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Brasil deve ter safra recorde de milho com mercado favorável

Sondagem com 12 analistas e órgãos de pesquisa apontou também que o Brasil deverá colher 101 milhões de toneladas

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Arquivo/OP Rural

O Brasil deverá plantar pela primeira vez mais de 18 milhões de hectares de milho em uma safra na temporada 2019/20, uma área recorde que representa crescimento de 3,5% ante o ciclo anterior, com bons preços impulsionando o plantio do cereal na chamada “safrinha”, de acordo com pesquisa da Reuters.

A sondagem com 12 analistas e órgãos de pesquisa apontou também que o Brasil deverá colher 101 milhões de toneladas, em média, superando ligeiramente o recorde da temporada anterior, apesar de um ciclo atrasado versus 2018/19, consequência de uma colheita mais tardia da soja que resultará em uma janela climática ideal mais curta para o milho segunda safra, que responde por cerca de 75% produção total do país.

A projeção média ainda indica uma redução de cerca de 1 milhão de toneladas na comparação com sondagem semelhante publicada pela Reuters em setembro, com alguns analistas cortando suas estimativas. Eles admitem que há mais risco para a safrinha 2019/20, plantada após a colheita da soja, mas ressaltam que a temporada anterior, muito adiantada, é que foi um ponto fora da curva.

“Claro (que a janela estreita) coloca variáveis de clima mais perigosas para a safrinha, de maior risco de geada para o Paraná… mas se estiver chovendo em fevereiro e março e o preço estiver alto, como deve estar, o produtor vai plantar”, disse o analista Paulo Molinari, da Safras & Mercado.

Ele lembrou que na temporada passada, com a colheita antecipada da soja, alguns plantaram milho já ao final de dezembro e início de janeiro. “Isso foi excepcional, a situação normal é plantio em fevereiro e março, vai acontecer nesta safra de retornarmos ao normal.”

Incentivo para plantar não faltará, comentaram os analistas. Pois o preço no período de plantio da safrinha deve estar mais sustentado por vários favores: estoques apertados após exportações recordes em 2019, um câmbio favorável a vendas externas, consumo interno superaquecido devido à maior demanda da indústria de carnes para alimentar especialmente a China, além de uma safra de verão de milho também atrasada, o que prolongará a entressafra no Brasil.

“A safra de verão vai entrar a maior parte em março, isso cria uma boa questão especulativa no primeiro semestre”, comentou Molinari, avaliando que o atraso do milho verão é o principal fator para a recente alta de preços.

Em termos nominais, os preços do milho no mercado interno atingiram os maiores níveis desde agosto de 2016, a cerca de 48 reais a saca de 60 kg, tendo registrado alta de 14% no acumulado de novembro, segundo indicador da Esalq/USP.

“Com a demanda aquecida dando suporte aos preços do cereal, com exportações recordes no ciclo 2018/19, pode acabar havendo um incentivo ao cultivo da safrinha, mesmo se a janela não for a mais adequada em algumas regiões”, disse a analista Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, que deverá ter um primeiro número para a safrinha ainda nesta semana.

Outros analistas, ainda que não considerem eventual quebra de produtividade decorrente do plantio de cerca de 50% da área de milho segunda safra fora da janela ideal, veem novos recordes para o cereal, agregando expectativa de tempo normal e aumento de área.

“O cenário atrativo de preços, especialmente para o milho segunda safra, está embutido nas projeções”, destacou o consultor Carlos Cogo, que prevê uma safra de recorde de 103,36 milhões de toneladas.

Relatório do Rabobank lembra que o otimismo com a safra também se baseia no ritmo de comercialização, que em Mato Grosso, responsável por pouco menos da metade da produção total do país na segunda safra, está em níveis recordes. Até o início de novembro, o Estado já havia vendido 44,5% da safra futura.

O Rabobank ainda cita a forte demanda por milho, que deverá crescer 6% no país em 2020, para 68 milhões de toneladas, com ajuda da uma crescente produção de etanol a partir do cereal, além da maior demanda da indústria de carnes.

Cautela

O diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Guilherme Bastos, tem uma posição mais conservadora, comentando que o número atual da Conab, abaixo de 100 milhões de toneladas, faz “mais sentido” após uma safra mais atrasada.

Mas ele disse que uma dose de otimismo também pode ser considerada após o Mato Grosso ter recuperado um atraso inicial no ciclo da soja, o que proporcionará condições boas para o plantio.

Bastos ressaltou que, por ora, é difícil ter prognósticos seguros sobre como será o tempo no período de plantio e mesmo no desenvolvimento da segunda safra, o que justifica também a maior cautela com o número.

Fonte: Reuters
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Notícias Cooperativismo

Cocamar antecipa sobras do exercício aos cooperados

A distribuição de sobras é um dos diferenciais do sistema cooperativista que, ao término de cada exercício, retorna os resultados de suas atividades aos cooperados

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Foto: Divulgação

Retorno de resultados da cooperativa aos produtores associados é uma prática comum e também um dos diferenciais do sistema cooperativista, distribuídos na medida da participação de cada um. Cheques estarão disponíveis aos agricultores a partir de segunda-feira (16) em todas as unidades operacionais

Na próxima segunda-feira (dia 16), a Cocamar Cooperativa Agroindustrial antecipa a entrega de um esperado presente de Natal aos seus produtores cooperados: começa a fazer a distribuição de recursos financeiros a título de sobras do exercício 2019.

Os valores a serem pagos correspondem a uma complementação de preços dos produtos agrícolas entregues pelos cooperados na cooperativa e incluem um percentual, também, sobre a aquisição de insumos agropecuários, sendo proporcionais à participação de cada um. O montante vai ser oficializado na sexta-feira (13) após uma reunião do Conselho de Administração na sede da cooperativa em Maringá (PR).

Assim, quanto mais produtos o agricultor associado deposita na cooperativa e mais concentra nela as suas compras de insumos, maior é o valor do cheque a que tem direito no Natal.

A previsão da Cocamar é que a partir das 8h de segunda-feira e durante todo o horário comercial, as suas 87 unidades operacionais localizadas no norte e noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, recebam um grande fluxo de cooperados em busca de seus numerários. São cerca de 15 mil produtores associados e o movimento deve estar concluído em três dias.

A distribuição de sobras é um dos diferenciais do sistema cooperativista que, ao término de cada exercício, retorna os resultados de suas atividades aos cooperados. Na Cocamar, essa é uma prática comum que ocorre geralmente no início da segunda quinzena de dezembro, a tempo de os produtores utilizarem os recursos para suas compras de Natal ou destiná-los a outros fins.

Além de beneficiar os cooperados, a sobra entregue pela cooperativa tem outro efeito positivo: acaba irrigando o comércio em geral, em especial o das pequenas cidades onde eles residem, ajudando a aquecer a economia.

Fonte: Assessoria da Cocamar
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Notícias Postura

Ovos RS apresenta balanço das atividades e prestação de contas 2019

Na ocasião foi feita a prestação de contas do Programa Ovos RS e um balanço das promoção, marketing e atividades de suporte técnico

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Na última quinta-feira (05) aconteceu o encontro de encerramento das atividades do Programa Ovos RS, exercício 2019. A atividade foi realizada no espaço de eventos Garden Santorini no Vale dos Vinhedos em Garibaldi, RS. O evento contou com a participação de estabelecimentos produtores de ovos, representantes dos Órgãos Oficiais SEAPDR e MAPA/RS, parceiros e apoiadores do Programa Ovos RS e outros convidados.

A programação teve início com a apresentação da prestação de contas do Programa Ovos RS e um balanço das atividades de promoção, marketing, atividades de suporte técnico, serviços e parcerias da ASGAV com instituições e Universidades. Estas apresentações ficaram à cargo do diretor Executivo da ASGAV/SIPARGS e coordenador do Programa Ovos RS, Eduardo Santos e da consultora Técnica do Programa Ovos RS, doutora Raquel Melchior. “Estamos cumprindo nossa agenda de responsabilidades que consiste a cada final de ano apresentar nossos investimentos, atividades e evolução do Programa Ovos RS”, comentou Santos.

Em seguida foi realizada apresentação especial sobre a tecnologia em favor da gestão integrada na postura comercial, proferida pelo CEO da BR Start Tecnologia para o Agronegócio, Gustavo Cynowice dos Anjos.

Foi feita ainda a entrega de certificados de participação na 6ª edição do Programa de Inovação e Capacitação Ovos RS realizado em abril de 2019, direcionado aos estabelecimentos participantes e aos parceiros do Programa Ovos RS.

Parceria com SENAI-RS

Após sete anos do selo de referência Ovos RS, que registra evolução técnica e de qualidade dos estabelecimentos produtores de ovos que fazem parte do programa, foi realizado ainda na quinta-feira a assinatura do termo de intensões da parceria ASGAV, OVOS RS e o Instituto de Alimentos do SENAI-RS para dar início, em janeiro de 2020, o programa de certificação que tem por objetivo o desenvolvimento e aprimoramento do setor de produção de ovos.

O programa de certificação será aberto para estabelecimentos produtores de ovos que buscam diferenciais, mais credibilidade e mais qualidade na produção de ovos. “Agora iremos desenvolver uma certificação que buscará reconhecimento no INMETRO, viabilizará certificar sistemas de produção alternativas e trará diferenciais que irão valorizar os estabelecimentos certificados no presente e a médio e longo prazo”, informou Santos.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Notícias Segundo IBGE

Safra 2020 deve bater recorde de 240,9 milhões de toneladas

Estimativas preveem um crescimento 6,7% na produção de soja e uma redução de 7,5% na produção de milho

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Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

A safra nacional de grãos de 2020 deve bater o recorde de 240,9 milhões de toneladas, superando em 33,6 mil toneladas o resultado esperado para 2019. Com essa previsão, as safras 2019 e 2020 devem se tornar as maiores da série histórica iniciada em 1975, ficando à frente do atual recorde de 2017, de 238,4 milhões de toneladas. As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta terça-feira (10), pelo IBGE.

As estimativas preveem um crescimento 6,7% na produção de soja e uma redução de 7,5% na produção de milho. O feijão em grão primeira safra também deve ter produção menor (-0,3%). As estimativas apontam perspectivas melhores para o algodão (2,0%) e o arroz (1,0%).

O pesquisador do IBGE, Carlos Barradas, estima uma produção de 92,7 milhões de toneladas de milho no próximo ano, declínio de 7,5% em relação à safra 2019, o que representa uma redução de 7,5 milhões de toneladas. “Mantém-se a tendência de um maior volume de produção do milho em segunda safra, devendo essa safra participar com 72,3% da produção nacional para 2020, contra 27,7% de participação da primeira safra de milho”, disse.

Já a produção de soja deve crescer 6,7%, chegando 120,8 milhões de toneladas em 2020. Dentre os maiores produtores, Mato Grosso estima colher 33 milhões de toneladas, um crescimento de 2,2% em relação a 2019. O Paraná, segundo maior produtor, espera produzir 19,8 milhões de toneladas, aumento de 22,5%, recuperando-se de um 2019 em que teve sua safra comprometida pelas severas restrições de chuvas e o excesso de calor durante o ciclo da cultura.

Safra de 2019 deve crescer 6,4%

A safra nacional também deve atingir 240,9 milhões de toneladas em 2019, sendo maior que o recorde de 2017, com 2,4 milhões de toneladas a mais produzidas. O resultado representa uma alta de 6,4% em relação à produção de 2018 (226,5 milhões de toneladas), e um crescimento de 60,6 mil toneladas na comparação com outubro passado.

O aumento foi puxado pelo milho, que deve ter uma produção recorde de 100,2 milhões em 2019 (25,9 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 74,3 milhões de toneladas de milho na segunda safra), o que representa um aumento de 23,2% frente a 2018. Segundo Barradas, houve uma conjuntura de preços que incentivou o plantio do milho de segunda safra. “O clima também se comportou de forma favorável”, comentou.

O algodão também deve bater um recorde da série história do IBGE. Na safra deste ano, a produção deve chegar a 6,9 toneladas, um aumento de 39,8% na relação com o ano anterior. O aumento no plantio do grão ocorre em função da melhora nos preços, explicou o Carlos Barradas.

A produção de soja e o arroz, porém, diminuiu. A estimativa aponta para uma colheita de 113,2 milhões de toneladas de soja em 2019, o que representa uma retração de 4% em relação ao ano passado. Já o arroz teve queda na produção por consequência da redução de 9,5% na área plantada e de 12% na área a ser colhida. Estima-se produção de 10,3 milhões de toneladas do grão, um recuo de 12% em relação ao ano passado.

Em 2019, a área a ser colhida deve ser de 63,2 milhões de hectares, um crescimento de 3,7% frente à área colhida em 2018, aumento de 2,2 milhões de hectares. Em relação a outubro deste ano, a estimativa da área a ser colhida apresentou crescimento de 71,3 mil hectares (0,1%). O recorde anterior da produção foi registrado em 2017, quando foram produzidas 238,4 milhões de toneladas.

Fonte: IBGE
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