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Brasil e Alemanha debatem desafios da agricultura

A necessidade de produzir alimentos para 9,3 bilhões de pessoas por volta de 2030 foi um dos temas do encontro entre os centros de pesquisa da Embrapa no Rio de Janeiro e o Instituto Julius Kühn.

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Foto: Shutterstock

A necessidade de produzir alimentos para 9,3 bilhões de pessoas por volta de 2030 foi um dos temas do encontro entre os centros de pesquisa da Embrapa no Rio de Janeiro – Agrobiologia, Agroindústria de Alimentos e Solos – e o Instituto Julius Kühn (IJK), da Alemanha, realizado na última quarta-feira (14) na Embrapa Solos.

Presidente do Instituto Julius Kühn, pesquisador Frank Ordon: “A comida é relativamente barata na Alemanha, nosso desafio é como continuar assim com o aumento da produção orgânica” – Foto: Carlos Dias 

Fundado em janeiro de 2008, o IJK é o centro de pesquisa federal para plantas cultivadas na Alemanha, sendo também uma autoridade autonomamente superior federal do portfólio do Ministério do Alimento e Agricultura. Ele é composto por 18 institutos especializados complementados por unidades de serviço como biblioteca, processamento de dados, campos experimentais, casas de vegetação e administração, contando com 1300 funcionários (450 investigadores). Suas instalações de pesquisa se concentram em novas áreas, com sede localizada na pequena cidade de Quedlinburg. Na reunião, o IJK foi representado por seu presidente, o pesquisador Frank Ordon.

A caracterização do biocarvão e das Terras Pretas de Índio foi abordada ao lado da agricultura orgânica e do conhecimento tradicional. Foi lembrado o pouco valor que se dava a temas como ecologia ou meio ambiente nas universidades nos anos 80 do século passado. Isso mudou bastante, tanto que manter o solo coberto é um “mantra” atualmente, mesmo com o avanço da fronteira agrícola conduzida pela soja. “Na Embrapa Solos atuamos em fertilizantes, dados para a agricultura tropical, pedologia e zoneamento, uso da terra e serviços ecossistêmicos, intensificação sustentável da agricultura e coexistência produtiva com a seca”, revelou a chefe geral, Maria de Lourdes Mendonça.

A agricultura familiar não foi esquecida, já que o pequeno produtor é responsável por 80% dos alimentos que chegam na nossa mesa. Foi mencionada a “Fazendinha Agroecológica” da Embrapa Agrobiologia, que integra atividades de produção animal e vegetal. “O manejo prioriza a reciclagem de nutrientes e o uso de desenhos de diferentes sistemas agrícolas, que envolvem rotações e consórcios de culturas, além da presença de espécies arbustivas e arbóreas como elementos de diversificação da paisagem”, contorno do chefe de pesquisa e desenvolvimento da UD Cláudia Jantália.

A agrofloresta e os gargalos que impedem seu crescimento, com o desafio de reduzir em 50% o uso de pesticidas até 2030 também foi tema ao lado da necessidade de maior presença do órgão estadual de transferência e pesquisa. Afinal, é preciso que o pequeno produtor esteja a par das boas práticas. “A comida é relativamente barata na Alemanha, nosso desafio é como continuar assim com o aumento da produção orgânica”, disse Ordon. 

O Brasil caminha nessa direção também já que o Programa Nacional de Alimentação Escolar PNAE ), que alimenta 40 milhões de crianças exige que boa parte dessa comida venha de pequenos produtores. A Embrapa Agroindústria de Alimentos tem atuado nesse aspecto ao estudar a pós-colheita, o processamento e o uso de resíduos.

Da reunião também tivemos algumas perguntas para o futuro: como será a produção eficiente, viável, de alta performance de grãos nos próximos anos, e como ela pode ser adaptada às mudanças climáticas? Como podemos ter a maior variedade possível de grãos com plantas saudáveis ​​nesses sistemas de produção de grãos? Como tais sistemas de produção de grãos podem ser adaptados para as condições da sociedade (mudanças de demanda como padrões alimentares) a uma economia bio-baseada?

Ficou encaminhado um projeto que seja aderente aos interesses das instituições envolvidas. Será feita uma minuta sobre o tema “Sistema Agroflorestal do Futuro”, um sistema para pequenos agricultores. Dentro desse tema caberia uma série de pesquisas: solos, descarbonização, bionsumos etc. .

As partes voltarão a se encontrar no Green Rio , de 31 de agosto a 02 de setembro de 2023.

Também estiveram presentes Maria Beatriz Bley Martins Costa (Green Rio), Karina Olbrich (chefe de P&D da Embrapa Agroindústria de Alimentos), Humberto Bizzo (pesquisador e articulador internacional da Embrapa Agroindústria de Alimentos) e Joachim Schemel (Cônsul-Geral Adjunto – Consulado Geral da República Federal da Alemanha).

Fonte: Assessoria Embrapa Solos

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Dia de Campo de Verão 2026 reúne tecnologia, mercado e inovação

Evento da Cooperativa Agroindustrial Tradição acontece nesta semana em Pato Branco (PR), com palestras, mais de 80 expositores, arena de drones e lançamentos para a safra.

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A Cooperativa Agroindustrial Tradição promove nesta semana, entre quarta (25) e quinta-feira (26), o Tradição em Campo – Dia de Campo de Verão 2026, um dos principais encontros técnicos do calendário agro regional. A programação acontece das 08 às 17 horas, no Centro de Tecnologia e Inovação Tradição (CITT), em Pato Branco (PR), reunindo cooperados, parceiros e produtores em dois dias dedicados à difusão de tecnologia, atualização de mercado e apresentação de lançamentos para a nova safra.

As inscrições são gratuitas e obrigatórias, mediante cadastro no site da cooperativa.

Nesta edição, o evento amplia a grade de conteúdo com três palestras centrais. No dia 25, às 14h30, o biólogo Richard Rasmussen abordará os desafios contemporâneos do agronegócio. No dia 26, o consultor Carlos Cogo apresentará análise do cenário agrícola global e brasileiro, com foco em tendências de mercado. À tarde, Maria Iraclézia tratará de gestão, liderança e empreendedorismo no setor.

Além das palestras, o Dia de Campo trará estações técnicas sobre soja, milho e feijão, além de apresentar novidades em máquinas, pecuária, TRR e cooperativismo. Mais de 80 expositores estarão presentes com soluções voltadas à produtividade e à eficiência no campo. “Estamos finalizando todos os preparativos para receber as famílias dos cooperados”, afirma o gerente técnico comercial da cooperativa, Carlos Francisco Marquezi.

Entre as novidades está a criação de um espaço kids com monitores, permitindo que as famílias participem do evento com maior conforto. “Será um espaço planejado para acolher as crianças, permitindo que os pais visitem a feira com tranquilidade”, reforça Marquezi.

A programação inclui ainda uma arena exclusiva para demonstrações de drones agrícolas, ampliando o acesso a tecnologias de agricultura de precisão. O setor de máquinas contará com pista para test drive de quadriciclos, proporcionando experiência prática aos visitantes.

Como atração especial, cooperados que visitarem os estandes parceiros e completarem o mapa da feira poderão concorrer ao sorteio de um quadriciclo, mediante cumprimento das regras estabelecidas pela organização.

Outra estrutura inédita será o bar suspenso, oferecendo visão panorâmica de unidades estratégicas da cooperativa, como a nova Indústria de Óleo e Farelo de Soja, a Unidade de Beneficiamento de Sementes e a Unidade de Grãos.

Com foco em inovação, integração e desenvolvimento sustentável, o Tradição em Campo consolida-se como vitrine tecnológica e espaço de relacionamento estratégico para o agronegócio regional.

Fonte: O Presente Rural
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Presidente da Copagril reforça protagonismo do cooperativismo paranaense em reunião estratégica do Sistema Ocepar

Eloi Darci Podkowa participou do encontro em Curitiba em que foi aprovado o balanço de 2025, definido metas para 2026 e debatido o cenário econômico, climático e agenda internacional do setor.

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Foto: Divulgação

As diretorias da Ocepar e da Fecoopar realizaram na última quarta-feira (19), em Curitiba, a primeira reunião presencial de 2026. A Copagril foi representada pelo diretor-presidente, Eloi Darci Podkowa.

O encontro foi dedicado à avaliação dos resultados de 2025 e à definição das diretrizes estratégicas para o cooperativismo paranaense em 2026. Entre os itens da pauta esteve a apresentação e deliberação do Balanço Patrimonial do Sistema Ocepar, formado por Fecoopar, Ocepar e Sescoop/PR, referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. Após a aprovação da ata anterior, também foi validado o Plano de Trabalho para 2026, com a definição de metas e prioridades de atendimento às cooperativas.

Durante a reunião, a diretoria analisou ainda o Projeto 27 do Plano Paraná Cooperativo (PRC300), voltado à formação de alianças estratégicas entre cooperativas, com foco na ampliação da competitividade e da eficiência operacional no mercado global.

Temas internacionais também estiveram em discussão, como os desdobramentos do acordo entre Mercosul e União Europeia e os reflexos para o agronegócio. Foi apresentado, ainda, um balanço da participação paranaense na feira Gulfood, realizada em Dubai.

A reunião contou com a participação da presidente-executiva da OCB, Tânia Zanella, que apresentou as principais frentes de atuação e prioridades do cooperativismo brasileiro para 2026.

A presença da Copagril no encontro integra as discussões estratégicas do sistema cooperativista estadual e acompanha as definições que orientarão o setor ao longo do ano.

Fonte: Assessoria Copagril
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Soja sobe no mercado interno com demanda externa aquecida e clima irregular no Sul

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada aponta prêmios de exportação mais atrativos e postura cautelosa de produtores diante da estiagem.

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Foto: Jaelson Lucas

Os preços internos da soja subiram na semana passada. Pesquisadores do Cepea apontam que esse movimento se deve à aquecida demanda externa, em decorrência da maior atratividade dos prêmios de exportação no Brasil, e à postura cautelosa de produtores brasileiros, especialmente os do Sul, diante das incertezas relacionadas à irregularidade das chuvas.

No campo, colaboradores consultados pelo Cepea relatam redução de produtividade em áreas afetadas pela estiagem. Por outro lado, as chuvas recentes favoreceram lavouras ainda em desenvolvimento no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

De acordo com a Conab, até 14 de fevereiro, a colheita nacional de soja atingia 24,7% da área, abaixo dos 25,5% registrados no mesmo período do ano passado e dos 27,1% da média dos últimos cinco anos.

Fonte: Assessoria Cepea
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