Suínos
Brasil e França reforçam intercâmbio técnico na suinocultura em Mato Grosso
Delegação francesa visita ABCS, Acrismat e frigorífico em Sorriso para conhecer avanços em biosseguridade, sustentabilidade e inovação do setor suinícola brasileiro.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) receberam, na última quarta-feira (29), na sede da Acrismat, em Cuiabá (MT), uma delegação francesa composta por representantes da FNP (Fédération Nationale Porcine), IFIP (Institut du Porc) e Inaporc. O encontro contou também com a participação da Embrapa Suínos e Aves e do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
A reunião teve como propósito fortalecer o intercâmbio técnico entre Brasil e França, promovendo a troca de experiências e o diálogo sobre o desenvolvimento sustentável da suinocultura, além de aproximar as instituições representativas do setor nos dois países.
Abrindo o diálogo com os representantes franceses, o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, destacou a trajetória de 70 anos da entidade e o trabalho conjunto com as 13 associações estaduais que integram o sistema ABCS, enfatizando a importância da atuação técnica, política e do marketing da instituição, voltado para o fortalecimento do consumo interno de carne suína.
Na sequência, a diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, apresentou o panorama técnico e sanitário da suinocultura brasileira, destacando os avanços do país em saúde animal e a importância estratégica da Estação Quarentenária de Cananéia (EQC) para a proteção do rebanho nacional. Charli reforçou o reconhecimento internacional do status sanitário do Brasil, atualmente livre das principais doenças de impacto econômico para a suinocultura, o que consolida o país como referência mundial em biosseguridade e produção responsável.
Em seguida, o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, apresentou um panorama da suinocultura com os principais indicadores do setor. Ele abordou os modelos de produção, a composição de custos e a dinâmica de mercado, pontuando também as iniciativas de sustentabilidade. Para encerrar, a Acrismat e o IMEA compartilham uma visão geral da suinocultura e do agronegócio mato-grossense e seu papel no contexto nacional.
A visita da delegação francesa reforçou a relevância estratégica da suinocultura brasileira no cenário mundial. Atualmente, o Brasil se consolida como o 4º maior produtor de carne suína do mundo, com produção superior a 5,3 milhões de toneladas e 57,8 milhões de cabeças abatidas em 2024. O país ocupa também a 3ª posição no ranking global de exportadores, destinando 23% da produção nacional ao mercado externo, o que corresponde a 1,3 milhão de toneladas exportadas para 129 mercados internacionais.
Esses resultados refletem a força, a competitividade e o compromisso da suinocultura brasileira com a eficiência, a sanidade e a sustentabilidade, consolidando o setor como um dos pilares do agronegócio nacional.
Visita técnica à Nutribrás
Encerrando a programação, a delegação francesa realizou, no dia 30 de outubro, uma visita técnica ao frigorífico Nutribras, em Sorriso (MT). Durante a visita, os representantes puderam acompanhar de perto o funcionamento das linhas de abate e processamento. O encontro proporcionou um importante intercâmbio de experiências entre os profissionais franceses e brasileiros, fortalecendo o diálogo técnico sobre inovação e qualidade na cadeia suinícola. Ao final, a delegação expressou agradecimento pela recepção e destacou a suinocultura brasileira como um modelo de sistema produtivo moderno.

Suínos
Alta do milho reduz poder de compra do suinocultor pelo sexto mês seguido
Cereal sobe 4,6% em março e chega a R$ 70,96/sc em Campinas. Com suíno a R$ 6,94/kg, produtor compra 5,87 kg de milho por kg vendido.

O avanço dos preços do milho voltou a pressionar a relação de troca da suinocultura paulista em março. Dados do Cepea mostram que, na parcial até o dia 17, o poder de compra do produtor caiu pelo sexto mês consecutivo, refletindo a valorização do insumo frente à estabilidade do preço do animal.

Foto: Ari Dias
No período, o suíno vivo posto na indústria foi negociado à média de R$ 6,94 por quilo no estado de São Paulo (SP-5), leve alta de 0,5% em relação a fevereiro. Já o milho, principal componente da ração, registrou aumento mais expressivo: no mercado de lotes de Campinas (SP), a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 70,96, avanço de 4,6% no mesmo comparativo e a maior variação mensal desde março de 2025.
Com isso, a relação de troca se deteriorou. Neste mês, a venda de um quilo de suíno vivo permite a aquisição de 5,87 quilos de milho, queda de 3,9% frente ao mês anterior.
Apesar da piora no curto prazo, o indicador ainda mostra leve recuperação na comparação anual, com ganho de 2%. Segundo o Cepea, a valorização do milho está associada à oferta restrita no mercado spot e à demanda aquecida para formação de estoques, em um ambiente de incertezas no mercado internacional.
Suínos
Brasil abre mercado para carne suína resfriada em Singapura
Acesso ao país asiático amplia valor agregado das exportações do setor.

O governo brasileiro concluiu negociações que ampliam o acesso da carne suína ao mercado internacional. O principal avanço é a autorização para exportação de carne suína resfriada para Singapura, um mercado considerado estratégico por demandar produtos de maior valor agregado.
Em 2025, Singapura importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para carnes, café e itens de origem vegetal. A abertura para a carne suína resfriada tende a fortalecer a presença brasileira no país asiático e ampliar as oportunidades para o setor produtivo.
Além disso, o Brasil também garantiu a liberação para exportação de macadâmia e castanha de caju para a Turquia, que está entre os dez maiores importadores mundiais de castanha de caju. No último ano, as exportações brasileiras para o país superaram US$ 3,2 bilhões, com destaque para soja, algodão e café.
Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro soma 548 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Suínos
Nova ferramenta da Embrapa amplia inteligência e gestão na suinocultura brasileira
Aplicativo atualizado permite acompanhar custos, gerar relatórios detalhados e tomar decisões mais precisas sobre granjas de suínos e frangos.

A Embrapa Suínos e Aves, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), reforça o apoio à gestão econômica da suinocultura com a atualização do aplicativo Custo Fácil. Agora em sua quarta versão, a ferramenta está disponível para Android e iPhone (iOS), com novo desenho de interface e funcionalidades ampliadas, tornando ainda mais prática a organização e análise dos dados das granjas.
Voltado a produtores, gestores, assistência técnica e estudantes, o aplicativo permite estimar o custo de produção, a rentabilidade e a geração de caixa de granjas de suínos e frangos de corte em sistemas de integração. A proposta é oferecer uma visão clara e estruturada da atividade, facilitando a tomada de decisão em diferentes horizontes de curto e longo prazo.

Entre as funcionalidades, o usuário pode cadastrar múltiplas granjas e lotes, inserir informações detalhadas sobre alojamento, desempenho produtivo, investimentos, mão de obra, receitas e despesas. A partir desses dados, o sistema gera indicadores de desempenho, gráficos e relatórios completos, que podem ser compartilhados por e-mail ou aplicativos de mensagens.
O aplicativo também permite o acompanhamento detalhado dos custos, com possibilidade de ajustes e correções, além de oferecer análises e orientações que auxiliam na negociação e na gestão financeira da produção. Todos os cálculos seguem metodologias desenvolvidas pela Embrapa e por institutos de pesquisa em economia agropecuária do Brasil e do exterior, garantindo consistência técnica às informações.
Outro diferencial é o acesso a estatísticas anônimas de custos de outros usuários e a integração com o Repositório de Dados de Pesquisa da Embrapa, o Redape, ampliando o repertório de informações disponíveis para análise. A ferramenta ainda conta com uma biblioteca de conteúdos sobre gestão, custos de produção, custo da mão de obra familiar e capital investido, baseada em cursos gratuitos oferecidos pela instituição.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
De acordo com o pesquisador da Embrapa, Marcelo Miele, a crescente demanda por soluções acessíveis e metodologicamente consistentes têm impulsionado o desenvolvimento dessas ferramentas, contribuindo para maior precisão nas análises econômicas do setor. “A ferramenta permite a formação de uma base de dados com o desempenho dessas granjas, precisamos agora mobilizar os produtores e associações para que a gente consiga acompanhar um número significativo de granjas, que permita montar essa base de dados que vai trazer um retrato com informações úteis para o setor”. explica.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, com a evolução do aplicativo e a ampliação das ferramentas de estimativa, Embrapa e ABCS fortalecem a geração de inteligência para a suinocultura brasileira, promovendo eficiência, transparência e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.
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